Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Cultura

Uma ode à música brasileira

A grade de programas da Rádio Web UFN conta com um novo programa, o Brasilidade. Produzido pelos acadêmicos de Jornalismo, Ian Lopes e Rubens Miola, o podcast aborda a música brasileira. A cada edição é abordado

Comunica Roots reúne acadêmicos de vários cursos da UFN

Ocorre hoje, 6 de outubro, durante todo o dia, o Comunica Roots, evento promovido pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, que visa promover a integração entre diversos cursos e entre mercado e acadêmicos, já

A grade de programas da Rádio Web UFN conta com um novo programa, o Brasilidade. Produzido pelos acadêmicos de Jornalismo, Ian Lopes e Rubens Miola, o podcast aborda a música brasileira. A cada edição é abordado um músico diferente.

Segundo o estudante Rubens Miola “a ideia surgiu no começo do semestre. Eu já vinha há um tempo pensando em fazer parte das produções da faculdade. Eu sempre gostei de música, sempre tive muita facilidade para falar e pesquiso bastante. A ideia inicial era fazer um programa de música internacional. Mas certo dia, escutando o Flow Podcast, fizeram uma citação ao músico Chico Science, que dizia que a gente devia fazer músicas que remetam ao Brasil. A partir disso, a gente quis fazer um programa que exalte a música brasileira e a nossa cultura”.

O primeiro artista comentado no programa foi Tim Maia. Imagem: Banco de Dados. Adaptada por Emanuelle Rosa

Conforme o estudante Ian Lopes “Eu não tinha muita confiança na minha habilidade de falar sobre o tema. Eu demorei a aceitar o convite por causa disso. Mas acredito que o programa tenha ficado muito bom. Eu me sinto melhor localizado dentro do curso desde que aceitei este convite.”

Na primeira edição, o artista comentado foi Tim Maia. Os apresentadores pretendem trazer convidados nos próximos programas. Entre os cantores que serão abordados, se encontram Elis Regina, Ney Matogrosso, Jorge Ben Jor e Cazuza. O programa é postado quinzenalmente no Spotify da Rádio Web Ufn.

A primeira edição do Santa Music Festival, ocorrerá nos dias 10 e 11 de dezembro, sábado das 17h às 5h30 e, domingo, das 17h às 00h, no antigo Hotel Fazenda Pampas, Rua Angelin Bortholuzzi, 200, em Camobi. 

Mais 30 artistas são as atrações do Santa Music Festival 2022. Imagem: Divulgação

O projeto veio no intuito de celebrar a música local, estadual e nacional. A venda dos ingressos começou em  3 de novembro, e o primeiro lote é limitado. Além da Comunidade Nin-Jitsu, outros 30 artistas locais e do estado prometem se conectar com o público por meio da música. O Santa Music Festival é um projeto dos produtores culturais Callil, Laura Maciel, Brendha Silveira e Lumes Medeiros.

“O Santa Music Festival nasceu da necessidade que sentimos em proporcionar ao público algo diferente em nossa cidade. Passei dois meses viajando pelos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e busquei referências para trazer para cá. Entre vários eventos que frequentei nesse período, considero que o Rock in Rio foi uma das principais inspirações para o festival. Nossa cidade merece não apenas festas e, sim, um festival. Seja qual for a sua tribo, estilo, gosto, partido ou religião, aqui, vocês são muito bem-vindos! Isso é Santa Music Festival”, resume Callil, DJ confirmado e um dos produtores do evento.

 Quem for participar do Santa Music Festival também ajudará o projeto Patas Amigas. Para entrar no evento, além do ingresso, será necessário a doação de 1kg de ração ou a doação de R$ 10, que deverá ser entregue na portaria, no início do festival. Parte do valor arrecadado será doado à instituição.

O evento conta com o apoio da Prefeitura de Santa Maria, La Birra, Porks, O Beco, Esquenta, Secrets, Stilo Áudio, VouC E-Culture, Apocalipse PVT, DreamTattoo, Lotus Label, Santo Donut, Bar do Pompeo, Lumes Store e Patas Amigas.

VALORES:

R$ 30 (por dia) ou R$ 50 (passaporte para os dois dias)

VENDAS:

WhatsApp de vendas: 55 99193-8299.

Site Sympla .

Nos pontos de venda e com promoters oficiais

ATRAÇÕES: 

COMUNIDADE NIN-JITSU, FROGG, TXAI RAP, SKA78 (Tributo Charlie Brown Jr), PIECE OF MAIDEN (Tributo Iron Maiden), LAURA MACIEL, ANTÍDOTO, AGOSTTA, CALLIL, ONZE MUSIC, SMITH, BASSO, DJ ARESSO, DJ DJOTAC, DJ OCTAVE, FLORENCE LIL FLOWERS, 907, MALVE, INACIO, VEIGA, GABBO, GABE ALMEIDA, PITTO FOLIATTI, NANDI, TEZI, RIMA DAS MINAS, VITINHOO, SCORPION, JUST WOHM, MESSANTOS, TOVO.

Encerram hoje, dia 21 de novembro, as inscrições para o Workshop Direção de Arte Cinematográfica. As atividades serão realizadas nos dias 25 e 26 de novembro e integra o projeto Narrativas em Movimento 2022, da TV OVO. Ministrado pela diretora de arte Adriana Nascimento Borba, o encontro irá explorar a composição visual para o cinema e as percepções estéticas desenvolvidas nas produções.

O workshop contará com apresentação de filmes, vídeos e fotos de bastidores de filmagens, introduzindo um panorama das produções realizadas no Rio Grande do Sul. A atividade também tratará dos diversos tipos de filmes de época, métodos de trabalho e a apresentação do longa ‘Legalidade’ (2019) como exemplo para mostrar soluções e desafios do trabalho da Direção de Arte.

A atividade ocorrerá de forma presencial, na sede da TV OVO, nos dias 25 de novembro (19h às 22h) e 26 de novembro (09h às 12h e 13h às 16h). O workshop terá duração total de 9h e vagas limitadas a serem preenchidas pelo público em geral. O investimento é de R$ 40,00 para entrada inteira e R$ 20,00 para meia (idosos, estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda de 15 a 29 anos). Haverá certificado de participação para aqueles que obtiverem, no mínimo, 75% de presença no workshop.

Sobre Adriana Nascimento Borba

Adriana Nascimento Borba trabalha com audiovisual desde 1984 tendo experiência em diversas produções, entre elas, Legalidade (2019), A Casa das Sete Mulheres (2003), O Tempo e o Vento (2013) e Netto Perde Sua Alma (2001).

Pela trajetória, foi Homenageada Nacional com Troféu Vento Norte no 13º Festival de Vídeo e Cinema de Santa Maria, em 2019. Com notoriedade no cenário estadual e nacional, Adriana recebeu diversos prêmios por melhor direção de arte, com destaque para o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e Festival de Recife pelo longa-metragem ‘Netto Perde Sua Alma’ (2001). No Rio Grande do Sul, a diretora foi agraciada com o Prêmio José Lewgoy do Cinema Gaúcho pelo longa ‘Concerto Campestre’ (2004). Em 2019 recebeu prêmios por Legalidade no Festival Guarnicê de Cinema (São Luís, MA) e no Encontro Nacional de Cinema e Vídeos dos Sertões (Piauí).

Este não é o primeiro workshop que a TV OVO realiza este ano. Nos dias 25, 26, 27 e 28 de outubro, houve o Workshop Narrativas Sonoras, ministrado por Bianca Martins, cineasta e sonidista. Estas atividades fazem parte do Projeto Cultural Narrativas em Movimento 2022, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria – LIC/ SM.

Está em fase de produção o curta-metragem Sono REM, obra que trata sobre a paralisia e distúrbios do sono. O curta é uma produção da disciplina de Cinema II, do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN). 

A 1º gravação ocorreu no prédio 13 do Conjunto III da UFN. O curta teve outras duas locações, sendo elas: uma casa e no bosque da UFSM. Imagem: Heloisa Helena Canabarro

A diretora do curta Heloisa Helena Canabarro, acadêmica do 7º semestre do curso de Jornalismo, conta que “foi uma experiência de muito aprendizado, de erros e acertos. Assim como o restante da turma, eu não tinha experiência em produzir um curta, aprendemos na prática como funciona a produção. Pra mim foi uma experiência muito boa e significativa, que com certeza deixará boas memórias”. Ela também foi roteirista da produção e conta que a ideia “surgiu na disciplina de Cinema l, onde tínhamos que criar um argumento para um curta que poderia vir a ser desenvolvido na disciplina de Cinema ll. Resolvi escrever o argumento sobre algo que tenho familiaridade, que são os distúrbios do sono, pois tenho paralisia do sono, insônia e pesadelos diariamente. Assim surgiu a ideia de criar o Nicolas, personagem principal que também sofre de distúrbios do sono que afetam sua qualidade de vida e mostrar a percepção sobre o que é a realidade”. 

A principal mensagem do filme é trazer a representação do cansaço e desgaste mental que uma pessoa que tem distúrbios do sono sofre. “Dormir bem é muito importante para a saúde física e mental. No curta Sono Rem demonstramos, por meios dos sonhos, o sofrimento e angústia que uma pessoa com distúrbios do sono sofre, retratando o sono, que deveria ser algo relaxante, como uma prisão psicológica”, explica a diretora.  Heloisa ainda destaca que “é importante falar sobre pois é um assunto que tem muito a ver com a saúde mental. Por meio do audiovisual podemos mostrar a representação de uma pessoa que sofre com os distúrbios do sono e como isso afeta a sua saúde física e mental. Pessoas que tem insônia ou distúrbios do sono tem mais riscos de desenvolverem doenças, além do estresse e exaustão, os distúrbios do sono podem ser gatilhos para a ansiedade e depressão. É muito importante ter um bom sono e cuidar da saúde mental, e caso esteja tendo distúrbios do sono procurar auxílio médico”.

A professora da disciplina de Cinema II, Neli Mombelli, conta que, para ela, orientar a produção de curtas é estar em constante aprendizado, “porque, a cada nova história que rodamos, surgem novos desafios de como contá-la e de quais recursos que dispomos para tal. Embora haja toda uma organização, é uma forma de estruturação do trabalho audiovisual, por se tratar de uma atividade criativa. O que move cada novo filme são os alunos que estão iniciando a sua experiência na área e a sua capacidade e disponibilidade de trabalhar de forma coletiva e experimentar a linguagem do cinema”. Ela explica que a produção do curta se torna um grande laboratório que exercita diferentes habilidades, criação narrativa e estética: “Desde a elaboração da história, a formatação dela em roteiro, a transposição para a linguagem audiovisual, a capacidade de organizar e gerenciar equipes, de produzir tudo o que é necessário para tirar a ideia do papel. ” O tema do curta que está sendo produzido apresenta algumas peculiaridades que impactam no processo: “As histórias que vão para o campo do sonho trazem bons desafios de criação, porque pode-se abdicar de alguns aspectos de continuidade e trabalhar com o universo onírico. Contudo, ainda é preciso manter um certo grau de verossimilhança para não mudar o gênero do filme, por exemplo, de um suspense ir para o trash. As características dessas cenas são a mudança de espaço e situações sem uma ligação lógica e a direção de fotografia, que, por vezes, vai para cenas mais escuras, ‘mal iluminadas’, e, por vezes, vai para cenas mais nítidas, mas a partir do ponto de vista subjetivo traz toda a carga da dramaticidade do momento”.

O elenco conta com a participação de Tarso Pimentel como personagem principal, estudante do 6º semestre de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), além de Caroline Freitas e Marlon Freitas como personagens secundários. Na equipe estão os acadêmicos Vitória Gonçalves e Luiz Paulo Favarin, como diretores de arte, Rubens Miola, Petrius Dias e Lucas Acosta na produção, som direto e assistência de fotografia. O curta é orientado pela professora Neli Mombelli. Alexsandro Pedrollo de Oliveira assina a direção de fotografia e Jonathan de Souza fará a finalização.

O lançamento do filme deve ocorrer no dia 14 de dezembro, às 20h, durante a programação da Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa) da UFN.

Na noite de quinta, 10,  ocorreu o desfile do projeto Brincando com moda 2022, no prédio 15 do conjunto III da UFN. O projeto é realizado anualmente pelo curso de Design de Moda da Universidade Franciscana e tem como finalidade apresentar os resultados das peças de vestuário infantil baseada no reaproveitamento de matéria-prima que se encontra em desuso.

Desfile propôs uma moda igualitária, que prega a tolerância. Créditos: Gabriela Neto / ASSECOM UFN

O desfile contou com a participação de crianças, alunas da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Santa Maria. Na APAE também foram desenvolvidas outras atividades com as crianças. As acadêmicas que desenvolveram as peças desfiladas demonstraram o propósito de uma moda igualitária como um fenômeno sociocultural.

A professora Caroline Colpo explica que ” estamos vivendo tempos de intolerância. Com este projeto queremos ir além de educar as nossas crianças e nos educar com o desfile. Tornar o mundo mais tolerante,  solidário e empático, além de tudo isso, um mundo que abraça a diversidade de pessoas e  personalidades. E que nós enquanto designers saibamos cada vez mais produzir coleções de moda que englobem a representatividade. Hoje é o nosso propósito trabalhar a moda enquanto este fenômeno sociocultural inclusivo e também sustentável para um futuro melhor”. Durante a cerimônia de abertura a professora citou a frase do compositor Alexandre Lemos : “Crianças são como borboletas ao vento … algumas voam rápido … algumas voam pausadamente. Mas todas voam do seu melhor jeito…  cada uma é diferente, cada uma é linda e cada uma é especial”.

A acadêmica Jordana Dutra participou como designer e contou sobre sua inspiração para a roupa: “foi o mágico e o coelho da cartola, pois eu queria algo clássico e fofo. Decidi misturar os dois personagens e fazer como se o coelho fosse mágico. Eu queria um look que fosse a cara da minha modelo, a Mel, visto que ela é delicada e divertida. Acho que eu consegui combinar bem os elementos para traduzir essa ideia”. Ela afirma que seu processo de criação iniciou assim que conheceu e tirou as medidas de Melissa, que não era sua modelo até então. “Eu fiquei encantada com ela e decidi que ela precisava ser a minha modelo. Depois foi a hora de criar. Pesquisei por referências clássicas relacionadas ao circo e cheguei na ideia do mágico e do coelho da cartola, então fiz um croqui pensando em um look que combinasse com a meiguice da Mel. Já na hora de tirar a ideia do papel, a Toninha, a técnica de costura do curso, me auxiliou em todo o processo da modelagem e montagem da peça”.

Para a acadêmica o sentimento é de orgulho e paixão: “ É extremamente gratificante participar de um projeto em que tu acredita”. Jordana também explica qual a diferença de trabalhar com modelos mirins: “os modelos mirins definitivamente precisam de mais atenção que os adultos. As crianças gostam de brincar, conversar, perguntar, então sem criar um vínculo com elas, fica difícil de trabalhar. Mas eu amo crianças, então eu curto muito essa parte. Se precisar entrar na brincadeira com elas, eu entro sem problema”. A designer explica que o Projeto Brincando é de extrema importância, pois ele traz à comunidade para o ambiente da universidade e o mundo da moda. “Esse ano, com a participação dos alunos da APAE no desfile, o Brincando dá um passo a mais na direção de uma moda mais inclusiva e consciente. Eu acredito que a moda por si só é linda, mas quando ela tem propósito, se torna muito mais especial”.

Louise Krusser também participou como designer, que teve como inspiração para sua criação os palhaços: “A estampa criada pela minha colega Victoria também foi incluída, onde traz uma certa ilusão de óptica entre rostinhos de palhaço e borboletas. A inspiração foi pensada de acordo com a energia alegre que os palhaços trazem ao circo”. Seu processo criativo foi iniciado por meio de pesquisas de referências de elementos relacionados ao circo, desenhos e experimentações. Louise expõe que é uma sensação de poder expor a arte produzida da forma mais lúdica e pura possível. Ela admite que é um tanto quanto desafiador, pois “exige bastante cuidado e o dobro de dedicação em questões de criação e produção da peça mas, no final, vale a pena. É gratificante ver os pequeninos participando e admirando nossa arte conosco”.

Participam do projeto as acadêmicas Anna Carolina Gonçalves, Carine de Menezes, Dienifer Petry, Eduarda Martins, Gabriela Colman, Gisela de Oliveira, Jordana Dutra e Louise Krusser. Além de Isabella Viana e Victória Maldonado, que estão trabalhando na organização do evento. A atividade conta com a orientação da professora Caroline Manucelo Colpo.

abóbora é um dos principais símbolos do Halloween Foto: Freepik

O Halloween, traduzido para o português como Dia das Bruxas, não tem um consenso sobre sua origem. A teoria mais aceita e popularizada é de que a celebração origina-se de uma festividade chamada Samhain. Criada pelos celtas Samhain comemorava o fim do verão e começo dos dias escuros do inverno, o festejo celebrava também a passagem de ano. Os celtas acreditavam que, no início do inverno, os mortos regressavam para visitar suas casas e as assombrações apareciam amaldiçoando seus animais e colheitas. O festival ocorria entre comunidades Celtas da Europa, incluindo a Irlanda, Gales, e a Escócia. 

Mas por que o nome Halloween? A palavra é uma versão abreviada de “All Hallow’s Eve” (Véspera de Todos os Santos), definido pela Igreja Católica, que estabeleceu o dia 1º de novembro como Dia de Todos os Santos. Assim a celebração cristã dos santos e de Samhain acabou se misturando e dando outro significado ao dia. A cultura de celebrar a data é forte em países de língua anglo-saxônica, com maior destaque e popularidade nos Estados Unidos. A celebração e principalmente o ato de se fantasiar na data se popularizou recentemente no Brasil também. 

A cada ano tem sido mais comum festas temáticas serem realizadas em escolas, boates e bares. Em Santa Maria além das festas temáticas a fantasia, bares da cidade têm adotado a temática decorando o ambiente e personalizando drinks e comidas em alusão ao Halloween. A doceria Black Cat Trufas, por exemplo, localizada no centro da cidade, personalizou seus doces para comemorar a data. Exclusivamente nos dias que antecedem a festividade, brigadeiros em formato de abóbora, múmia e até com aranhas decoradas são comercializados. Essas motivações comerciais estimulam as pessoas a comemorar a data ao mesmo tempo que impulsiona as vendas. Lojas especializadas em decoração temática e fantasias também aumentam suas vendas próximo ao Dia das Bruxas. 

Na maioria das vezes as datas comemorativas e feriados carregam significados culturais e históricos. O Dia das Bruxas não é a única data comemorativa que os brasileiros importam de outros países. Datas como Valentine’s Day (Dia de São Valentim) que celebra o amor entre os namorados e o Saint Patrick’s Day (Dia de São Patrício), festa da cultura da Irlanda que lembra o aniversário de morte de São Patrício o padroeiro do país, também são comemoradas por parte dos brasileiros. Essas datas não entram no calendário do Brasil, mas ganham adeptos ao festejo e também impulsionam o comércio local. 

Na noite do último sábado, 22, o Diário de Santa Maria inaugurou o Cine Clube D+, projeto que visa divulgar o cinema de forma gratuita com a parceria do Cineclube da Boca e Lanterninha Aurélio. A primeira sessão, intitulada Madrugadão do Terror, contou com duas exibições de filmes escolhidos pelo público entre os quatro títulos disponíveis. A primeira votação se deu entre os clássicos O Bebê de Rosemary(1969) e Zé do Caixão: À Meia-noite Levarei sua Alma(1964), sendo escolhido o longa de 1969 pelos mais de 50 telespectadores presentes.

Segundo o editor da cultura do Diário, Cassiano Cavalheiro “nós tivemos mais de 140 inscritos, mas como nosso auditório tem 80 lugares, nós precisamos montar uma lista de espera longa. O público teve uma grande pluralidade, nós tivemos desde crianças até senhores e famílias”. Ao final da primeira exibição, os visitantes foram recebidos por doces, salgados e bebidas da cafeteria Oba! É Muito Bom!, Suiti Donuts e Solange Doces. Foi também disponibilizado um console retrô por parte da Estante Gamer e brindes, cortesia do Sebo Camobi e Delivery Much.

Público interagindo ao término do primeiro filme.

Antes de iniciar a segunda exibição da noite, o público participou de outra votação entre Sexta-feira 13 III (1982) e o vencedor Pânico 2 (1997). Ao final da exibição, o editor da cultura expressou seu desejo de fazer sessões mensais com diferentes temas. Em relação à organização do evento, conforme Cavalheiro “a gente considerou abrir um cineclube do Diário, mas por que abrir um se tem tantos em Santa Maria? Então a gente pensou em fazer parcerias e eu lembrei logo dos dois, o Cineclube da Boca que é novo e tem mobilizado tantas pessoas na UFSM e o cineclube Lanterninha Aurélio, que é o nosso clássico, já funciona há 44 anos”.

Já havia passado das 3h30 quando o público começou a ir embora da sede do Diário. Nunca tendo visto os filmes exibidos, o estudante Rubens Miola, 23, afirma que “foi interessante o fato de reunir tantas pessoas que gostam de cinema para aproveitar esses filmes clássicos. Eu espero que haja mais sessões, pois isso incentiva a cultura na cidade”.

O processo de inscrição da sessão foi online, por meio do preenchimento de um formulário onde os participantes podiam sugerir títulos para serem exibidos futuramente, O horário de chegada na Sede do Diário estava marcado para as 21h e o último filme teve fim as 3h30.

Imagens: Nelson Bofill Schöler

As janelas frontais do Theatro Treze de Maio foram palco de uma homenagem à Rita Lee na noite desta quarta, 19, às 19h. A apresentação gratuita contou com um repertório de diferentes fases da cantora.

Vitrine Musical “Especial Rita Lee”. Imagem: Luiza Silveira

A banda Cheeba Cheeba foi responsável pelo show, tendo como  integrantes o vocalista Gabro Demais, o guitarrista Marcel Coelho, o baterista Anderson Bitencourt e o baixista Ricardo Brum. A apresentação iniciou com a música Saúde, trilha que é tema do disco lançado pela cantora em 1981.

Gabro Demais, vocalista da banda Cheeba Cheeba. Imagem: Luiza Silveira

Gabro Demais conta que foi difícil selecionar as interpretações porque “são muitos sucessos e muitas músicas boas. A gente tentou separar os hits certeiros que gostamos e que sabemos que o público conhece.  Mas também pegamos algumas lado b pra mostrar mais da trajetória, porque esse espetáculo é uma homenagem”. Ele conta que estava ansioso pelo show, pois fazia muito tempo que queria cantar esse compilado de coletâneas. “Nos apresentarmos pra esse monte de gente na janela do Theatro, que é um local histórico, foi incrível. Estava tão emocionado que quase chorei cantando”, relata Demais.

A profissional em Relações Públicas, Carla Costa, expõe que achou interessante a iniciativa:  “achei bacana que tenha sido aberto ao público com a entrada gratuita. Assim podemos ver como que a população comparece em qualquer iniciativa de cultura popular. A praça lotou, foi bonito de ver”. Ela conta que é fã da cantora e que acha difícil escolher uma seleção de composições “mas todas que eles escolheram eu adorei. Acho que o bis foi muito bom, porque eu não estava no começo da performance, então eu adorei”.

A iniciativa irá ocorrer novamente no dia 9 de novembro. O Vitrine Sonora é um projeto financiado pela Fundação Eny e celebrou os 98 anos da Eny Calçados.

Galeria de fotos da Vitrine Sonora ( imagens Luiza Silveira)

Ocorre hoje, 6 de outubro, durante todo o dia, o Comunica Roots, evento promovido pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, que visa promover a integração entre diversos cursos e entre mercado e acadêmicos, já que a grande tarefa é produzir uma campanha para um cliente real.

O Comunica desenvolve a criatividade, já que os alunos devem produzir sem qualquer aparato tecnológico e sim com equipamentos analógicos, como cartolinas, canetinhas e afins.

Grupos na abertura do Comunica Roots. Imagem: Luiza Silveira

Algumas das regras constam de, por exemplo: todas as peças propostas na campanha devem possuir pelo menos uma apresentação visual ou sonora; no caso de peças gráficas, estas deverão estar layoutadas através de colagem e/ou ilustração em cartolina; no caso de propostas de peças radiofônicas, cabe a equipe realizar a locução ao vivo ou cantar o jingle criado, mesmo que a capella; o caso de uma proposta de peça audiovisual, a equipe deve encenar teatralmente o roteiro criado, junto a um storyboard em cartolina. Os estudantes podem levar instrumentos musicais para serem usados nas apresentações.

O evento segue até a noite no Cerrito, quando haverá um Luau de encerramento.

A 5ª Festa Literária de Santa Maria (FLISM) tem início hoje, 05, às 19h no auditório da CESMA. A Festa ocorrerá até o dia 08 de outubro. A FLISM é apoiada pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da UFSM e celebra a literatura regional, nacional e internacional. Esta edição conta com conversas e palestras mediadas por docentes, pesquisadores e escritores da Universidade, além de convidados especiais.

A FLISM ocorre de 05 a 08 de outubro. Imagem: divulgação

É necessário a realização das inscrições, por este e-mail ou pelo Formulário de inscrição https://forms.gle/Zpen7kbVoTBgJx4B7. Caso você já tenha se inscrito por e-mail, não é preciso preencher o formulário, e vice-versa.

A FLISM é um evento gratuito e a presença em 70% das atividades dá direito a certificado de 16h.

PROGRAMAÇÃO 

QUARTA – 05 DE OUTUBRO | AUDITÓRIO DA CESMA

19h • Ana Miranda • Musas praguejadoras da literatura Mediação de Raquel Trentin 

20h • Sessão de autógrafos de Ana Miranda 

QUINTA – 06 DE OUTUBRO | AUDITÓRIO DA CESMA

14h • PEDRO BANDEIRA • Literatura para crianças e jovens na construção do futuro Mediação de Enéias Tavares 

15h • EMILY BRÖNTE • O Morro dos Ventos Uivantes: lendo, traduzindo e debatendo a importância de um clássico. Com Márcia Heloísa de Vitorianas Macabras 

16h • CAROLINA DE JESUS • Vida, obra, polêmicas. Com Anselmo Péres Alós & Maria Rita Py Dutra 

17h • FELIPPE D’OLIVEIRA • Na Semana de Arte Moderna de 1922. Com Pedro Brum Santos & Lucas Zamberlan. 

19h • NEI LISBOA • Abrindo a caixa de Pandora. Mediação de Gérson Werlang. 

20h • Sessão de autógrafos de Nei Lisboa e lançamento de Condições ideais para o amor de Luiz Eurico Tejera Lisbôa.

SEXTA – 07 DE OUTUBRO | AUDITÓRIO DA CESMA

14h • Poesia escrita por mulheres no RS. Com Taiasmin Ohnmacht, Cátia Simon, Mariam Pessah & Maria Alice Bragança. 

15h • JAMES JOYCE • Ulysses, o tal livro difícil Com Lielson Zeni e Mônica Stefani e mediação de Maria Clara Carneiro. 

16h • Escrevivências de antirracismo e de reexistência na ficção brasileira contemporânea. Com Taiasmin Ohnmacht e mediação de Ilse Vivian 

17h • Literatura de/em Santa Maria: Conto, Crônica, Sátira. Com Eliana Sturza, Ronaldo Lippold & Marcus de Martini e mediação de Gérson Werlang. 

18h • Lançamento de obras: Eliana Sturza, Taiasmin Ohnmacht, Cátia Simon, Mariam Pessah, Maria Alice Bragança, Gérson Werlang, Ronaldo Lippold e Marcus de Martini. 

19h • MICHEL LAUB • A literatura no caos da informação Mediação de Renata Farias de Fellipe & Gérson Werlang. 

20h • Sessão de autógrafos de Michel Laub 

SÁBADO – 08 DE OUTUBRO | UFSM SILVEIRA MARTINS 

15h • Oficina: Da Concepção à criação De livros ilustrados infantis e juvenis: roteiro & arte. Com Mathias Towsend 

17h • Coffee Break 

18h • Encerramento Musical: Marcos Kröning Corrêa, violão.