A (Ciber)museografia na valorização do patrimônio cultural português


Por João Pedro Foletto

 

Roberto Osvaldo Gerhard é doutor em design de produto. Foto: Paula Siqueira

O XXII Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão (SEPE) ocorre de quarta à sexta-feira, 03 e 05 de outubro, nos conjuntos I, II e III da Universidade Franciscana. O objetivo do evento é socializar conhecimentos, experiências e ideias entre pesquisadores e estudantes da UFN e de outras instituições.

A tarde de hoje, quinta-feira, 04, iniciou com a palestra “A (ciber)museografia como interface para a valorização do patrimônio cultural em Portugal”, ministrada pelo  professor e doutor em design de produto, Roberto Osvaldo Gerhardt,  graduado em desenho industrial e artes visuais pela Universidade Federal de Santa Maria.  Gerhardt atua, principalmente, pesquisando as seguintes temáticas: identidade visual, imagem corporativa, gestão de marcas, museografia, desenho e atmosferas cromáticas.

Roberto explica que sua dissertação de mestrado foi sobre comunicação e museografia da Santa Casa de Misericórdia de Aveiro,  instituição localizada na cidade de Aveiro, em Portugal. O objetivo de seu trabalho foi desenvolver um projeto explorando uma linguagem expositiva, concordando com uma linguagem artística que contribua para a identidade visual do Museu da Misericórdia. Também buscou potencializar os valores culturais e conceituais da instituição. Para isso, houve uma intervenção no interior do local, sem interferir sua atmosfera.

Segundo ele, “todas estas ações resultaram no desenho de uma nova identidade visual, capaz de comunicar o patrimônio da instituição na contemporaneidade, fortalecendo a sua identidade interna e externamente, e aproximando a comunidade com a instituição”.

Já em seu trabalho de doutorado Roberto analisou sites de museus contemporâneos de design, para efetuar uma coleta de informações que pode propor uma nova (ciber)museografia do design. Com essa análise, ele concluiu que “a maioria dos museus de design que são visitados na internet, contavam com o mesmo tipo de situação etnográfica, pois tinham uma legenda e os mesmos tipos de informações, ou seja , não estavam informando as pessoas do que era ser design”.  Dos 120 museus do design analisados, 61 possuíam apenas acervos físicos (não mostram o acervo), 45 físicos e digitais, 14 totalmente digitais, 2 apenas no idioma nativo e 12 eram cibermuseus.

O mestrando em Ensino de Humanidades e Linguagens da UFN, Léo Cezar Padova, ressalta que o trabalho do professor Roberto é relevante, pois proporcionou uma ação de reconstrução relacionado a contemporaneidade. E isso é a realização de um novo olhar sobre aquilo que os museus guardam.

A estudante de arquitetura e urbanismo Andréa Capssa, comenta, “ a palestra contribuiu muito para o meu trabalho, pois tenho uma galeria virtual, e isso me fez compreender todos estes detalhes de tipografia e simbologia que o professor Roberto apresentou”.

 

 

Texto: João Pedro Foletto

Fotógrafa: Paula Siqueira

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