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Uma ode à música brasileira

A grade de programas da Rádio Web UFN conta com um novo programa, o Brasilidade. Produzido pelos acadêmicos de Jornalismo, Ian Lopes e Rubens Miola, o podcast aborda a música brasileira. A cada edição é abordado

Os mais de 70 anos de sofrimento argentino

Durante a primeira metade do século XX, a Argentina era uma das maiores potências econômicas do mundo. Foi ao fim da Segunda Guerra Mundial que a economia do país sofreu uma derrocada fatal. Até hoje, o

Projeto Geoparque Caçapava recebe avaliadores da UNESCO

Começou hoje a avaliação do projeto Geoparque Caçapava do Sul. O geólogo e paleontólogo, Mahito Watanabe, do Japão, e o graduado em Ciências Ambientais Antonino Sanz Matencio, da Espanha estão em visita à cidade para avaliar

Transição de governo começa hoje

Com 50,90% dos votos, ou 60 milhões, 345 mil e 999 votos, foi eleito o novo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo. O atual presidente, Jair Bolsonaro, contou com 49,10%, ou

RádioWeb UFN, há 15 anos ar

No dia 9 de maio de 2007, estreava a Rádioweb Unifra*, em caráter experimental, durante a realização do 5º Fórum de Comunicação Social do Centro Universitário Franciscano. Entretanto, foi apenas no ano de 2008 que a

Comunica Roots reúne acadêmicos de vários cursos da UFN

Ocorre hoje, 6 de outubro, durante todo o dia, o Comunica Roots, evento promovido pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, que visa promover a integração entre diversos cursos e entre mercado e acadêmicos, já

Interação imersiva nos laboratórios de Jornalismo

Os estudantes visitantes do Ensino Médio interessados no ingresso no curso de Jornalismo foram guiados em uma visita aos laboratórios que ficam no sétimo andar do prédio 14. Os alunos foram apresentados à Agência Central Sul

Jovens estão na expectativa de votar pela primeira vez

Os jovens estão cada dia mais engajados na política brasileira. A eleição deste ano é marcada pelo crescimento no número de pessoas entre 16 e 18 anos aptos a votar. Os números de alistamentos eleitorais realizados

A grade de programas da Rádio Web UFN conta com um novo programa, o Brasilidade. Produzido pelos acadêmicos de Jornalismo, Ian Lopes e Rubens Miola, o podcast aborda a música brasileira. A cada edição é abordado um músico diferente.

Segundo o estudante Rubens Miola “a ideia surgiu no começo do semestre. Eu já vinha há um tempo pensando em fazer parte das produções da faculdade. Eu sempre gostei de música, sempre tive muita facilidade para falar e pesquiso bastante. A ideia inicial era fazer um programa de música internacional. Mas certo dia, escutando o Flow Podcast, fizeram uma citação ao músico Chico Science, que dizia que a gente devia fazer músicas que remetam ao Brasil. A partir disso, a gente quis fazer um programa que exalte a música brasileira e a nossa cultura”.

O primeiro artista comentado no programa foi Tim Maia. Imagem: Banco de Dados. Adaptada por Emanuelle Rosa

Conforme o estudante Ian Lopes “Eu não tinha muita confiança na minha habilidade de falar sobre o tema. Eu demorei a aceitar o convite por causa disso. Mas acredito que o programa tenha ficado muito bom. Eu me sinto melhor localizado dentro do curso desde que aceitei este convite.”

Na primeira edição, o artista comentado foi Tim Maia. Os apresentadores pretendem trazer convidados nos próximos programas. Entre os cantores que serão abordados, se encontram Elis Regina, Ney Matogrosso, Jorge Ben Jor e Cazuza. O programa é postado quinzenalmente no Spotify da Rádio Web Ufn.

Durante a primeira metade do século XX, a Argentina era uma das maiores potências econômicas do mundo. Foi ao fim da Segunda Guerra Mundial que a economia do país sofreu uma derrocada fatal. Até hoje, o povo sofre as consequências da má gestão governamental. Devido à inflação, os preços atuais dos produtos argentinos se apresentam muito caros para a população e muito atrativos para os estrangeiros.

No ano seguinte à guerra, mais especificamente em quatro de junho de 1946, o militar Juan Domingo Perón foi eleito democraticamente como presidente da Argentina, acompanhado de sua esposa Evita Perón. Com a ascensão do Peronismo, os cargos públicos começaram a aumentar descontroladamente. Além disto, a primeira-dama exerceu sua influência como cônjuge do presidente e, por meio do dinheiro público que provinha das indústrias diversificadas que havia no território argentino, começou a oferecer apoio financeiro aos países europeus que precisavam pagar dívidas. Perón permaneceu no poder até o ano de 1955 e voltou ao governo entre 1973 e 1974, quando foi substituído por sua segunda mulher, Isabelita Perón, que foi deposta pela milícia no início da ditadura civil-militar em 1976.

O impacto dessas ações, que se mostraram extremamente prejudiciais ao povo, pode ser visto até hoje no território argentino. Mesmo com sua grande produção pecuária, que sempre proporcionou carnes de ótima qualidade, sua produtividade agrícola, que lhe torna uma das maiores produtoras e exportadoras de cereais do mundo, e com uma larga presença de petróleo e gás no país, a Argentina hoje apresenta uma dívida externa fora de controle. A dívida do Banco Central do país subiu cerca de US$ 36 bilhões (R$ 187 bilhões) na gestão de Alberto Fernández. Este valor representa cerca de 80% do crédito do Fundo Monetário Internacional direcionado à Argentina.

A Argentina, hoje, quase não possui mais resquícios dos seus tempos de ouro. Em dezembro de 2021, se tornou viral o vídeo de cidadãos argentinos da província de Santiago del Estero que, após um acidente envolvendo um trem e um caminhão que transportava vacas, mataram os animais e saquearam a carne. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos, mais de 36% da população argentina vivia abaixo da linha da pobreza no primeiro semestre de 2022.

Historicamente, os salários argentinos apresentam maior poder aquisitivo quando comparados com o salário brasileiro. Entretanto, após pesquisas de analistas do Banco Central da Argentina, o país pode fechar o ano com inflação anual superior a 100%. Tentando conter essa inflação, o ministro da economia, Sergio Massa, anunciou nas últimas semanas que o governo está preparando um plano econômico de congelamento de preços. Já é o 9º congelamento realizado pelo governo argentino nos últimos nove anos.

Os mercados sofrem com a escassez de produtos básicos. Imagem: Nelson Bofill

Em Paso de Los Libres, região que faz fronteira com Uruguaiana, o comércio se mantém de pé, mas a infraestrutura maltratada da cidade e a grande diferença de preços das mercadorias em relação ao Brasil lembram aos visitantes que a crise continua. Ao atravessar a ponte e ingressar na Argentina, é possível fazer o câmbio do real para pesos. Atualmente, em alguns lugares, o peso argentino custa R$0,02.

O principal motivo que justifica essa sobrevivência dos negócios em Libres é a possibilidade de poder manter um comércio exterior. É natural as cidades fronteiriças apresentarem melhor desempenho devido ao grande fluxo de imigrantes que as visitam. A maioria dos produtos argentinos atualmente apresentam custos muito atrativos para os brasileiros que visitam o país. Tendo como exemplo o arroz, produzido em grande quantidade em território argentino e brasileiro, nos supermercados locais o preço médio de 10kg é em torno de R$35, enquanto no país vizinho, é possível comprar a mesma quantidade por R$24.

A compra de certos produtos no território argentino são limitadas. Imagem: Nelson Bofill

Mas mesmo as cidades fronteiriças se preocupam com a escassez de alimentos que vem assolando o país. Com o intuito de amenizar os efeitos da crise, alguns supermercados estão restringindo o limite de compra de certos produtos como farinha, açúcar e azeites. Em relação à carne produzida na Argentina, que sempre teve uma qualidade acima da média, o preço médio do quilo de costela é cerca de $ 1.230 (R$ 24,60), enquanto, no Brasil, a mesma quantidade pode ser comprada pagando cerca de R$ 29,20.

Apesar dos aparelhos tecnológicos possuírem um valor parecido em ambos os países, na Argentina a compra parcelada se mostra extremamente prejudicial ao consumidor devido à alta inflação. Um modelo de televisão, que custa $ 125.999 (R$ 2.519,98) à vista, pode ser parcelado em 30 vezes de $ 8.396,57 (R$ 167,93), custando, ao final do pagamento, $ 251.897,10(R$ 5.037,94).

A crise, atualmente, já não é mais novidade para o povo argentino, a situação foi até mesmo eternizada na música local. No ano de 1978, o cantor de tango argentino, Cacho Castaña, escreveu a música Septiembre del ’88, que só viria a ser lançada em 1988. A canção é apresentada como se fosse a leitura de uma carta direcionada à um amigo que reside na Itália. O artista comenta nos primeiros versos sobre a crise que assola a Argentina, citando as mentiras políticas, falsas promessas governamentais e impactos da época da ditadura civil-militar. Ao final da música, o cantor expressa a esperança que ainda existe no povo argentino de voltar a ser um grande país.

Em 2010, durante um concerto, o artista disse que a música parecia ter sido escrita naquele ano, pois mesmo mantendo a esperança, a crise ainda assolava o povo. O músico faleceu em 2019 sem ser capaz de concretizar seu sonho. Entretanto, seu desejo de ver seu país ser grande novamente representa a esperança eterna do povo argentino.

Começou hoje a avaliação do projeto Geoparque Caçapava do Sul. O geólogo e paleontólogo, Mahito Watanabe, do Japão, e o graduado em Ciências Ambientais Antonino Sanz Matencio, da Espanha estão em visita à cidade para avaliar o local. 

A localidade de Capão das Galinhas é um dos geossítios avaliados pelos pesquisadores. Imagem: Juliano Porto

 Os geoparques são territórios reconhecidos mundialmente pela UNESCO, desde suas superfícies a sítios e paisagens de relevância geológica internacional. São administrados com base em um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.  Caçapava já está há dez anos neste processo, a partir de um estudo científico que foi realizado na região, apontando as características geológicas necessárias para se tornar Geoparque Mundial da UNESCO. Estes atributos constam, por exemplo, da presença de rochas muito antigas de mais de 5000 anos. Foram encontrados fósseis de animais extintos da megafauna, dando destaque às preguiças-gigantes., além de existirem também espécies vegetais raras e endêmicas do bioma pampa.

O secretário de Cultura e Turismo de Caçapava do sul, Stener Camargo, conta que “a equipe da missão vem se preparando há vários meses, montamos um roteiro em conjunto com os avaliadores que vai ser percorrido ao longo desses 5 dias. Estamos trabalhando na mobilização da comunidade local e com boas expectativas visto o grande número de pessoas envolvidas no Geoparque Caçapava”. Ele também relata como o Geoparque pode influenciar no desenvolvimento econômico do município: “temos relatos de outros Geoparques que a previsão é de triplicar o número de visitantes no primeiro ano após o reconhecimento. Com isso obviamente atrairemos novos investidores, principalmente na área de gastronomia e hotelaria o que, consequentemente, aumentará a geração de emprego e renda no município”. O projeto Geoparque está realizando interações com as escolas da cidade e pretende seguir com estas atividades, pois “Um Geoparque é um território de interesse internacional pela sua geologia mas também por uma estratégia pautada na educação, conservação e desenvolvimento social, cultural e econômico do território através da mobilização das comunidades nele inseridas”, acrescenta o secretário.

O coordenador científico e professor da Universidade Federal de Santa Maria, André Borba, explica que a importância de ter o selo de geoparque em Caçapava é estratégica para o seu desenvolvimento: “É uma oportunidade de financiamento externo. Os projetos geoparque estão sendo muito bem vistos pelo ministério do turismo e pela secretaria estadual de turismo. A UNESCO não provê recursos, mas sabemos  que ser um território UNESCO é um fator muito importante para alavancar recursos financeiros para o cidade”. Ele também expõe a importância de Santa Maria, pois é uma porta de entrada para os dois projetos de geoparque, o de Caçapava e o da Quarta Colônia.  O coordenador relata que é um sonho se realizando, pois desde 2010 ele está no projeto: “Apresentei a ideia em eventos internacionais, junto com o ex-prefeito, Otomar Vivian, fizemos uma movimentação na capital gaúcha da geodiversidade. Certificamos Caçapava por lei estadual, como capital gaúcha da geodiversidade. Criamos eventos como o geodia que já é tradicional no município e eu fui uma das pessoas que começou isso em 2010”.

 A visita dos avaliadores da UNESCO é obrigatória para a certificação do território, mas antes disso foi necessário o envio de uma carta de intenção,  um dossiê  de 50 páginas, além de relatórios sobre patrimônio geológico: “A vinda deles é uma oportunidade de um trabalho em rede com outros geoparques ao redor do mundo”. Borba também ressalta que, se Caçapava for aprovada, há uma necessidade de investimento em infraestrutura no município e divulgação “mas em termos de comunidade que nos apoia  e acolhe sempre”.

A dona do ateliê Rosa Biscuit, Rosa Ruschel, conta quais são suas expectativas para a vinda dos avaliadores: “As minhas expectativas para essa semana são que todas as pessoas que apostaram e acreditaram no geoparque e no que ele pode se tornar vejam que vai se tornar realidade”.  Ela também comenta sobre a importância do geoparque para a população que trabalha com o artesanato: “o geoparque vai influenciar no desenvolvimento do artesanato da comunidade após a certificação”.  O artesanato e a agricultura familiar do município já estão sendo influenciados pelo projeto, pois, “todos conseguiram transformar as belezas de Caçapava em produtos. Tanto no croché, no amigurumi, no biscuit, no patchwork , no bordado, em todas as técnicas de artesanato. Não esquecendo também da agricultura familiar”, comenta Rosa. Ela expõe que, desde que souberam da vinda da comissão, começou o processo de organização e que “começou a dar um frio na barriga pois dependemos dela para termos a certificação oficial. Queremos esquecer a palavra aspirante”.

Cronograma de visitas dos avaliadores no Geoparque Caçapava:

Dia 1 – Segunda-feira (7)

8h – Pórtico de Caçapava do Sul

8h30min – Jardim da Geodiversidade Professor Maurício Ribeiro

9h30min – Secretaria de Cultura e Turismo

10h – Centro Histórico e Forte Dom Pedro II

14h – Geossítio Caieiras

15h – Empreendimento Don José, produtora de azeite de oliva, e Geossítio Toca das Carretas, com vista para o geossítio Cerro da Angélica

Dia 2 – Terça-feira (8)

8h30min – Geossítio Mirador Capão das Galinhas

9h30min – Parque Municipal Natural da Pedra do Segredo, localizado no geossítio Serra do Segredo

13h30min – Casa de Cultura Juarez Teixeira, espaço de arte e memória

15h30min – Clube Recreativo Harmonia, local de história e preservação da cultura afro-brasileira

20h30min – Geossítio Guaritas e observação do céu noturno

Dia 3 – Quarta-feira (9)

8h30min – Geossítio Minas do Camaquã, cidade mineradora do século 20

9h – Apresentação sobre Minas do Camaquã, por alunos da Escola Gladi Machado Garcia, e feira de educação na escola

10h30min – Prédios históricos de Minas do Camaquã

14h30min – Fazenda e Novelaria Santa Marta e passeio com trilha ligando feições geomorfológicas

17h – Mirador Guaritas

Dia 4 – Quinta-feira (10)

8h30min – Reunião final entre equipe da missão, avaliadores e comitê gestor no campus da Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

16h – Reunião oficial com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul no Palácio Piratini, em Porto Alegre

Com 50,90% dos votos, ou 60 milhões, 345 mil e 999 votos, foi eleito o novo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo. O atual presidente, Jair Bolsonaro, contou com 49,10%, ou 58 milhões, 206 mil e 354 votos. Uma diferença de dois milhões, 139 mil 645 votos. Já para o governo do estado, Eduardo Leite saiu vitorioso com 57,1% dos votos válidos, contra seu oponente Onyx Lorenzoni, que recebeu 42,90% dos votos. No Rio Grande do Sul, houve um comparecimento às urnas de 80,22% da população, tendo o índice de 19,78% de abstenções.

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, e equipe durante entrevista coletiva após reunião para tratar da transição. Crédito Marcelo Camargo/agência Brasil

Após a disputa apertada para a presidência do Brasil, segunda a Agência Brasil, hoje começa o período de transição, em que o governo deve disponibilizar à nova equipe informações referentes às contas públicas, aos programas e aos projetos do governo federal. De acordo com Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, a partir de segunda-feira (7) começarão uma série de reuniões de trabalho. De acordo com a legislação, até 50 pessoas podem ser nomeadas para atuar no período de transição, grupo que pode ter ainda servidores federais e voluntários.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a diplomação dos candidatos eleitos deve ocorrer até 19 de dezembro, conforme a legislação eleitoral, embora a posse ocorra apenas em 1º de janeiro de 2023.

Desde segunda-feira, manifestações ocorrem em diversas partes do Brasil, de cidadãos contrários à vitória de Lula. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, em sessão do Tribunal Superior Eleitoral ocorrida hoje, garantiu que “não há como contestar um resultado com movimentos criminosos e os responsáveis apurados e responsabilizados. A democracia venceu novamente no Brasil.” Moraes ainda parabenizou o Tribunal Superior Eleitoral e os eleitores que estão cumprindo seu papel e respeitando a democracia.

Em Santa Maria, manifestantes contrários à decisão das urnas estão desde ontem, quarta-feira, 2 de novembro, em frente à 6ª Brigada, na avenida Borges de Medeiros, entre as ruas Venâncio Aires e Coronel Niederauer. Às 19h de quinta-feira, 3 de novembro, quando do fechamento deste texto, ainda havia manifestantes e o trânsito apresentava lentidão no local. Equipes de jornalismo relatam dificuldades para fazer a cobertura das diversas mobilizações pois estão sofrendo ameaças dos manifestantes.

No dia 9 de maio de 2007, estreava a Rádioweb Unifra*, em caráter experimental, durante a realização do 5º Fórum de Comunicação Social do Centro Universitário Franciscano. Entretanto, foi apenas no ano de 2008 que a programação da rádio começou a ser estruturada e contar com a participação e colaboração de alunos e professores do curso de Jornalismo. No começo, os alunos contavam com a orientação do professor Gilson Luiz Piber da Silva e a operação do técnico em áudio Sérgio Ricardo da Porciuncula Cruz.

O espaço radiofônico da instituição, desde sua formação, visou aprimorar o ensino dos estudantes dos cursos de comunicação, introduzindo-os a parte prática das profissões. Entre os 11 programas presentes na primeira programação da Rádioweb Unifra, 6 eram produzidos e apresentados por acadêmicos do curso de Jornalismo.

Conforme o professor Bebeto Badke, atual coordenador da Rádio: “A Rádioweb UFN é, na verdade, o laboratório de práticas radiofônicas, ou seja, é lá onde os nossos acadêmicos exercem a prática do radiojornalismo. A prioridade da Rádioweb é justamente essa, a produção dos alunos, portanto, os programas que a gente tem na grade, a maioria são feitos por eles. A rádio também é aberta para outros cursos da instituição, que produzem alguns programas e podcasts que temos atualmente. Ela não tem nenhum vínculo comercial e sua função é dar vazão à produção dos nossos alunos”.

Segundo a professora e coordenadora do curso de Jornalismo, Sione Gomes dos Santos: “A rádio é um espaço que desperta os alunos. Inclusive, aqueles que não conheciam, que não eram próximos do veículo, a partir do momento que tem essa oportunidade e fazem essa experiência, veem o quanto é legal e, sem dúvida, aqueles que já têm uma relação com o veículo, principalmente com o viés do esporte, mais ainda. Então, com certeza é um espaço que é do interesse dos alunos e que traz uma possibilidade de aprendizado”.

Gravação do podcast A Copa e Eu. Imagem: Nelson Bofill

Atualmente, a Rádio conta com quatro produções originais dos acadêmicos de Jornalismo, o Titular da Rede, UFN Esportes, Camisa 10 e UFN Notícias. Há também o programa Me Pega no Colo, que aborda assuntos como a maternidade e cuidados à criança e é produzido pelas professoras do Mestrado Profissional em Saúde Materno Infantil da Universidade Franciscana, Francelaine Benedetti e Cristina Kruel. A grade de programação exibe também três programas reprisados da UFNTV, o Universo Acadêmico, Minutos de Sabedoria e O Tema é Direito.

No ano de 2013, foi criado um texto conjunto que contou com a colaboração dos acadêmicos de Jornalismo Luana Iensen Gonçalves e Tiéle Abreu e dos professores de radiojornalismo do curso de Jornalismo Maicon Elias Kroth, Aurea Evelise Fonseca e Gilson Luiz Piber da Silva. No trabalho, é salientada a importância da convivência dos estudantes com o processo radiofônico durante seu estudo da seguinte forma: “Ouvir e ver como funciona o processo de comunicação radiofônica é uma fase importante e significativa para o acadêmico de jornalismo. O fazer rádio, por sua vez, traz experiência, conhecimento prático e a tomada de decisões naquele momento da transmissão ao vivo. A radioweb é um dispositivo moderno, que marca a convergência das mídias – rádio e internet – e estabelece um novo tipo de interação com o ouvinte/internauta, enriquecendo o programa e a programação da emissora. A experiência da Radioweb Unifra motiva os alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da instituição na teoria e na prática radiofônica, bem como exige a constante atualização e o aprimoramento dos docentes na busca de novos procedimentos para alavancar outras produções”.

Estúdio A do laboratório de rádio da UFN. Imagem: Nelson Bofill

Os acadêmicos têm acesso ao laboratório radiofônico desde o início dos estudos, tanto para realização de atividades referentes ao curso, quanto na produção de programas de interesse pessoal, que tem total apoio do corpo docente para se habituar com a parte prática da profissão. Os laboratórios são também disponibilizados aos estudantes dos demais cursos que queiram interagir com estes meios, produzindo programas de TV e rádio, ou necessitem deles para fins docentes.

Segundo Lucas Acosta, 21 anos, estudante do 6º semestre de Jornalismo e atual apresentador do programa Titular da Rede: “a prática é o que mais faz com que nós adquiramos conhecimento, claro que a teoria é muito importante, mas a prática é o que faz com que a gente cresça cada vez mais na profissão. Para mim, como acadêmico, a rádio me ajudou muito, dá para ver claramente o meu crescimento desde o primeiro programa que eu fiz até o último. O convívio nos torna mais livre com o microfone e torna nossa fala mais clara, este crescimento na rádio também contribui para a melhoria em outros laboratórios, como por exemplo a produção audiovisual”.

* Unifra era como a Universidade Franciscana era nomeada na época.

Ocorre hoje, 6 de outubro, durante todo o dia, o Comunica Roots, evento promovido pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, que visa promover a integração entre diversos cursos e entre mercado e acadêmicos, já que a grande tarefa é produzir uma campanha para um cliente real.

O Comunica desenvolve a criatividade, já que os alunos devem produzir sem qualquer aparato tecnológico e sim com equipamentos analógicos, como cartolinas, canetinhas e afins.

Grupos na abertura do Comunica Roots. Imagem: Luiza Silveira

Algumas das regras constam de, por exemplo: todas as peças propostas na campanha devem possuir pelo menos uma apresentação visual ou sonora; no caso de peças gráficas, estas deverão estar layoutadas através de colagem e/ou ilustração em cartolina; no caso de propostas de peças radiofônicas, cabe a equipe realizar a locução ao vivo ou cantar o jingle criado, mesmo que a capella; o caso de uma proposta de peça audiovisual, a equipe deve encenar teatralmente o roteiro criado, junto a um storyboard em cartolina. Os estudantes podem levar instrumentos musicais para serem usados nas apresentações.

O evento segue até a noite no Cerrito, quando haverá um Luau de encerramento.

Cada curso de graduação tem uma cor e símbolo que os representa. Eles servem para dar uma identidade ao curso e aos alunos. Nos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana não é diferente. Por isso, a Equipe da Agência CentralSul resolveu pesquisar sobre as simbologias dos cursos de comunicação do UFN.

Símbolo utilizado por outras instituições para o curso de jornalismo

Jornalismo

Em várias universidades, o símbolo utilizado para o Jornalismo é a folha de papel, a pena e o termo ”lex”, que significa ”lei”. Na Universidade Franciscana, a professora Sione Gomes, coordenadora do curso de Jornalismo, explica: ”O curso nunca usou esses símbolos clássicos. Desde nosso surgimento, em 2003, temos o curso irmão PP junto conosco. Assim, desde o primeiro momento, tivemos identidade visual própria, criada por eles. A primeira era mais abstrata, lembrava o J de Jornalismo, já com as cores branco, laranja e a palavra em preto. Na época dos 10 anos dos cursos, adotamos uma identidade conjunta, associando as identidades de Jornal e de PP. Depois, foi criada a raposinha. A Raposa sugere sagacidade, astúcia, aquela esperteza boa para perceber as coisas, identificar o que precisa ser noticiado. Foi uma escolha, dentro dessa ideia de parceria com o curso de PP.” Quanto às cores, ela conta que foi embasado na psicologia das cores, onde o laranja está associado ao marketing.

Símbolo utilizado pela UFN para o curso de jornalismo

Publicidade e Propaganda

A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da UFN, professora Graziela Knoll, contou que o símbolo utilizado pelo curso é o Galo: ” O símbolo do galo é utilizado há bastante tempo nos cursos de Publicidade e Propaganda como referência ao fato de que o galo anuncia o novo dia. É aquele que comunica a novidade. Já o laranja é uma cor característica da comunicação, pois é uma cor quente e solar, que tem como significados energia, movimento e transformação. É a cor das folhas quando caem, então é bastante associado à transformação e tem relação com a comunicação. O roxo, usado pela atlética do curso é uma cor ligada à criatividade.”

Símbolo do curso de Publicidade e Propaganda da UFN.

Colaborou: Yasmin Zavareze

Os estudantes visitantes do Ensino Médio interessados no ingresso no curso de Jornalismo foram guiados em uma visita aos laboratórios que ficam no sétimo andar do prédio 14. Os alunos foram apresentados à Agência Central Sul de Notícias, Rádio UFN, Laboratório de Fotografia e UFN TV.

Segundo Thomas Ortiz, 18 anos, que sonha em trabalhar com jornalismo televisivo “Eu estou realizado por estar aqui, apesar de cogitar os cursos de Engenharia Elétrica e Educação Física, hoje Jornalismo é a minha prioridade e a apresentação dos espaços é muito boa para conhecer a estrutura.”

Já Marcos Gabriel Terra Schneider, 18 anos, demonstra interesse por medicina e Vicente Petrucci Filho, 18 anos, visa ingressar na área de diagramação, mas ambos tiveram sua primeira experiência de interação com o jornalismo e demonstraram interesse pelo espaço de trabalho e pela variedade das áreas de produção do curso.

Durante a apresentação guiada, os alunos aprenderam sobre o processo produtivo da profissão, além de conhecerem a matriz curricular do curso e as atividades práticas disponibilizadas a partir do primeiro semestre para os ingressantes.

Segundo Alam Carrion, 27 anos, jornalista graduado pela instituição e técnico de áudio da Rádio UFN “A introdução dos estudantes aos espaços produtivos é importante pois é a forma de eles conhecerem os bastidores de uma notícia ou uma transmissão, para que dessa forma ele saiba como seria entrar em uma cobertura ao vivo e saberem que muitas vezes não é apenas o que eles enxergam que acontece, que há mais coisas envolvidas além da câmera e do repórter.”.

Os jovens estão cada dia mais engajados na política brasileira. A eleição deste ano é marcada pelo crescimento no número de pessoas entre 16 e 18 anos aptos a votar. Os números de alistamentos eleitorais realizados nos três primeiros meses do ano mostram que o Brasil ganhou 1.144.481 novos eleitores na faixa etária de 15 a 18 anos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Imagem: Divulgação/TSE

No Rio Grande do Sul o crescimento no número de jovens foi de 48,8% na comparação a eleições de 2018, a porcentagem corresponde a 80.044 mil eleitores no estado. Santa Maria é o 5º maior colégio eleitoral gaúcho com 208.727 votantes aptos, destes 2.675 são jovens entre 16 e 17 anos, 1,28% do eleitorado da cidade.

A estudante do 2º ano do ensino médio, Giselle Xavier, de 16 anos, vota pela primeira vez nas eleições do dia 2 de outubro. Ela espera que com o voto possa ter mais controle e estar mais presente nas decisões que influenciam o seu futuro. Giselle acredita que “as pessoas têm que votar, para que assim não deixemos nas mãos dos outros esse poder e sim nós mesmos termos o controle”. Ela conta que fez o título no intuito de ter influência na decisão do futuro do país: “ isso influencia diretamente no meu futuro como jovem”. Ela acredita que muitos jovens irão votar este ano por conta da influência da mídia pois “ferve de informações a respeito dos candidatos, talvez por estarem insatisfeitos com o atual governo ou até mesmo por influência dos pais em casa”.

Nelson Dutra, estudante do 2º ano do ensino médio, tem 17 anos e conta que suas expectativas são boas, pois “ espero que meu voto faça diferença no futuro”. Para ele, votar é muito importante para decidir como o país irá estar posteriormente “ principalmente para quem é jovem”. Dutra conta que fez seu título após a pandemia pois viu que o país não podia seguir da forma que está: “fiz meu título com o intuito de votar pra colocar alguém que realmente cuide do povo brasileiro”. Ele acredita que muitos dos jovens que irão votar este ano não gostam muito de política, mas irão às urnas no dia 2 para mudar a forma que o país é hoje.

Já para Jordana Dutra, de 18 anos, as expectativas são “que os candidatos que eu vou votar ganhem”.  Para ela o voto é “super importante para o nosso país, nosso estado, nosso município. Pois de alguma forma o povo tem voz”. Jordana acredita que muitos jovens decidiram votar após a pandemia, pois “todos passamos por várias situações complicadas e não houve interesse do poder público perante estes acontecimentos”.

O primeiro turno da votação será realizado no próximo domingo, dia 2 de outubroJá o segundo turno, nos estados e nacionalmente, caso preciso, ocorrerão em 30 de outubro, o último domingo.

Livro pode ser adquirido em contato com a ASMAR e também está disponível na Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA) Foto: Heloisa Helena Canabarro

O livro Histórias de Mães: mulheres que inspiram sonhos e transformam vidas conta a história de vida de mulheres mães que fazem parte da Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis (ASMAR). Por meio de depoimentos e fotografias a obra explora a trajetória e os sonhos de 17 mulheres empreendedoras da ASMAR, que dedicam-se à seleção de materiais recicláveis em Santa Maria. O livro foi organizado pela professora Dirce Stein Backes junto às alunas Natália Hoffmann Adames e Silvana Dias Leão, do Mestrado Profissional Saúde Materno Infantil da Universidade Franciscana (UFN).

A líder do projeto Empreendedorismo Social na Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis e também Coordenadora do Mestrado em Saúde Materno Infantil da UFN, Dirce Stein Backes, tem projetos de ensino, pesquisa e extensão que desenvolve desde 2008 em parceria com a ASMAR. A professora trabalha a questão do empreendedorismo social no local. Dirce conta sobre a iniciativa de criação do livro: “No ano passado surgiu a ideia do livro, pensamos em uma obra com as histórias das mulheres mães da associação, para poder mostrar melhor para a sociedade o trabalho que elas realizam. O projeto foi desenvolvido com os alunos bolsistas de iniciação científica da graduação e pós-graduação, que auxiliaram a coletar os relatos das histórias de vida delas”.

Confraternização de Dia das Mães realizado na ASMAR promovido por professores e acadêmicos da UFN Foto: Reprodução do livro Histórias de mães

A ASMAR foi fundada em 1992 e localiza-se na Rua dos Branquilhos, Bairro Nova Santa Marta, na região oeste da cidade. A associação tem como objetivo a conservação do meio ambiente através da reciclagem, gerando emprego e renda a 25 famílias. Um trabalho de grande valor social, ambiental e econômico. Para as mães que integram a equipe, a associação é um espaço de conquista pessoal e profissional.  

As 17 trajetórias contadas são das mães: Adriana R. Aguirre, Bruna Escobar Cezar, Carla Ferreira, Carmem Medianeira, Celina Ramos Moura, Débora Silveira Dutra, Eliane do Santos, Jéssica de Neto, Marcia Tascheto, M Margarete da Silva, Nilda Maria Schimidt, Prisciele O. da Silva, Rosangela V da Silva, Roselaine Martins, Taciane M. de Medeiros, Tamires Lemos de Brito e Vera Lúcia Carvalho.

“Nosso trabalho necessita de mais valorização do que a gente exerce… esse trabalho beneficia muitas pessoas e é motivo de muito orgulho para nós e as pessoas que convivem conosco no dia a dia.”  –  Integrante da ASMAR Débora Silveira Dutra, citação retirada do livro Histórias de mães  

“O livro conta e reflete sobre o trabalho delas, acima de tudo, de qualquer palavra, ideia ou história o objetivo é mostrar o quanto o trabalho delas é grandioso e importante. Essas mães têm uma causa, uma missão, sonhos e é isso que queremos mostrar. São pessoas que lutam e sabem onde querem chegar”, esclarece a professora Dirce. 

A obra também apresenta o depoimento dos estudantes da Universidade Franciscana que participaram do desenvolvimento do livro, contando como foi a experiência e a importância para sua formação acadêmica e humana. Uma das voluntárias do projeto, Andressa Reis Caetano, relata no livro a vivência: “Eu fui para ensinar, mas aprendi muito mais. Aprendi o que é empoderamento feminino, aprendi o que é transformação. Elas transformam o seu local de trabalho em fonte de renda e vivem o presente com intensidade do amanhã”. 

O livro pode ser adquirido em contato com a ASMAR, pelo telefone (55) 9 8111-0146, e também está disponível na Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA).