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Jornada reúne a produção científica do curso de Jornalismo

A XVII Jornada Científica do Jornalismo aconteceu na noite da quinta-feira, 30, no sexto andar do prédio 14, no conjunto III do Centro Universitário Franciscano. Ao todo, 23 alunos apresentaram suas pesquisas de Trabalho Final de

ABRA para novas experiências

Os alunos do segundo semestre do curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano estão produzindo a 33º edição do jornal ABRA. Esta publicação é experimental e busca proporcionar aos estudantes a primeira experiência na produção do

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay.

Não é de hoje que a popularidade das mídias online dissemina-se nos mais diversos espaços sociais. A partir de seus objetivos de aproximação entre indivíduos, o papel da comunicação torna-se peça fundamental no algoritmo deste recurso. Através dele, formulações estatísticas e operações digitais cresceram constantemente no ano de 2020 que, surpreendido pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), fez com que o público buscasse adaptação e interatividade neste âmbito.

Sabe-se que, além da relevância comunicativa encontrada nas mídias digitais, principalmente no período pandêmico, o contato estabelecido nas inter-relações fortifica-se diante desta ferramenta. Exemplo disto pode ser visto por meio da capacidade noticiosa tanto local, como nacional e internacional, assim como a conectividade entre perfis nas plataformas como Instagram e Facebook.

Um estudo realizado pela consultoria Kantar aponta que, em 2020, o uso do Whatsapp cresceu em torno de 76%, em escala global, quando comparado ao ano anterior. O mesmo vale para o Instagram que, por meio de uma apuração realizada pela Reuters Institute Digital News Report 2020, deu um salto de 3% a 36%, de 2014 até 2020. Estatística esta que destaca o crescimento da interatividade virtual, especificamente em 2019 e 2020. 

No mais, atribui-se uma referência ao Instagram, que consideravelmente tornou-se a rede social mais popular no Brasil, até 2019. Conhecida por conectar bilhões de pessoas simultaneamente por meio dos recursos e acessibilidades encontradas, a plataforma cresce mais do que qualquer outro aplicativo (em escala anual), com o contato entre usuários de diferentes países.

Amanda Beltrame finalizou o ensino médio em 2020 e participou de um evento para jovens lideranças nos EUA. Imagem: arquivo pessoal.

Exemplo disto pode ser citado entre jovens que, nos dias de hoje, encontram-se altamente engajados neste ambiente. Amanda Beltrame, de 17 anos, finalizou o ensino médio no colégio Riachuelo em 2020, em Santa Maria.  Sua conta no Instagram, @amandabbeltrame, agrega mais de 1.500 seguidores, os quais refletem vivências pessoais da jovem, vinculadas às relações internacionais na composição de seu perfil. A estudante comenta que o objetivo de sua rede social, até então, é para uso pessoal, sem aspectos comerciais.

Em 2019, Amanda participou de uma conferência internacional, com jovens de mais de 145 países. Com o nome de Global Young Leaders Conference (GYLC), o evento promoveu o encontro, que ofereceu uma experiencia na troca de ideias e técnicas comunicativas. “Foi algo bem desafiador, mas o tempo que passamos em contato fez com que nos adaptássemos a novos hábitos e comportamentos linguísticos”, afirmou Amanda. Segundo a jovem, após o fim do encontro, ficou nítida a importância do diálogo e do saber dialogar nas entrelinhas e em diferentes ambientes. “Pude notar como o ato de comunicar-se é essencial. Todos temos conhecimentos e vivências distintas, o que torna gratificante ter tido esta oportunidade”, reiterou.

Ligado ao evento, ela destaca o grau de amplitude na relação interpessoal, proporcionada pelo ambiente web. Amanda comenta que, mesmo que hoje ele não fale tanto com seus colegas de viagem, em decorrência da pandemia, as mídias sociais são os laços que tornam a ligação ainda possível: “A rede social é o pilar da comunicação e o que deixa este contato vivo. Ela segue tomando grandes proporções com o passar do tempo, o que consequentemente proporciona momentos ótimos entre as pessoas”.

Fica perceptível o nível de interatividade online e os laços formados virtualmente, construídos pelo diálogo. Fatores estes que, permeados pelo compartilhamento de informações,  contribuem para o enraizamento de vínculos estabelecidos pelo avanço tecnológico.

Vini Guasso usa as redes para divulgar seu trabalho como DJ. Imagem: arquivo pessoal.

Além do uso das redes sociais para interatividade e entretenimento, esses meios também são utilizados para a divulgação de trabalhos pessoais, como é o caso do estudante, que finalizou o terceiro ano do Ensino Médio no Colégio Marista Santa Maria, Vinicius Guasso. Vinicius, de 18 anos, é DJ e divulga seu trabalho através da plataforma do Instagram, em @viniguasso, onde possui cerca de 2.000 seguidores. 

Ele conta que para ter uma boa comunicação com seus seguidores, aposta na apresentação do seu perfil, como uma vitrine, onde compartilha fotos pessoais e de trabalhos já realizados por ele. Vinicius conta também que no início do período pandêmico, em meados de março, a interatividade com seu público aumentou porque a maioria das pessoas passaram a usar as redes sociais com mais frequência, porém a comunicação foi perdendo força com o tempo. “Na minha visão, agora as coisas estão voltando mais ao normal’’, comenta. 

Como forma de manter o engajamento durante a pandemia, Vinicius relata que foi convidado para participar de um grupo online onde outras pessoas que também trabalham no ramo musical se apoiam dando audiência e visibilidade nas redes sociais. “Um amigo me convidou para participar de um grupo onde há 80 pessoas que interagem sobre a profissão de DJ, de todo o Brasil, inclusive com grandes nomes. Então, os integrantes do grupo devem curtir, salvar e compartilhar as postagens um do outro para garantir o engajamento. Eu acho que isso tá me ajudando agora no final’’, explica. 

Ainda com relação a comunicação nas redes sociais, o estudante afirma que houve um aumento significativo da disseminação de informações na internet, que fez com que as notícias falsas também aumentassem. Para ele, é necessário um maior cuidado por parte das pessoas que compartilham conteúdos na internet, a fim de manter uma relação benéfica para todos no mundo virtual. 

Júlia tem mais de 10.000 seguidores no Instagram. Imagem: arquivo pessoal.

Júlia Emanuelli, 17 anos, que também finalizou o ensino médio em 2020, criou uma conta no Instagram com intuito de divulgar um trabalho pessoal. Em 2017, começou a publicar as maquiagens que produzia. Porém, o perfil  @juliaastt cresceu, e hoje conta mais de dez mil seguidores. Os assuntos também ampliaram, e, atualmente, Júlia elabora conteúdo sobre autocuidado, autoestima e moda. 

A estudante afirma que a partir do perfil no Instagram foi possível desenvolver habilidades comunicativas, como a fala e a escuta. Apesar da insegurança no início, Júlia passou a entender que se as pessoas estão dispostas a ouvir e a interagir, então, ela deve continuar nesse caminho e utilizar a voz que tem nas redes sociais para promover algo positivo. 

Além disso, Júlia também declara que para transmitir uma mensagem precisa de uma ponte: “A comunicação e o diálogo são as bases de tudo, seja nos relacionamentos pessoais ou com o público do Instagram”, aponta a estudante. Júlia ainda entende que as plataformas digitais possibilitam e facilitam essa comunicação, assim como, são capazes de ampliar o conhecimento. 

Stéphane Powakzuk, mais conhecida como Teka, é jornalista e trabalha com redes sociais há oito anos. A trajetória como Digital Influencer começou quando participou de um concurso de beleza plus size. A partir desse momento, Teka, que sempre compartilhou dicas de moda, beleza, e mais recentemente saúde, ganhou seguidores e conseguiu parcerias com várias marcas. “Meu objetivo é inspirar mulheres para que elas não deixem que o peso seja um fator determinante para a felicidade”, relata Teka. Hoje, o perfil da jornalista @tekapowaczuk conta com mais de 19 mil seguidores.

Teka é jornalista e trabalha como redes sociais há 8 anos. Imagem: arquivo pessoal.

O percurso de Teka como Influencer acompanhou a evolução das redes sociais. Antes do Instagram, ela já produzia conteúdo para blog, fotolog e fanpage e afirma que o curso de Jornalismo foi fundamental nesse caminho. Para Teka, as disciplinas práticas do curso, assim como, o trabalho com a Rádio foram essenciais para desenvolver habilidades comunicacionais nas redes sociais. 

Além disso, a jornalista sempre procurou se manter atualizada sobre as redes sociais, tanto por meio do estudo do plataforma do Instagram, quanto pela realização de um MBA em Mídias Sociais. Teka entende que para expandir um perfil no Instagram é necessário fazer pesquisas para compreender os nichos e o público-alvo. Por fim, deixa um conselho: “Sejam verdadeiros. Estudar os conteúdos e pensar o que você quer oferecer para o público é uma forma inteligente para crescer, e demanda muita dedicação!”.

Texto produzido pelos acadêmicos de Jornalismo Gianmarco de Vargas, Laura Gomes e Lavignea Witt.

17ª Jornada Científica do Jornalismo
17ª Jornada Científica do Jornalismo (Foto: Matheus Kunzler / LABFEM – Laboratório de Fotografia e Memória)

A XVII Jornada Científica do Jornalismo aconteceu na noite da quinta-feira, 30, no sexto andar do prédio 14, no conjunto III do Centro Universitário Franciscano. Ao todo, 23 alunos apresentaram suas pesquisas de Trabalho Final de Graduação I (TFG I). Os trabalhos dos acadêmicos foram divididos em quatro temas gerais na hora da apresentação: Mídias Digitais; Audiovisual e Fotografia; Cinema, Documentário e Rádio; e Jornalismo Impresso e Cultural.

De acordo com a Coordenadora do Curso de Jornalismo, Sione Gomes, o principal objetivo do evento é compartilhar os trabalhos, o que está sendo estudado pelos alunos. E aos acadêmicos foi a possibilidade de, ao apresentarem seus trabalhos, clarear ainda mais as suas propostas, e principalmente, ter a oportunidade de coletar contribuições a partir de um olhar externo.

O acadêmico Armando Agostini, sob orientação da professora Carla Torres, apresentou seu TFG I, que tem como tema A influência da IURD no Telejornalismo da TV Record, afirma que escolheu falar sobre o assunto por ter trabalhado na emissora e ter vivenciado a influência da igreja no jornalismo produzido pelo veículo. “Uma matéria não está lá só por estar, só porque é relevante. Interesses estão por trás, às vezes até ferindo a ética jornalística”, analisa Agostini.

Dois alunos que estão em intercâmbio em Portugal, apresentaram suas pesquisas através de vídeos gravados. Róger Haeffener, apresentou Edição não linear: a construção de significações na reportagem especial de Marcelo Canellas. Já Luiza Chamis, defendeu a Valsa com Bashir: a captação da memória do documentário animado. Os dois acadêmicos tem como orientadora a professora Neli Mombeli.

Conforme Glaíse Palma, professora ministrante da disciplina de TFG I, a finalidade da Jornada é contribuir para a formação de um ambiente acadêmico propício à pesquisa. Ela ressaltou que o TFG é, para muitos, o primeiro contato com envolvimento de uma pesquisa, o que torna esse momento importante por realizar a apresentação e ouvir críticas construtivas.

A professora também afirmou que é fundamental a participação dos alunos de outros semestres, pois é uma preparação para já ir conhecendo a bibliografia e as linhas de pesquisa dos professores. “Um momento para todos crescerem, desde os alunos do primeiro semestre que já vão iniciando o contato, até os dois últimos semestres que analisam a apresentação dos colegas”, conclui Glaíse.

TEMA GERAL : MÍDIAS DIGITAIS

NOME ALUNO TÍTULO TRABALHO ORIENTADOR (A) BANCA
Adriana Aires da Silva O empoderamento da mulher negra nas redes sociais: uma análise do blog “Blogueiras Negras” Rosana Zucolo Morgana Machado
Gabrielle Righi Midialivrismo no Facebook: estudo da cobertura da greve geral pelos ‘Jornalistas Livres’ Maurício Dias Iuri Lammel
Laís Giacomelli Discurso e comunicação através do site de moda Steal The Look Morgana Machado Glaíse Palma
Lorenzo Franchi Rodrigues Webjornalismo esportivo: o ressurgimento da Chapecoense como time de futebol na ótica do globoesporte.com Gilson Piber Iuri Lammel
Róger Haeffener Edição não linear: a construção de significações na reportagem especial de Marcelo Canellas quatro Mombelli Glaíse Palma
Victória Papalia “Likers”: um estudo sobre a autoexposição do grupo Friends Influencers no Instagram Morgana Machado Glaíse Palma

 

TEMA GERAL : AUDIOVISUAL E FOTOGRAFIA

NOME ALUNO TÍTULO TRABALHO ORIENTADOR (A) BANCA
Armando Agostíni A influência da IURD no telejornalismo da TV Record Carla Torres Fabiana Pereira
Carolina Teixeira Juventude e Mídia: um estudo de caso com estudantes surdos em Santa Maria Glaíse Palma quatro Mombelli
Dara Luiza Hamann Gênero e jornalismo esportivo na televisão: um estudo de caso da jornalista Fernanda Gentil Carla Torres Laura Fabrício
Renata Teixeira A transformação no perfil do jornalista: uma análise das apresentações do G1 em Um Minuto Glaíse Palma

 

 

Carla Torres
Ticiana Leal Fotografias jornalísticas no Diário SM: valor estético x valor informativo Laura Fabrício Carla Torres
Viviane Campos Jornalismo no cinema: os métodos de investigação utilizados em Spotlight: segredos revelados Carlos Alberto Badke quatro Mombelli

TEMA GERAL : CINEMA, DOCUMENTÁRIO E RÁDIO

NOME ALUNO TÍTULO TRABALHO ORIENTADOR (A) BANCA
Bruna Germani Rádio Imembuí: o jornalismo na emissora durante o regime militar Glaíse Palma Gilson Piber
Fernanda Gonçalves Lei de acesso à informação: os desafios dos jornalistas na construção da notícia Iuri Lammel Rosana Zucolo
Jewison dos Santos Cabral Os dilemas das gerações britânicas em filmes de Donny Boyle Carlos Alberto Badke Alexandre Maccari
Leonardo Bedin House Of Cards: uma representação do jornalista na assessoria de imprensa Carla Torres Bebeto Bdake
Luiza Chamis Valsa com Bashir: a captação da memória do documentário animado quatro Mombelli Alexandre Maccari
Natália Rosso O protagonismo da mulher no cinema latino-americano Carlos Alberto Badke Rosana Zucolo

TEMA GERAL : JORNALISMO IMPRESSO E CULTURAL

NOME ALUNO TÍTULO TRABALHO ORIENTADOR (A) BANCA
Fernanda Pedroso O New Journalism e Cinema: da literatura para as telas Carlos Alberto Badke Sione Gomes
Keila Nunes Marques O uso da rede social Instagram pelos jornais impressos e telejornais brasileiros Iuri Lammel

 

 

Maicon Kroth
Lucas Leivas Amorim A espiritualidade na mídia: análise do caderno “Mediuns, pretos velhos e benzedeiras” do ZH Rosana Zucolo Maicon Kroth
Lucas Schneider “Muito, muito breve”: a linguagem e a crítica de Robert Christgau Rosana Zucolo Sione Gomes
Matheus Oliveira O impeachment de Dilma Rousseff: o reflexo do posicionamento editorial do jornal Folha de S. Paulo na construção do acontecimento Rosana Zucolo Maicon Kroth

 

 Por Agnes Barriles, Deivid Pazatto e Luisa Peixoto

Os alunos do segundo semestre do curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano estão produzindo a 33º edição do jornal ABRA. Esta publicação é experimental e busca proporcionar aos estudantes a primeira experiência na produção do jornal impresso.

O ABRA iniciou suas atividade no ano de 2003, e as matérias produzidas eram temáticas. Ao longo dos anos, o jornal foi mudando sua linha editorial e hoje  é composto por assuntos variados. Nesta edição, os acadêmicos do terceiro semestre da disciplina de Jornalismo e Mídias Sociais trabalham na cobertura da produção.

A cobertura é composta por vídeos com depoimentos de egressos do curso de Jornalismo que produziram diferentes edições do jornal. Os vídeos são lançados na página do curso no facebook.