
Filme vencedor de Kikito de Ouro 2025 em Gramado chega ao cinema de Santa Maria
Quando a Gente Menina Cresce foi dirigido pela professora da UFN, Neli Mombelli, e entra em cartaz na quinta-feira, 24 de setembro

Quando a Gente Menina Cresce foi dirigido pela professora da UFN, Neli Mombelli, e entra em cartaz na quinta-feira, 24 de setembro

Programa universitário aproxima futebol e ouvintes por meio de debates, informação e palpites esportivos na Rádio UFN.

Da teocracia de Gilead ao discurso contra o voto feminino em 2026: a tática silenciosa do extremismo.

Vitória Oliveira Lopes conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Podcast da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) 2026

Santa Maria é conhecida como “cidade cultura” e não carrega esse nome em vão. Ao longo dos anos, o município reuniu diferentes espaços voltados à arte e à formação cultural da população.

Um sonho que começou dentro da sala de aula do Instituto São José, no bairro Dom Antonio Reis, de Santa Maria, virou realidade.

STF avalia rever a obrigatoriedade do diploma para exercer a profisssão de Jornalista.

Hoje, há quem recorra a assistentes virtuais e chatbots não apenas como ferramentas, mas como uma espécie de presença constante, capaz de oferecer atenção, diálogo e uma forma peculiar de acolhimento.

Acadêmicos de Jornalismo da UFN realizaram uma viagem técnica a Porto Alegre, com visitas a diferentes espaços de comunicação e cultura.

Sete das 13 histórias inéditas desta edição foram criadas por alunos dos quartos e quintos anos da Escola de Ensino Fundamental Castro Alves.
A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).
Quando a Gente Menina Cresce chega ao cinema de Santa Maria na próxima quinta-feira, 24 de setembro, após sucesso no 53º Festival de Cinema de Gramado, na categoria Melhor Longa-Metragem Gaúcho. O longa dirigido pela professora do curso de Jornalismo da UFN Neli Mombelli e produzido pela TV OVO, aborda o cotidiano de Alana Matias, Ana Julia Freitas, Emilly Quevedo, Isadora de Freitas, Taiane da Rosa e Thaila Matias, alunas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Sergio Lopes. A obra relata a transição da infância para a pré-adolescência, marcada principalmente pela primeira menstruação. Além de vencer na categoria Melhor Longa, a produção levou para casa a categoria Júri Popular e recebeu uma Menção Honrosa para as meninas que protagonizaram o filme.

O longa está previsto para estrear dia 24 de setembro, no shopping Praça Nova, com duas semanas confirmadas em cartaz. Em outubro, o filme terá circulação em várias cidades do estado, pelo circuito do Panorama Gaúcho da 9ª Mostra Sesc de Cinema. A narrativa será exibida em: Porto Alegre, Canoas, Frederico Westphalen, Gravataí, Lajeado, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa, Uruguaiana, Venâncio Aires e Viamão.
A escolha de Santa Maria para iniciar a circulação do filme tem um significado especial para a equipe. Segundo a diretora Neli Mombelli, havia o desejo de trazer a produção para a cidade antes de iniciar a circulação em outros municípios. Para dar oportunidade para os estudantes assistirem o longa, a produção conseguiu 750 ingressos destinados a escolas. A iniciativa faz parte de um edital de distribuição de impacto, que prevê levar estudantes ao cinema para assistir ao filme, em vez de levar a obra diretamente para dentro das escolas.

Mais do que apresentar a experiência da primeira menstruação, a narrativa busca criar um espaço de conversa sobre um assunto que ainda é cercado por tabus. Para Neli, a expectativa é que a produção desperte identificação e memórias no público, especialmente entre quem já passou pela menarca. “Eu acho que o que eu mais espero é essa troca, de como o filme chega pras pessoas e o que ele faz pensar”, afirma a diretora.
Com a estreia em Santa Maria, “Quando a Gente Menina Cresce” inicia uma trajetória que pretende ampliar o diálogo sobre a primeira menstruação e as mudanças vivenciadas durante a passagem da infância para a adolescência. Depois da cidade, o filme segue para outros municípios gaúchos, levando consigo histórias que buscam aproximar o público de um tema ainda cercado por tabus.

Cristhian e Pedro na rádio Universitária durante a gravação do programa. Foto: Reprodução Previsão do Jogo
Na última terça-feira, 15 de setembro, chegou ao fim a primeira etapa do programa Previsão do Jogo. O programa é produzido e apresentado pelos acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, Cristhian Braga e Pedro Ossanes, com supervisão do professor Carlos Alberto Badke. O programa é realizado na rádio da universidade todas as terças-feiras desde o 1º semestre de 2026, às 17h20min, transmitido pelo canal da Rádio UFN no YouTube e conta com uma dinâmica que envolve os ouvintes.
Os acadêmicos debatem sobre futebol não apenas dentro das quatro linhas. O programa também aborda debates polêmicos, une cultura e esporte, traz opiniões sobre os assuntos discutidos, entre outras dinâmicas. Um dos diferenciais do programa é a tabela de palpites, que busca aproximar e entreter o público. Por meio das redes sociais, Cristhian e Pedro divulgam os jogos da rodada do Grêmio e do Inter, além de outras partidas relevantes que estão para acontecer. Os ouvintes enviam seus palpites e no programa seguinte, os apresentadores anunciam os resultados.
A ideia do programa surgiu dentro da própria rotina acadêmica. A dupla já havia vivenciado experiências em outros programas esportivos dentro da faculdade, mas tinha a vontade de criar um programa que tivesse mais a ver com eles.
Cristhian aprofundou os detalhes do planejamento do programa. “Para deixar o programa com um conteúdo um pouco diferente, eu e o Pedro pensamos em criar o Fora das Quatro Linhas, que acontece antes do debate de palpites. Enquanto o debate é focado nos palpites dos jogos, esse quadro aborda assuntos mais extracampo, como arbitragem, sociedade e questões polêmicas relacionadas ao futebol”, destaca.
Durante a conversa, o acadêmico também ressaltou que a interação do público com a tabela de palpites tem sido muito divertida e dinâmica. Cristhian destacou ainda que o sucesso da tabela foi tão grande que, durante a Copa do Mundo, mesmo no período de férias, o público continuou enviando seus palpites.
Além do entretenimento, o programa também traz benefícios para os acadêmicos, auxiliando no desenvolvimento da comunicação, da desenvoltura e da interação com os colegas. Em conversa, Pedro afirmou ter melhorado bastante na prática radiofônica.“Acho que essa experiência foi muito importante para desenvolver minha comunicação e o trabalho em equipe. Foi uma oportunidade de aprender a lidar com diferentes situações e, ao mesmo tempo, construir um portfólio e adquirir experiência prática para o meu currículo e para a entrada no mercado de trabalho. Com certeza, saio dessa experiência mais confiante para, futuramente, trabalhar em um veículo de comunicação”, destaca.
Ao final das 20 rodadas, estipuladas no início do programa, o vencedor da tabela de palpites foi Nicholas Pacheco, com 12 acertos. Como parte da premiação, ele participou do debate no último programa, comentando sobre a dupla Grenal e os principais acontecimentos da última semana. Além disso, ganhou uma camiseta do Previsão do Jogo como prêmio.

Nicolas, vencedor da primeira tabela de palpites do Previsão (Foto: Maria Eduarda Castro)
A primeira etapa do Previsão do Jogo encerra um ciclo de debates, informação e entretenimento, mas também representa uma experiência prática importante para os acadêmicos. A interação com os ouvintes e as diferentes propostas do programa aproximaram o público do futebol e proporcionaram aos estudantes a oportunidade de vivenciar, na prática, a rotina de um programa esportivo no rádio.
Da teocracia de Gilead ao discurso contra o voto feminino em 2026: a tática silenciosa do extremismo.

É estranho e profundamente assustador pensar que, em pleno século XXI, 2026, os direitos fundamentais das mulheres continuem sendo abertamente questionados. Nos Estados Unidos, influenciadores de comunidades focadas em masculinidade e antifeminismo e pastores de correntes ultraconservadoras passaram a defender abertamente que a concessão do voto às mulheres prejudicou a estrutura familiar e os valores “tradicionais”. O argumento recorrente é o de que homens e mulheres possuem papéis divinos distintos e que a tomada de decisão política caberia ao “chefe da família”.
No Brasil, esse tipo de discurso também ganha força, impulsionado pelo apoio de influenciadores e lideranças religiosas com falas de que escolhas femininas seriam pautadas “pela emoção e não pela razão”. Conforme analisam cientistas políticos e historiadores, tais falas, mesmo parecendo absurdas para a maioria, funcionam como teste de limites. Ao pautar o tema nas redes, o extremismo busca normalizar a dúvida sobre direitos que antes eram considerados intocáveis.
Em entrevista ao portal Brasil de Fato, a historiadora Joana Maria Pedro, professora emérita da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), adverte que a maior ameaça ao voto e à autonomia feminina não virá necessariamente de uma canetada autoritária repentina, mas de um processo de convencimento moral por meio do fundamentalismo religioso:
“O risco seria através da religião. Eu acho que é a coisa mais eficiente que existe. Se eles conseguirem, de fato, convencer a maioria das pessoas de que o voto das mulheres é uma coisa imoral perante Deus, que isso destrói a família sagrada, a gente perde o direito ao voto, assim como perde outros direitos.”
Em Gilead, a república totalitária e teocrática retratada na série ficcional The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia), conhecemos a história de uma democracia que ruiu, a taxa de natalidade lá em baixo, bebês não nascem mais devido a crise global de fertilidade causada pela poluição e radiação do país. Uma das primeiras medidas do novo regime foi a retirada sistemática de todos os direitos femininos. Mas não se enganem, não foi algo que aconteceu do dia para a noite. Foi um plano pensado, arquitetado e executado em etapas para não levantar suspeitas imediatas.
Primeiro veio a demissão em massa, obviamente apenas das mulheres. Em seguida, o bloqueio das contas bancárias, transferindo a gestão financeira exclusivamente para os homens da família. Uma sucessão de medidas calculadas até que as mulheres fossem reduzidas a meros “úteros férteis”. Sem direitos, sem voz e sem opiniões, obrigadas apenas a obedecer, procriar e demonstrar submissão aos Comandantes.
Aquelas que quebram as regras são brutalmente mutiladas: olhos arrancados, dedos cortados, corpos queimados, bocas seladas. O “destino biológico” passa a ser o único objetivo de vida aceitável. Durante a “Cerimônia”, o ritual de estupro ocorrido no período fértil da mulher, o Comandante após orar abusa da Aia sob o pretexto de cumprir os planos divinos, tudo com a Esposa assistindo e sendo conivente com a violência.
Uma das cenas mais marcantes da série reflete com precisão o absurdo desse fanatismo: quando um dos poucos bebês saudáveis de Gilead adoece, nenhum dos médicos presentes (todos homens, obviamente) sabe como salvá-lo. Preocupada, Serena Joy, esposa do importante Comandante Fred Waterford, lembra que uma das maiores especialistas em neonatologia do país está ali, mas que é uma mulher que foi rebaixada ao posto de empregada. Diante disso, ele recusa o atendimento e decreta que, se o bebê morrer, “será a vontade de Deus”. Preferindo a morte de um recém-nascido a permitir que uma mulher exerça sua profissão e conhecimento.

Falando em Serena Joy, ela protagoniza o núcleo das Esposas dos Comandantes. Bonita, obediente e devota, Serena era uma escritora de sucesso antes do colapso da democracia, famosa por defender publicamente a submissão e o papel doméstico da mulher. Ela ajudou a erguer as bases ideológicas de Gilead e ajudou a redigir as próprias leis que proíbem as mulheres de ler e escrever, as mesmas leis que mais tarde a puniriam. Em determinado momento da história, Serena tem um dedo amputado a mando do próprio marido apenas por ler um trecho da Bíblia em público.
As Esposas dos Comandantes são figuras extremamente complexas. São mulheres que fecham os olhos para as atrocidades cometidas contra as Aias, mas que acabam caindo nas engrenagens da própria armadilha que ajudaram a criar. Serena agride e tortura a protagonista June Osborn/Offred, mas simultaneamente tenta se impor em um sistema que não a reconhece mais como cidadã. É uma dinâmica que nos desperta raiva e julgamento, mas também uma inevitável empatia.
Essa dinâmica não é exclusiva da ficção. Vemos hoje influenciadoras e figuras públicas femininas utilizando a liberdade de expressão e a tecnologia moderna para pregar o desmantelamento dos direitos de seu próprio gênero. Elas ignoram a lição mais básica da história: regimes extremistas nunca fazem exceções para as mulheres que ajudaram a construí-los. Como canta Olivia Rodrigo na faixa inspirada na personagem Serena Joy: “Se eles fazem isso com elas, eles vão fazer com você”.
A crise de fertilidade mundial foi a desculpa perfeita em Gilead para assumir o controle total sobre o corpo feminino, e isso não está longe da nossa realidade. A obsessão pelo controle reprodutivo continua sendo o pilar central de qualquer projeto autoritário. Além das restrições severas ao aborto em diversos estados norte-americanos, grupos conservadores avançam em propostas e ações judiciais para restringir o acesso a métodos contraceptivos, classificando pílulas e métodos de emergência como “destrutivos para a natalidade”. A isso somam-se a demonização da educação sexual nas escolas, os retrocessos no direito ao aborto legal — mesmo em casos de estupro —, o avanço do movimento red pill e a imposição de padrões inalcançáveis para que a mulher sirva unicamente ao desejo alheio.
Não podemos nos esquecer de que os direitos femininos podem ser revogados com uma facilidade assustadora. No Afeganistão, Irã e Paquistão, mulheres sofrem diariamente por não possuírem direito à voz, à educação ou ao livre arbítrio, esse cenário de apagamento é o modelo ideal para certos grupos fundamentalistas.
Nada do que foi escrito por Margaret Atwood no livro original foi tirado do zero. As torturas, as vestimentas, as leis e as opressões retratadas em Gilead já aconteceram em algum momento da história humana.

Gilead não é um pesadelo distante, é um alerta sobre a fragilidade das nossas conquistas. Nenhum direito é permanente, a vigilância precisa ser constante e o voto consciente.
Vale ressaltar, por fim, a fala atemporal da poeta Audre Lorde:
“Eu não sou livre enquanto alguma mulher não o for, mesmo quando as correntes dela forem muito diferentes das minhas.”
A egressa do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), Vitória Oliveira Lopes, conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Podcast da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) 2026. A premiação ocorreu durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em 1º de setembro, na Universidade Católica de Brasília (UCB). Antes da etapa nacional, o trabalho também havia conquistado o primeiro lugar na etapa regional da competição.

Intitulado Re.veste, o podcast foi desenvolvido por Vitória durante a graduação em Jornalismo da UFN. A produção venceu a categoria Podcast da Expocom Sul 2026, realizada em Toledo, no Paraná, e garantiu a classificação para representar a região na etapa nacional.
Na disputa nacional, o Re.veste concorreu com outras cinco produções de universidades federais de diferentes regiões do Brasil. Para Vitória, a qualidade dos trabalhos tornou a conquista ainda mais significativa. “Eu competi com outros cinco trabalhos de faculdades públicas muito boas do Brasil, e acabou que o meu trabalho, entre todos esses, foi reconhecido como o melhor”, relata.

O projeto nasceu do interesse da estudante em atuar no laboratório de rádio da UFN, espaço em que ainda não havia desenvolvido atividades. A escolha do tema também partiu de seu interesse por moda sustentável, assunto que já havia abordado em trabalhos acadêmicos. A partir disso, Vitória desenvolveu uma série de podcasts documentais sobre o tema e estabeleceu contatos com professores e integrantes do movimento Fashion Revolution, voltado à promoção de uma moda mais sustentável. A orientação do trabalho foi da professora Neli Mombelli.
A Expocom é um evento acadêmico que reúne produções experimentais desenvolvidas por estudantes de comunicação. Os trabalhos passam por etapas regionais antes de chegar à disputa nacional.
Na etapa final, Vitória foi a única representante de uma instituição particular entre os concorrentes. Para ela, a conquista reforça que a qualidade de um trabalho não depende do tipo de instituição em que ele foi desenvolvido. “O nome da instituição não define a qualidade do trabalho. Com incentivo, dedicação e todo o suporte que a gente recebe, a gente consegue chegar lá também”, afirma.
A experiência também deixou uma mensagem para os estudantes de Jornalismo. Vitória incentiva a participação em congressos e eventos acadêmicos, e reforça a importância de acreditar no próprio trabalho. “Façam mais trabalhos acadêmicos, se inscrevam, participem de congressos, se arrisquem. O ‘não’ tu já tem. Então, por que não tentar?”, aconselha.

Santa Maria é conhecida como “cidade cultura” e não carrega esse nome em vão. Ao longo dos anos, o município reuniu diferentes espaços voltados à arte e à formação cultural da população. Entre eles, os cineclubes se consolidaram como locais de encontro para quem busca experiências com o cinema fora do circuito comercial. Mais do que exibir filmes, esses espaços promovem debates e contato com produções que dificilmente chegam às salas de cinema do shopping.
Diferentemente dos cinemas tradicionais, os cineclubes têm como objetivo apresentar obras que muitas vezes não encontram espaço no circuito comercial. Segundo os colaboradores do Cineclube Lanterninha Aurélio, Paulo Teixeira e Francine Nunes, a proposta é oferecer acesso a filmes independentes, produções locais, clássicos e obras que não estão disponíveis em cartaz ou nos serviços de streaming. As sessões ocorrem todas as terças-feiras, no auditório da Cesma (Rua Professor Braga, 55) às 19h. Elas são gratuitas e sempre seguidas de debate.
A tradição cineclubista em Santa Maria é antiga. De acordo com Paulo Teixeira, a cidade mantém iniciativas do gênero desde a década de 1950, quando surgiu o Clube de Cinema de Santa Maria, ligado a Edmundo Cardoso, personalidade importante na cultura de santa-mariense responsável por desenvolver o teatro e o cinema da cidade. A forte presença universitária, a circulação de pessoas de diferentes regiões do país e a valorização histórica das atividades culturais contribuíram para que o município desenvolvesse uma relação próxima com o cinema e com os espaços de exibição alternativos. O Lanterninha Aurélio, por exemplo, está na ativa desde 1978 e consta como segundo cineclube mais antigo do Brasil.
A frequentadora Natália Kober, de 24 anos, conheceu os cineclubes após se mudar de Ijuí para cursar Letras em Santa Maria. O que mais a atrai é a oportunidade de assistir a filmes independentes e compartilhar a experiência com outras pessoas. Para Natália, os debates realizados após as sessões criam um sentimento de comunidade cada vez mais raro em uma rotina marcada pelas telas. Ela afirma que participar dos cineclubes também mudou sua visão sobre o fazer cinematográfico, mostrando que “não é preciso ser um Tarantino para fazer cinema”.
Para que os cineclubes continuem existindo, Francine acredita que também é necessário recuperar o hábito de se reunir presencialmente. Mais do que uma sala de exibição, ela define o cineclube como um espaço de congregação, afeto, conversa e encontro. Caso essas iniciativas desaparecessem, Santa Maria perderia não apenas o acesso a filmes ausentes das salas comerciais, mas também a possibilidade de se surpreender com obras desconhecidas. Em uma rotina cada vez mais mediada pelas telas individuais, a permanência dos cineclubes depende justamente daquilo que eles oferecem de mais particular: a experiência de sair de casa, assistir coletivamente e continuar conversando quando as luzes se acendem.
Mesmo enfrentando desafios como a concorrência das plataformas digitais e a diminuição do público presencial, os cineclubes continuam desempenhando um papel importante na cidade. Além do Lanterninha Aurélio, Santa Maria conta com iniciativas como o Cineclube da Boca, um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que realiza sessões de produções locais todas às quartas-feiras no auditório do Prédio 67 do campus em Camobi, e o Clube de Cinema de Santa Maria, realizado na Casa de Memória Edmundo Cardoso. As sessões são divulgadas através do grupo de WhatsApp.
Matéria produzida por Eduarda Amorin na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.

Um sonho que começou dentro da sala de aula do Instituto São José, no bairro Dom Antonio Reis, de Santa Maria, virou realidade. Os gêmeos Carlos e Pedro Calegaro, que tiveram passagem pelas equipes Dores, Dínamo e Rio Grandense, agora estão na equipe de base do Inter SM. Eles acabam de chegar aos gramados do futebol profissional e disputaram o Gauchão 2026, a principal competição de futebol do Rio Grande do Sul.
O campeonato reuniu 12 equipes e foi realizado entre janeiro e março deste ano. O Inter SM foi rebaixado, após ficar em último colocado no quadrangular do rebaixamento. Mais do que uma disputa esportiva, a presença dos irmãos no campeonato representa uma conquista construída ao longo dos anos. Para quem acompanhou o início dessa história, ver os irmãos Calegaro atuando nos gramados mostra como sonhos podem se transformar em realidade através de dedicação e persistência.
A trajetória até o Gauchão 2026 foi feita de muito esforço e aprendizado. Entre estudos, treinos e partidas, os irmãos foram evoluindo dentro e fora de campo, levando para o futebol profissional valores que começaram a ser desenvolvidos ainda na sua base, como disciplina, comprometimento e trabalho em equipe. A participação no Gauchão 2026 marcou um momento especial para Carlos e Pedro, que tiveram a oportunidade de enfrentar equipes tradicionais do futebol gaúcho e viver a experiência de uma competição de alto nível. O estadual contou com a presença de clubes importantes do Rio Grande do Sul como a dupla Grenal.
Da escola para os estádios, a jornada dos irmãos segue sendo marcada por evolução e novos desafios. O Gauchão 2026 fica registrado como mais um capítulo dessa caminhada, que começou no ambiente escolar e hoje ganha espaço no futebol do Rio Grande do Sul.


Matéria produzida por Pedro Ossanes na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.

Imagem: Site do Fenaj
Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), indicaram no dia 18 de agosto que a Corte volte a debater sobre a dispensa do diploma de jornalista para exercer a profissão.
Em 2009, o STF decidiu que não era necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo para atuar na profissão. Durante o julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, o plenário do STF decidiu, por 8 votos a 1, pela não aplicação da exigência prevista no Decreto-Lei 972/1969. O entendimento foi de que a norma não era compatível com a Constituição de 1988, especialmente com as garantias de liberdade de expressão, informação e imprensa.
O ministro Dino reforçou que respeita a decisão, mas afirmou que a não obrigatoriedade do diploma faz com que qualquer pessoa nas redes sociais se passem por “jornalistas”. Na sequência Alexandre de Moraes, concordou com a necessidade de rever essa decisão e defendeu a possibilidade de uma regulamentação da atividade. “Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, sobre uma regulamentação”, disse.
As declarações foram realizadas durante o julgamento na Primeira Turma, relacionado ao direito de resposta concedido a uma clínica médica em razão de reportagem veiculada pela TV Globo sobre denúncias de abusos sexuais.
Com os pronunciamentos, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), promove nessa quarta-feira, 26 de agosto o Dia D de Diploma. O intuito é de que, nesta data, alunos, professores e jornalistas se manifestem nas mídias sociais exigindo a volta do Diploma, incentivando a importância dos ministros e deputados de reavaliar essa decisão.
O curso de Jornalismo da Universidade Franciscana apoia totalmente a decisão de rever essa exigência. O jornalista e cordenador do curso Iuri Lammel, destacou a relevância da valorização do diploma de Jornalimo. “A exigência do diploma é uma representação da importância da profissão para a sociedade. É uma forma de dizer que o jornalismo é tão importante para a democracia e para a sociedade que o país demanda que a pessoa responsável por este tipo de trabalho tem que estar minimamente preparada por um curso de graduação. Além de valorizar a formação e o tempo que os estudantes investem nos estudos.” afirma o professor.
Alunos que entraram para o curso recentemente se sentem mais motivados com a revisão da obrigatoriedade do diploma. Desde os primeiros semestres da faculdade, professores da UFN destacam a importância de ter responsabilidade ao transmitir informações. A graduanda do segundo semestre de Jornalismo Amanda Ripe reafirmou essa ideia: “Durante a graduação é muito comentado sobre a ética, chegagem, apuração dos fatos, essas são coisas indispensáveis que um diploma traz para um jornalista”.
A possível retomada da exigência do diploma reacende o debate sobre a importância da formação profissional no jornalismo. Para professores e estudantes, a graduação vai além da preparação para o mercado de trabalho: envolve ética, responsabilidade, apuração e compromisso com a informação. Enquanto o STF avalia a possibilidade de rever a decisão de 2009, a discussão reforça a busca pela valorização da profissão e pela qualidade do jornalismo produzido no país.
O uso da inteligência artificial faz parte ativa do cotidiano de muitas pessoas. Foto: Enzo Martins/LABFEM
Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) deixou de ocupar apenas o território da praticidade, aquela que agenda compromissos, acende luzes ou responde perguntas rápidas, para atravessar uma fronteira mais íntima e delicada. Em silêncio, quase sem perceber, ela começou a povoar também os espaços emocionais. Hoje, há quem recorra a assistentes virtuais e chatbots não apenas como ferramentas, mas como uma espécie de presença constante, capaz de oferecer atenção, diálogo e uma forma peculiar de acolhimento.
Esse movimento revela algo que vai além do fascínio por máquinas inteligentes. Aponta para uma tentativa humana, talvez desesperada, talvez sutil, de preencher fendas afetivas que se alargam em um cotidiano cada vez mais digital. Em meio às rotinas apressadas, às conversas interrompidas e aos vínculos frágeis, há quem encontre na IA um tipo de companhia que não julga, não exige e está sempre disponível. Uma presença que, embora artificial, parece ouvir com paciência infinita.
Para o professor Felipe Schroeder, do curso de Psicologia, essa aproximação nasce de uma solidão que nem sempre é visível. “Não é preciso estar isolado do mundo para sentir-se só”, explica. Muitas pessoas possuem círculos sociais, convivem diariamente com colegas, amigos, familiares, mas ainda assim carregam uma sensação persistente de não serem verdadeiramente vistas. Relações superficiais, diálogos apressados e a falta de conexão genuína abrem brechas que a tecnologia, com sua prontidão matemática, tenta preencher.
Nesse cenário, a IA se torna uma espécie de refúgio emocional. Uma zona segura onde o indivíduo encontra atenção sem conflitos, companhia sem desgaste, escuta sem interrupções. Mesmo que o afeto seja simulado, mesmo que tudo esteja amarrado a linhas de código, o conforto que produz é real, pelo menos por um instante.
Mas Schroeder faz um alerta importante: essa relação também carrega riscos. Diferente de um amigo humano, a inteligência artificial é programada para manter o usuário engajado, oferecendo respostas moldadas para agradar, acolher ou reforçar expectativas. Ela devolve o que a pessoa deseja ouvir, não necessariamente o que precisa. Assim, a experiência pode se transformar em um espaço de estagnação emocional, onde não há confronto, fricção nem crescimento.
“É como tentar tirar um carro atolado: você acelera, gasta energia, a roda gira, mas você continua no mesmo lugar”, compara o professor. Para ele, a IA até pode servir como companhia breve, como apoio em momentos de vulnerabilidade, mas jamais substituirá a profundidade que nasce do encontro humano. Porque é no diálogo imperfeito, cheio de pausas, falhas e afetos verdadeiros, que algo em nós se movimenta. É ali que o vínculo existe.
Segundo o professor Felipe Schroeder, os vínculos com a inteligência artificial podem surgir mesmo em pessoas socialmente ativas. Foto: Enzo Martins/LABFEM
O professor e coordenador do curso de Inteligência Artificial, Mirkos Martins, costuma dizer que o medo das máquinas nasce, muitas vezes, de um equívoco: a crença de que a tecnologia age como um substituto direto do humano. Para ele, essa visão é estreita demais. Em sala de aula, Mirkos repete que a IA não surge para ocupar lugares, mas para preencher os espaços deixados por quem parou de se mover. “Ela não vai substituir a gente. Vai substituir quem não quer aprender, quem escolhe o conforto de não arriscar nada novo”, afirma, com a serenidade de quem acompanha o avanço tecnológico de perto.
Mesmo com o ritmo acelerado das inovações, ele reforça que a inteligência artificial ainda depende do que só o humano possui: curiosidade, imaginação, impulso criativo. Sem isso, ele diz, “nenhuma máquina anda sozinha”. E mesmo que sistemas se tornem mais complexos no futuro, a expectativa não é que ultrapassem o humano, mas que o provoquem, como uma espécie de lembrete constante de que é preciso seguir em movimento para não ser deixado para trás enquanto o mundo avança.
Ao final de sua fala, Mirkos chama atenção para um ponto incontornável: não existe retorno quando se trata de tecnologia. “Depois que uma tecnologia aparece, ela não some. Ou é superada por outra melhor, ou amadurece até se tornar parte da nossa vida”, explica. E com a inteligência artificial não será diferente. Ela já se infiltrou no cotidiano e tende a crescer ainda mais. Por isso, diz ele, que “o esforço não deveria mirar o medo ou o bloqueio, mas o fortalecimento de quem a utiliza. Formar pessoas capazes de avaliar criticamente o que é útil, o que é raso, o que é ético e o que não deveria ser repetido”. Em resumo: preparar indivíduos para que a IA seja ferramenta, não muleta; aliada e não substituta.
O professor Mirkos Martins explica que a tecnologia trabalha ao lado da humanidade e não como uma substituta. Foto: Nelson Bofill/LABFEM
A experiência de quem usa a inteligência artificial como suporte emocional também ajuda a desenhar esse novo cenário. Luiza Lopes*, de 24 anos, conta que começou a conversar com chatbots no fim do ano passado, durante um período de forte ansiedade. “Eu não conseguia marcar psicóloga logo, então usei a IA como um quebra-galho”, relembra. O que seria temporário acabou virando hábito. A razão? A disponibilidade absoluta. “É três da manhã, bate uma crise e tu consegue desabafar na hora. Não tem julgamento. E às vezes ela faz umas perguntas que me ajudam a organizar a cabeça.”
Para ela, conversar com a IA ocupa um território ambíguo: está longe de ser humano, mas também não é vazio. A fluidez das respostas cria, por alguns minutos, a sensação de presença. “Eu sei que é uma máquina, mas às vezes eu esqueço por uns minutos. É acolhedor, sabe? Uma resposta que te dá um norte.” Em certos momentos, a conversa digital parece até mais confortável do que a presencial. “Na terapia eu tinha vergonha de falar algumas coisas. Com a IA, não. Parece mais seguro. Mas, claro, tem coisas profundas que ela não pega.”
Hoje, ela vê a IA como um recurso complementar, e não como substituto da terapia. Ajudou a atravessar crises rápidas, estruturar pensamentos e diminuir o peso do silêncio. Mas os nós mais antigos, diz, continuam sendo trabalhados no consultório. “A IA é suporte. Quando preciso entender a raiz das coisas, é com a psicóloga. Eu não trocaria uma pela outra.” Ainda assim, ela recomenda o uso, desde que com consciência. “Funciona como ferramenta, principalmente pra quem não consegue atendimento imediato ou tem dificuldade de se expressar.”
Vitória Ferrão, de 23 anos, relata a experiência que teve ao jogar tarot com o Chat GPT: “Fiz duas vezes somente depois de assistir a um vídeo no TikTok [..] Não é algo que eu faço rotineiramente, é mais uma curiosidade do que um hábito fixo.”. Ela complementa dizendo que não confia 100% na ferramenta, apenas a vê como uma forma de reflexão, para organizar pensamentos e não como uma verdade absoluta.
No fim, o que emerge dessas vozes, dos especialistas aos usuários, é um retrato menos apocalíptico e mais humano da inteligência artificial. Longe de um inimigo silencioso prestes a tomar o nosso lugar, ela aparece como um espelho, que devolve tanto nossas potencialidades quanto nossas faltas. Para alguns, é ferramenta de estudo e trabalho; para outros, é apoio emocional em momentos de sombra. E, para todos, é um convite a repensar o que fazemos com o tempo que temos e com as capacidades que nos definem.
A tecnologia avança, isso é fato. Mas o modo como ela nos atravessa ainda depende de escolhas profundamente humanas. Continuaremos sendo movidos pela curiosidade? Vamos cultivar o senso crítico? Seremos capazes de usar a IA para ampliar, e não acabar com aquilo que torna quem somos?
Enquanto essas perguntas seguem abertas, uma certeza se consolida: não é a inteligência artificial que define o futuro, são as pessoas, nas decisões que tomam diante dela.
Confira abaixo o podcast sobre Inteligência Artificial com os professores Felipe Schroeder e Mirkos Martins.
Texto em parceria com a acadêmicao de Jornalismo: Andressa Rodrigues.
Reportagem produzida na disciplina de Narrativa Multimídia, sob orientação da professora Glaíse Palma, no 2º semestre de 2025.

Quem faz Jornalismo sonha grande. No dia 11 de agosto os acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Francisacana (UFN), realizaram uma viagem a Porto Alegre para conhecer de perto diferentes veículos de comunicação e espaços culturais. A experiência reuniu aprendizado e novas perspectivas para o futuro profissional.
Nos estúdios da RBS TV os universitários conheceram os bastidores dos principais programas de televisão do estado e acompanham a preparação de um piloto com o repórter Bruno Marsilli. O momento funcionou como um teste para uma possível participação do jornalista no programa Globo Esporte, permitindo que a equipe avaliasse sua performace diante de situações inesperadas que podem acontecer durante a programação. A visita também contou com a presença da apresentadora Alice Bastos Neves, que conversou com os acadêmicos e compartilhou uma breve fala da sua trajetória profissional.
Em seguida, o grupo seguiu para a GZH Digital, onde conheceu a estrutura das redações da Gaúcha e da Atlântida. Durante o tour, os estudantes puderam observar como funciona a produção de conteúdo e conhecer um ambiente em que diferentes formatos de comunicação convivem no mesmo espaço. A visita também teve um momento de descontração com os participantes do programa Bola nas Costas.

Além das redações, os acadêmicos também conheceram um pouco mais da cultura do Rio Grande do Sul. A visita ao Mercado Público fez parte do tour, assim como a passagem pelo Farol Santander, pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e pelo Espaço de Cultura Mário Quintana.
Para finalizar a programação, os universitários participaram de uma visita técnica e de uma aula de produção de conteúdo na Agência de Conteúdo e Assessoria Padrinho, conduzida pelo jornalista André Roca. Durante o encontro, além de André, os jornalistas Gabriela Perufo, egressa do curso de Jornalismo da UFN, e Ken Kerr Dahcew apresentaram a atuação da agência e compartilharam com os acadêmicos os processos envolvidos na produção de conteúdo.
Para finalizar a programação, os universitários participaram de uma visita técnica e de uma aula de produção de conteúdo na Agência de Conteúdo e Assessoria Padrinho, conduzida pelo jornalista André Roca. Durante o encontro, os jornalistas Gabriela Perufo, egressa do curso de Jornalismo da UFN, e Ken Kerr Dahcew apresentaram a atuação da agência e compartilharam com os acadêmicos os processos de pranejamento e produção.
A viagem foi mais do que conhecer diferentes espaços da comunicação, foi uma oportunidade de entender melhor como é o dia a dia de quem trabalha na área. Em cada lugar, os acadêmicos puderam conhecer um pouco da rotina dos profissionais, ouvir suas experiências e enxergar diferentes caminhos dentro do Jornalismo. Estar nesses ambientes e conversar com quem já atua no mercado aproxima da prática. No fim, a viagem deixou aprendizados, novas referências e a certeza de que cada experiência ao longo da faculdade também faz parte da construção do futuro profissional.












Fotos: Thine Feistauer/ Labfem
Se tem Feira do Livro, tem Nave de Histórias na Praça. E, neste ano, trazemos novidades: a estreia de autores mirins. Sete das 13 histórias inéditas desta edição foram criadas por alunos dos quartos e quintos anos da Escola de Ensino Fundamental Castro Alves. Os podcasts de contação de histórias foram produzidos a partir do projeto de extensão Nave de Histórias da Universidade Franciscana que envolve os cursos de Jornalismo, Pedagogia, Design e Letras – Português e Inglês. O formato traz a contação de histórias infantis por meio do áudio, explorando a paisagem sonora das narrativas que vão de pequenas histórias à livros completos.

As demais histórias foram produzidas a partir de livros infanto-juvenis dos autores santa-marienses Nelci Procópio, Lucas Visentini, Jacira Pedroso, Mario Luiz Trevisan e Sibele Righi Scaramussa na disciplina de Áudio para Mídias Digitais, do curso de Jornalismo, onde surgiu o projeto em 2024.
O lançamento das histórias será na segunda-feira, 10 de agosto, às 15h, no espaço dedicado aos autores na feira. A Nave estará pousada próxima ao palco da praça para que os viajantes adentrem nela e comandem o painel de controles dando play no episódio que queiram ouvir. As visitas serão das 14h às 18h15 de segunda a sexta-feira, e também nos domingo. Nos sábados o atendimento é das 10h às 18h15, até o dia 21/08, penúltimo dia de feira.

Veja as histórias desta edição e seus autores:
EMEF Castro Alves
A cachorrinha feliz, de Lara Carvalho Bonacho
A girafa baixa, de Isabella de Morais
A ovelha preguiçosa, de Davi Fontoura Avozani
A vaquinha medrosa, de Pyetro Ribeiro de Lima
O Palhaço peixe , de Ryan Jesus Barros Pereira
O tatu e o cachorro, de Verônica Müller de Moura Rosa
Os animais amigos, de Lohan Militz Jaques
Curso de Jornalismo
Cadê o Patinho, de Jacira Pedroso – produzido por Cristhian Braga
Descobertas de Basílio, de Nelci Procópio – produzido por Maria Valenthine Feistauer
Neto e a Boca do Monte, de Lucas Visentini – Produzido por Yasmin Zavareze
O fantasma de ferro, de Mario Luiz Trevisan – produzido por Emilly Pilar
Televinos, de Sibele Righi Scaramussa – Produzido por João Henrique Machado
Um Dragão no Quintal, de Nelci Procópio – Produzido por Isadora Rodrigues
E para quem não puder embarcar na Nave de Histórias durante a Feira do Livro, pode acessar os episódios no Spotify, buscando pelo perfil Nave de Histórias. As histórias também estão sendo disponibilizadas no canal da Nave de Histórias no YouTube e no perfil do Instagram.
Sobre a Nave de Histórias
Nave de Histórias é um projeto de extensão multidisciplinar coordenado pela professora Neli Mombelli, do curso de Jornalismo. As histórias, produzidas no curso a partir de obras de autores santa-marienses, são o estopim para a extensão. Os cursos de Pedagogia, através da professora Dulcineia de Toni, e de Letras- Português e Inglês, a partir da professora Talita Valcanover Duarte, e de alunos de diferentes disciplinas, levam as histórias para escolas para audição e promovem atividades que envolvem produção bilíngue e criação de novas histórias.
No curso de Jornalismo, os acadêmicos, com suporte das professoras Glaíse Palma e Neli Mombelli e da bolsista Luiza Fantinel, vão até a escola para dar oficinas de roteiro e, após, levam os estudantes da escola até a Universidade Franciscana para a gravação das histórias. No primeiro semestre de 2026, foram criadas 62 narrativas, sendo 7 selecionadas para a produção do podcast, o que envolveu 35 alunos na gravação, que atuaram como personagens e narradores.
Por fim, o curso de Design, sob orientação dos professores Roberto Gerhardt e Ciria Moro, e da bolsista Julia Kieling, acompanhada de colegas do curso e também da Arquitetura e Urbanismo, são responsáveis pela estrutura da Nave que recebe o público na feira e pelo material gráfico do projeto. São mais de 30 acadêmicos envolvidos no projeto, que também conta com o suporte técnico do professor Iuri Lammel, e dos técnicos-administrativos Clenilson Oliveira, Erick Corrêa e Jonathan de Souza, do curso de Jornalismo, e de Sandro Robert Rodrigues Vargas, no suporte de marcenaria, vinculado ao Design.
Texto de Neli Mombelli