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Estelionatos diminuem no RS e em Santa Maria

O estelionato ocorre quando alguém induz outra pessoa ao erro para obter vantagem de forma ilícita, geralmente financeira. Nos últimos tempos, mensagens de whatsapp tem sido um canal muito usado pelos estelionatários. O público mais atingido são

No último episódio, o Provoc[A]rte aborda a Arte do Cuidado

Maio chega ao fim e com ele também findamos a quinta temporada do Provoc[A]rte chamada que Que Arte é Essa?. O último episódio fala sobre a Arte do Cuidado, com Cristina Boeira, especialista em cuidados paliativos.

A ética nas experiências com animais de laboratório

Os  parâmetros de toxicidade e a legislação para o manejo de animais de laboratório, foi tema da palestra da professora Liliane de Freitas Bauermann, do departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFSM, nesta terça-feira, 11, no Workshop em Biotecnologia

O estelionato ocorre quando alguém induz outra pessoa ao erro para obter vantagem de forma ilícita, geralmente financeira. Nos últimos tempos, mensagens de whatsapp tem sido um canal muito usado pelos estelionatários.

Golpes de whatsapp estão entre os estelionatos mais comuns. Imagem: Pixabay.

O público mais atingido são os idosos, como pontua a delegada Alessandra Padula, do 3º Departamento de Polícia Civil de Santa Maria. “O idoso acha que está fazendo uma negociação e acaba fazendo outra, vai sobrepondo um contrato sobre outro”, afirma a delegada. Segundo Alessandra, a principal maneira de se prevenir de um golpe é desconfiar e também procurar informações em sites confiáveis. Assim, as chances de o golpista tentar algo serão ineficazes.

Segundo dados da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, o número de estelionatos ocorridos de janeiro a abril de 2023 diminuiu em relação ao mesmos meses do ano passado, tanto em Santa Maria quanto no estado.

Número de casos de estelionatos registrados

(Fonte: produção própria com dados da Segurança Pública do RS)

Um levantamento realizado pela empresa de segurança Kaspersky , mostra que o Brasil foi o país mais atacado por phishing em 2022, em que grande parte dos golpes foram realizados via Whatsapp, com mais de 76 mil bloqueios. Segundo o especialista Fábio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky, este golpe é mais comum no Brasil porque é muito simples criar com um custo baixo: “Essa ameaça se torna ainda mais eficaz devido a criatividade do cibercrime brasileiro, que consegue criar ‘desculpas’ convincentes para suas artimanhas.”

Mas, e se eu cair no golpe?

É importante saber como agir se você cair em um golpe. A delegada frisa a importância de realizar um boletim de ocorrência presencial ou online por meio do site da Delegacia do Rio Grande Do Sul . Além disso, a vítima deve ter prints das conversas realizadas via aplicativo de mensagens e o comprovante de boleto bancário ou pix, caso tenha tido alguma transição. É possível anexar essas provas na hora do BO online.

Dicas para NÃO cair no golpe

  1. Caso aparente ser alguém conhecido, ligue para a pessoa antes de realizar qualquer transação
  2. Não abra links desconhecidos
  3. Atente-se a ortografia do texto
  4. Utilize somente a versão oficial do app de mensagens
  5. Cuidado ao clicar em links desconhecidos (saiba mais)

Caso Real

O aposentado Rubens Francisco Miola, 58, revela que o principal motivo de ter sofrido o golpe de WhatsApp foi a falta de atenção, já que outras vezes em que houve tentativas de golpes ele não caiu.

A tática utilizada pelos golpistas foi o sentimento relacionado ao filho de Rubens. O aposentado estava no trânsito e recebeu uma ligação, supostamente, do novo número de seu filho, em que ele lhe pedia ajuda. “O número tinha o prefixo 55 daqui de Santa Maria e a foto era a dele com a esposa e a filhinha”, conta. O dinheiro então foi depositado.

Miola ainda dá um conselho para não cair neste tipo de estelionato: “é importante confirmar com quem está falando antes de realizar qualquer transação”. Ele infelizmente não recuperou o dinheiro, mas realizou o BO (Boletim de Ocorrência), embora o policial tenha dito que nada mais poderia ser feito.

Segundo uma pesquisa realizada em 2014 pelo gerenciador de pesquisas Frank Stefano da Universidade de Cambridge, uma das táticas dos golpistas, como exemplificado acima pelo caso de estelionato de Miola, é a pressão dada através de mensagens ríspidas e grosseiras para o dinheiro ser roubado de forma ágil e precisa.

Conheça os tipos de golpes de WhatsApp

Roubo de Contas: Este é um dos golpes mais comuns quando se trata de aplicar golpes neste tipo de aplicativo, nele ocorre a validação de um suposto atendimento.

Ajuda Financeira: CUIDADO! Este modelo de golpe pode ser facilmente realizado através de grupos de mensagens ou por meio do dispositivo de alguns celulares atuais que é o de proximidade.

Maio chega ao fim e com ele também findamos a quinta temporada do Provoc[A]rte chamada que Que Arte é Essa?. O último episódio fala sobre a Arte do Cuidado, com Cristina Boeira, especialista em cuidados paliativos. Um encontro para falar de vida e também sobre o fim dela. Como diz Cristina, o paliativista cuida do ser humano que está ali, independente do diagnóstico, por isso envolve o cuidado físico, emocional e espiritual, porque, para ela, é preciso se preocupar mais com a vida do que com a morte e viver bem o hoje. Não é a perspectiva do tempo que está em foco, mas a qualidade do tempo e que ele faça sentido.

Beatriz Ardenghi e Cristina Boeira conversam sobre a Arte do Cuidado. Imagem: Arquivo LabSeis

E por falar em tempo, aproveitamos para fazer uma retrospectiva do Provoc[A]rte. Nascido na pandemia, as duas primeiras temporadas foram ao ar em 2021, quando só era possível fazer entrevistas no formato online. Discutimos Arte na Pandemia e Arte Identidade. Já a terceira temporada, exibida em dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, abordou a Arte em Movimento com entrevistas presenciais, mas ainda com o uso de máscaras para manter os cuidados em relação à Covid-19. Por fim, Arte Coletivo foi nossa quarta temporada, veiculada no segundo semestre do ano passado, e encerramos o programa com a temporada Que Arte é Essa? com o coração quentinho por tantas conversas bonitas, profundas, emocionantes e geradoras de conhecimento sobre o universo da arte e da vida. Todas as temporadas estão disponíveis no canal do YouTube do  Lab Seis.

O Provoc[A]rte vai ao ar nesta terça-feira, 30 de maio, às 19h, com reprise às 22h, na UFN TV, pelo canal 15 da NET, no sábado, às 19h, e no domingo, às 19h30min. E também pode ser visto na TV Câmara, canal aberto 18.2, na sexta-feira, às 21h, e sábado, a partir das 19h. 

Cristina Boeira fala sobre o trabalho do paliativista. Imagem: Arquivo LabSeis

O programa é produzido pelo Lab Seis, laboratório de produção audiovisual dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana (UFN) e disponibilizado no canal do YouTube da UFNT TV e do Lab Seis. A equipe é formada por Beatriz Ardenghi e Petrius Dias no roteiro e apresentação, João Pedro Ribas na direção de arte e na divulgação nas redes sociais, Raphael Sidrim na edição, Alexsandro Pedrollo na gravação, Jonathan de Souza na finalização, e coordenação e direção da professora Neli Mombelli.

Texto: Neli Mombelli

Sem vacina ou medicamento eficaz para combater o coronavírus, a máscara tem sido uma grande aliada na defesa da contaminação pelo coronavírus. Наркологическая Клиника por Pixabay

Depois que a pandemia de coronavírus começou a se alastrar pelo Brasil, um dos assuntos mais debatidos entre cidadãos e médicos foi a utilização das máscaras faciais para proteção. Inicialmente, especialistas e Organização Mundial da Saúde (OMS) disseram ao público que as pessoas não deveriam usar máscaras, a menos que estivessem doentes ou cuidando de alguém que estivesse com o vírus. Porém, no decorrer dos meses, com o aumento dos casos de infectados e de óbitos , estudos indicaram que pessoas que não estavam com sintomas, os mais comuns por exemplo como febre, tosse seca e cansaço, poderiam estar com o vírus no corpo e transmitindo para outras pessoas, esta recomendação mudou.

No início do caos, a preocupação das autoridades era de que o uso generalizado de máscaras poderia provocar uma maior escassez dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s), o que realmente ocorreu. Daí a recomendação da produção de máscaras caseiras (tecido de algodão) e o uso de máscaras descartáveis ao sair de casa. Além disso, com o retorno gradual das atividades econômicas, o uso das máscaras se tornou uma das principais recomendações dos protocolos de proteção à disseminação do COVID-19.

A professora Amanda Liz  conta que no início do surto fez várias tentativas de compra de algum tipo de proteção facial nas farmácias e, por diversas vezes, não encontrou nenhum material disponível. Foi quando ela se viu na responsabilidade de fazer algo a respeito.  Antes da pandemia ela já trabalhava com confecção de máscaras usando tecido, ativou a produção. Ao ser questionada sobre o material que usa para a produção das máscaras,  afirma que “as máscaras que eu faço, são confeccionadas de forma dupla, com tecidos 100% algodão”.

Ela também destaca alguns pontos relativos à idade: “ o uso de máscara facial é indicado para crianças acima de 2 anos. Para crianças menores de 2 anos confecciono viseiras face shield que protegem de gotículas e o chapéu anti-gotículas”. “Além de oferecer o produto é importante oferecer suporte também.  Orientar quanto ao uso, lavagem, uso correto e demais informações pertinentes, complementa a professora”.

Neste sentido, o Ministério da Saúde publicou recomendações de como a população pode produzir as suas próprias máscaras caseiras, sendo elas: em tecido de algodão, tricoline, TNT, ou outros tecidos, que podem assegurar uma boa efetividade se tiverem um correto manuseio e se forem higienizadas de forma correta. É importante que as máscaras sejam feitas nas medidas corretas cobrindo totalmente o nariz, a boca, e o queixo e que estejam bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

A partir deste cenário, os estados e munícipios brasileiros começaram a repensar suas técnicas no combate ao vírus. O Ministério da Saúde (MS) também passou a recomendar o uso de máscaras caseiras mesmo por pessoas que não tenham sintomas, caso elas saiam para espaços públicos. Os comércios, no geral, também passaram a exigir que os consumidores usassem máscaras faciais.

Anderson Almeida e Clovis Umpierre: as precauções de quem precisa trabalhar. Foto: Ana Luiza Deike

Anderson Almeida, 40 anos, e Clovis Umpierre, 56 anos, trabalham na portaria de um condomínio na cidade de Santa Maria. Ambos usam a máscara de forma correta e mantém o distanciamento social. A esposa de Clovis, é do grupo de risco,  e ele explica as precauções que tomam desde o início na pandemia. Fazem o uso de álcool gel com frequência, utilizam mais de uma máscara nos turnos, uma vez que cumprem turnos de 8 horas, além de manterem o distanciamento recomendado no ambiente de trabalho.

A prefeitura de Santa Maria, decidiu pela obrigatoriedade do uso de máscaras no dia 13 de abril. Quem for flagrado sem a peça pode pagar multas que variam entre R$ 106, R$ 284 e R$ 568.

A enfermeira Carize Oviedo, que atua na linha de frente no  combate ao vírus, enfatiza que fora do ambiente hospitalar é essencial o uso de máscaras, pois hoje é a única “vacina” disponível. Ela acredita que “a redução de casos no resto do país, não em Santa Maria pois aqui o índice de contaminados ainda continua alto, se deve a conscientização da população que se prevenir é sim, eficaz”.  “ Usar a máscara ajuda sim a não disseminar mais o vírus! Aqui a população ainda brinca com toda situação”, ressalta a enfermeira.

Cumprindo todas estas recomendações as máscaras podem ser consideradas uma das barreiras contra a disseminação do coronavírus reduzindo a possibilidade de contágio. No entanto, cabe ressaltar que o uso inadequado das máscaras pode torná-la mais um vetor de contaminação. “Na hora de colocar a máscara e retirar é preciso ter cuidado para não encostar no tecido que fica na frente da boca e do nariz, pegar o mínimo possível nas laterais é o mais indicado”, explica a enfermeira Carize.

Em relação à eficácia no uso das máscaras um estudo realizado pela Royal Society, instituição em Londres destinada à promoção do conhecimento científico, concluiu que o uso correto das máscaras  pode reduzir a transmissão contínua por usuários assintomáticos e os que não apresentam sintomas, se amplamente utilizadas em situações em que o distanciamento físico não é possível.

Por Ana Luiza Deike. Matéria produzida para a disciplina de Jornalismo Científico

Os  parâmetros de toxicidade e a legislação para o manejo de animais de laboratório, foi tema da palestra da professora Liliane de Freitas Bauermann, do departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFSM, nesta terça-feira, 11, no Workshop em Biotecnologia e Nanociências, na UFN.  

A professora de fisiologia procurou fazer um link entre dois temas: legislação e manejo de animais. Essas informações são.importantes, pois desta forma o aluno chega atualizado no laboratório, explicou. Ela informou que esse conhecimento será cada vez mais exigido. A professora falou sobre as leis  Arouca, Consea e normativas institucionais no uso de animais para pesquisa.

Bauermann também abordou os testes de toxidade, pois muitos foram renovados ou revalidados. A professora mostrou os testes mais comuns e deu orientações de sobre a melhor maneira de fazer, como número de doses aplicáveis, observação e alimentação. Ela ainda alertou sobre os cuidados precisos com os animais. “Eles não podem ficar estressados ou com medo. É preciso prezar pelo bem star do animal para a realização dos testes” aconselhou.

A professora falou outros estudos para práticas complementares.  “O pessoal precisa ficar atento a todos os cuidados, tanto na legislação quando no manejo do animal”, afirma Liliane.