1º Workshop da Fisioterapia debate sexualidade e suas disfunções


Por ariadne.marin

 

Começou, nesta quarta-feira, 5, na UFN, o  1º Workshop do curso de Fisioterapia. A reitora da Universidade Franciscana, Irmã Iraní Rupolo, ressaltou a importância deste tipo de atividade acadêmica para a formação e desenvolvimento dos profissionais. Segundo a Reitora, a fisioterapia é multiprofissional, portanto,  a discussão perpassa diversas áreas, dentre elas enfermagem, medicina, psicologia e a espiritualidade. Os três princípios do SUS,  a integralidade, equidade e a universalidade, foram citados pela Reitora, que acredita que eles devem fazer parte do pensamento dos profissionais, para desenvolver e aplicar através das políticas públicas. 

As disfunções sexuais e a importância dessa abordagem para a atenção integral foi o tema da primeira mesa-redonda do evento. A doutora Melissa Medeiros Braz disse que esta é uma área nova que carece de pesquisas. É através da fisioterapia que se combate as disfunções que atrapalham os pacientes nas relações sexuais, por causa das dores que muitas vezes impossibilitam o prazer e/ou o desejo sexual, acrescentou Melissa. As questões de sexualidade, onde o profissional precisa orientar a população LGBT sobre o uso de métodos contraceptivos para a prevenção de Dsts, também foi abordado pela doutora.

Clarice Mottecy. Foto: Vítor Cargnelutti/ LABFEM

Já Clarice Mottecy, ginecologista, esclareceu ao público o que é disfunção sexual, pois acredita que a importância deste tema esta na saúde sexual do paciente. O prazer do sexo deixou de ser apenas pela reprodução, esclareceu Clarice. Os motivos  que levam os pacientes a ter uma disfunção sexual são multifatoriais e isto precisa ser investigado, pois engloba outras áreas como: as psicológicas,  físicas, e a  ginecologia, conclui a Mottecy.

Os tabus que giram em torno da vida sexual feminina, principalmente das gestantes, foi o tema abordado pela psicóloga Clara Monteiro. Ela ressaltou que muitos dos problemas de disfunção sexual não são apenas psicológicos, ou somente físicos, que é preciso trabalhar o ser humano como um todo. Há três motivos psicológicos para as disfunções sexuais, um deles é o trauma, que nem sempre é ocasionado por traumas sexuais, pode estar relacionado a questões do cotidiano como a autoimagem e também o desconhecimento do próprio corpo.

Para finalizar o debate a enfermeira Rosiane Filipin Rangel, docente dos cursos de medicina e enfermagem, e especialista em neonatologia relatou que há uma complexidade em relação ao ser humano e que “se eu quero entender o ser humano com a ótica da integralidade, eu preciso entender quem é esse ser humano”. É preciso que o profissional conheça a si mesmo e ao seu corpo, complementou. A questão da espiritualidade não está necessariamente ligada a religião ou a crenças como muitos pensam, mas sim sobre coisas que dão sentido à vida das pessoas e se esta for afetada pode sim causar problemas físicos nos pacientes, complementou. “Mas, nem tudo se resume a isto, é preciso trabalhar a integralidade, pois o ser humano é formado por corpo, mente e espírito”, finalizou.

 

 

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