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Cultura

Disciplina de Cinema do curso de Jornalismo promove sessões de filmes na UFN

A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.

O país que ainda espera por Neymar

Uma reflexão sobre a relação entre Neymar e o futebol brasileiro após sua convocação para a Copa de 2026. Entre esperança, desgaste e memória coletiva, o camisa 10 segue sendo um personagem impossível de ignorar.

Alunos da EMEF Castro Alves dão voz a personagens e vivenciam a experiência da contação de histórias na Rádio Web UFN.

Na terça e quarta-feira, 23 e 24 de junho, o projeto de extensão Nave de Histórias, da Universidade Franciscana (UFN), promoveu a gravação de narrativas criadas por estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Castro Alves. O conteúdo produzido fará parte das atividades desenvolvidas pelo projeto durante a Feira do Livro de Santa Maria.

A Nave de Histórias é uma iniciativa que reúne os cursos de Jornalismo, Desing, Letras e Pedagogia da Universidade Franciscana (UFN). Criado em 2024, o projeto tem como proposta produzir narrativas infantis em áudio, estimulando a imaginação dos ouvintes por meio de experiências e sensações sonoras. Em edições anteriores, foram desenvolvidos podcasts inspirados em obras de literatura infantojuvenil de autores santa-marienses.

Nesta edição, as crianças da escola tiveram a oportunidade de criar histórias, dar voz aos personagens dos contos fictícios e vivenciar a experiência de gravação no laboratório da Rádio Web UFN.

Crianças em dia de gravação, com professoras e monitora.

A professora Neli Mombelli, coordenadora do projeto, destaca que a experiência de gravar as próprias histórias permite aos estudantes dar vida à imaginação e ampliar horizontes. “É muito instigante para eles, porque quem criou a história agora pode dar vida a ela, junto com os colegas que ajudam a interpretar os personagens. Além disso, eles conhecem como funciona todo um processo de produção, o que também é um letramento midiático. A imaginação é o pontapé para qualquer coisa na nossa vida. Para sonhar, a gente precisa imaginar”, destaca ela.

Para a coordenadora pedagógica da escola, Naldivana Bavaresco, a parceria entre escola e universidade é fundamental para ampliar as oportunidades de aprendizagem. Ela ressalta que os projetos de extensão fortalecem essa troca e proporcionam experiências marcantes para os estudantes. “Eles ficaram extremamente motivados. Foi uma experiência que com certeza nunca vão esquecer”.

A monitora do projeto, Luiza Fantinel, destacou o envolvimento e a dedicação das crianças ao longo das atividades. Segundo ela, o entusiasmo dos estudantes foi essencial para o desenvolvimento do trabalho e ficou evidente na evolução durante as oficinas realizadas na escola e a gravação no estúdio. “Eles se disponibilizaram a aprender e treinaram bastante. Foi muito bonito perceber o desenvolvimento deles, desde as oficinas na escola até a gravação no estúdio”, relata Luiza.

O projeto Nave de Histórias segue ampliando seu alcance e estará presente na 53ª Feira do Livro de Santa Maria, de 7 a 22 de agosto de 2026. Os áudios das histórias também poderão ser ouvidos em breve na plataforma Spotify.

Fotos: Nelson Bofill/Labfem e Vinícius Gomes/Labfem

Foto: Nicolas Economou/NurPhoto via Getty Images

Quem acompanha minimamente a Fórmula 1, com certeza já ouviu falar de Lando Norris, o jovem piloto da McLaren que se tornou campeão mundial em 2025. Lando entrou na F1 aos 19 anos, sendo um dos pilotos mais jovem do grid naquela época. Norris sempre teve um estilo autêntico que ia além das roupas modernas. Sempre chamou atenção por sua personalidade espontânea e cheia de humor, conhecido por ser o mais “baladeiro” entre todos. 

Na Fórmula 1, tudo acontece muito rápido e a pressão é extrema. Os pilotos têm desde cedo suas vidas expostas, os erros que cometem são capturados por câmeras e vistos por todo o mundo. Não é só um esporte comum. As equipes têm contratos milionários e muita expectativa em quem vai pilotar. Além disso, as comparações entre colegas de equipe acontecem o tempo todo. 

Lando demonstrava vulnerabilidade de forma humana. O “problema” é que essa forma de ser contrasta muito com o jeito sério e frio que muitos pilotos aprenderam a ter, tanto dentro quanto fora das pistas. Ele fugia do esperado. O atleta sempre comentava publicamente sobre a pressão que sentia, e demorou até conquistar seu lugar e seus títulos. Mas esse é um esporte de resultados, se você não traz bons resultados não pode continuar. 

Lando via seus adversários e companheiros vencendo, pontuando, subindo ao pódio… e ele? Sendo esmagado por críticas e cobranças. Ele não era um piloto ruim, mas tinha seu próprio tempo. Só que o ambiente do automobilismo é altamente competitivo, cheio de questionamentos por parte da mídia e dos fãs. Norris se viu submerso em estresse constante, medo e ansiedade.  

Soa familiar? 

Foto: Rudy Carezzevoli/Getty Images

Essa situação aconteceu com Norris, mas não está tão longe quanto a gente imagina. Esse cenário conversa com a realidade de muitos jovens brasileiros de 17 a 30 anos, que sofrem com a famosa sensação de estarem sempre atrasados. O receio de não ser bom o suficiente, de ter que entregar resultados perfeitos de forma constante, de não poder errar em hipótese alguma, e ao mesmo tempo, ser o que todos esperam que você seja.  

Esse tema virou assunto nas redes sociais, por tantos jovens descreverem o mesmo sentimento recorrente. As pesquisas feitas por uma empresa bancária canadense mostram que 53% da geração Z se sentem atrasados em suas próprias vidas. 

Para Lando, assim como para muitas pessoas, a pressão passou a não vir apenas do adversário, mas de si mesmo. Podemos não ser pilotos de Fórmula 1, mas temos responsabilidades que para nós podem ser pesadas. Escola, vestibular, faculdade, estágio, trabalho, família, vida social… tudo pesa, tudo nos faz sentir atrasados. Como se a vida tivesse um timing exato para cada coisa: aos 19 começar a faculdade – aos 24 se formar – aos 25 ter um bom emprego – comprar uma casa e um carro – se casar aos 26 – ter filhos aos 28 e aos 30 estar com tudo estável, resolvido e perfeito. 

Quando isso não sai exatamente como planejamos, a sensação de fracasso chega imediatamente. Lando via seus colegas conquistando títulos enquanto ele se dedicava e falhava. Em comparação, no cotidiano, vemos nosso primo da mesma idade se formando, outro amigo próximo se casando, a nossa amiga de infância tendo um filho… enquanto sentimos que estamos ficando para trás.  

Mas…ficando para trás do que? Como podemos estar atrasados em nossa própria trajetória? Nosso jovem astro da McLaren nos mostra que vida não é linear e não segue um padrão. Assim como a carreira de Lando não foi perfeita. Houve derrotas, incertezas, erros… O desenvolvimento leva tempo.  

No fim, depois de tantos altos e baixos, quem foi o Campeão Mundial da Fórmula 1 de 2025? Isso mesmo, Lando Norris! Mostrando a todos que a vitória não chega quando nós queremos, mas sim quando estamos prontos. A vitória vem no nosso próprio tempo, vem com dedicação. Não desistir já garante 50% das nossas chances. 

Clive Mason/Getty Images

Lando comentou diversas vezes sobre como lidou com a pressão, ansiedade e medo de que o afligiam:  “Entrando na Fórmula 1 aos 19 anos há muitos olhos voltados para você. Lidar com todo esse tipo de coisa me afetou bastante: ‘Se isso der errado, se eu sair na próxima sessão e não tiver um bom desempenho, o que vai acontecer? Qual será o resultado de tudo isso? Estarei na Fórmula 1 no ano que vem? O que farei, já que não sou muito bom em muitas outras coisas na vida?'” 

Segundo uma pesquisa feita pelo Estadão, 90% dos jovens da geração Z se sentem inseguros e ansiosos em relação ao seu futuro profissional. Aqui vemos que o que sentimos e pensamos não são experiências individuais, mas sim coletivas, e que ninguém está a frente ou atrás em sua própria vida. Sobre o assunto, Lando ainda complementou dizendo: “Além disso, me sentia deprimido a maior parte do tempo achando que, se tivesse um fim de semana ruim, não era bom o suficiente”. 

No final das contas, seja um piloto na maior categoria do mundo, um estudante de medicina, um lojista, um vestibulando…  todos enfrentamos desafios emocionais em nossa carreira e vida pessoal. Mas assim como Lando nos ensinou, não há nada errado em ser vulnerável, isso só nos torna humanos. Aliás, buscar ajuda psicológica auxilia nessa jornada e ajuda a carregar o peso invisível de nos sentirmos sempre atrasados. 

Imagem: divulgação.

A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais, com supervisão da professora Neli Mombelli. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.

As sessões ocorrem na sala 108 do prédio 16 e são organizadas pelos alunos da disciplina, que também apresentarão os filmes ao público. Depois de cada exibição, haverá um breve bate-papo para compartilhar reflexões e discutir os temas abordados pelas obras, que tratam de questões como identidade, memória, infância, diversidade, cultura e transformações sociais.

A iniciativa também marca as comemorações do Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho. A participação é aberta à comunidade acadêmica, com emissão de duas horas de ACC para cada sessão assistida.

Confira a programação:

17/06 – Quarta-feira – Das 17h30 às 18h15

Os tiranos, de Marcos Marguilês  

Brasil, 1951, 7’, animação.

As misérias perpetradas por três tiranos que chegam à cidade de Beauvais, no tempo das lutas religiosas na França e o consequente medo dos habitantes da vila, contados através do quadro do pintor francês Antoine Caron (1520-1598). Primeiro filme produzido pelo MASP, um documentário em table-top realizado por professores e alunos do Seminário de Cinema, um dos primeiros cursos de cinema do país. 


Esporas, de Marcos Oliveira.

Brasil, 2021, 9’, videodança

É um trabalho de videodança que aborda a manutenção das masculinidades no contexto da cultura tradicional gaúcha.
Das 20h às 20h30.

Um vestido para ver a mamãe, de Karen Suzane

Brasil, 2020, 13’, ficção
Narra a jornada de Márcia que, aos nove anos, enfrenta a ausência de sua mãe durante uma infecção viral que atinge sua família em 1972. O filme, um drama com toques surrealistas, explora a força e a fé de sua mãe, além da resistência feminina. Márcia lida com as responsabilidades domésticas e o cuidado dos irmãos. A história aborda temas como infância, saudade e desigualdade de gênero, culminando em uma reviravolta que traz um raio de felicidade à protagonista. 

24/06 Quarta-feira – Das 17h30 às 18h

Eu queria ser um monstro, de Marcelo Fabri Marão.

Brasil, 2009, 8’, animação

A transformação do ponto de vista de um garoto, que sonha em ser um monstro para enfrentar uma rotina diária.


A diferença entre mongóis e mongoloides, Jonatas Rupert (2021)

Brasil, 2021, 4’, animação
Alguns humanos nascem com um conjunto de características variáveis, que eles chamam de síndrome de Down. Um disco voador, dinossauros e cegonhas nos ajudam a tentar entender o que é e qual a diferença entre tê-lo ou não.


26/06 Sexta-feira – Das 17h30  às 18h15

Nova Santa Marta: cidade de lona, de Paulo Tavares

Brasil, 2021, 34’, documentário

Bruno Martins, 30 anos, a partir de um achado na estante de casa, procura organizar e conhecer as histórias e as memórias do Bairro Nova Santa Marta, a maior ocupação urbana organizada da América Latina.

Foto: XPB Images

No último Grande Prêmio da Fórmula 1, dia 14 de junho, a velocidade e adrenalina tomaram conta da pista de Barcelona-Catalunha, marcando o final de semana com ultrapassagens, disputa entre companheiros de equipe, safety car virtual, e é claro, Lewis Hamilton brilhando no topo novamente. 

O circuito é famoso por ser utilizado para realizar os testes dos carros e motores, justamente por sua estrutura linear comparada a outras pistas. Por isso, os carros mais estáveis do grid costumam ter maior vantagem, fazendo com que esse circuito seja marcado por corridas mais cansativas e com pouca adrenalina. Mas dessa vez não foi assim.  

George Russel, piloto da Mercedes, largou em primeiro lugar, na esperança de manter a posição, seguido por Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes). No entanto, durante a corrida, os pits stop, as ultrapassagens e o safety car virtual (acionado por Alonso ter saído da pista) alteraram esta ordem. Hamilton assumiu a liderança, deixando as duas Mercedes para trás.  

Ambos os pilotos, Russel e Antonelli, disputavam incessantemente entre si, lutando pela segunda posição. Faltando apenas duas voltas para encerrar a corrida, Antonelli teve problemas com o carro e precisou abandonar a competição. O pódio ficou constituído por: 

1º – Lewis Hamilton (Ferrari) 

2º – George Russel (Mercedes) 

3º – Lando Norris (McLaren- atual campeão mundial) 

Foto: XPB Images

Quanto ao nosso brasileiro presente no grid, Gabriel Bortoleto, correndo pela Audi, largou em 12º lugar e chegou em 11º, mesmo com pequenos problemas técnicos não precisou abandonar a corrida, e quase conseguiu pontuar.   

Enquanto isso, Lewis Hamilton garantiu sua 106ª vitória na Fórmula 1, após 2 anos sem vencer. O piloto também conquistou sua 7ª vitória no circuito de Barcelona, batendo o recorde de Michael Schumacher, pois ambos estavam empatados com 6 triunfos.  

Após períodos críticos com o desempenho de sua Ferrari, Lewis nunca havia ficado em primeiro lugar no pódio pela escuderia. Agora, tanto a Ferrari quanto Hamilton estão de volta ao pódio e aos holofotes do esporte, reerguendo a equipe e fazendo história.  

Infelizmente, durante esta corrida, Charles Leclerc, companheiro de equipe do 7 vezes campeão mundial, abandonou o carro nas voltas finais do GP, por um problema técnico na direção e não conseguiu pontuar.  

Mesmo assim, a equipe demonstrou estar forte este ano, se fazendo presente no pódio em 5 das 6 corridas de 2026. Presenciamos mais uma vez Hamilton brilhando, dessa vez com uniforme vermelho e emoção nos olhos. Será que Lewis entra com tudo na disputa por seu oitavo título mundial esse ano? 

Fotos: Foto: XPB Images

Acadêmicos de Jornalismo recebem egressa do curso, Manuela Fantinel.
Foto: Thine Feistauer/Labfem

No começo deste mês de junho, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) recebeu a visita de Manuela Fantinel, egressa do curso e profissional do grupo Globo. Manuela compartilhou com os acadêmicos momentos importantes de sua trajetória. A jornalista apresentou detalhes de sua carreira e histórias do seu percurso, com a frase de destaque “A carreira que eu não planejei, mas me trouxe até aqui”.

Ela conta que desde sempre teve em mente o desejo de experimentar todas as oportunidades disponíveis para descobrir o que gostaria ou não de seguir. Seu caminho foi marcado por pesquisas, projetos de poesia pela cidade de Santa Maria, freelances na rádio, participação na TV OVO, onde garantiu muito conhecimento na área de jornalismo audiovisual. Durante o caminho, se dedicou ao lançamento de um livro e trabalhou em agência de publicidade.

Com uma bagagem de experiencias, após terminar a faculdade, Manuela iniciou seus trabalhos em Goiânia, onde ficou por um ano. Iniciou como redatora em uma agência de conteúdo, produzindo textos sobre campanhas políticas, em seguida auxiliou em uma campanha da OAB em Goiás onde era social mídia e também redatora. A jornalista também fez participação na Jovem Pan, em um programa de rádio.

Retornando para o Rio Grande do Sul, agora com a uma nova oportunidade a sua frente, trabalhou na BTN – Brazilian Traffic Network como repórter aérea, fazendo boletim de trânsito na grande Porto Alegre.

Durante a pandemia, a jornalista tirou a DRT de radialista, atuando como Coordenadora e Comunicadora na Atlântida Norte Gaúcho. Procurando explorar as áreas do jornalismo, sempre se mostrou disposta a se expor a novos desafios que contribuiriam na sua carreira.

Foi quando a oportunidade de trabalhar na Globo surgiu. Ela mandou um currículo para trabalhar em vaga temporária no Big Brother Brasil, onde foi contratada por 6 meses. Com bom desempenho e dedicação, Manuela foi contratada oficialmente pela emissora. Hoje atua como Analista de Produtos Publicitários Sênior na área de Entretenimento da Globo, como Criação Publicitária de programas de Realities e Variedades. Nessa posição já atendeu clientes como Mercado Livre, Betano, Nestlé, Amstel, Mc Donald´s entre outros.

O futuro profissional pode dar um frio na barriga, mas caminhar com firmeza e nunca perder a própria essência são pontos essenciais para a trajetória. Manuela Fantinel, que já passou por isso, resumiu essa ideia ao final de sua palestra: “Você pode não saber para onde vai ou o que quer, e talvez não saiba mesmo, mas saber quem você é vai te ajudar a tomar decisões por si mesma ao longo da carreira.”

Manuela trouxe para os acadêmicos uma nova perspectiva de uma carreira promissora, ressaltando a importância de sonhar grande, acreditar em si mesmo, aproveitar as oportunidades e não ter medo de errar. Este momento serviu de inspiração e motivação para construir uma jornada cheia de bagagens e conhecimento.

Texto em parceria com a acadêmica de Jornalismo: Maria Eduarda de Castro.

Fotos: Thine Feistauer/Labfem

Entre os dias 4 e 6 de junho, estudantes, professores e pesquisadores da área da Comunicação participaram do Intercom Sul 2026, realizado no Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (FAG), em Toledo, no Paraná. O congresso regional da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) é um dos principais espaços de discussão acadêmica da área e reuniu apresentações de pesquisas, trabalhos experimentais, palestras e debates sobre os desafios da comunicação contemporânea.

A Universidade Franciscana (UFN) esteve representada por acadêmicos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Durante o evento, a egressa do curso de Jornalismo Vitória Oliveira conquistou o primeiro lugar na categoria Podcast da modalidade Rádio, TV e Internet da Expocom, premiação que reconhece os melhores trabalhos experimentais produzidos por estudantes de graduação em Comunicação.

A egressa Vitória Oliveira recebe o prêmio de primeiro lugar na categoria Podcast da Expocom Sul 2026 pelo projeto Re.veste. Imagem: Divulgação

O trabalho premiado foi o podcast Re.veste, desenvolvido na disciplina de Projeto Experimental, sob orientação da professora Neli Mombelli. Composto por três episódios, o projeto aborda temas relacionados à moda, identidade, consumo e sustentabilidade, propondo reflexões sobre as relações construídas a partir do vestir e os impactos da indústria da moda na sociedade.

Durante o congresso, Vitória apresentou o projeto aos avaliadores da Expocom e acompanhou as atividades da programação. Com a conquista da etapa regional, o podcast garantiu vaga na Expocom Nacional e representará o curso de Jornalismo da UFN durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que ocorre entre os dias 1º e 5 de setembro, em Brasília, na Universidade Católica de Brasília (UCB).

Para Vitória, a premiação representa o reconhecimento de um trabalho que nasceu ainda durante a graduação e que agora alcança projeção nacional. “Receber esse reconhecimento na Expocom é muito significativo. Esta é uma das principais premiações voltadas para trabalhos produzidos por estudantes de graduação na área da Comunicação. Conquistar o primeiro lugar na etapa regional é uma grande alegria, porque representa o reconhecimento de um trabalho que começou em sala de aula e que agora terá a oportunidade de representar a UFN na etapa nacional”, afirma.

A egressa também destaca a importância das pessoas que contribuíram para a realização do projeto. “Sou muito grata à professora Neli pela orientação durante todo o processo, ao Jornalismo da UFN por proporcionar essa experiência e a todas as pessoas que contribuíram para que o Re.veste se tornasse realidade”, completa.

Além da participação da egressa Vitória Oliveira, o curso de Jornalismo também esteve representado pelo acadêmico Nicolas Krawczyk, que concorreu na categoria Produção Laboratorial em Videojornalismo e Telejornalismo com o Telejornal LabNews. Já o curso de Publicidade e Propaganda contou com a participação dos acadêmicos Vitória Maicá e Vitor da Rosa, que concorreram na categoria Campanha Publicitária (Conjunto/Série) com a campanha Transformar para Acolher, desenvolvida para a Casa de Passagem de Santa Maria.

UFN presente no Intercom Sul 2026 com trabalhos desenvolvidos nos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Imagem: arquivo pessoal Vitória Oliveira

A programação do Intercom Sul contou ainda com palestras e mesas de debate sobre o futuro da comunicação e do jornalismo. Um dos destaques do primeiro dia foi a conversa com as jornalistas Camila Freitag, da RPC Paraná, e Camila Andrade, editora-chefe e apresentadora da TV Alesp. Durante o debate, as profissionais compartilharam experiências de suas trajetórias e discutiram os desafios da profissão em um cenário marcado pelas transformações tecnológicas e pelo crescimento das plataformas digitais.

Ao falar sobre o impacto das novas tecnologias no jornalismo, Camila Freitag destacou que as redes sociais se tornaram ferramentas importantes para a circulação de informações, mas ressaltou que nenhuma tecnologia substitui o olhar humano na produção jornalística. “Hoje, o canhão é o que está na tua mão, no seu celular. É o grande canhão para o mundo. Não tem como a gente não utilizá-lo quando a gente fala de jornalismo. Mas achar que a gente vai fazer só conteúdo em rede social ou que vai usar a inteligência artificial para fazer as coisas por nós é uma ilusão. O primeiro fator é o fator humano. E esse fator nada substitui”, afirmou.

A jornalista também destacou a importância da responsabilidade profissional e da busca por narrativas equilibradas e comprometidas com a apuração dos fatos, temas que estiveram entre os debates centrais do congresso.

A participação da UFN no Intercom Sul 2026 reforça a presença da universidade em espaços de produção científica e troca de experiências na área da Comunicação, além de evidenciar o potencial de projetos desenvolvidos durante a graduação, como o podcast Re.veste, que agora seguirá para a etapa nacional da Expocom representando o curso de Jornalismo da instituição.

Imagens: arquivo pessoal Vitória Oliveira

Durante quatro minutos, parecia que tudo finalmente tinha dado certo.

Neymar chorava no gramado após o gol contra a Croácia. O Brasil estava classificado. A semifinal estava perto. E, por alguns instantes, parecia que aquela seria a imagem definitiva da relação entre Neymar e a Seleção: o craque decisivo, carregando o país mais uma vez.

Mas o futebol é imprevisível, tudo muda rápido demais.

Quatro minutos depois, a Croácia empatou. Vieram os pênaltis. Vieram as lágrimas de novo. E junto delas apareceu uma sensação estranha de fim. Como se aquela eliminação também encerrasse um ciclo entre Neymar e o Brasil.

Neymar e Antony lamentam eliminação do Brasil diante da Croácia
Imagem: Jewel SAMAD / AFP

Só que despedidas nunca foram simples quando se trata dele.

A convocação para a Copa de 2026 não ocorre porque Neymar ainda seja o jogador mais rápido, mais físico ou mais decisivo do mundo. Ela acontece porque o futebol brasileiro ainda olha pra ele como alguém capaz de fazer o impossível acontecer por alguns segundos. E talvez isso diga mais sobre o povo brasileiro do que sobre o próprio Neymar.

Porque, no fundo, o torcedor brasileiro ainda procura aquele menino de cabelo diferente que jogava sorrindo. Aquele que fazia parecer fácil. Aquele que carregava a sensação de que qualquer jogo podia virar espetáculo a qualquer momento.

Em 2010, ele era futuro. Em 2014, virou símbolo de um país inteiro que sonhava com o hexa dentro de casa até a joelhada que interrompeu tudo. Em 2018, jogou cercado pela obrigação de provar que ainda era o melhor. Em 2022, parecia cansado. O Brasil parecia cansado dele também.

Mas mesmo assim, quando o nome apareceu na convocação para 2026, o país parou pra olhar.

Porque Neymar nunca foi só futebol. Neymar virou memória de geração. Virou discussão de almoço em família, virou esperança exagerada, virou frustração nacional, virou obsessão coletiva. Todo mundo tem uma opinião sobre ele. E talvez seja exatamente isso que faz dele tão impossível de ignorar.

Só que agora é diferente.

O corpo já não responde igual. As lesões deixaram marcas. O sorriso parece menos leve. Pela primeira vez, Neymar não chega como unanimidade absoluta. Não chega como o herói inevitável. Chega quase como alguém tentando sobreviver ao próprio personagem.

E talvez seja justamente isso que torne tudo mais humano.

O menino virou veterano diante dos olhos de um país inteiro. O jogador que antes parecia representar o futuro agora carrega o peso do passado nas costas. Ainda assim, existe algo quase irracional no fato de que o Brasil continua esperando alguma coisa dele.

Talvez porque o futebol brasileiro também tenha dificuldade em seguir em frente.

Talvez porque seja difícil aceitar que o tempo passou.

Ou talvez porque, no fundo, a gente ainda queira acreditar que existe um último capítulo reservado pra ele.

Um último drible.
Um último gol.
Um último milagre.

Porque algumas relações no futebol não acabam quando deveriam.

E talvez o Brasil ainda não tenha aprendido a se despedir de Neymar.

Carlo Ancelotti convoca Neymar Jr. para a Copa de 2026. Imagens: Reuters

Dados registrados pela Ancine apontam desafios para incentivar o público a ver filmes nacionais. Imagem: reprodução internet.

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) atualizou as regras da Cota de Tela, após envolvimento polêmico da rede de cinemas Cinemark. Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, a empresa teria utilizado sessões do filme infantil “Zuzubalândia”, lançado em 2024, em horários de baixa procura para cumprir a exigência de cota obrigatória. A situação gerou críticas nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a efetividade da política pública de incentivo ao audiovisual brasileiro.

Após a repercussão, a Ancine publicou a nova Instrução Normativa n° 175, que atualiza a regulamentação da política para 2026. Em vez de só contabilizar o número de sessões com filmes nacionais, sessões de longas brasileiros exibidas a partir das 17h, em qualquer dia da semana, passam a receber um acréscimo de 0,10 na contagem da cota. Na prática, isso significa que uma sessão em horário de maior público, como à noite, passa a valer mais para o cumprimento da obrigação legal do que sessões programadas em horários de menor movimento, como pela manhã ou no início da tarde.

A norma também cria um incentivo para que os filmes permaneçam mais tempo em cartaz. Quando um longa brasileiro continua sendo exibido entre a segunda e a quinta semanas cinematográficas no mesmo complexo, ele recebe um acréscimo adicional de 0,025 na contagem da cota, desde que as sessões também ocorram a partir das 17h. Caso o filme saia de cartaz e retorne posteriormente, a contagem é reiniciada.

Outra mudança amplia o bônus para obras premiadas. Além de Melhor Filme, passam a ser consideradas premiações como Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Roteiro em festivais reconhecidos pela Ancine. Nessas condições, as sessões a partir das 17h também recebem acréscimo no cálculo da cota.

Dados registrados pela agência apontam desafios para incentivar o público a ver filmes nacionais.  Em 2024 e 2025, o cinema brasileiro ficou com 15,7% das sessões, mas só 10,1% e 9,9% do público, respectivamente. Em 2026, até agora, o número recuou para 6,5%. “O cumprimento formal da obrigação de programação não tem sido suficiente para converter presença em cartaz em resultado efetivo de público e bilheteria”, lamenta a Ancine, ao justificar a necessidade da atualização.

Com as novas medidas, a Ancine busca não apenas ampliar a quantidade de exibições de filmes nacionais, mas também garantir maior visibilidade e acesso do público às produções brasileiras nas salas de cinema.

Em Santa Maria,  a confraternização pré-lançamento do  festival, será nesta quinta-feira 23 de abril, a partir das 16h30,  no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) da Regional Centro, em parceria com diversos sindicados e  movimentos sociais, são os responsáveis pelo evento.

O festival ocorre no dia 1° de Maio, das 13h às 20h, na Praça do Mallet, com entrada gratuita.  O evento contará com uma programação diversa, que reúne grandes nomes da música e da cultura popular, com destaque para os artistas Igor Peres e Marcelo Amaro. O palco também recebe artistas e grupos que representam a identidade cultural santa-mariense, como Paola Matos, Inseto Social, Aparelho Auditivo, Martelo, The Old Uncles, Escola de Dança Camargo, Street Dance, Mojubá, Movimento de Rua MDR e escolas de samba. O evento ainda inclui feira de economia solidária, arrecadação de alimentos para cozinhas solidárias, praça de alimentação, espaço kids e área voltada a sindicatos e movimentos sociais.

Segundo a organização, o Festival do Trabalhador se destaca como um espaço de protagonismo político e social da classe trabalhadora, conectando cultura e mobilização na defesa de direitos. Entre os temas centrais das atividades estão a redução da jornada de trabalho sem perda salarial, o fim da escala 6×1, a crítica à reforma administrativa, a valorização do serviço público, o enfrentamento da pejotização e a defesa da soberania nacional e da democracia.

O festival também assume posição clara no combate ao feminicídio, reforçando seu compromisso com a proteção da vida das mulheres e com uma sociedade mais justa, igualitária e sem violência.

A proposta integra sindicatos, movimentos sociais e coletivos culturais, conciliando momentos de celebração e reflexão. A programação inclui shows musicais, apresentações culturais e manifestações da cultura popular, estimulando um ambiente de convivência e envolvimento que consolida o 1º de Maio como um dia de luta e visibilidade.

“O festival é um espaço de celebração, mas também de mobilização. É onde a cultura se encontra com a luta concreta dos trabalhadores e trabalhadoras por mais direitos, dignidade e qualidade de vida”, destaca a organização do evento.

Ao percorrer diferentes regiões do estado, o Festival do Trabalhador reforça a importância da democratização cultural, enquanto amplia  a consciência coletiva sobre questões que afetam diretamente a população.

Matinê Meia Noite conta com Vinícius Oliveira, Vinício Möller e Caetano Arrais. Imagem: divulgação.

O projeto Vitrine Cultural recebe o trio Matinê Meia Noite no café do Theatro Treze de Maio. O grupo se apresenta na quinta-feira, dia 23 de abril, a partir das 18h30, com entrada gratuita.

A Matinê surgiu em 2017 como um projeto solista e autoral de Vinicius Oliveira, músico multi-instrumentista e compositor graduado em Música e Tecnologia pela UFSM. Após se apresentar com diversas formações ao longo dos anos, em 2022 a Matinê aderiu a formação de power trio e desde então mantém esse formato. Vinicius é responsável pela guitarra e pelos vocais. Na bateria, está Vinicio Möller, músico experiente, ativo e com passagem em diversas bandas de Santa Maria. No contrabaixo, Caetano Arrais completa o trio, um jovem talento vindo de uma família de artistas e estudante de Música e Tecnologia na UFSM.

A Matinê tem um estilo que mistura: rock, pop, MPB, com letras íntimas e poéticas, bem recebidas pelo público nas apresentações. A aproximação com outros músicos e produtores de outros países deu a oportunidade de expandir o trabalho do grupo, com apresentações em diferentes palcos internacionais. Em Santa Maria, já se apresentou em vários locais como no Brique da Vila Belga e na Concha Acústica.

Mais informações no Instagram da Matinê Meia Noite.