Calçadas para quem?


Por Agência CentralSul de Notícias

 

Conteiners sobre as calçadas deixam pouco espaço para os pedestres. Fotos: Guilherme Benaduce. Lab. Fotografia e Memória.

Sujeira, pouco espaço e carros estacionados na faixa amarela.

Além do trânsito caótico em Santa Maria e uma educação coletiva que demora a acontecer, outros fatores influenciam o estabelecimento das boas maneiras que marcam a qualidade de vida nas cidades.  Entre elas,  a oferta de calçadas em boas condições que são destinadas aos pedestres. São?  O registro da equipe da ACS  mostra o contrário. Transeuntes desviam de conteiners para transitar pela calçada  da rua dos Andradas, quase em frente ao prédio 17 do Centro Universitário Franciscano, enquanto carros estão estacionados na faixa amarela. Ao mesmo tempo, sujeira se acumula sobre as calçadas. 

A ACS  procurou a Revitá que informou ter acatado uma decisão do Ministério Público junto à Prefeitura, porque os conteiners estariam atrapalhando o trânsito naquele local.

Atitude da pedestre parece questionar sobre o lugar dos conteiners.

 Procurada, a Secretaria de Proteção Ambiental, através de Renata Pauletto, diretora responsável pela supervisão dos conteiners no município, afirmou que assim como os carros, os conteiners não podem estar no meio fio das faixas amarelas e, nesses casos, são colocados sobre as calçadas, devendo deixar um espaço para o pedestre. 

 No episódio da rua dos Andradas, disse que a faixa amarela onde eles estavam colocados corresponde à parada de ônibus e ao estacionamento dos deficientes físicos que chegam à Unifra. Por conta disto foram deslocados para a calçada.

Questionada se a prioridade das calçadas não seria dos pedestres já pressionados pelo fluxo do trânsito, ao invés dos conteiners , ela concorda e salienta que, não raro, os próprios usuários reclamam quando estes são deslocados para locais mais distantes.

 A diretora se comprometeu a verificar o caso junto à Revitá para buscarem alternativas viáveis.

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