Parasporinas: pequenas proteínas contra o câncer


Por Mateus Ferreira

 

A Universidade Franciscana realiza o Workshop em Biotecnologia e Nanociências, que ocorre durante os dias 10 e 11 de setembro. Um dos temas que estiveram presentes em debate foi a doença que mais causa mortes no mundo, o câncer. Quem trouxe esse assunto para discussão foi Miguel Angel Peña Rico, professor e pesquisador da Universidad Del Papaloapan, México. Miguel Angel possui também pós-doutorado  em estudos e pesquisas sobre células cancerosas e cancerígenas.

Segundo o pesquisador, o câncer (CA) é a doença que mais causa mortes em todo o mundo, sendo o CA de pulmão e o de mama os principais responsáveis por elas. No México onde ele começou seus estudos, foi descoberto que o câncer de intestino atingia uma grande parcela da população, e o principal fator era o culinária mexicana que possui comidas com temperos extremamente fortes para o organismo. Já no Brasil, a incidência maior de casos é o câncer de mama entre as mulheres e o de próstata entre os homens. Já o câncer de pulmão também apresenta um número elevado de atingidos em função da grande quantidade de pessoas fumantes no país.

O doutor explanou a sua pesquisa denominada Parasporins: small proteins against cancer. Nesse estudo é relatado os experimentos feitos com a bactéria Bacillus thuringiensis amplamente conhecida por sua utilização em controle biológico de insetos. Ela produz proteínas tóxicas às linhagens de câncer, denominadas Parasporinas. A toxina liberada pela bactéria produz cristais protóicos que são aplicados em células cancerosas, provocando seletivamente morte celular.  Os estudos aplicados da parasporina ativada mostrou forte atividade citocida contra células T leucêmicas humanas, células humanas de câncer do colo do útero e células T normais.

Os estudos e experimentos do professor Miguel Angel incluem também tratamentos alternativos em busca de cura para o câncer e suas pesquisas já incluem diversas etapas de testes e os avanços são animadores. Com esses dados, o mundo da ciência cresce cada vez mais na busca definitiva da cura dessa doença.

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