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Cultura

Garimpo da Moda da UFN celebra 10 anos

Garimpo da Moda da UFN completa 10 anos com aumento de expositores, boas vendas e participação de acadêmicos de diferentes cursos, promovendo a circulação de peças e o consumo consciente.

Dados registrados pela Ancine apontam desafios para incentivar o público a ver filmes nacionais. Imagem: reprodução internet.

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) atualizou as regras da Cota de Tela, após envolvimento polêmico da rede de cinemas Cinemark. Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, a empresa teria utilizado sessões do filme infantil “Zuzubalândia”, lançado em 2024, em horários de baixa procura para cumprir a exigência de cota obrigatória. A situação gerou críticas nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a efetividade da política pública de incentivo ao audiovisual brasileiro.

Após a repercussão, a Ancine publicou a nova Instrução Normativa n° 175, que atualiza a regulamentação da política para 2026. Em vez de só contabilizar o número de sessões com filmes nacionais, sessões de longas brasileiros exibidas a partir das 17h, em qualquer dia da semana, passam a receber um acréscimo de 0,10 na contagem da cota. Na prática, isso significa que uma sessão em horário de maior público, como à noite, passa a valer mais para o cumprimento da obrigação legal do que sessões programadas em horários de menor movimento, como pela manhã ou no início da tarde.

A norma também cria um incentivo para que os filmes permaneçam mais tempo em cartaz. Quando um longa brasileiro continua sendo exibido entre a segunda e a quinta semanas cinematográficas no mesmo complexo, ele recebe um acréscimo adicional de 0,025 na contagem da cota, desde que as sessões também ocorram a partir das 17h. Caso o filme saia de cartaz e retorne posteriormente, a contagem é reiniciada.

Outra mudança amplia o bônus para obras premiadas. Além de Melhor Filme, passam a ser consideradas premiações como Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Roteiro em festivais reconhecidos pela Ancine. Nessas condições, as sessões a partir das 17h também recebem acréscimo no cálculo da cota.

Dados registrados pela agência apontam desafios para incentivar o público a ver filmes nacionais.  Em 2024 e 2025, o cinema brasileiro ficou com 15,7% das sessões, mas só 10,1% e 9,9% do público, respectivamente. Em 2026, até agora, o número recuou para 6,5%. “O cumprimento formal da obrigação de programação não tem sido suficiente para converter presença em cartaz em resultado efetivo de público e bilheteria”, lamenta a Ancine, ao justificar a necessidade da atualização.

Com as novas medidas, a Ancine busca não apenas ampliar a quantidade de exibições de filmes nacionais, mas também garantir maior visibilidade e acesso do público às produções brasileiras nas salas de cinema.

Em Santa Maria,  a confraternização pré-lançamento do  festival, será nesta quinta-feira 23 de abril, a partir das 16h30,  no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) da Regional Centro, em parceria com diversos sindicados e  movimentos sociais, são os responsáveis pelo evento.

O festival ocorre no dia 1° de Maio, das 13h às 20h, na Praça do Mallet, com entrada gratuita.  O evento contará com uma programação diversa, que reúne grandes nomes da música e da cultura popular, com destaque para os artistas Igor Peres e Marcelo Amaro. O palco também recebe artistas e grupos que representam a identidade cultural santa-mariense, como Paola Matos, Inseto Social, Aparelho Auditivo, Martelo, The Old Uncles, Escola de Dança Camargo, Street Dance, Mojubá, Movimento de Rua MDR e escolas de samba. O evento ainda inclui feira de economia solidária, arrecadação de alimentos para cozinhas solidárias, praça de alimentação, espaço kids e área voltada a sindicatos e movimentos sociais.

Segundo a organização, o Festival do Trabalhador se destaca como um espaço de protagonismo político e social da classe trabalhadora, conectando cultura e mobilização na defesa de direitos. Entre os temas centrais das atividades estão a redução da jornada de trabalho sem perda salarial, o fim da escala 6×1, a crítica à reforma administrativa, a valorização do serviço público, o enfrentamento da pejotização e a defesa da soberania nacional e da democracia.

O festival também assume posição clara no combate ao feminicídio, reforçando seu compromisso com a proteção da vida das mulheres e com uma sociedade mais justa, igualitária e sem violência.

A proposta integra sindicatos, movimentos sociais e coletivos culturais, conciliando momentos de celebração e reflexão. A programação inclui shows musicais, apresentações culturais e manifestações da cultura popular, estimulando um ambiente de convivência e envolvimento que consolida o 1º de Maio como um dia de luta e visibilidade.

“O festival é um espaço de celebração, mas também de mobilização. É onde a cultura se encontra com a luta concreta dos trabalhadores e trabalhadoras por mais direitos, dignidade e qualidade de vida”, destaca a organização do evento.

Ao percorrer diferentes regiões do estado, o Festival do Trabalhador reforça a importância da democratização cultural, enquanto amplia  a consciência coletiva sobre questões que afetam diretamente a população.

Matinê Meia Noite conta com Vinícius Oliveira, Vinício Möller e Caetano Arrais. Imagem: divulgação.

O projeto Vitrine Cultural recebe o trio Matinê Meia Noite no café do Theatro Treze de Maio. O grupo se apresenta na quinta-feira, dia 23 de abril, a partir das 18h30, com entrada gratuita.

A Matinê surgiu em 2017 como um projeto solista e autoral de Vinicius Oliveira, músico multi-instrumentista e compositor graduado em Música e Tecnologia pela UFSM. Após se apresentar com diversas formações ao longo dos anos, em 2022 a Matinê aderiu a formação de power trio e desde então mantém esse formato. Vinicius é responsável pela guitarra e pelos vocais. Na bateria, está Vinicio Möller, músico experiente, ativo e com passagem em diversas bandas de Santa Maria. No contrabaixo, Caetano Arrais completa o trio, um jovem talento vindo de uma família de artistas e estudante de Música e Tecnologia na UFSM.

A Matinê tem um estilo que mistura: rock, pop, MPB, com letras íntimas e poéticas, bem recebidas pelo público nas apresentações. A aproximação com outros músicos e produtores de outros países deu a oportunidade de expandir o trabalho do grupo, com apresentações em diferentes palcos internacionais. Em Santa Maria, já se apresentou em vários locais como no Brique da Vila Belga e na Concha Acústica.

Mais informações no Instagram da Matinê Meia Noite.

A Universidade Franciscana realizou, entre os dias 13 e 16 de abril, a VI International Week, evento que teve como objetivo fortalecer a internacionalização da instituição por meio da integração entre acadêmicos, professores, técnicos e comunidade externa. Com o tema “Experiências em um mundo interconectado”, a programação contou com diversas atividades voltadas à troca de conhecimentos, vivências acadêmicas e culturais.

A International Week já se consolidou como um importante espaço dentro da universidade para promover o diálogo intercultural e incentivar a mobilidade acadêmica. A iniciativa busca aproximar os estudantes de diferentes realidades globais, além de estimular o interesse por experiências internacionais durante a formação universitária. Ao longo da programação, foram promovidos encontros com convidados e momentos de troca que possibilitaram o contato com diferentes perspectivas acadêmicas e culturais, ampliando a compreensão dos participantes sobre o cenário global.

Ao longo da semana, os cursos promoveram atividades como palestras, rodas de conversa e relatos de experiências internacionais. A proposta foi ampliar o olhar dos acadêmicos sobre as possibilidades de intercâmbio e o contato com diferentes culturas e formas de ensino.

Acadêmicos acompanham o bate-papo em um momento de descontração. Fotos: Thine Feistauer/Labfem

No curso de Jornalismo, a programação contou com um bate-papo com o acadêmico Nelson Bonfill, que compartilhou sua experiência de intercâmbio em Portugal durante o primeiro semestre de 2025. Durante o encontro, Nelson apresentou aspectos culturais, acadêmicos e pessoais vividos no período fora do país.

O estudante relatou que, na instituição em que estudou, o curso não era denominado Jornalismo, mas sim Ciências da Comunicação, abrangendo áreas como jornalismo, publicidade e propaganda e relações públicas, com duração de três anos. Entre as disciplinas cursadas, destacou a cadeira de Retórica como sua favorita, ministrada pelo professor Paulo Serra, autor do livro Manual de Teoria da Comunicação (2007), obra já mencionada em aulas do curso de Jornalismo da UFN.

Nelson comenta sobre a estrutura da Universidade da Beira Interior, onde realizou intercâmbio.
Fotos: Thine Feistauer/Labfem

Entre os pontos discutidos, Nelson destacou diferenças na relação entre professores e alunos. Segundo ele, no contexto português, o vínculo tende a ser mais distante em comparação ao ambiente acadêmico da UFN. Também comentou sobre o processo de adaptação à cultura local, incluindo a alimentação, mencionando a dificuldade de ficar longe de costumes como o churrasco gaúcho.

A experiência internacional também trouxe reflexões pessoais. Nelson afirmou que a vivência no exterior contribuiu para valorizar ainda mais o Rio Grande do Sul. Apesar de considerar importante conhecer novas culturas, relatou que não pretende morar novamente fora do país, mas deseja continuar conhecendo outros lugares.

Durante o encontro, também foi reforçado que acadêmicos do curso de Jornalismo da UFN têm a oportunidade de realizar intercâmbios para países como Chile, Portugal, França, Espanha e Colômbia.

Coordenador do curso de Jornalismo, Iuri Lammel, destacou a importância das experiências internacionais na formação acadêmica.
Fotos: Thine Feistauer/Labfem

Durante o bate-papo, os acadêmicos aproveitaram o momento para tirar suas dúvidas. Para o acadêmico Nicolas de Rossi a conversa contribuiu para ampliar a compreensão sobre a formação na área: “A conversa com o Nelson foi muito interessante, porque ajudou a entender melhor como funciona a formação em outro país e as diferenças no ensino. Acho que ouvir esse tipo de relato faz a gente refletir mais sobre o nosso próprio curso e também pensar nas possibilidades de intercâmbio, entendendo melhor tanto os desafios quanto as oportunidades dessa experiência.” Ele também destacou a importância de conhecer tanto os pontos positivos quanto os desafios da experiência internacional.

O acadêmico Nicolas de Rossi a International Week possibilita a ampliação dos horizontes para além da universidade.
Fotos: Thine Feistauer/Labfem

Já o estudante Isaac Brum Dias ressaltou o impacto motivacional do encontro: “Acredito que o bate-papo tenha sido extremamente proveitoso porque muitos alunos têm interesse em realizar intercâmbios, mas a insegurança sobre a adaptação a um novo local pode ser uma barreira. O relato de experiência é fundamental para motivar o aluno a buscar esse desafio.”

A cada ano o intercâmbio amplia as oportunidades de mobilidade acadêmica para os estudantes. Fotos: Thine Feistauer/Labfem

O Ateliê Solar realiza na próxima quinta-feira, 16, a abertura da exposição “Para Jorge – Mostra Coletiva Residentes Solar”, em Santa Maria. O evento ocorre das 19h às 22h, com entrada gratuita e reúne artistas locais em uma proposta que conecta arte, espiritualidade e resistência.

Inspirada na figura de São Jorge, um símbolo de coragem diante das diversidades da vida, a ideia da exposição é relacionar o fazer artístico aos desafios enfrentados no processo criativo, transformando o medo, o silêncio e a dúvida em expressão de linguagem.

A exposição reúne obras de Luciano Santos, Cica Ereno, Helvia Schneider, Marilene Nunes, Helena Macedo, Ribeiro Halves, Marcia A. Binato, Marcio Flores, Lisianne Gonçalves, Jane Zofoli e Círia Moro, artistas residentes do Ateliê Solar. Os trabalhos apresentam diferentes técnicas e estilo, reunindo olhares diversos sobre os temas da amostra.

A programação da noite contará com participações especiais que ampliam o diálogo entre arte e espiritualidade. O bispo Francisco de Assis, da Diocese Sul Ocidental da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, fará um depoimento sobre significado de São Jorge. Além disso, está previsto um momento simbólico dedicado a Ogum, com participação do Reino de Iemanjá e Oxalá, conduzido pelo Pai Ricardo de Iemanjá.

Durante o evento, será lançada a terceira edição do Solar Impresso, edição de Outono. O lançamento reúne textos, imagens e registros das atividades realizadas no ateliê.

A proposta da mostra “Para Jorge” vai além da exibição de obras, buscando destacar a arte como um espaço de encontro e expressões, onde diferentes vivências e reflexões se conectam diante dos desafios do cotidiano.

Acompanhe a programação e os horários de visitação no Instagram dos Artistas Solares.

Imagens: Divulgação

Nos dias 7 e 8 de abril, o Hall do prédio 15 da Universidade Franciscana (UFN) recebeu mais uma edição do Garimpo da Moda, evento promovido pelo curso de Design de Moda que, em 2026, celebra 10 anos. A iniciativa reuniu toda a comunidade acadêmica com o objetivo de promover a circulação de roupas e acessórios, incentivando o reaproveitamento de peças e práticas mais conscientes de consumo.

Com a chegada do frio, consumidora busca casaco entre as peças do Garimpo da Moda Imagem: Thine Feistauer/LABFEM

A professora do curso de moda Carol Colpo, responsável pela organização do evento, participou da primeira edição ainda como monitora da Teciteca, laboratório que atualmente coordena e que está à frente do Garimpo. Para ela, acompanhar essa trajetória torna a edição comemorativa ainda mais significativa. “A primeira edição, há dez anos, foi organizada com muito carinho, ainda quando eu era aluna, junto com a professora Elza. A ideia era criar um momento para fazer a moda circular, para que as alunas pudessem trocar peças e acessórios. Hoje, eu sinto a mesma ansiedade daquela época, então pra mim está sendo muito especial ver o quanto o Garimpo cresceu e se consolidou”, destaca.

O objetivo do Garimpo é incentivar a moda cíclica, segundo a Professora Carol Colpo. Imagem: Thine Feistauer/LABFEM

A 10º edição apresentou crescimento no número de participantes. Ao todo, foram 12 estandes a mais em relação às edições anteriores, ampliando a diversidade de estilos, peças e perfis de expositores. Mesmo com as condições climáticas desfavoráveis durante os dias de garimpo, o evento registrou boa circulação de público e resultados positivos nas vendas.

Segundo Carol, o Garimpo também se relaciona com o conceito de economia circular, buscando alternativas para reduzir os impactos ambientais da indústria têxtil.“A gente tenta usar a expressão de moda circular, porque falar em sustentabilidade dentro de uma sociedade extremamente capitalista pode ser até contraditório. Então, trabalhar por meio da economia circular é uma das principais ferramentas para reduzir esses danos, além de promover também um aspecto social, já que aqui as pessoas trocam experiências e vivências”, explica.

Outro destaque do evento é a participação de alunos de diferentes cursos da universidade. A estudante do 2º semestre de Psicologia, Lavinia Trindade, é um exemplo dessa integração e utilizou o espaço para divulgar seu trabalho com a marca Lavi Doceria.

Além da venda de roupas, Lavinia comercializou doces artesanais, principalmente trufas e cookies, que já fazem parte do seu dia a dia dentro da universidade. Segundo a acadêmica, a participação no Garimpo contribuiu para aumentar a visibilidade do seu negócio. “O pessoal vem, olha as roupas, já compra trufa, e aí eu vou mostrando os docinhos. Deu um bom dinheiro nesses dois dias e já tive novos seguidores”.

Acadêmicas analisam peças durante o Garimpo da Moda, realizado no hall do prédio 15 da UFN. Imagem: Thine Feistauer/LABFEM

O aluno César Augusto, do curso de Design de Moda, participou pela segunda vez e, diferente da maioria dos expositores, aproveitou o Garimpo para divulgar e vender peças da sua própria marca, a Cavi Boy que é inspirada em suas vivências no Amazonas venezuelano. A marca carrega referências culturais e pessoais em suas criações. “É uma experiência muito boa porque o pessoal conhece, começa a seguir as redes sociais, perguntam sobre os produtos. É uma forma de conhecerem a minha marca aqui na cidade”, afirma César.

O acadêmico César Augustomostra criações da marca Cavi Boy no Garimpo da Moda, na UFN. Imagens: Aryane Machado/ LABFEM

Ao completar uma década, o Garimpo da Moda se consolida dentro da Universidade Franciscana, reunindo um número crescente de participantes e ampliando as possibilidades de atuação para além do curso de Design de Moda. Mais do que a venda de peças, o evento se firma como um espaço de experiências, visibilidade e troca entre estudantes e comunidade, acompanhando as transformações no modo de consumir moda e reforçando a importância da circulação de roupas como alternativa dentro de um cenário marcado pelo consumo acelerado.

Imagens: Thine Feistauer e Aryane Machado/ LABFEM

Na última segunda-feira (30), um grupo de alunos e professores do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana realizou uma visita institucional à reitora Iraní Rupolo para a entrega da revista Plural, produzida pelos acadêmicos nas disciplinas de Narrativa Jornalística, Jornalismo Especializado e Jornalismo de Dados, ao longo do último ano.

A visita teve como objetivo apresentar oficialmente o trabalho desenvolvido. Durante o encontro, a reitora recebeu exemplares da revista e conversou com os estudantes sobre o processo de produção, as pautas abordadas e a importância de iniciativas práticas na formação acadêmica.

A revista Plural reúne produções jornalísticas desenvolvidas em disciplinas ministradas pela professora Glaíse Palma e pelo professor Iuri Lammel, que também orientou o processo de desenho visual com diagramação realizada pelos alunos. A publicação contou ainda com a produção fotográfica desenvolvida no Laboratório de Fotografia e Memória (LABFEM), sob orientação da professora Laura Fabrício.

A visita proporcionou um momento de troca entre a gestão da universidade e os estudantes e professores, reforçando o papel do jornalismo no ambiente acadêmico e destacando a relevância de projetos que aproximam teoria e prática.

O professor e coordenador do curso de Jornalismo, Iuri Lammel, que acompanhou o grupo e atua como editor executivo desta edição, ressalta que “a Plural é um produto bastante integrado, que articula disciplinas, laboratórios, semestres, professores, alunos e técnicos. A visita foi um gesto simbólico que marcou o retorno da revista e também demonstrou que o curso de Jornalismo segue firme, com a participação ativa dos estudantes”.

Para Nelson Boffil, acadêmico do 7° semestre, “acompanhar a produção das matérias e conversar com colegas sobre os temas abordados foi muito satisfatório. Ver o resultado desse esforço, sobretudo com a valorização dos trabalhos, é gratificante”.

Lançada em 2005, a revista Plural soma 30 edições ao longo de 20 anos de trajetória. Nesse período, a publicação passou por um hiato de cinco anos, em decorrência da pandemia de Covid-19. A edição mais recente também está disponível em formato online, por meio do link.

Imagens: Thine Feistauer/ LABFEM

Mariele Flôres é a entrevistada do episódio que vai ao ar no dia 31 de março. Imagem: Enzo Martins.

O programa De Papo Com, do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), está de volta com episódios inéditos. Um programa sobre jornalismo e jornalistas, que vai ao ar nesta terça-feira, 31 de março, às 19h, na UFN TV, canal 15 da Net e  no YouTube do LabSeis. A convidada da vez é Marielle Flôres, representante da Pastoral da UFN. Ela ingressou na faculdade em 2004 e, ao longo da sua carreira, se especializou em assessoria de comunicação. 

            Durante o programa, Marielle fala sobre sua trajetória profissional, os desafios e aprendizados da maternidade e sua forte atuação nas áreas de relações institucionais e gerenciamento de crise. O episódio faz parte de uma nova temporada gravada por alunos da disciplina de Jornalismo Audiovisual do 5º semestre do curso de Jornalismo. A condução da entrevista é feita por Náthaly Penna, com produção de Andressa Rodrigues.

Em 2025, foram 16 programas que trouxeram nomes como Lizie Antonello, Mauricio Rebellato, Ticiana Fontana e Claudemir Pereira. Você pode ver esses e outros episódios do De Papo Com no YouTube do LabSeis e acompanhar cortes das entrevistas no  Instagram do programa e no Instagram do LabSeis. Por lá, você confere em primeira mão os próximos convidados e temas das futuras edições. 

De Papo Com é uma produção laboratorial do Curso de Jornalismo da UFN, produzido na cadeira de Jornalismo Audiovisual sob a supervisão e direção geral da professora Neli Mombelli, apresentado pelos alunos Náthaly Penna, Luiza Fantinel, Gabriel Deõn, Felipe Perosa e Emilly Pillar, com produção de  Rian Lacerda, Andressa Rodrigues, Laura Pedroso, Enzo Martins e Miguel Cardoso,  acadêmicos do 5º semestre; Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia e Marcio Santos na operação de câmera; Jonathan de Souza no switcher e finalização; e Emanuelle Rosa na identidade visual.

A 12ª Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa) deste ano está diferente. A edição será realizada no Cineclube Lanterninha Aurélio com o lançamento dos curtas-metragens O que fica no silêncio e Desligar. Os filmes foram produzidos na disciplina de Produção em Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, com orientação da professora Neli Mombelli, e serão projetados pela primeira vez em uma tela grande, digna de cinema!

Elenco em cena em Desligar. Foto: Laura Pedroso

A sessão inicia às 19h, na terça-feira, dia 09/12, com entrada franca. E como é da forma de ser do cineclubismo, os lançamentos terão a presença dos alunos que produziram com exibição seguida de debate. A Mipa é promovida pelo LabSeis do Jornalismo, Laboratório de Produção Audiovisual, e integra o ciclo “Experimentos”, do Cineclube Lanterninha Aurélio. A sessão marca a última deste ano, e será no auditório da Cesma, na Rua Professor Braga, 55.

Confira a sinopse dos filmes:

O que não é dito pode ser o mais importante. Foto: Yorhan Rodrigues

O que fica no silêncio 

Durante encontros casuais entre duas amigas, pequenos detalhes começam a revelar que algo na vida de Márcia está fora do lugar. O que surge como conversa banal, se transforma em indícios de uma realidade que ela tenta esconder.

Um café, duas amigas e a passagem das estações são o eixo da narrativa do curta-metragem O que fica no silêncio. A história aborda temas sensíveis, e ainda considerados tabus na sociedade, como a violência contra a mulher e o feminicídio. O elenco conta com alunas do Teatro Por Que Não?, de Santa Maria. Gabriela Lagemann interpreta a protagonista Márcia, e Carla Cuoco dá vida à amiga e confidente Bianca. Já Viviane Nunes e Maria Eduarda interpretam Gabi e Luana, respectivamente. A equipe técnica é formada por Karina Fontes na direção e roteiro, Michélli Silveira como assistente de direção, Manoela Lemes e Yorhan Rodrigues na direção de arte, além de Rian Lacerda e Nicolas Morales na direção de produção.

Cartaz do filme Desligar.

Desligar aborda como o uso excessivo de tecnologia pode gerar distanciamento dentro de casa. Na trama, uma família vive junta, mas desconectada emocionalmente, até que um blecaute inesperado força todos a se reencontrarem sem telas, distrações ou ruídos digitais.

Luiza Maicá Gervasio tem sua primeira experiência de roteiro e direção. Foto: Laura Pedroso

O elenco conta com Silvana de Oliveira (Ângela), Marcelo Souza (Gabriel), Sofia Bastos (Rafa) e Rian Lacerda (Léo). Para Silvana, Marcelo e Victor Rian, esta é a primeira experiência na ficção audiovisual. Rian participou do documentário Quando a Gente Menina Cresce, que levou o Kikito de melhor filme gaúcho e de júri popular no Festival de Gramado. A direção é de Luíza Maicá, com Aryane Machado na assistência de direção; Luiza Fantinel e Laura Pedroso na direção de arte; e Isaac Brum e Miguel Cardoso na direção de produção.

Texto: Neli Mombelli

O resultado do vestibular será divulgado dia 1º de dezembro. Imagem: Vitória Maicá/ Labfem

Na última segunda- feira, 24 de novembro, a Universidade Franciscana realizou o Vestibular de Verão 2026, que atraiu mais de 1200 candidatos. A prova ocorreu de forma presencial e contou com a participação de estudantes de Santa Maria e região.

Na edição deste ano a UFN ampliou as ofertas de cursos de graduação, com a adição de três novas opções para os futuros universitários: Teologia, Inteligência Artificial e Ciência de Dados e Comunicação Digital, áreas que se alinham às demandas do mercado e aos desafios do cenário contemporâneo.

A Reitora da Universidade Franciscana, Iraní Rupolo, destacou que o curso Jornalismo é um ótimo exemplo de recepção dentro do vestibular “As pessoas que chegam, sejam pais, alunos ou professores de cursinhos percebem que o Jornalismo da Universidade Franciscana está numa prática efetiva e que existem laboratórios reais.” Sobre os novos cursos, a professora comentou que “Começar um novo curso é importante, mas isso não significa deixar de valorizar o que já existe. Precisamos criar a complementaridade da Comunicação Digital. Além disso, nós todos nas profissões que exercemos hoje, já fazemos uso da Inteligência Artificial, então é importante que saibamos usar e quem cursa saberá produzir a inteligência artificial. Então, a inteligência humana será colocada acima, pois somos nós que criamos a artificial, são modos do ser humano.”

Reitora realiza coletiva de imprensa e reforça o comprometimento da Universidade com a formação profissional. Imagem: Vitória Maica/ Labfem

Para os concorrentes do curso de Medicina, além da redação, que teve como tema: o impacto da falta de professores na qualidade da educação e no desenvolvimento social, os vestibulandos também responderam a 50 questões de múltipla escolha, com o tempo de 4 horas de prova.

Já para os candidatos aos outros cursos, a prova consistiu em apenas uma redação, cujo tema também refletiu as questões sociais contemporâneas. A reflexão proposta aos futuros acadêmicos foi: “De que maneira os influenciadores digitais podem contribuir para a elaboração de pautas sociais relevantes na contemporaneidade? Como sua atenção pode tanto ampliar o alcance de debates importantes para a sociedade brasileira, quanto reforçar discursos superficiais ou polarizados?”.

Alunos realizam a prova de Medicina. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

O dia do vestibular também foi marcado pela presença de pais, amigos, familiares e professores de cursinhos pré-vestibulares, que acompanharam os estudantes desde o início da tarde. Maria Cleunice, mãe do vestibulando de medicina, Luiz Antônio, conta que ele tem se preparado há 4 anos para a prova “Em julho ele veio fazer o vestibular de inverno na UFN e ficou de suplente, agora estamos esperando o resultado. Eu acredito na capacidade do meu filho e, aparentemente, está tranquilo.”

Familiares estiveram presentes durante a tarde de vestibular. Imagem: Vitória Maica/Labfem

O Diretor do cursinho preparatório Jader Escobar diz que “Espero que nossos alunos possam realizar os sonhos deles. Sabemos que os que escolhem a UFN realmente querem essa universidade, e fazer parte dessa faculdade.” Renata Sarzi, professora de língua portuguesa e redação também comentou sobre as expectativas anteriores à prova: “As questões que a UFN costuma cobrar dos alunos, elas contemplam a gramática e interpretação e são devidamente formuladas. Já os temas das redações sempre são muito atuais, e sabemos que é uma prova muito atenta ao que está acontecendo e cobra isso do aluno.”

O curso de Jornalismo também marcou presença no vestibular com a distribuição do jornal impresso Abra, que chega à sua 32ª edição e é produzido na disciplina de Produção da Notícia, ministrada pela professora Neli Mombelli. O material ofereceu informação e entretenimento aos familiares que aguardavam os candidatos no pátio da UFN.

Jornal Abra foi entregue pelos próprios universitários que participaram da produção. Imagem: Vitória Maica/ Labfem
Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Imagem: Vitória Maica/ Labfem