Relações de gênero são tema de debate na UFN


Por Gabriela Gabbi

 

Participantes da segunda edição do evento Desconstruindo: vamos falar de gente! Crédito: Larissa Bilo/ LABFEM

Você já parou para pensar em quantas vezes a mídia violou direta e indiretamente a sua vida? Vive-se numa era de revolução, de quebra de padrões estéticos, mas ao mesmo tempo a evolução dos direitos humanos e da sociedade em respeitar diferentes pontos de vista, parece  distante.  Por isso é  tão importante reforçar a fala sobre gênero e expor – como uma forma de apoio- as dificuldades enfrentadas e superadas diariamente.

Na tarde de hoje, 19 de junho, o curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana (UFN) promoveu a segunda edição do evento ”Desconstruindo: vamos falar de gente!”, com um bate papo sobre gênero. As ministrantes da disciplina optativa Cláudia Souto e Pauline Neutzling, ressaltam a importância de discutir gênero na Publicidade e a importância de trazer a diversidade para o evento.

A disciplina Publicidade e Gênero criada como optativa, justamente para atender essas temáticas atuais e discutir ”como a publicidade se apropria de padrões estéticos e qual é o papel da comunicação de um modo geral?” questiona a professora Cláudia Souto.

Convidados para a roda de conversa. Crédito: Larissa Bilo/LABFEM

Em uma roda de conversa super descontraída, Nathália Barchet, 20 anos, estudante de ciência sociais, fomenta a importância de eventos como esse, para falar de representatividade, auto-estima e gordofobia.  Já aluna de jornalismo Lara Cornellio, 25 anos, falou que esse evento é muito importante para cursos de comunicação, ”querendo ou não a mídia é responsável por boa parte do pensamento das pessoas, é um evento produzido pelo curso da Publicidade e Propaganda, ou seja, as propagandas são responsáveis pelo que elas impõem”, relatou Lara, que foi responsável por falar sobre negritude na mídia, o papel dos negros em novelas, séries que tem pouca representatividade. A aluna Eveline Gruspan, falou sobre suas experiências de vida com nanismo, como a mídia mostra o nanismo, ”pra mim é tudo muito tranquilo, a minha vida é normal, entçao eu relatei como é a minha rotina, com coisas que me fazem bem ou mal”, disse a estudante.

As Drags Queen Micka Valga, Loretta e Electra ressaltam a importância desse espaço para poder explicar para as pessoas sobre o seu trabalho e sobre o como a vida delas é,  mas principalmente a visibilidade dentro de uma Universidade,  protagonizando outros locais de fala. Após um coffe break, as meninas fizeram uma apresentação com a sua performance cheias de atitude, estilos e cores.

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