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Florks: saiba a origem do meme do momento

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No fim de julho os alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Design de Moda e Psicologia participaram de excursão para o Rio de Janeiro, com o objetivo de fazer com que os acadêmicos conhecessem a estrutura da Rede Globo e também vivenciassem a gravação de um programa de televisão. A viagem contou com quatro dias no Rio e os estudantes participaram de uma visita técnica aos estúdios da Rede Globo, fizeram parte da gravação do programa “Pipoca da Ivete” e também realizaram um tour pela cidade.

Durante a visita técnica nos estúdios da Rede Globo os estudantes tiveram a oportunidade de ver como são produzidos os efeitos especiais da emissora. Foto: Dandara Mariah

 De acordo com a professora do curso de Publicidade e Propaganda, Cristina Jobim, “é muito importante para os acadêmicos ter conhecimento do mercado, de como funciona, de como vai se desenvolver o trabalho na área de comunicação, tanto Publicidade e Propaganda, quanto Jornalismo. Então do ponto de vista profissional, visualizar como os profissionais da área trabalham, principalmente em uma grande empresa como a Globo, é fundamental. É muito mais que uma aula prática, é uma experiência que eles têm junto ao setor”. Para ela, a viagem também proporcionou experiências positivas na vida pessoal dos estudantes, “além de ir na Globo, eles puderam conviver entre eles, se conhecer melhor, se integrar, se divertir juntos. Também tiveram acesso a pontos turísticos, a museus e uma série de outras coisas que o Rio de Janeiro oferece”.

Os acadêmicos participaram como plateia no programa “Pipoca da Ivete”. Foto: Stephanie Baccarin

O acadêmico do 6º semestre de Jornalismo, Lucas Acosta, viu a viagem como uma oportunidade única de conhecer a maior emissora do país e entender como são feitas muitas coisas que vemos só pela televisão. Para ele, “é um lugar que talvez todo futuro jornalista gostaria de trabalhar no futuro, então conhecer esse local é como se fosse um sonho”. O estudante conta que “foi uma experiência riquíssima, porque poucos tem a oportunidade de conhecer o lugar que fomos e nós estivemos lá. É tudo muito surreal, é um lugar gigantesco, muito bem cuidado, muito bem organizado, com isso conseguimos ver a razão pela qual a Globo é a principal emissora do país disparado”. Para o acadêmico, a parte de conhecer os bastidores foi a mais interessante, “já que pela televisão vemos tudo montado e não sabemos como funcionam as coisas por trás disso. Entender como são feitos os cenários, as comidas cenográficas e conhecer a cidade cenográfica, pra mim foi a parte mais interessante da visita”, conclui ele.

Para a acadêmica do 2º semestre de Jornalismo, Vitória Oliveira, a viagem foi uma experiência única. Ela conta que não se pode perder uma oportunidade de aprender como funcionam os programas de perto e ver o funcionamento deles, desde os erros até os acertos. Os bastidores interessaram a estudante, “pude vivenciar desde cenários sendo trocados em minutos até partes que não passaram no programa editado. Conhecer a cidade cenográfica e ver como são feitas as estruturas foram minhas partes favoritas”, relata Vitória.

Os alunos também participaram de um tour pelos pontos turísticos da cidade, acompanhados pelas guias Michele Monteiro e Cláudia Ferreira. Michele trabalha com turismo há oito anos e para ela a presença de um guia “é fundamental para quem não conhece a cidade, temos muito a oferecer em relação a informações e atrativos e também passamos mais segurança durante o tour”. Para a guia, trabalhar com o turismo é uma troca, “eu amo conhecer histórias de pessoas do mundo todo”, conclui ela.

O estudante Hercules Hendges, que está no 6º semestre de Publicidade e Propaganda, tinha muita curiosidade de saber como funcionam os estúdios da Globo e queria muito conhecer a cidade. Para ele foi incrível conhecer o Rio e o Projac da Globo, Ele conta que  “os pontos turísticos foram sem dúvidas a melhor parte da viagem, me diverti e tirei muitas fotos”. Lauren Cavalheiro, também do 6º semestre de Publicidade e Propaganda, queria participar da excursão desde antes da pandemia, por conta de colegas que já participaram e comentaram que foi uma experiência maravilhosa. Para Lauren, foi uma viagem que proporcionou novas vivências, conhecer o Projac, como funcionam as gravações, a parte técnica e o tour pela cidade foi incrível.

Os acadêmicos durante a visita ao Pão de Açúcar, um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro. Foto: Michele Monteiro

A acadêmica do 4º semestre de Psicologia, Juliana Camejo, sempre teve vontade de conhecer o Rio e viu  a viagem como uma oportunidade única, ela conta que a viagem proporcionou experiências que não seriam possíveis se não estivesse ido com o curso. Para ela, a viagem foi incrível, “nos proporcionou inúmeras vivências, desde ver de perto como é a gravação de um programa, conhecer a parte técnica de tudo por trás das grandes produções”. Sua parte favorita foi conhecer os pontos turísticos, “foi ali que senti que realmente estava no Rio de Janeiro, além de ter conhecido pessoas que se não fosse a viagem não teria essa proximidade”, completa Juliana.

As estudantes Julia Buttignol e Eduarda Ramos, do 3º e 8º semestre de Publicidade e Propaganda, contam que a experiência foi ótima. Para Julia, poder conhecer os  bastidores da emissora, ver como tudo funciona e a quantidade de pessoas que é preciso para que um programa vá ao ar foi uma grande oportunidade. “Conhecer as maravilhas do Rio de Janeiro também foi perfeito, além de ter conhecido e me aproximado de novas pessoas”, completa a acadêmica. Eduarda conta que foi motivada por poder entender melhor e ver de perto a parte técnica de grandes produções e para conhecer a cidade, “foi ótimo poder visitar os estúdios e bastidores da maior emissora do país, principalmente para a gente da comunicação, conhecer novos lugares, pessoas e diferentes culturas é uma grande oportunidade”, diz a estudante. Para elas, o que mais gostaram da excursão foi o tour pela cidade, “foi onde pude conhecer realmente mais da cidade apresentada por nossa guia maravilhosa, me diverti e criei um grupo incrível”, conclui Julia.

A escolha do destino da viagem foi por conta da presença dos estúdios Globo no local. A professora, Cristina Jobim, conta que:  “Temos a intenção de viajar a São Paulo também, ainda esse ano, para conhecer os Estúdios Globo de lá e outros museus e atividades culturais. Mas o Rio de Janeiro é escolhido por esse canal que a gente tem com a Rede Globo”.

Colaboração: Vitória Oliveira

Seja nas redes sociais, em produtos ou até mesmo na alimentação, provavelmente você já viu o desenho de um personagem de rabiscos, acompanhado de uma frase em tom humorístico. Trata-se dos florks, o meme que é sensação do momento. Mas você sabe a origem dele?

Primeira tirinha do Flork Of Cows, publicada em 2012. Fonte: Knowyourmeme

Seu surgimento é mais antigo do que parece, tendo início em 21 de janeiro de 2012, intitulado Flork Of Cows (flor de vaca, em tradução livre), uma série de tirinhas feita no programa Paint, onde o criador mostravas seus sentimentos. Inicialmente, eram publicadas em um site WordPress.

Os traços dos desenhos eram extremamente grosseiros mas, em 19 de março de 2016, foi publicada a primeira tirinha no formato que conhecemos hoje: um fantoche de meia. Sim, é isso mesmo, os florks são animações de fantoches feitos de meia.

Nesta mesma data, o Flork Of Cows passou a ter uma página no Facebook, que conta, na atualidade, com 183 mil seguidores. No ano seguinte, um subfórum foi criado no Reddit. Existe, ainda, o perfil no Twitter e no Instagram.

No Brasil, começou a viralizar após serem desenhados em bentôs cakes, que são bolinhos para marmita. A “febre” é tanta, que muitas pessoas confundem, inclusive, os dois termos, chamando o desenho em si de bentôs. O nome vem do japonês e significa marmita, enquanto cake é o inglês de bolo.

Confeiteira Karol Dotto conclui pedido para o Dia dos Namorados. Foto: Pablo Milani

A confeiteira Karol Dotto relata uma procura pelo novo formato. “Me pedem com bastante frequência, desde que me adaptei nessa moda dos bentôs com florks. O povo gosta, é um mini bolo engraçado e de ótimo custo benefício pra quem quer presentear seus amigos”, comenta.

O custo médio varia entre R$ 30 e R$ 35, mas existem locais que vendem até por R$ 45. “O preço é mais elevado pelo fato de ser customizado conforme o desejo do cliente. A confeitaria é 100% artesanal, sobre o que está acontecendo hoje, agora. Nós, confeiteiras, procuramos trazer o que está em alta, a novidade”, explica Karol.

Por serem personalizados conforme desejo do cliente, os bentôs estão em alta, principalmente com o uso humorístico dos florks. Fotos: Karol Dotto

Além dos bentôs, o ramo de produtos personalizados também surfa no sucesso dos Florks. Sejam canecas, camisetas ou outros artigos, eles ganharam espaço e aparecem em uma série de coleções, seja de datas comemorativas, humor, profissões, signos ou até mesmo do clube do coração.

Nem a cultura gaúcha ficou de fora da sensação do momento. Florks peão e prenda também foram criados. Fotos: Pablo Milani

“Conheci em grupos do Facebook, divulgamos alguns modelos de canecas para ver se daria  certo e logo recebemos pedidos. Começamos a vender a partir disso e só foi crescendo”, conta a estudante Thais Pagnossin, que atua em uma empresa do segmento. Ela percebe um diferencial nos florks para os outros memes: a sua vida útil. “Percebi que não seria algo momentâneo, que vira sucesso e logo acaba esquecido. Está em alta e penso que não vai acabar tão cedo”, acrescenta.

E o número de pedidos aumentou. Segundo Thais, na atualidade, a cada cinco pedidos, três envolvem florks, em média. “Tem dias que trabalhamos apenas com vendas desse estilo, é uma demanda bem superior a outras artes”, elucida.

A personalização dos produtos ocorre por um processo chamado sublimação. Thais explica como é realizado:

O mês de julho é marcado pelo período das férias escolares. Durante aproximadamente 15 dias crianças e adolescentes podem aproveitar do tempo livre com opções de entretenimento disponíveis em Santa Maria. 

O Shopping Praça Nova promove a Campanha Passaporte da Diversão que propõe uma rota de lazer no local, entre os dias 05 e 31 de julho, trazendo brindes e oficinas para as crianças.

 O passaporte pode ser adquirido gratuitamente pelos visitantes no Espaço Família, próximo à Praça de Alimentação. As retiradas podem ser feitas de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos, das 11h às 22h, ou diretamente nas nove lojas participantes da ação.  

Para o participante receber o brinde é preciso completar cinco selos no passaporte até o fim do mês. Eles podem ser obtidos após a participação do cliente em uma das lojas que participam da campanha:  Hyperbox, Aventura Kids Carros e Dinos, Boliche Sports Bar, Tridoo, Zig Zag Play, Ranger, Cinépolis, Mundo dos Blocos.

Para Heliane Simones, superintendente do Praça Nova, “somos comprometidos com a nossa comunidade, por isso propomos uma série de atividades de lazer para as crianças aproveitarem as férias escolares com muita alegria e diversão num ambiente que acolhe toda a família”. 

A programação de férias do Praça Nova também possui oficinas gratuitas para o público infantil. Oficinas de Culinária com o programa Mesa Brasil SESC, no dia 15 de julho, para crianças de até nove anos. Oficinas de Robótica (para crianças de sete a 14 anos) e de Contação de histórias interativa em inglês com o Código Kids e Study English (até 10 anos) nos dias: 22 e 23 de julho, ás 15 h, 16h e 17h.

 Elas são realizadas no Praça Palco com vagas limitadas. As inscrições devem ser realizadas no site do Shopping. As oficinas de culinária recebem doações de 1kg de alimento ou 1 litro de leite como forma de inscrição no dia do evento.

No Royal Plaza Shopping o público infantil pode contar com a Montanha-Russa Zoo, Aventura Kids, Arcoplex Cinemas, Espaço Kids, Cine 6D, o espaço de entretenimento infanto-juvenil TriDoo e, a partir dos 12 anos, stand de tiros na Loja Ranger.

O Theatro Treze de Maio promove o Carrossel Cultural Férias Divertidas. O projeto tem como objetivo de realizar espetáculos teatrais infantis, ampliando o acesso das crianças à a arte e a cultura. O programação conta com cinco dias de apresentações com classificação livre e entrada franca. O planejamento tem realização de Angélica Silva e financiamento de Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Emília e Dom Quixote no Theatro.  Foto: Ronald Mendes

Programação do Theatro:

CLOWNFUSÃO no dia 26 de julho – 15h e 18h

 A palhaformance “ClownFusão – O Poder Subversivo do Sistema Capitalhaço” é uma apresentação circense de palhaçaria em que os palhaços disponibilizam para o público um cardápio de opções a serem adquiridos e degustados/apreciados. No menu contamos com sabores de diferentes técnicas circenses como roda cyr, malabares, acrobacia, mágica, monociclo, entre outras surpresas. Tudo temperado com o bom e velho sabor da linguagem do palhaço. 

A TARTARUGUINHA QUE PERDEU O CASCO dia 27 de julho – 15h e 18h

 A peça é uma adaptação de um livro infantil que conta a jornada de uma tartaruga que perdeu seu casco e encontra vários amigos durante a busca por algo que possa ajudá-la. Uma linda história sobre amizade, solidariedade e doação de órgãos. 

A CALIGRAFIA DE DONA SOFIA  no dia 28 de julho – 15h e 18h

Lá do alto da colina, Dona Sofia, uma professora aposentada, busca entender qual o seu lugar no mundo e acompanhada de Seu Ananias, o carteiro mais simpático do vilarejo e das fadas poéticas Léa, Lia e Cléa adentra numa aventura poeticamente linda, cheia de emoção e magia. “A beleza-espoleta que passa sem que olho possa perceber. Ninguém sabe qual é sua graça. É só o poeta que vê”. 

 AS HISTÓRIAS DO VÔ VENÂNCIO dia 29 de julho – 15h

Vô Venâncio é um personagem tipicamente gaúcho que, junto com sua neta Feliciana e seus dois amigos músicos, visita Feiras do Livro, escolas, espaços públicos e eventos de vários locais para proporcionar a criançada um divertido e inusitado momento cultural através de suas histórias e causos. A criança participa ativamente da história, podendo ela mesma ser um dos personagens, como chapeuzinho vermelho, lobo mau, cacique, Imembuí, entre outros. 

TREM MARAVILHA no dia 29 de julho  – 18h

 Trem Maravilha era uma famosa banda infantil dos anos 80. Após mais de 20 anos, eles se reúnem para relembrar os anos dourados da banda e tocar…uma última vez!! Através do repertório, uma nostalgia para os pais e uma descoberta para as crianças! 

O curta-metragem “Sinais” recebeu menção honrosa na 5ª edição do Festival Universitário de Cinema e Audiovisual Assimetria. A premiação é realizada pela UFSM e UFSC e aceita produções audiovisuais universitárias realizadas no intervalo de dois anos de instituições de ensino superior da região sul do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.

“Sinais” foi produzido no primeiro semeste de 2021 por alunos da disciplina de Cinema II do Curso de Jornalismo da UFN, orientados pela professora Neli Mombelli. Com direção de Denzel Valiente e roteiro de Lavignea Witt, o curta retrata uma cena frequente no período de pandemia: aulas de graduação no formato online. Também expõem cenas de violência domiciliar,  visibilizando detalhes de comportamentos que podem revelar pedidos de ajuda, que acabaram sendo silenciados no período de distanciamento social.

A acadêmica Lavignea Witt conta sua inspiração para o roteiro: “Escrevi a história do curta bem em meio ao período mais crítico da pandemia, quando as produções audiovisuais estavam em alta na internet. A minha inspiração partiu disso, de um vídeo publicitário que falava sobre violência doméstica contra a mulher na quarentena, produzido pelo Instituto Maria da Penha. Na história, a mulher acaba conseguindo se salvar e denunciar o agressor com a ajuda dos seus amigos, mas eu quis mostrar a outra face da violência, que é quando a mulher sofre o feminicidio. Então criei a história de uma estudante que sofre violência e que infelizmente morre por não ter tido suporte naquela situação. Os índices de violência contra a mulher estão cada vez mais altos no Brasil e isso entrou ainda mais em evidência nesse período. Por isso eu, como mulher, gostaria de impactar as pessoas abordando esse assunto”.  Por tratar de um tema delicado, durante a produção do roteiro a aluna pensou em deixar cenas subentendidas. “Não queria dar a entender nenhum aspecto de como ocorreu a violência que levou a morte, apenas impactar. Então gravamos todas as cenas durante as aulas normalmente e na última (cena) todos lamentam o que ocorreu com a Luisa”, conta ela.

A professora da disciplina, Neli Mombelli, explica que produzir um curta-metragem de ficção no curso de Jornalismo “é a possibilidade de exercitar uma forma diferente de contar histórias, de construção narrativa, que é a base de todo bom jornalismo e que busca profundidade”. Ela também conta que os temas dos curtas retratam questões atuais e que são consideradas pautas no ponto de vista do jornalismo: “No caso do Sinais, que aborda a saúde mental e relacionamentos em meio à pandemia, mas que também poderia ocorrer antes mesmo da pandemia”. 

A orientadora relata que “produzir o curta permite aos alunos compreender como se estrutura uma produção audiovisual com equipe grande em que cada um tem uma função técnica diferente e uma depende da outra para ter um bom resultado de produto final”. Como no caso de Lavignea que nunca havia roteirizado, dirigido e participado de toda a produção de um projeto grande. De acordo com a estudante a participação “agregou de muitas maneiras. As gravações foram incríveis, apesar de terem sido durante a pandemia e da gente ter tido algumas limitações, aprendi muitas coisas que vou levar pra vida. E, depois de lançado, o reconhecimento que isso gera é incrível. Mesmo após bastante tempo ainda vemos que o Sinais está tocando as pessoas, isso é gratificante”.

Para Neli, o reconhecimento de um festival traz uma alegria muito grande e é o reconhecimento do trabalho que todos desenvolvem em equipe com muita dedicação. A roteirista complementa que “não há nada mais gratificante para um produtor de conteúdo do que ver o seu trabalho sendo reconhecido em prêmios e festivais. Eu e todas as outras pessoas que participaram da criação de Sinais estamos muito contentes pela menção honrosa”.

O curta possui produção de Matheus Andrade, Laura Gomes e Ariel Portes. Na direção de arte Kauan Costa, Caroline Miranda, Luana Giacomelli e Felipe Monteiro, e ainda Emanuely Guterres na assessoria de comunicação. Conta com o apoio técnico de Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia, Jonathan de Souza na edição e finalização de imagem e Alan Carrion na edição de som. O elenco é composto por Vithoria Trentin, Carla Torres, Eduarda Rodrigues, Eduardo de Prá, Walquíria Lerina e Lucas Pereira.

Colaboração: Vitória Oliveira

A 28ª edição da Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop) inicia nesta sexta-feira (15) e segue até domingo (17), em Santa Maria. A inovação desta edição será a participação de dezenas de agroindústrias de todo o estado.

José Carlos Peranconi, coordenador da Feicoop e do Projeto Esperança/Cooesperança. Imagem: Maiquel Rosauro

O evento deverá receber por volta de 500 grupos de expositores, a maior parte do setor de artesanato. Também ocorrerão debates, oficinas e seminários sobre questões ligadas a Agricultura Familiar e a Economia Solidária, além de apresentações culturais. A programação será divulgada em breve.

O coordenador da Feira e do Projeto Esperança/Cooesperança, José Carlos Peranconi, o Zeca, afirma que, em apenas um dos pavilhões do Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, haverá mais de 50 agroindústrias. “Se formos contar também os empreendedores que participam regularmente do Feirão Colonial, teremos mais de 60 agroindústrias que atuam com pão, salame, queijo e muito mais, vindas das mais variadas cidades do Estado”, explica.

É a primeira vez que Zeca assume a coordenação da Feicoop. Ele conta que o serviço é grande, mas que tudo caminha bem para o início da Feira. Nos anos anteriores, era o responsável pela organização da infraestrutura do evento.  “Temos uma equipe boa que está trabalhando, gosto sempre de conversar com o pessoal para não tomar decisão sozinho. Temos uma correria boa. Sei que, fisicamente, posso estar cansado, mas olho para trás e vejo tudo o que a gente já fez e dá um incentivo para terminar. É uma experiência nova para mim, trabalhei em todas as feiras em outra função, não na linha de frente. É desafiador”, relata Zeca.

A 28ª Feicoop é promovida pelo Projeto Esperança/Cooesperança, braço da Arquidiocese de Santa Maria; Prefeitura Municipal de Santa Maria; Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Instituto Federal Farroupilha (IFFar). Para realização de um evento desse porte, a Feicoop tem auxílio de, aproximadamente, R$ 450 mil em emendas impositivas que chegam por meio da Prefeitura. A destinação vem dos deputados federais Paulo Pimenta (PT) e Elvino Bohn Gass (PT), e dos vereadores santa-marienses Valdir Oliveira (PT), Maria Rita Py Dutra (PCdoB), Ricardo Blattes (PT), Paulo Ricardo Pedroso (PSB), Getúlio de Vargas (Republicanos) e Tubias Calil (MDB). As emendas dos vereadores somam R$ 102.927,92.

 

 A moda sustentável veio para ficar nas novas tendências, com o intuito não só de pensar no  meio ambiente mas também no bolso do consumidor.  Os produtos de segunda mão com boa qualidade são vendidos por valores mais baixos do que quando foram comprados pela primeira vez. Assim eles não serão descartados de forma indevida e ficarão anos esperando para se decomporem.

Brechós de roupas infantis Achadinhos CP Imagem: Vitória Oliveira

 Na tentativa de fugir deste mundo capitalista em que vivemos, os brechós vem para trazer mais sustentabilidade, onde aquela roupa que estava esquecida no fundo do guarda-roupa torna-se uma forma de renda. As donas de brechós tem como maior responsabilidade a curadoria das peças que chegam até elas. 

A dona da João e Maria Brechó Infantil e João e Maria Boutique Brechó, Gisleia Carvalho,  conta que teve a ideia de entrar no ramo de brechós porque: “eu gosto muito de reaproveitar as coisas, customizar as peças e eu acho que tem muitas peças boas que podem ser reaproveitadas”.  Ela começou em 2015 apenas com peças infantis, depois ampliou o espaço para peças adultas. Gisleia nos conta que as roupas que chegam até a loja são todas selecionadas juntamente com as fornecedoras. “Eu vejo se as peças não são rasgadas, se não tem manchas. Eu peço pra pessoa sempre levar as roupas higienizadas, antigamente eu mandava para  a lavanderia, porém agora o custo ficou muito alto. Ao chegar revisamos todas as peças”. Assim que os produtos passam por esse processo são colocados à venda e ficam em consignação, “depois de vendidas eu pago 40%”. Não chegam ao brechó apenas peças de roupa mas também bolsas, brinquedos e jogos.

João e Maria Brechó Infantil e João e Maria Boutique Brechó fica no centro de Santa Maria. Imagem: Vitória Oliveira

A proprietária afirma que vê o crescimento na procura de brechós, principalmente após a pandemia, “são peças de qualidade e o preço das roupas são acessíveis”. Ouça a seguir o que Gisleia nos conta sobre o tipo de público que frequenta seu estabelecimento: 

Alexandra Feldmann, proprietária do Brechó Infantil Achadinhos CP, decidiu voltar a ter sua independência financeira, “me foi oferecido um brechó que estava à venda, então eu e minha irmã fizemos uma sociedade”. Quando adquiriram o brechó veio um estoque considerável, e as pessoas que querem desapegar as procuram para trocar ou revender  suas peças.  “Ao chegarem na loja as peças são avaliadas. Então os fornecedores são contatados sobre valores e informados sobre quais roupas foram escolhidas. As peças que não são selecionadas acabam por serem  devolvidas ou doadas com a permissão dos fornecedores”, conta Alexandra.

Alexandra Feldmann é proprietária do Achadinhos CP. Imagem: Vitória Oliveira

Para ela, “Reutilizar não tem a ver só com a crise financeira, mas com o entendimento do que está acontecendo no mundo, associado ao novo paradigma da sustentabilidade que tem favorecido o ramo dos brechós, por oferecer um preço atrativo das roupas em bom estado”. Alexandra conta que escolheu ter um brechó voltado apenas para o público infantil pois queria “oferecer um bom atendimento, um visual da loja e organização, para que quando as pessoas pensem em roupa infantil associem ao Brechó Achadinhos CP”. Ouça a seguir o que Alexandra tem como lema de seu brechó e para quem é direcionado:

 A moda dos Brechós está incluso na nova onda do slow fashion. O termo é utilizado para definir uma alternativa socioambiental de frear o fast fashion, trazendo uma revolução na indústria, priorizando a diversidade, a tradição, a qualidade, a criatividade, a ética e o valor ao produto e ao meio ambiente. Por mais que o termo slow seja traduzido como lento para o português, não é necessariamente um movimento que contrapõe a velocidade, é apenas uma quebra ao fast.  O movimento surge no momento crucial para a moda global, na tentativa de solucionar os problemas causados pelas grandes empresas fast fashion. As principais dificuldades vêm de um fator essencial, que é a emissão de carbono. O setor de produção de roupas é responsável por cerca de 10%  de toda geração de carbono no mundo.

Infografia com fatos e números sobre a utilização da água para a produção têxtil. Fonte: Parlamento Europeu

 Mas sabemos que a moda sofre mudanças continuamente e essa não é a primeira vez que o vintage invade o cotidiano dos consumidores. A diferença, desta vez , é que a onda das roupas usadas surge com base em mudanças nos hábitos de consumo. A exclusividades das peças e a maneira autêntica de se vestir fez com que muitas pessoas abrissem seus corações para as roupas usadas. O meio ambiente agradece esta nova direção que os fashionistas estão optando. 

Matéria produzida no primeiro semestre de 2022, na disciplina de Linguagem das Mídias do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana.

A 3 ª edição do Underground do curso de Design de Moda da Universidade Franciscana, ocorreu na noite de ontem, 27, às 19h no estacionamento do prédio 15, no conjunto III da UFN. Teve como tema este ano a “Desconstrução do estereótipo feminino” no intuito de incentivar os acadêmicos a escolherem uma quebra de padrões impostos pela sociedade às mulheres. 

Acadêmicos do curso de Design de Moda e suas criações. Imagem: Juliano Mendes

 A professora do curso de Design de Moda, Caroline Brum, conta que é muito importante que os alunos aprendam a organizar um evento deste porte, “isso vai fazer parte da vida deles, pois muitos já tem sua marca própria. Toda a estrutura que damos para eles, a organização que fazemos é uma estrutura de vida real, de como podem fazer quando tiverem uma oportunidade de replicar”.

 A maior parte dos designers estão no 3º semestre e a disciplina que organizou é  do 5º semestre. A produção tem o intuito de estimular uma integração entre os mais novos com os mais experientes. Natalia Krum participou como produtora, designer e modelo e teve como inspiração: “Colocar a mulher no espaço dominado por homens,  a minha roupa foi inspirada em mulheres no automobilismo”. A parte em que mais sentiu dificuldade foi na modelagem experimental, pois é cheia de recortes, além da produção. Para ela, exercer tantas funções em um evento como esse envolve muita adrenalina, “mas causa uma sensação muito boa de ver os meus colegas, as pessoas que eu gosto sendo criativas e colocando as ideias delas em prática”. “Pra mim talvez a parte mais fácil tenha sido modelar porque é a parte mais livre para criar do meu jeito”, conta Natalia.

Natalia Krum vestindo sua criação. Imagem: Caroline Freitas

O designer Ewdwardz teve como inspiração buscar a feminilidade onde a sociedade não vê, a transformação, ” tive muita inspiração de pessoas não binárias e de pessoas transexuais e das vivências delas. A asa representa transformação, é como um casulo, é a pessoa trans passando pelo portão da transição. Isso representa toda essa desconstrução, de que a feminilidade não se encontra só em corpos femininos mas também em uma gama de corpos plurais”. Para ele, a experiência de fazer parte do desfile é boa e agrega muito em sua vida profissional.

Hercules Hendges desfilando a criação de Ewdwardz. Imagem: Patrício Fontoura

A acadêmica Vanessa Maltes conta que: “o que tentei levar em consideração a partir do tema foram  questões minhas. Onde a mulher tem que estar sempre muito preocupada com que roupa ela vai sair de casa e se isso vai afetar a rotina dela. Como por exemplo vestir uma roupa mais curta ela pode  sofrer algum tipo de assédio. Sempre tem aquela pergunta na cabeça cobrir ou mostrar?”. O vestuário também pode ser uma questão política e social. “Não apareceu, mas eu escrevi em caneta alguns adjetivos pejorativos que só são válidos para mulheres. Por exemplo vagabunda, o cara vagabundo é uma pessoa que é encostada que não faz nada, já a mulher vagabunda é uma mulher desqualificada que não presta. Para a mulher os adjetivos sempre  tem uma conotação mais pesada do que para os homens”.

Roupa desenhada pela designer Vanessa Maltes. Imagem: Caroline Freitas

Ela acredita que é necessário dar visibilidade a esse tipo de evento, “tanto é que o desfile foi bastante político, conseguimos expressar tudo que realmente queríamos e tivemos liberdade para isso.  Teve representatividade trans e negra, então acredito que conseguimos quebrar um pouco dos paradigmas”. Destaca também que esse tipo de interação traz muitos ganhos para sua vida acadêmica pois ganha experiência, “na questão pessoal eu entendo que as pessoas aceitam essas diferenças, estamos sempre em uma bolha onde achamos que vamos ser julgados e questionados.  Muitas vezes falta  dar a cara a tapa para tornar comum para todo mundo as diferenças”. O mais importante é que ela consegue mostrar o seu trabalho, “o que eu vim fazer aqui é roupa, não tenho plano B. É isso que eu quero para a minha vida”.

Colaboração: Luiza Silveira

Santa Maria vem crescendo empresarialmente cada vez mais, muitos desses negócios se adaptaram em relação ao covid e todos os dias a diversidade de empresas e micro-empresários vem expandindo. Com isso surgiu uma ideia de negócio no meio de um brincadeira, o Albanios da Boca do Monte iniciou em 2017 quando um grupo de amigos decidiu fazer espadas para treino de H.E.M.A (Artes marciais históricas europeias), foi até fundado um grupo na UFSM chamado Universitatis Ludus grupo que estuda e pratica esgrima histórica. Desde então, a atividade ganha adeptos e desperta a curiosidade de quem circula pelo campus sede da Universidade e presencia os encontros da turma, que chama atenção pelo uso de espadas de madeira e máscaras. O atual dono, Daniel Albanio e seu sócio Ismael Fontana, começaram a fazer os equipamentos e a procurar eles mesmos os materiais e como funciona a produção pela internet.

Material produzido pelo grupo de amigos. Imagem: Ygor Vasques

O trabalho de marcenaria foi evoluindo cada vez mais, com troca de informações com outros artesãos pelas próprias redes sociais, de espadas a diversidade das confecções foram aumentando, logo foram machados, escudos, martelos, adagas, katanas e até mesmo peças para casa como, canecas e estantes já foram produzidas, todo tipo de item realizado com madeira eles começaram a fabricar. Sua oficina começou pequena com poucos equipamentos para produção, mas logo com a demanda aumentando foi necessário adquirir os equipamentos necessários para suprir a demanda.

Texto produzido por Ygor Vasques.

As festividades do mês de junho são tradicionais em todo o país. Desde 2020 elas deixaram de ser realizadas para grandes públicos por conta da pandemia de Covid-19. Neste ano, a diminuição das restrições referentes a pandemia possibilitou a retomada de grandes festas e cidades da região trouxeram essa tradição de volta. É o caso da cidade de Formigueiro, RS, que tem como padroeiro São João Batista, um dos santos presente nas comemorações do mês. Para o festeiro Rosalino Moreira, a experiência de voltar, após dois anos, está sendo muito boa. Ele relata que encontra dificuldades em conciliar os horários entre as festividade e seu trabalho, porém “está sendo gratificante, porque as vendas de nossos doces já passaram de 15 mil, só nesses dias”. A programação das festividades juninas na cidade de Formigueiro voltaram sem restrições em relação ao Covid-19, prevendo cinco dias de comemorações, incluindo baile e bingos. 

Bingo da comunidade em Formigueiro. Imagem: Miguel Cardoso

O acadêmico de Jornalismo da UFN Miguel Cardoso participa das festividades de Formigueiro desde criança. Para ele, a festa é o evento mais importante da cidade, “porque reúne todas as comunidades do município”. Ele conta que a festa do padroeiro envolve muitas brincadeiras como  jogo de bingo e nesse ano, em especial, um sentimento de alegria também pelo fato de poder trabalhar dando assessoria a prefeitura. A festa é esperada o ano inteiro por toda a sociedade e todos gostam de participar. As atividades desse período arrecadam fundos para a paróquia São João Batista.

As festas juninas também estão presentes nas escolas. Em São Gabriel, o Colégio Tiradentes da Brigada Militar promove sua tradicional festa todos os anos para alunos, militares e a comunidade em geral. De acordo com o auxiliar do corpo de alunos do colégio, Sargento Cesar Volnei, a festividade é importante para a comunidade escolar, para a união de familiares, alunos e militares. Para ele o sentimento de voltar com as comemorações é de grandes expectativas, “pois vamos recuperar estes dois anos perdidos e manter a união e motivação dos alunos”.

Apresentação da quadrilha dos alunos do Colégio Tiradentes. Imagem: Colégio Tiradentes

Professores e alunos também se envolvem diretamente na organização da festa. Para a professora de Filosofia e Sociologia, Cássia Bairros que participa das festas há 10 anos, o sentimento de voltar é muito positivo, “pois estou vendo a organização dos alunos, dos militares, então o sentimento é de esperança, de que agora estamos retomando aos poucos nossas festas. Ver o entusiasmo dos alunos está sendo incrível”.

A festa esta prevista para sábado, 25 de junho. As expectativas dos alunos são grandes como conta Henrique Silva, que está no terceiro ano do ensino médio e é a segunda vez que participa: “Não me envolvi em 2019 e agora está sendo muito legal poder ver que tudo está voltando ao normal, todos estão querendo participar e ajudar mais esse ano”. Para ele a festa contribui para a união de todos, “tem muitas tarefas que envolvem o apoio coletivo, então as turmas estão se unindo, professores e alunos estão sempre se ajudando”. Também Maria Clara Vianna, estudante do segundo ano do ensino médio, está participando pela primeira vez e cheia de expectativas.

Em Caçapava do Sul, a Escola Estadual de 1º e 2º Grau Nossa Senhora da Assunção também retoma suas atividades festivas neste mês, no dia 23 de junho. A diretora, Daniela Evangelho, conta que está muito feliz com esta volta: “Estou muito animada por poder reunir todos e é isso que a gente deseja, oportunizando a participação dos estudantes de forma saudável com brincadeiras, apresentações e comidas tradicionais. O que eu mais gosto é a alegria de estar com toda gurizada jovem aqui junto da gente”.

Festa Junina da Escola Estadual de 1º e 2º Grau Nossa Senhora da Assunção em Caçapava. Imagem: Carlos Dias

Da mesma forma, a professora da disciplina Projeto de Vida, Jianny Moreno relata a sua expectativa com a programação da festa junina no colégio: “O retorno nos deixa mais felizes e nos dá a oportunidade de colocarmos toda a energia positiva em cima da festa, compartilhando essa junção com as pessoas maravilhosas tanto da escola quanto da comunidade externa”. A estudante do terceiro ano do ensino médio Manuela Ricalde acredita que o evento é bom para movimentar o financeiro da escola e faz com que os alunos se aproximem mais. “Isso movimenta toda a escola para um lado bom, o que eu mais gosto da festa junina além das comidas é a função das roupas típicas, da organização da quadrilha e da galera toda reunida”, completa a estudante.

Colaboração: Vitória Oliveira e Miguel Cardoso

Ocorre essa semana a exposição de artes Ilhas Criativas. A  programação está variada, contando com intervalos musicais durante a manhã, tarde e noite e exposições permanentes no prédio 16 do conjunto III da UFN.

A exposição Ilhas Criativas é o resultado de uma disciplina eletiva chamada Patrimônio Arte Cultura que foi pensada para ser ofertada aos alunos da instituição como um todo, possuindo 32 alunos de nove cursos distintos. De acordo com o professor Bebeto Badke, responsável pela disciplina, “poucos têm contato com a arte, então no primeiro trabalho da disciplina eles tinham que fazer um levantamento para descobrir pessoas que conhecem e que são artistas mas não atuam como tal”. Após o levantamento foram descobertos diversos talentos ocultos dentro da UFN e então o professor resolveu dar visibilidade a eles. A exposição de artes visuais conta com um varal literário com três poetas. Também estão presentes cantores, DJs e um rapper da Nova Santa Marta.  

O rapper Vitor Rocha cresceu no meio da música. Ele conta como foi sua trajetória até se encontrar no rap: “Por influência de família comecei com uma banda de rock, mas durante os shows e viagens eu sempre fazia rimas de improviso, então comecei a frequentar batalhas de rimas e vi que tinha jeito pra coisa, logo comecei a gravar minhas próprias músicas”. Para ele é uma grande satisfação poder mostrar ao público seu trabalho.

A acadêmica de Letras, Daiene Rojas, está expondo sua arte pela primeira vez, de acordo com ela o convite fez com que sentisse sua arte valorizada de outra forma, pois antes apenas sua família e amigos sabiam que ela pintava telas, então a exposição é uma forma de tornar seu trabalho mais conhecido e divulgado. Ela acredita que seu talento pode estar interligado com seu curso, “as letras fazem parte da área das humanas e essa área é bem extensa, e com certeza embarca a arte, mas esses conhecimentos artísticos descobri quando era ainda  mais jovem,  desde criança gostava muito de desenhar e na minha família, minha mãe e as minhas tias pintam telas, então eu decidi dar  um passo a mais tentar pintar também. Comecei na brincadeira  com tinta guache e depois troquei, fiz aquarela e peguei telas, gostei muito porque  é um trabalho minucioso e podemos brincar com as cores e  expressar nossos sentimentos”.

A programação conta com exposições de Artes Visuais,  com Nathalia Righi,  do curso de Psicologia, expondo suas tatoos;  Ana Luiza Rockenbach, também do curso de Psicologia, com sua arte digital; Joele Wegner, do curso de Arquitetura da UFSM, com sua arte em aquarela; Daiene Rojas, do curso de Letras, com pintura em tela; Luiza Ruviaro, acadêmica de Odontologia, com pintura em tela, e Guilherme Abreu, estudante de Jogos Digitais, com mostra de fotos digitais.

A exposição do Varal Literário também ocorre todos os dias e conta com os seguinte poetas: Giovanna Zilli, de Arquitetura, João Gabriel Pires Simões, de Psicologia e Julio Augusto Seidel da Silva, de Odontologia.

Intervalos musicais ocorreu nos dia 21 de junho pela manhã com Karoline Ferreira, voz e violão, do curso de Arquitetura. Na quarta, 22 de junho, à noite com o  DJ Gabriel, de Porto Alegre, com apoio de Jayme Grassmann (Jogos Digitais – UFN) e no dia 23 de junho o rapper Nezz (Vitor) pela manhã e a tarde o DJ Bernardo Rocha, de Publicidade e Propaganda.

Colaboração: Vitória Oliveira