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Companhia artificial: problema ou solução?

Hoje, há quem recorra a assistentes virtuais e chatbots não apenas como ferramentas, mas como uma espécie de presença constante, capaz de oferecer atenção, diálogo e uma forma peculiar de acolhimento.

Com encontros presenciais e debates, os cineclubes fortalecem a cultura cinematográfica santa-mariense. Foto: Eduarda Amorin

Santa Maria é conhecida como “cidade cultura” e não carrega esse nome em vão. Ao longo dos anos, o município reuniu diferentes espaços voltados à arte e à formação cultural da população. Entre eles, os cineclubes se consolidaram como locais de encontro para quem busca experiências com o cinema fora do circuito comercial. Mais do que exibir filmes, esses espaços promovem debates e contato com produções que dificilmente chegam às salas de cinema do shopping.

Diferentemente dos cinemas tradicionais, os cineclubes têm como objetivo apresentar obras que muitas vezes não encontram espaço no circuito comercial. Segundo os colaboradores do Cineclube Lanterninha Aurélio, Paulo Teixeira e Francine Nunes, a proposta é oferecer acesso a filmes independentes, produções locais, clássicos e obras que não estão disponíveis em cartaz ou nos serviços de streaming. As sessões ocorrem todas as terças-feiras, no auditório da Cesma (Rua Professor Braga, 55) às 19h. Elas são gratuitas e sempre seguidas de debate.

A tradição cineclubista em Santa Maria é antiga. De acordo com Paulo Teixeira, a cidade mantém iniciativas do gênero desde a década de 1950, quando surgiu o Clube de Cinema de Santa Maria, ligado a Edmundo Cardoso, personalidade importante na cultura de santa-mariense responsável por desenvolver o teatro e o cinema da cidade. A forte presença universitária, a circulação de pessoas de diferentes regiões do país e a valorização histórica das atividades culturais contribuíram para que o município desenvolvesse uma relação próxima com o cinema e com os espaços de exibição alternativos. O Lanterninha Aurélio, por exemplo, está na ativa desde 1978 e consta como segundo cineclube mais antigo do Brasil.

A frequentadora Natália Kober, de 24 anos, conheceu os cineclubes após se mudar de Ijuí para cursar Letras em Santa Maria. O que mais a atrai é a oportunidade de assistir a filmes independentes e compartilhar a experiência com outras pessoas. Para Natália, os debates realizados após as sessões criam um sentimento de comunidade cada vez mais raro em uma rotina marcada pelas telas. Ela afirma que participar dos cineclubes também mudou sua visão sobre o fazer cinematográfico, mostrando que “não é preciso ser um Tarantino para fazer cinema”.

Para que os cineclubes continuem existindo, Francine acredita que também é necessário recuperar o hábito de se reunir presencialmente. Mais do que uma sala de exibição, ela define o cineclube como um espaço de congregação, afeto, conversa e encontro. Caso essas iniciativas desaparecessem, Santa Maria perderia não apenas o acesso a filmes ausentes das salas comerciais, mas também a possibilidade de se surpreender com obras desconhecidas. Em uma rotina cada vez mais mediada pelas telas individuais, a permanência dos cineclubes depende justamente daquilo que eles oferecem de mais particular: a experiência de sair de casa, assistir coletivamente e continuar conversando quando as luzes se acendem.

Mesmo enfrentando desafios como a concorrência das plataformas digitais e a diminuição do público presencial, os cineclubes continuam desempenhando um papel importante na cidade. Além do Lanterninha Aurélio, Santa Maria conta com iniciativas como o Cineclube da Boca, um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que realiza sessões de produções locais todas às quartas-feiras no auditório do Prédio 67 do campus em Camobi, e o Clube de Cinema de Santa Maria, realizado na Casa de Memória Edmundo Cardoso. As sessões são divulgadas através do grupo de WhatsApp.

Matéria produzida por Eduarda Amorin na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.

Imagem: Pixabay

Você já ouviu falar em ecoansiedade? O termo surgiu nos estudos científicos no começo dos anos 2010 e, segundo a Associação Americana de Psicologia (APA), se refere ao medo crônico da destruição ambiental. Com o aumento dos desastres climáticos extremos no estado do Rio Grande do Sul, novas discussões estão ocorrendo sobre o impacto na saúde mental. 

A preocupação com crises climáticas não está isolada, a exemplo disto a ONU (Organização das Nações Unidas) destaca em seu Plano de Desenvolvimento Sustentável: Agenda 2030 um conjunto de 17 objetivos com 169 metas. Essas metas são parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem atingidos até o ano de 2030 de forma global. Entre estes objetivos está o ODS número 3, que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. 

Pesquisas recentes demonstram que em casos de desastres climáticos de longo porte, como enchentes e incêndios florestais, há impactos na saúde mental. Em entrevista ao G1, a psicóloga Jaqueline Assis destaca que se o clima e o território não forem considerados nas discussões sobre território não há como garantir uma qualidade de vida aos moradores. 

Carina Boeck, professora de bioquímica da Universidade Franciscana (UFN), destaca que a ecoansiedade está relacionada a crises climáticas e ecológicas. Segundo a professora, a ecoansiedade é caracterizada por sintomas negativos em razão do clima, do meio ambiente e de pensamentos repetitivos associados ao medo do futuro de forma direta. Conforme as pesquisas indicam, estes fenômenos se tornam mais comuns entre os jovens adultos, caracterizados pelo início da carreira profissional, por exemplo. “As preocupações com as mudanças climáticas devem ser motivo de atenção caso gerem pânico. Os medos são importantes para nós e nos colocam para nos preparar para algo. Mas, há descontroles quando existe o excesso.”, destaca a professora. 

Partes do Infográfico postado pelo G1 em 2025 quando as enchentes no Rio Grande do Sul completaram um ano. Fonte: G1 RS

Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul viveu uma das maiores catástrofes naturais da sua história. As enchentes foram causadas por diversos fatores, como chuva abundante, falta de tratamento dos esgotos e falta de área permeável para absorver a água. Para Carina, em casos como este observa-se alguns impactos psicológicos. “Nós conseguimos enxergar que durante o período destas catástrofes as pessoas mais atingidas pelas chuvas foram, naturalmente, as que tiveram mais problemas de saúde mental. Em casos de agricultores que perderam suas plantações e famílias que perderam suas casas, pode haver o transtorno pós-traumático, que vai além da ecoansiedade.” Segundo a professora é necessário entender a individualidade de cada um, seus sentimentos e as experiências de vida. 

De todo modo, cabe a todos ter o autocuidado assim como cuidar do meio ambiente. Atividades práticas podem ser aplicadas no dia a dia, como fazer a separação correta dos resíduos domésticos e consumo de produtos sustentáveis, ajudando a não poluir mais o meio ambiente, e também atenção consigo próprio com atitudes como manter-se hidratado, ter  uma boa alimentação, duração e qualidade adequadas de sono e atividades físicas de formas regulares. 

Reportagem produzida na disciplina de Jornalismo Especializado no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Na tarde da última terça (25), a Universidade Franciscana realizou a Aula Inaugural do 2º semestre com a presença do professor Ronaldo Mota no Salão de Atos do Conjunto 1 da Universidade. Com o tema: Práticas Didáticas Metacognitivas na era das Inteligências Artificiais, o momento proporcionou aos alunos, professores e funcionários novos conceitos dos métodos de atenção praticados durante os últimos anos, com a Inteligência Artificial sendo hoje parte auxiliar da educação. 

Na abertura do evento, a Pró-Reitora Acadêmica, Vanilde Bisognin, ressaltou que a UFN continua com o compromisso da promoção do conhecimento, com a pesquisa conectada à extensão e com a formação de pessoas capazes de transformar a realidade em que estão inseridas. Em sua fala, ela frisou o papel de cada professor, funcionário e técnico-administrativo como partes da instituição, assim como os estudantes. “Aos alunos e alunas, para vocês que existimos, sejam vocês calouros que estão iniciando a sua trajetória ou veteranos que estão dando continuidade a uma caminhada já iniciada, este lugar é de vocês”, aponta Vanilde.  

Pró-Reitora Acadêmica, Vanilde Bsigonin, abordou o papel dos professores na construção da Universidade Franciscana. Imagem: Laura Gomes/ASSECOM 


Novas tecnologias modificam o método, mas não a essência de ensinar. Foi com esta reflexão que o professor doutor em Física que hoje atua na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integra a Cátedra de Inteligência Artificial, Ronaldo Mota, abordou o uso de novas inteligências artificiais, como o ChatGPT, o Claude e o Gemini, na educação em sala de aula. 

O professor apontou que, enquanto partes de uma sociedade, é preciso olhar para o passado com consciência e viver o presente com persistência diante dos novos desafios enfrentados. Na visão de Mota, o papel das instituições de ensino sofreu novas mudanças nos últimos anos devido às transformações tecnológicas. Hoje em dia a educação passou a valorizar, na sala de aula, os processos cognitivos que desenvolvem habilidades, permitindo que os alunos se tornem profissionais competentes, criativos, bem-sucedidos, satisfeitos e capazes de atuar em sociedade. 

Professor Ronaldo Mota destaca o papel das novas inteligências artificiais na educação. Foto: ASSECOM/UFN

“Essa transformação coloca em questão o próprio papel tradicional da escola. Se transmitir informações já não é suficiente, e se máquinas conseguem processar e armazenar grandes volumes de conhecimento com enorme velocidade, torna-se necessário repensar o que ensinar, como ensinar e quais competências devem ser desenvolvidas nos estudantes, destaca o professor.”

Para a professora do Curso de Publicidade e Propaganda, Ariadni Loose, a palestra do Dr. Ronaldo Mota auxilia na construção do pensar entre alunos e professores diante da presença constante da inteligência artificial que é uma realidade presente em sala. Mais do que tentar impedir ou controlar o uso dessas tecnologias, na visão de Ariadni, é necessário criar situações de aprendizagem que tornem o estudante um ser pensante desenvolvendo autonomia, pensamento crítico e a capacidade de tomar decisões conscientes quanto ao uso da IA. “Este debate reforça uma visão de ensino que considero fundamental quando o professor deixa de ser apenas aquele que transmite conteúdos, e passa a atuar como um mediador e provocador”, analisa a professora.

Palestra reuniu professores, alunos e funcionários da UFN no Conjunto I. Foto: ASSECOM/UFN

Por fim, Loose destaca que o diferencial da formação universitária não pode estar somente na capacidade de reprodução de informações, mas sim em formular boas perguntas, interpretar contextos, fazer escolhas, argumentar, criar e avaliar de maneira crítica.

Santa Maria se consolida como um importante polo universitário no interior do Rio Grande do Sul. Foto: Maria Eduarda de Castro

Santa Maria, conhecida como um dos principais polos universitários do interior do Rio Grande do Sul, recebe, todos os semestres, estudantes de diferentes cidades em busca de uma graduação. Com aproximadamente 35 mil universitários, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, a cidade se tornou referência no ensino superior e atrai jovens que enxergam nela novas oportunidades acadêmicas e profissionais.

Porém, para muitos, a mudança representa mais do que uma nova fase na vida, significa enfrentar a distância da família, adaptar-se a uma rotina diferente e assumir novas responsabilidades. Entre a saudade, desafios inesperados e descobertas, viver longe se transforma em uma experiência fundamental no processo de amadurecimento.

De acordo com o IBGE, Santa Maria possui cerca de 282 mil habitantes, sendo considerada uma das principais cidades universitárias do estado. A presença de instituições como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Franciscana (UFN) e o Instituto Farroupilha (IFFar) fortalecem a identidade de Santa Maria como cidade universitária.

Infográfico sobre o alto número de universitários em relação à população. Material: Gemini

Entre esses estudantes está Giovana Vasconcellos da Silva, de 18 anos, natural de Caçapava do Sul. Há quatro meses morando em Santa Maria, a acadêmica de Direito da UFN conta que a decisão de sair da cidade natal foi motivada pelo ingresso na graduação. Apesar da expectativa positiva com a mudança, a adaptação exigiu enfrentar desafios que vão muito além da rotina acadêmica.

Morando sozinha, Giovana precisou aprender a lidar com responsabilidades domésticas, resolver imprevistos do cotidiano e administrar a própria rotina, algo que antes era compartilhado com a família. Para ela, a saudade e a solidão foram os impactos mais difíceis nesse processo. “Antes sempre tinha alguém em casa me esperando. Agora chego e não tem ninguém”, relata. Além das dificuldades emocionais, a estudante sentiu uma pressão maior em relação ao futuro. A necessidade de conciliar estudos, vida pessoal e a busca por experiências profissionais trouxe outras preocupações e exigiu mais maturidade.

Giovana Vasconcellos mora sozinha e aprendeu a lidar com novas situações. Foto: Maria Eduarda de Castro

A experiência de Nicolli Silva Carvalho, de 18 anos, natural de Alegrete, apresenta pontos em comum, mas com algumas diferenças no processo de adaptação. Há seis meses em Santa Maria, a estudante de Fisioterapia da UFN afirma que a mudança foi motivada pela variedade de oportunidades acadêmicas e profissionais oferecidas pela cidade.

De acordo com Nicolli, a maior dificuldade também foi lidar com a saudade da família, especialmente dos pais e avós. Apesar disso, o processo de adaptação vem sendo mais leve, principalmente por não morar sozinha. “O principal desafio foi a saudade das pessoas da minha antiga cidade. Mas Santa Maria me acolheu muito bem”, conta.

Para ela, a cidade universitária propõe um ambiente convidativo para construir novas amizades, criar vínculos e enxergar possibilidades para o futuro. A experiência, segundo a acadêmica, reforçou a sensação de independência e evolução pessoal.

Para Nicolli, a adaptação em Santa Maria foi marcada pela saudade da família, mas também pela construção de novos vínculos. Foto: Maria Eduarda de Castro

As histórias de Giovana e Nicolli refletem uma realidade vivida por milhares de jovens que deixam suas cidades em busca da formação universitária. Mais do que uma mudança de cidade, essa experiência exige adaptação emocional, responsabilidade e construção de novas redes de apoio. Em Santa Maria, cidade marcada pela presença de acadêmicos de diversas regiões, o processo de sair de casa e enfrentar uma nova rotina de vida se transforma em amadurecimento. Entre desafios e conquistas, a vida universitária longe da família e amigos deixa de ser apenas uma etapa da vida acadêmica e se torna também um processo fundamental de crescimento pessoal e construção de identidade.

Matéria produzida por Maria Eduarda de Castro na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.

Imagem: Site do Fenaj

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), indicaram no dia 18 de agosto que a Corte volte a debater sobre a dispensa do diploma de jornalista para exercer a profissão.

Em 2009, o STF decidiu que não era necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo para atuar na profissão. Durante o julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, o plenário do STF decidiu, por 8 votos a 1, pela não aplicação da exigência prevista no Decreto-Lei 972/1969. O entendimento foi de que a norma não era compatível com a Constituição de 1988, especialmente com as garantias de liberdade de expressão, informação e imprensa.

O ministro Dino reforçou que respeita a decisão, mas afirmou que a não obrigatoriedade do diploma faz com que qualquer pessoa nas redes sociais se passem por “jornalistas”. Na sequência Alexandre de Moraes, concordou com a necessidade de rever essa decisão e defendeu a possibilidade de uma regulamentação da atividade. “Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, sobre uma regulamentação”, disse.

As declarações foram realizadas durante o julgamento na Primeira Turma, relacionado ao direito de resposta concedido a uma clínica médica em razão de reportagem veiculada pela TV Globo sobre denúncias de abusos sexuais.

Com os pronunciamentos, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), promove nessa quarta-feira, 26 de agosto o Dia D de Diploma. O intuito é de que, nesta data, alunos, professores e jornalistas se manifestem nas mídias sociais exigindo a volta do Diploma, incentivando a importância dos ministros e deputados de reavaliar essa decisão.

O curso de Jornalismo da Universidade Franciscana apoia totalmente a decisão de rever essa exigência. O jornalista e cordenador do curso Iuri Lammel, destacou a relevância da valorização do diploma de Jornalimo. “A exigência do diploma é uma representação da importância da profissão para a sociedade. É uma forma de dizer que o jornalismo é tão importante para a democracia e para a sociedade que o país demanda que a pessoa responsável por este tipo de trabalho tem que estar minimamente preparada por um curso de graduação. Além de valorizar a formação e o tempo que os estudantes investem nos estudos.” afirma o professor.

Alunos que entraram para o curso recentemente se sentem mais motivados com a revisão da obrigatoriedade do diploma. Desde os primeiros semestres da faculdade, professores da UFN destacam a importância de ter responsabilidade ao transmitir informações. A graduanda do segundo semestre de Jornalismo Amanda Ripe reafirmou essa ideia: “Durante a graduação é muito comentado sobre a ética, chegagem, apuração dos fatos, essas são coisas indispensáveis que um diploma traz para um jornalista”.

A possível retomada da exigência do diploma reacende o debate sobre a importância da formação profissional no jornalismo. Para professores e estudantes, a graduação vai além da preparação para o mercado de trabalho: envolve ética, responsabilidade, apuração e compromisso com a informação. Enquanto o STF avalia a possibilidade de rever a decisão de 2009, a discussão reforça a busca pela valorização da profissão e pela qualidade do jornalismo produzido no país.

Acadêmicos e professores de Jornalismo participaram do bate-papo. Imagem: Luiza Silveira/Labfem

Na última semana, os jornalistas da RBS TV Rogério Giaretta, Nick Santos e Guilherme Jacques apresentaram para os acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) o projeto Primeira Pauta.

O projeto permite que estudantes de Jornalismo de todo o Rio Grande do Sul, com 18 anos ou mais, se inscrevam e concorram a uma semana de imersão nas redações do Grupo RBS. Além disso, Rogério, Nick e Guilherme compartilharam experiências profissionais, desafios da rotina de trabalho na empresa e competências necessárias para atuar no mercado jornalístico.

O jornalista Rogério Giaretta Junior destacou a persistência como uma característica fundamental para quem busca alcançar objetivos profissionais. “Vamos encontrar pessoas que podem nos ajudar e impulsionar, outras que não nos ajudarão e colocarão defeitos no nosso trabalho. Mas acredito que seja fundamental ter persistência. Quando gostamos de alguma coisa, procuramos ser felizes e buscamos a nossa felicidade. Se a felicidade é trabalhar no Grupo RBS ou em um veículo do grupo, é preciso trabalhar para isso, buscar alternativas e fazer contato com pessoas do grupo”, pontua Rogério.

Já Nick Santos relatou que a escolha pelo Jornalismo ocorreu a partir da identificação com a comunicação, a escrita e o contato com as pessoas. “Acho que, na realidade, o Jornalismo me escolheu. Sempre gostei muito do microfone por causa da música e vi uma proximidade entre a arte e o Jornalismo. Quando estava escolhendo qual profissão seguir, eu escrevia para o blog da minha mãe e gostava de escrever, montar notas e textos, mesmo sem saber que aquilo era Jornalismo. Então pensei em experimentar a televisão, porque gosto de escrever, falar, me expressar e do microfone. Foi uma decisão muito acertada”, afirma Nick.

Entenda como funciona o processo de inscrição

Fase 1: Os estudantes interessados devem preencher o formulário de inscrição e enviar um vídeo respondendo à pergunta “Por que eu quero participar do projeto jornalístico Primeira Pauta RBS?”. As inscrições ficam abertas até 30 de setembro. Ao final do período de inscrições, serão selecionados os 15 melhores vídeos, que avançarão para a segunda fase. A divulgação dos 15 finalistas ocorrerá em 16 de outubro. A RBS também realizará uma live aberta aos inscritos, com profissionais de Recursos Humanos, abordando temas como currículo, LinkedIn, oportunidades de trabalho e processos seletivos.

Fase 2: Os 15 estudantes classificados deverão produzir um conteúdo jornalístico de apuração própria, com tema livre, em formato de vídeo para redes sociais. O material deverá ser enviado entre 16 e 28 de outubro, estar publicado em uma plataforma online, como YouTube ou Vimeo, e ser acompanhado de uma sugestão de título e legenda. Os trabalhos serão avaliados por uma comissão formada por profissionais de diferentes veículos do Grupo RBS, considerando critérios como objetividade, clareza, criatividade, qualidade jornalística, conexão com o público, correção e ética. Ao final dessa etapa, serão escolhidos os cinco participantes do Primeira Pauta RBS 2026, com resultado divulgado em 18 de novembro.

Fase 3: Os cinco selecionados participarão, entre 30 de novembro e 4 de dezembro, de uma etapa de mentoria e acompanhamento remoto com profissionais das redações do Grupo RBS. Depois, entre 7 e 11 de dezembro, participarão presencialmente da Semana Primeira Pauta, uma imersão nas redações da RBS TV, Gaúcha, GZH, Zero Hora e Diário Gaúcho. Durante a experiência, os estudantes acompanharão a rotina jornalística e produzirão uma reportagem em vídeo e áudio, que será publicada em GZH e veiculada na Rádio Gaúcha. Além da experiência nas redações, os cinco selecionados também terão acesso a um workshop imersivo do Planeta Atlântida 2027, em data a ser definida.

Imagens: Luiza Silveira/Labfem

Texto com colaboração de Maria Eduarda Castro, acadêmica do 2° semestre do curso de Jornalismo.

O uso da inteligência artificial faz parte ativa do cotidiano de muitas pessoas. Foto: Enzo Martins/LABFEM

Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) deixou de ocupar apenas o território da praticidade, aquela que agenda compromissos, acende luzes ou responde perguntas rápidas, para atravessar uma fronteira mais íntima e delicada. Em silêncio, quase sem perceber, ela começou a povoar também os espaços emocionais. Hoje, há quem recorra a assistentes virtuais e chatbots não apenas como ferramentas, mas como uma espécie de presença constante, capaz de oferecer atenção, diálogo e uma forma peculiar de acolhimento.

Esse movimento revela algo que vai além do fascínio por máquinas inteligentes. Aponta para uma tentativa humana, talvez desesperada, talvez sutil, de preencher fendas afetivas que se alargam em um cotidiano cada vez mais digital. Em meio às rotinas apressadas, às conversas interrompidas e aos vínculos frágeis, há quem encontre na IA um tipo de companhia que não julga, não exige e está sempre disponível. Uma presença que, embora artificial, parece ouvir com paciência infinita.

Para o professor Felipe Schroeder, do curso de Psicologia, essa aproximação nasce de uma solidão que nem sempre é visível. “Não é preciso estar isolado do mundo para sentir-se só”, explica. Muitas pessoas possuem círculos sociais, convivem diariamente com colegas, amigos, familiares, mas ainda assim carregam uma sensação persistente de não serem verdadeiramente vistas. Relações superficiais, diálogos apressados e a falta de conexão genuína abrem brechas que a tecnologia, com sua prontidão matemática, tenta preencher.

Nesse cenário, a IA se torna uma espécie de refúgio emocional. Uma zona segura onde o indivíduo encontra atenção sem conflitos, companhia sem desgaste, escuta sem interrupções. Mesmo que o afeto seja simulado, mesmo que tudo esteja amarrado a linhas de código, o conforto que produz é real, pelo menos por um instante.

Mas Schroeder faz um alerta importante: essa relação também carrega riscos. Diferente de um amigo humano, a inteligência artificial é programada para manter o usuário engajado, oferecendo respostas moldadas para agradar, acolher ou reforçar expectativas. Ela devolve o que a pessoa deseja ouvir, não necessariamente o que precisa. Assim, a experiência pode se transformar em um espaço de estagnação emocional, onde não há confronto, fricção nem crescimento.

“É como tentar tirar um carro atolado: você acelera, gasta energia, a roda gira, mas você continua no mesmo lugar”, compara o professor. Para ele, a IA até pode servir como companhia breve, como apoio em momentos de vulnerabilidade, mas jamais substituirá a profundidade que nasce do encontro humano. Porque é no diálogo imperfeito, cheio de pausas, falhas e afetos verdadeiros, que algo em nós se movimenta. É ali que o vínculo existe.

Segundo o professor Felipe Schroeder, os vínculos com a inteligência artificial podem surgir mesmo em pessoas socialmente ativas. Foto: Enzo Martins/LABFEM

O professor e coordenador do curso de Inteligência Artificial, Mirkos Martins, costuma dizer que o medo das máquinas nasce, muitas vezes, de um equívoco: a crença de que a tecnologia age como um substituto direto do humano. Para ele, essa visão é estreita demais. Em sala de aula, Mirkos repete que a IA não surge para ocupar lugares, mas para preencher os espaços deixados por quem parou de se mover. “Ela não vai substituir a gente. Vai substituir quem não quer aprender, quem escolhe o conforto de não arriscar nada novo”, afirma, com a serenidade de quem acompanha o avanço tecnológico de perto.

Mesmo com o ritmo acelerado das inovações, ele reforça que a inteligência artificial ainda depende do que só o humano possui: curiosidade, imaginação, impulso criativo. Sem isso, ele diz, “nenhuma máquina anda sozinha”. E mesmo que sistemas se tornem mais complexos no futuro, a expectativa não é que ultrapassem o humano, mas que o provoquem, como uma espécie de lembrete constante de que é preciso seguir em movimento para não ser deixado para trás enquanto o mundo avança.

Ao final de sua fala, Mirkos chama atenção para um ponto incontornável: não existe retorno quando se trata de tecnologia. “Depois que uma tecnologia aparece, ela não some. Ou é superada por outra melhor, ou amadurece até se tornar parte da nossa vida”, explica. E com a inteligência artificial não será diferente. Ela já se infiltrou no cotidiano e tende a crescer ainda mais. Por isso, diz ele, que “o esforço não deveria mirar o medo ou o bloqueio, mas o fortalecimento de quem a utiliza. Formar pessoas capazes de avaliar criticamente o que é útil, o que é raso, o que é ético e o que não deveria ser repetido”. Em resumo: preparar indivíduos para que a IA seja ferramenta, não muleta; aliada e não substituta.

O professor Mirkos Martins explica que a tecnologia trabalha ao lado da humanidade e não como uma substituta. Foto: Nelson Bofill/LABFEM

A experiência de quem usa a inteligência artificial como suporte emocional também ajuda a desenhar esse novo cenário. Luiza Lopes*, de 24 anos, conta que começou a conversar com chatbots no fim do ano passado, durante um período de forte ansiedade. “Eu não conseguia marcar psicóloga logo, então usei a IA como um quebra-galho”, relembra. O que seria temporário acabou virando hábito. A razão? A disponibilidade absoluta. “É três da manhã, bate uma crise e tu consegue desabafar na hora. Não tem julgamento. E às vezes ela faz umas perguntas que me ajudam a organizar a cabeça.”

Para ela, conversar com a IA ocupa um território ambíguo: está longe de ser humano, mas também não é vazio. A fluidez das respostas cria, por alguns minutos, a sensação de presença. “Eu sei que é uma máquina, mas às vezes eu esqueço por uns minutos. É acolhedor, sabe? Uma resposta que te dá um norte.” Em certos momentos, a conversa digital parece até mais confortável do que a presencial. “Na terapia eu tinha vergonha de falar algumas coisas. Com a IA, não. Parece mais seguro. Mas, claro, tem coisas profundas que ela não pega.”

Hoje, ela vê a IA como um recurso complementar, e não como substituto da terapia. Ajudou a atravessar crises rápidas, estruturar pensamentos e diminuir o peso do silêncio. Mas os nós mais antigos, diz, continuam sendo trabalhados no consultório. “A IA é suporte. Quando preciso entender a raiz das coisas, é com a psicóloga. Eu não trocaria uma pela outra.” Ainda assim, ela recomenda o uso, desde que com consciência. “Funciona como ferramenta, principalmente pra quem não consegue atendimento imediato ou tem dificuldade de se expressar.”

Vitória Ferrão, de 23 anos, relata a experiência que teve ao jogar tarot com o Chat GPT: “Fiz duas vezes somente depois de assistir a um vídeo no TikTok [..] Não é algo que eu faço rotineiramente, é mais uma curiosidade do que um hábito fixo.”. Ela complementa dizendo que não confia 100% na ferramenta, apenas a vê como uma forma de reflexão, para organizar pensamentos e não como uma verdade absoluta.

No fim, o que emerge dessas vozes, dos especialistas aos usuários, é um retrato menos apocalíptico e mais humano da inteligência artificial. Longe de um inimigo silencioso prestes a tomar o nosso lugar, ela aparece como um espelho, que devolve tanto nossas potencialidades quanto nossas faltas. Para alguns, é ferramenta de estudo e trabalho; para outros, é apoio emocional em momentos de sombra. E, para todos, é um convite a repensar o que fazemos com o tempo que temos e com as capacidades que nos definem.

A tecnologia avança, isso é fato. Mas o modo como ela nos atravessa ainda depende de escolhas profundamente humanas. Continuaremos sendo movidos pela curiosidade? Vamos cultivar o senso crítico? Seremos capazes de usar a IA para ampliar, e não acabar com aquilo que torna quem somos?

Enquanto essas perguntas seguem abertas, uma certeza se consolida: não é a inteligência artificial que define o futuro, são as pessoas, nas decisões que tomam diante dela.

Confira abaixo o podcast sobre Inteligência Artificial com os professores Felipe Schroeder e Mirkos Martins.

Texto em parceria com a acadêmicao de Jornalismo: Andressa Rodrigues.

Reportagem produzida na disciplina de Narrativa Multimídia, sob orientação da professora Glaíse Palma, no 2º semestre de 2025.

Quem faz Jornalismo sonha grande. No dia 11 de agosto os acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Francisacana (UFN), realizaram uma viagem a Porto Alegre para conhecer de perto diferentes veículos de comunicação e espaços culturais. A experiência reuniu aprendizado e novas perspectivas para o futuro profissional.

Nos estúdios da RBS TV os universitários conheceram os bastidores dos principais programas de televisão do estado e acompanham a preparação de um piloto com o repórter Bruno Marsilli. O momento funcionou como um teste para uma possível participação do jornalista no programa Globo Esporte, permitindo que a equipe avaliasse sua performace diante de situações inesperadas que podem acontecer durante a programação. A visita também contou com a presença da apresentadora Alice Bastos Neves, que conversou com os acadêmicos e compartilhou uma breve fala da sua trajetória profissional.

Em seguida, o grupo seguiu para a GZH Digital, onde conheceu a estrutura das redações da Gaúcha e da Atlântida. Durante o tour, os estudantes puderam observar como funciona a produção de conteúdo e conhecer um ambiente em que diferentes formatos de comunicação convivem no mesmo espaço. A visita também teve um momento de descontração com os participantes do programa Bola nas Costas.

Além das redações, os acadêmicos também conheceram um pouco mais da cultura do Rio Grande do Sul. A visita ao Mercado Público fez parte do tour, assim como a passagem pelo Farol Santander, pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e pelo Espaço de Cultura Mário Quintana.

Para finalizar a programação, os universitários participaram de uma visita técnica e de uma aula de produção de conteúdo na Agência de Conteúdo e Assessoria Padrinho, conduzida pelo jornalista André Roca. Durante o encontro, além de André, os jornalistas Gabriela Perufo, egressa do curso de Jornalismo da UFN, e Ken Kerr Dahcew apresentaram a atuação da agência e compartilharam com os acadêmicos os processos envolvidos na produção de conteúdo.

Para finalizar a programação, os universitários participaram de uma visita técnica e de uma aula de produção de conteúdo na Agência de Conteúdo e Assessoria Padrinho, conduzida pelo jornalista André Roca. Durante o encontro, os jornalistas Gabriela Perufo, egressa do curso de Jornalismo da UFN, e Ken Kerr Dahcew apresentaram a atuação da agência e compartilharam com os acadêmicos os processos de pranejamento e produção.

A viagem foi mais do que conhecer diferentes espaços da comunicação, foi uma oportunidade de entender melhor como é o dia a dia de quem trabalha na área. Em cada lugar, os acadêmicos puderam conhecer um pouco da rotina dos profissionais, ouvir suas experiências e enxergar diferentes caminhos dentro do Jornalismo. Estar nesses ambientes e conversar com quem já atua no mercado aproxima da prática. No fim, a viagem deixou aprendizados, novas referências e a certeza de que cada experiência ao longo da faculdade também faz parte da construção do futuro profissional.

Fotos: Thine Feistauer/ Labfem

Se tem Feira do Livro, tem Nave de Histórias na Praça. E, neste ano, trazemos novidades: a estreia de autores mirins. Sete das 13 histórias inéditas desta edição foram criadas por alunos dos quartos e quintos anos da Escola de Ensino Fundamental Castro Alves. Os podcasts de contação de histórias foram produzidos a partir do projeto de extensão Nave de Histórias da Universidade Franciscana que envolve os cursos de Jornalismo, Pedagogia, Design e Letras – Português e Inglês. O formato traz a contação de histórias infantis por meio do áudio, explorando a paisagem sonora das narrativas que vão de pequenas histórias à livros completos.

Estudantes do 4º ano gravaram um dos roteiros selecionados. Foto: Vinicius Gomes/Labfem

As demais histórias foram produzidas a partir de livros infanto-juvenis dos autores santa-marienses Nelci Procópio, Lucas Visentini, Jacira Pedroso, Mario Luiz Trevisan e Sibele Righi Scaramussa na disciplina de Áudio para Mídias Digitais, do curso de Jornalismo, onde surgiu o projeto em 2024.

O lançamento das histórias será na segunda-feira, 10 de agosto, às 15h, no espaço dedicado aos autores na feira. A Nave estará pousada próxima ao palco da praça para que os viajantes adentrem nela e comandem o painel de controles dando play no episódio que queiram ouvir. As visitas serão das 14h às 18h15 de segunda a sexta-feira, e também nos domingo. Nos sábados o atendimento é das 10h às 18h15, até o dia 21/08, penúltimo dia de feira.

Painel da Nave de Histórias permite aos ouvintes escolherem a história. Foto: Divulgação

Veja as histórias desta edição e seus autores:

EMEF Castro Alves

A cachorrinha feliz, de Lara Carvalho Bonacho

A girafa baixa, de Isabella de Morais

A ovelha preguiçosa, de Davi Fontoura Avozani

A vaquinha medrosa, de Pyetro Ribeiro de Lima

O Palhaço peixe  , de Ryan Jesus Barros Pereira

O tatu e o cachorro, de Verônica Müller de Moura Rosa

Os animais amigos, de Lohan Militz Jaques

Curso de Jornalismo

Cadê o Patinho, de Jacira Pedroso – produzido por Cristhian Braga

Descobertas de Basílio, de Nelci Procópio – produzido por Maria Valenthine Feistauer

Neto e a Boca do Monte, de Lucas Visentini – Produzido por Yasmin Zavareze

O fantasma de ferro, de Mario Luiz Trevisan – produzido por Emilly Pilar

Televinos, de Sibele Righi Scaramussa – Produzido por João Henrique Machado

Um Dragão no Quintal, de Nelci Procópio – Produzido por Isadora Rodrigues

 E para quem não puder embarcar na Nave de Histórias durante a Feira do Livro, pode acessar  os episódios no Spotify, buscando pelo perfil Nave de Histórias. As histórias também estão sendo disponibilizadas no canal da Nave de Histórias no YouTube e no perfil do Instagram.

Sobre a Nave de Histórias

Nave de Histórias é um projeto de extensão multidisciplinar coordenado pela professora Neli Mombelli, do curso de Jornalismo. As histórias, produzidas no curso a partir de obras de autores santa-marienses, são o estopim para a extensão. Os cursos de Pedagogia, através da professora Dulcineia de Toni, e de Letras- Português e Inglês, a partir da professora Talita Valcanover Duarte, e de alunos de diferentes disciplinas, levam as histórias para escolas para audição e promovem atividades que envolvem produção bilíngue e criação de novas histórias. 

No curso de Jornalismo, os acadêmicos, com suporte das professoras Glaíse Palma e Neli Mombelli e da bolsista Luiza Fantinel, vão até a escola para dar oficinas de roteiro e, após, levam os estudantes da escola até a Universidade Franciscana para a gravação das histórias. No primeiro semestre de 2026, foram criadas 62 narrativas, sendo 7 selecionadas para a produção do podcast, o que envolveu 35 alunos na gravação, que atuaram como personagens e narradores.

Por fim, o curso de Design, sob orientação dos professores Roberto Gerhardt e Ciria Moro, e da bolsista Julia Kieling, acompanhada de colegas do curso e também da Arquitetura e Urbanismo, são responsáveis pela estrutura da Nave que recebe o público na feira e pelo material gráfico do projeto. São mais de 30 acadêmicos envolvidos no projeto, que também conta com o suporte técnico do professor Iuri Lammel, e dos técnicos-administrativos Clenilson Oliveira, Erick Corrêa e Jonathan de Souza, do curso de Jornalismo, e de Sandro Robert Rodrigues Vargas, no suporte de marcenaria, vinculado ao Design.

Texto de Neli Mombelli

Chapa Julieta Amaral estará à frente do DAJOR pelos próximos dois semestres.
Imagem: Isaac Brum Dias/Acadêmico de Jornalismo

Na última quarta-feira, dia 5 de agosto, o Diretório Acadêmico do curso de jornalismo (DAJOR) da Universidade Franciscana (UFN) elegeu a nova diretoria para os dois próximos semestres do curso. A escolha da nova chapa foi realizada por meio de votação no Comlab. A opção pelo grupo foi unanimidade entre os alunos que participaram da eleição, conquistando 20 votos.

A diretoria que assume o DAJOR é formada pelas acadêmicas Nathaly Penna (presidente), Isadora Rodrigues (vice-presidente), Maria Valenthine Feistauer (diretora de eventos e financeira) e Maria Eduarda Castro (diretora de comunicação) e pelos acadêmicos Nicolas Pacheco (vice-diretor de eventos e financeiro), Nicolas Krawczyk (vice-diretor de comunicação) e Enzo Martins (secretário estudantil). A chapa recebe o nome de Julieta Amaral, a fim de homenagear a primeira jornalista negra a apresentar um telejornal no Rio Grande do Sul. Julieta faleceu em outubro de 2024, em decorrência de um câncer severo no pâncreas.

A acadêmica do 6º semestre do curso de Jornalismo e presidente do DAJOR, Nathaly Penna, destacou que assumir a presidência do Diretório Acadêmico representa um desafio e uma grande responsabilidade diante das demandas da função. “Aceitei a função com o compromisso de dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo desenvolvido e de representar o curso da melhor forma possível. Nossa gestão pretende fortalecer ainda mais a integração entre os estudantes e o curso, promovendo atividades que contribuam para a vida acadêmica dos alunos”, afirma Nathaly.

De acordo com a acadêmica, a gestão manterá um diálogo próximo com os estudantes, ouvindo suas demandas e atuando como ponte entre os alunos e os professores. Ela ainda enfatizou que as iniciativas terão como objetivo contribuir para o fortalecimento do curso de Jornalismo.

Essa é a terceira chapa eleita pelo Diretório desde sua fundação. Criado em 2024, o DAJOR tem o intuito de fomentar espaços de integração e convívio interpessoal, bem como potencializar a identidade do curso e oportunizar experiências que possam agregar à trajetória acadêmica dos estudantes. O Diretório Acadêmico já promoveu múltiplas iniciativas, dentre elas, quatro acolhimentos aos calouros, o apoio na organização da exposição “Olhares Fragmentados” em conjunto com o LABFEM, encontros com profissionais da área do jornalismo, churrascos de socialização entre professores e acadêmicos, uma visita aos estúdios do Grupo RBS em Santa Maria, a produção de um programa de rádio especial sobre o Dia dos Namorados no pátio da UFN e duas Festas Juninas a fim de reunir os estudantes do curso.

Para este semestre, o Diretório está atuando junto aos professores para proporcionar aos estudantes do curso uma viagem técnica a Porto Alegre. Entre as atividades previstas está a visita aos estúdios do Grupo RBS da capital, estimulando a imersão em um universo de maior alcance no campo da comunicação.