Aumenta números de casos da toxoplasmose em Santa Maria


Por Gabriela Gabbi

 

De acordo com um novo boletim divulgado pela Secretária de Saúde do Rio Grande do Sul, 1.011 casos de toxoplasmose foram notificados, sendo 665 suspeitos e 352 foram confirmados pelas autoridades na última sexta-feira 18 de maio. Até o momento foram registrados dois óbitos fetais causados pela doença, sendo duas gestantes com 36 e 28 semanas, e um aborto de uma gestante com 15 semanas.

Autoridades na coletiva de imprensa sobre a toxoplasmose. Crédito: Larissa Bilo/LABFEM

Diante da repercussão dos numerosos casos de toxoplasmose em Santa Maria e da preocupação da população diante do consumo da água, infectologistas e órgãos de saúde responsáveis, reuniram-se na tarde da última quarta, 16 de maio, na sede do Ministério Público Federal, junto do Ministério Estadual, a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde e Médicos Infectologistas, para esclarecer dúvidas à população sobre combater o surto de toxoplasmose que hoje assola Santa Maria.

A procuradora da república Bruna Pfaffenzeller abriu a fala da coletiva: ”tendo uma repercussão muito maior do que achávamos quando iniciamos o combate e queremos fazer um breve esclarecimento à população, recebendo uma nota técnica do Ministério da Saúde, o Ministério Público Federal vai reforçar as buscas pela causa deste surto”, relatou a representante.

Infectologista Jane Costa. Crédito: Larissa Bilo/LABFEM

A médica infectologista Jane Costa relatou: ”não queremos fazer alarde e precisamos trabalhar em conjunto. Não pretendemos colocar a culpa em ninguém, queremos passar informações positivas para a população, sendo assim elaboramos um documento que nós denominamos como um informativo para a população, e pedimos a ajuda de todos vocês para a divulgação”.

A toxoplasmose é uma doença que não tem vacina, sendo adquirida por água e alimentos, é uma doença negligenciada. No momento a cidade está vivendo um aumento dessa doença que está saindo fora do controle, pois já é caracterizada por surto.

Foram divulgados os laudos de análise da água, realizados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Conforme as coletas de reservatórios de residências, de processo hidropônico e da Estação de Tratamento de Água da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), o resultado foi negativo quanto à presença do DNA de Toxoplasma gondii, protozoário que causa a doença.

No entanto, conforme o superintendente da Vigilância em Saúde do município, Alexandre Streb, os dados se referem apenas a um período específico. Sendo assim, o resultado não é considerado totalmente conclusivo.

Desta forma, é mantida a orientação para que a comunidade siga bebendo água mineral ou fervida, evite alimentos crus e malpassados e lave bem alimentos crus, como legumes e verduras.

” Para as populações mais vulneráveis, como as gestantes, os imunodeprimidos e crianças abaixo de dois anos, não discute. É água fervida. Está proibida a ingestão de carne crua. Alimento tem que ser bem cozido”, reforça a infectologista Jane Costa.

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