
Quando cuidar de si vira mercadoria: O dilema do bem-estar moderno
A busca por equilíbrio se tornou negócio global e, junto com o lucro, aumentam as distorções, ilusões e impactos na saúde física e mental.

A busca por equilíbrio se tornou negócio global e, junto com o lucro, aumentam as distorções, ilusões e impactos na saúde física e mental.

STF avalia rever a obrigatoriedade do diploma para exercer a profisssão de Jornalista.

Os profissionais compartilharam experiências, desafios da rotina de trabalho e competências necessárias para atuar no mercado jornalístico.

Fenômeno Climático obriga agricultores a replanejarem plantios e diminui safra de inverno

Acadêmicos de Jornalismo da UFN realizaram uma viagem técnica a Porto Alegre, com visitas a diferentes espaços de comunicação e cultura.

Sete das 13 histórias inéditas desta edição foram criadas por alunos dos quartos e quintos anos da Escola de Ensino Fundamental Castro Alves.

O clube que há poucos anos conquistava a América hoje vive uma realididade completamente diferente. Mas afinal, quando tudo começou?

Ao conectar escola e universidade, o projeto promove experiências de leitura, escrita e produção sonora, estimulando a imaginação e desenvolvendo novas formas de expressão.

O artigo analisa as contradições entre o discurso de inclusão da FIFA e as polêmicas envolvendo imigração e segurança que marcaram o início da Copa do Mundo de 2026.

Lewis Hamilton garantiu sua 106ª vitória na Fórmula 1 e conquistou sua 7ª vitória no circuito de Barcelona.
A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).
A busca por equilíbrio se tornou negócio global e, junto com o lucro, aumentam as distorções, ilusões e impactos na saúde física e mental
Apenas 36% dos brasileiros usam suplementos com recomendação de um profissional de saúde. Imagem: Enzo Martins/Labfem
Em 2002, o economista americano Paul Zane Pilzer lançou o livro The Wellness Revolution. Na época, a ideia de que o bem-estar poderia se tornar o novo motor da economia global parecia ousada, quase utópica. Porém duas décadas depois, suas previsões se confirmam. O Global Wellness Institute (GWI) estima que a economia do bem-estar movimentou US$ 6,3 trilhões em 2023, cerca de 6% do PIB mundial, e pode alcançar US$ 9 trilhões até 2028, consolidando-se como uma das maiores forças econômicas do planeta.
A busca por equilíbrio entre corpo, mente e estilo de vida saudável deixou de ser privilégio de poucos e tornou-se um dos principais motores de consumo no mundo. Mais que uma tendência, trata-se de um novo paradigma, impulsionado por um público cada vez mais informado, exigente e conectado. Estudos da McKinsey & Company mostram que as gerações Y e Z encaram o bem-estar como parte diária da rotina: sono, alimentação, aparência e saúde mental são prioridades tão importantes quanto carreira e renda.
Uma das empresas de bem-estar que gera controversias é a Goop, fundada em 2008 pela atriz americana Gwyneth Paltrow, com dicas de receitas, sugestões de viagem, entre outros conselhos de autocuidado. Rapidamente, a empresa virou uma marca gigantesca de lifestyle, com loja online, podcasts, eventos e até série na plataforma de streaming Netflix. A proposta sempre foi vender uma vida “equilibrada” e cheia de rituais, só que, no caminho, a empresa passou a apostar em terapias consideradas excêntricas e sem base científica, o que renderam muitas críticas de médicos e pesquisadores.
A discusão cresce porque muitos dos produtos e práticas promovidos pela Goop prometem efeitos que não foram comprovados, como enemas de café para “purificar o corpo”, ovos de jade para “regular hormônios” ou vaporização vaginal para “limpeza energética”. Especialistas alertam que essas tendências podem ser ineficazes ou até perigosas, além de reforçar um mercado de bem-estar que lucra com soluções milagrosas. Por isso, apesar de ser um sucesso comercial, a Goop virou símbolo de um bem-estar que parece mais com marketing e misticismo do que com ciência.
Outra empresa desse meio é a Lemme, criada pela influenciadora americana Kourtney Kardashian, com a proposta de tornar o consumo de suplementos mais simples e prazeroso, apostando em gomas coloridas que prometem benefícios como foco, energia, menos estresse e até mesmo, apoio ao metabolismo. A marca foi construída a partir da imagem de Kourtney nas redes sociais, como referência de bem-estar. Ela afirma ter passado anos pesquisando ingredientes e consultando especialistas para formular produtos “limpos”, veganos e pensados para fazer parte da rotina de quem busca uma vida mais equilibrada.
Junto com o sucesso, a Lemme passou a ser questionada por especialistas e consumidores por não deixar claro quanto de cada ingrediente realmente existe nas fórmulas, além de usar compostos em quantidades consideradas insuficientes para entregar os efeitos prometidos. As críticas apontam que as gomas contêm açúcar, um contraste evidente com o estilo de vida natural promovido pela própria Kourtney. A situação se intensificou após o lançamento do suplemento GLP-1 Daily, divulgado como uma alternativa “natural” aos remédios para emagrecimento. Médicos afirmam que os extratos usados pela marca não reproduzem, nem de longe, o mecanismo do Ozempic, levantando dúvidas sobre a eficácia real do produto e alimentando a suspeita de marketing exagerado.
No Brasil, esse cenário se reforça com a expansão de academias, o avanço de estilos alimentares como vegetarianismo e o crescente interesse por práticas alternativas. Para a personal trainer Kamilla Corrêa Soares, no entanto, essa busca tem se tornado distorcida pela influência das redes sociais, que alteram a percepção de muitas pessoas sobre o próprio corpo. Ela observa que a maioria chega à academia com pressa e expectativas irreais. “As pessoas esquecem que o processo é lento, que existe uma longa caminhada até a construção de massa corporal”. “Não dá para comparar alguém que trabalha com o próprio corpo com uma pessoa que tem uma rotina comum, com filhos, trabalho e estudos”, afirma a personal.
A pressão estética, segundo Kamilla, tem atingido principalmente adolescentes. Até mesmo jovens com boa saúde e condicionamento físico passam a se sentir insuficientes ao se compararem com padrões inalcançáveis. Para a personal, ter um corpo saudável envolve capacidades simples do cotidiano, como subir escadas ou levantar do sofá sem dificuldade, algo que muitos já não conseguem realizar no dia a dia. Ela lembra que saúde não depende de um corpo “definido”, mas de qualidade de vida, embora reconheça que boa parte da população ainda associe bem-estar a uma aparência extremamente tonificada, distante da realidade da maioria.
Kamilla também comenta que muitos evitam a musculação por acreditar que ela não auxilia no emagrecimento. Para ela, isso é um erro, pois quanto mais massa magra uma pessoa possuir, maior é seu gasto calórico, inclusive em repouso. Apesar disso, a personal conta que muitos chegam influenciados por tendências de internet, buscando treinos rápidos e exaustivos, com intervalos mínimos, acreditando que o cansaço extremo garante resultados. Ela alerta que essa lógica pode prejudicar o desempenho. A ausência de descanso reduz a capacidade de aumentar cargas, tornando o treino menos eficiente. Para a personal, uma musculação bem estruturada, com intervalos entre dois e três minutos, tende a gerar resultados mais consistentes, mesmo sem provocar exaustão imediata.
O acompanhamento profissional faz muita diferença na construção de uma rotina de exercícios. Imagem: Arquivo Pessoal
A indústria do bem-estar também é relacionada a nutrição. A área é indicada para além da estética, como: prevenção de doenças, equilíbrio e mais disposição. Contudo, atualmente, são geradas diversas informações sobre alimentação que circulam de forma desproporcional. Pois, nem todas essas informações são corretas ou seguras para a saúde.
Em 2024, o Conselho Federal de Nutrição criou a campanha “Nutrição é Ciência”, iniciativa que visa informar a população sobre a importância de buscar orientação nutricional e outros conteúdos relacionados à alimentação com base em evidências científicas. Segundo eles, muitas vezes nos deparamos com dicas de alimentação sem base científica, que podem ser prejudiciais. Essas informações falsas circulam amplamente e podem levar a práticas alimentares inadequadas, colocando em risco a saúde de quem segue arriscadamente. A campanha reforça que a alimentação é uma questão séria e deve ser tratada com responsabilidade. Apenas profissionais qualificados possuem o conhecimento necessário para entender a complexidade dos nutrientes, como eles interagem no nosso corpo e como podem ser utilizados para melhorar a saúde e o bem-estar.
A nutricionista Maíra Penna reforça que esse mesmo comportamento ocorre frequentemente na alimentação. “Hoje em dia os influenciadores têm um papel enorme na qualidade de vida e hábitos alimentares da população em geral. Seguir essas dietas de internet pode causar deficiências nutricionais, pois muitas vezes nos espelhamos em realidades diferentes das nossas”, afirma. Ela ressalta que, embora a internet seja uma grande fonte de informações, também abriga desinformações disfarçadas de verdade. “Há perfis sérios, com bases científicas, porém, a maioria são conteúdos sensacionalistas e simplistas”, completa.
Do ponto de vista psicológico, especialistas apontam que rotinas supostamente saudáveis podem se tornar prejudiciais quando geram sofrimento e rígidas restrições, levando a crises de ansiedade e estados depressivos. O ciclo de comparação constante, especialmente com influenciadores, faz com que muitos desenvolvam uma percepção de fracasso, mesmo quando seguem hábitos adequados.
Para compreender melhor essa relação entre saúde, estética e bem-estar, o doutor em Psicologia Félix Guazina comenta os impactos psicológicos dessa busca.
Uma pesquisa realizada pela ONG inglesa Girlguiding, em 2023, revela que mais de mil garotas, entre 11 e 21 anos, possuem uma relação delicada mundo virtual. Uma em cada três jovens relatou que sua maior preocupação era comparar a sua vida com a de outras pessoas por meio das redes sociais. Outro dado levantado pelo estudo é sobre a percepção que os pais têm da pressão que elas sofrem na internet. Cerca de 50% das entrevistadas relataram que os pais reconhecem esse tipo de pressão, porém, apenas 12% afirmaram que seus responsáveis têm alguma preocupação real com esse problema enfrentado por elas.
O personal trainer Jeferson Gonçalves também compartilhou sua visão sobre o impacto das redes sociais. Para ele, as plataformas digitais funcionam como vitrine de trabalho, motivam alunos e ajudam a divulgar informações importantes, mas também alimentam expectativas impossíveis. “As pessoas são expostas a corpos perfeitos e editados, o que gera uma comparação constante e, muitas vezes, leva à desistência”, afirma. Jeferson reforça que o desenvolvimento de um corpo saudável exige tempo, consistência e paciência, elementos que não aparecem nos vídeos curtos de influenciadores. “Não adianta enganar as pessoas com promessas de resultados rápidos. Mudar hábitos de uma vida inteira leva tempo”, conclui.
Para Jeferson Gonçalves, cada aluno possui necessidades e objetivos que devem ser considerados durante o treinamento. Imagem: Arquivo Pessoal
O personal conta que percebe um aumento significativo de alunos que chegam com metas incompatíveis com a realidade, sem considerar que influenciadores têm rotinas de treino e trabalho completamente diferentes. Muitos acreditam que treinos curtos compensam anos de sedentarismo, mas Jeferson esclarece que o corpo precisa de meses de adaptação. Nos primeiros 45 dias, o organismo está apenas reconhecendo força, resistência e capacidade de recuperação. Resultados estéticos reais só começam a aparecer após cerca de seis meses de prática contínua. “As pessoas querem reverter anos de maus hábitos em dois meses. Não existe isso”, reforça.
Ele também alerta para a influência de desafios virais e treinos “milagrosos” que se espalham, principalmente na rede social TikTok. Segundo ele, esse tipo de conteúdo ignora a necessidade de treinos específicos para cada pessoa. “O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. A individualização do treino é fundamental”, destaca.
Quanto ao uso de suplementos e hormônios, Jeferson adota uma postura cautelosa. Embora reconheça benefícios quando utilizados com orientação, critica o uso indiscriminado. “A suplementação deve ser feita de maneira estratégica, de acordo com o objetivo individual. O que funciona para uma pessoa pode não ser a melhor opção para outra.” Ele destaca que muitos consomem substâncias sem saber se são adequadas à idade, saúde ou momento do treinamento. “Às vezes, a suplementação é direcionada ao momento errado. Por exemplo, uma pessoa mais velha poderia se beneficiar mais de creatina ou de um anti-inflamatório natural, ao invés de um pré-treino com cafeína, que pode ter efeitos colaterais”, explica Jeferson.
O universitário Eduardo Gomes usa suplementação há um ano e diz que a mudança foi nítida, principalmente na recuperação pós-treino. Segundo ele, a creatina teve um impacto direto no físico e no desempenho. Eduardo também treina com apoio de um personal trainer, que monta rotinas específicas para suas necessidades. Com isso, afirma que deixou de sentir dores no corpo e passou a render muito mais nas atividades físicas. “Ter acompanhamento foi a melhor escolha da minha vida. Recomendo para todo mundo”, destaca.
Para o personal trainer e gerente de academia, em Itaqui (RS), Fabiano Gomes, é fundamental que o profissional seja transparente e nunca engane o cliente.
Fabiano é personal trainer e afirma que as pessoas focam tanto nos resultados visuais que ignoram sinais de dor e exaustão. Imagem: Arquivo Pessoal
Segundo o Law Society Journal, existem quatro pilares que sustentam a saúde mental e o bem-estar integral: a mente e o equilíbrio emocional, o corpo e a saúde física, o espírito e a sensação de propósito e felicidade, além dos relacionamentos e da participação na comunidade. Juntos, esses elementos abrangem as principais dimensões da experiência humana e reconhecem o indivíduo como um “ser completo”, formado por múltiplas camadas que se influenciam mutuamente.
Cada um desses pilares levanta questões essenciais que pedem reflexão e, sobretudo, ação concreta em nosso cotidiano. Mesmo que não tenhamos respostas definitivas para todas elas, é possível afirmar que buscamos, como seres humanos, uma vida com menos dor e sofrimento, na qual possamos aproveitar plenamente a complexidade e a beleza da existência. A sociedade deseja usar o tempo da forma mais significativa possível, cultivando bem-estar e construindo uma vida que faça sentido. Apesar de especialistas apontarem que o bem-estar depende desses quatro pilares, o resultado é um cenário preocupante: muitas pessoas reconhecem a importância desses pontos, mas têm dificuldade em incorporá-los na rotina.
O ritmo acelerado da vida impede que a maioria das pessoas consiga dedicar tempo e atenção aos próprios fundamentos de bem-estar. As rotinas cada vez mais cheias, a pressão por produtividade e a constante sensação de urgência fazem com que até necessidades básicas, como descanso adequado, alimentação consciente ou momentos de conexão social, sejam deixadas em segundo plano.
Nesse cenário, mesmo quem compreende a importância de cuidar da mente, do corpo, do espírito e das relações encontra dificuldades reais para transformar esse conhecimento em hábito. A vida corrida cria um ambiente em que o autocuidado se torna mais uma tarefa a cumprir, e não um componente natural do dia a dia. Assim, o ideal de viver de forma plena e equilibrada acaba se chocando com as exigências de um cotidiano que não oferece tempo, espaço ou energia para que esse equilíbrio aconteça de fato.
A indústria do bem-estar virou um gigante que se alimenta das inseguranças e do cansaço coletivo. Entre aplicativos de meditação, treinos milagrosos e suplementos coloridos esse mercado se vende como resposta para praticamente tudo, estresse, foco, sono, humor, produtividade. Porém, por trás dessa estética de vida perfeita, existe uma lógica comercial poderosa, que transforma autocuidado em mercadoria e faz parecer que saúde é algo que você compra em frascos, não algo que se constrói com tempo, acesso e acompanhamento real.
Ao mesmo tempo, é um setor que cresce porque acerta na necessidade de sentir algum controle. Em meio à rotina acelerada, redes sociais e pressões estéticas, muita gente encontra nessas marcas uma sensação de pertencimento e promessa de mudança rápida. O problema é que esse discurso muitas vezes ignora ciência, exagera resultados e reforça padrões inalcançáveis. No fim, o desafio é distinguir quando estamos cuidando de nós mesmos, e quando só estamos alimentando uma máquina que lucra justamente com o nosso desejo de melhorar.
Reportagem produzida por Isadora Rodrigues e Thine Feistauer em Narrativa Multimídia, no 2º semestre de 2025, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Imagem: Site do Fenaj
Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), indicaram no dia 18 de agosto que a Corte volte a debater sobre a dispensa do diploma de jornalista para exercer a profissão.
Em 2009, o STF decidiu que não era necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo para atuar na profissão. Durante o julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, o plenário do STF decidiu, por 8 votos a 1, pela não aplicação da exigência prevista no Decreto-Lei 972/1969. O entendimento foi de que a norma não era compatível com a Constituição de 1988, especialmente com as garantias de liberdade de expressão, informação e imprensa.
O ministro Dino reforçou que respeita a decisão, mas afirmou que a não obrigatoriedade do diploma faz com que qualquer pessoa nas redes sociais se passem por “jornalistas”. Na sequência Alexandre de Moraes, concordou com a necessidade de rever essa decisão e defendeu a possibilidade de uma regulamentação da atividade. “Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, sobre uma regulamentação”, disse.
As declarações foram realizadas durante o julgamento na Primeira Turma, relacionado ao direito de resposta concedido a uma clínica médica em razão de reportagem veiculada pela TV Globo sobre denúncias de abusos sexuais.
Com os pronunciamentos, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), promove nessa quarta-feira, 26 de agosto o Dia D de Diploma. O intuito é de que, nesta data, alunos, professores e jornalistas se manifestem nas mídias sociais exigindo a volta do Diploma, incentivando a importância dos ministros e deputados de reavaliar essa decisão.
O curso de Jornalismo da Universidade Franciscana apoia totalmente a decisão de rever essa exigência. O jornalista e cordenador do curso Iuri Lammel, destacou a relevância da valorização do diploma de Jornalimo. “A exigência do diploma é uma representação da importância da profissão para a sociedade. É uma forma de dizer que o jornalismo é tão importante para a democracia e para a sociedade que o país demanda que a pessoa responsável por este tipo de trabalho tem que estar minimamente preparada por um curso de graduação. Além de valorizar a formação e o tempo que os estudantes investem nos estudos.” afirma o professor.
Alunos que entraram para o curso recentemente se sentem mais motivados com a revisão da obrigatoriedade do diploma. Desde os primeiros semestres da faculdade, professores da UFN destacam a importância de ter responsabilidade ao transmitir informações. A graduanda do segundo semestre de Jornalismo Amanda Ripe reafirmou essa ideia: “Durante a graduação é muito comentado sobre a ética, chegagem, apuração dos fatos, essas são coisas indispensáveis que um diploma traz para um jornalista”.
A possível retomada da exigência do diploma reacende o debate sobre a importância da formação profissional no jornalismo. Para professores e estudantes, a graduação vai além da preparação para o mercado de trabalho: envolve ética, responsabilidade, apuração e compromisso com a informação. Enquanto o STF avalia a possibilidade de rever a decisão de 2009, a discussão reforça a busca pela valorização da profissão e pela qualidade do jornalismo produzido no país.

Na última semana, os jornalistas da RBS TV Rogério Giaretta, Nick Santos e Guilherme Jacques apresentaram para os acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) o projeto Primeira Pauta.
O projeto permite que estudantes de Jornalismo de todo o Rio Grande do Sul, com 18 anos ou mais, se inscrevam e concorram a uma semana de imersão nas redações do Grupo RBS. Além disso, Rogério, Nick e Guilherme compartilharam experiências profissionais, desafios da rotina de trabalho na empresa e competências necessárias para atuar no mercado jornalístico.
O jornalista Rogério Giaretta Junior destacou a persistência como uma característica fundamental para quem busca alcançar objetivos profissionais. “Vamos encontrar pessoas que podem nos ajudar e impulsionar, outras que não nos ajudarão e colocarão defeitos no nosso trabalho. Mas acredito que seja fundamental ter persistência. Quando gostamos de alguma coisa, procuramos ser felizes e buscamos a nossa felicidade. Se a felicidade é trabalhar no Grupo RBS ou em um veículo do grupo, é preciso trabalhar para isso, buscar alternativas e fazer contato com pessoas do grupo”, pontua Rogério.
Já Nick Santos relatou que a escolha pelo Jornalismo ocorreu a partir da identificação com a comunicação, a escrita e o contato com as pessoas. “Acho que, na realidade, o Jornalismo me escolheu. Sempre gostei muito do microfone por causa da música e vi uma proximidade entre a arte e o Jornalismo. Quando estava escolhendo qual profissão seguir, eu escrevia para o blog da minha mãe e gostava de escrever, montar notas e textos, mesmo sem saber que aquilo era Jornalismo. Então pensei em experimentar a televisão, porque gosto de escrever, falar, me expressar e do microfone. Foi uma decisão muito acertada”, afirma Nick.
Entenda como funciona o processo de inscrição
Fase 1: Os estudantes interessados devem preencher o formulário de inscrição e enviar um vídeo respondendo à pergunta “Por que eu quero participar do projeto jornalístico Primeira Pauta RBS?”. As inscrições ficam abertas até 30 de setembro. Ao final do período de inscrições, serão selecionados os 15 melhores vídeos, que avançarão para a segunda fase. A divulgação dos 15 finalistas ocorrerá em 16 de outubro. A RBS também realizará uma live aberta aos inscritos, com profissionais de Recursos Humanos, abordando temas como currículo, LinkedIn, oportunidades de trabalho e processos seletivos.
Fase 2: Os 15 estudantes classificados deverão produzir um conteúdo jornalístico de apuração própria, com tema livre, em formato de vídeo para redes sociais. O material deverá ser enviado entre 16 e 28 de outubro, estar publicado em uma plataforma online, como YouTube ou Vimeo, e ser acompanhado de uma sugestão de título e legenda. Os trabalhos serão avaliados por uma comissão formada por profissionais de diferentes veículos do Grupo RBS, considerando critérios como objetividade, clareza, criatividade, qualidade jornalística, conexão com o público, correção e ética. Ao final dessa etapa, serão escolhidos os cinco participantes do Primeira Pauta RBS 2026, com resultado divulgado em 18 de novembro.
Fase 3: Os cinco selecionados participarão, entre 30 de novembro e 4 de dezembro, de uma etapa de mentoria e acompanhamento remoto com profissionais das redações do Grupo RBS. Depois, entre 7 e 11 de dezembro, participarão presencialmente da Semana Primeira Pauta, uma imersão nas redações da RBS TV, Gaúcha, GZH, Zero Hora e Diário Gaúcho. Durante a experiência, os estudantes acompanharão a rotina jornalística e produzirão uma reportagem em vídeo e áudio, que será publicada em GZH e veiculada na Rádio Gaúcha. Além da experiência nas redações, os cinco selecionados também terão acesso a um workshop imersivo do Planeta Atlântida 2027, em data a ser definida.










Imagens: Luiza Silveira/Labfem
Texto com colaboração de Maria Eduarda Castro, acadêmica do 2° semestre do curso de Jornalismo.
Fenômeno Climático obriga agricultores a replanejarem plantios e diminui safra de inverno

Antes mesmo da chegada das primeiras chuvas intensas, o retorno do El Niño já começou a transformar a rotina no solo gaúcho. A previsão de um fenômeno de forte intensidade, com possibilidade de evoluir até o fim do ano, levou produtores rurais a anteciparem o preparo das lavouras, reorganizarem o manejo dos rebanhos e reverem investimentos para reduzir possíveis prejuízos. O cenário evidencia como a agricultura do Rio Grande do Sul passou a responder não apenas aos impactos do clima, mas também às projeções meteorológicas, refletindo a experiência acumulada após os eventos extremos registrados nos últimos anos.
O El Niño se tornou bem conhecido pelos gaúchos depois de 2024, quando sua característica chuva extraordinária causou um dos maiores desastres climáticos da história do estado. Resultado de uma “combinação perfeita de fatores”, conforme explica Murilo Lopes, Meteorologista da PREVOTS (Plataforma de Registros e Rede Voluntária de Observadores de Tempestades Severas), o fenômeno não foi o único responsável pela quantidade avassaladora de chuvas daquele período e cita que, naquela situação, a resposta atmosférica foi muito mais concentrada que o aquecimento do oceano, que caracteriza o El Niño.
O fenômeno do El Niño é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, próximas à linha do Equador que, devido a geografia do território brasileiro, causa secas na região norte e nordeste, e chuvas nas regiões do sul do Brasil. Murilo explica que perto da Oceania há uma concentração de águas quentes que, em condições normais, não chegam até a América do Sul. Entretanto, devido a algumas interações entre a atmosfera e o oceano, os ventos que mantém essa água de temperatura elevada longe da América são enfraquecidos, o que faz com que ela se disperse até o continente, ocasionando alterações atmosféricas que afetam diversas partes do mundo, incluindo o Brasil.
“Aqui, na América do Sul, isso é bastante importante porque gera um ramo de ar ascendente sobre o oceano. Porque está mais quente, esse ar é mais leve, e sobe. Consequentemente, isso gera movimentos de ar que descem sobre a região amazônica e o nordeste do Brasil”, explica Murilo. Esse ar aquecido cria condições desfavoráveis para a formação de nuvens. Assim, a umidade que não precipita no norte é transportada para o sul do país, criando condições propícias para chuvas.

As respostas atmosféricas do El Niño geralmente começam a ser sentidas após 2 meses da confirmação do fenômeno. Para isso acontecer, é preciso que a elevação da temperatura das águas a 0,5ºC acima da média persista por 3 semanas. Em maio deste ano as temperaturas ainda estavam dentro da média histórica e logo no início de junho atingiram 1,5ºC acima da média. O meteorologista explica que essa rápida transição para o El Niño é incomum e deve acelerar os efeitos do fenômeno que geralmente ocorrem apenas no período do fim do inverno e início da primavera. Para comparação, o desastre de 2023/2024 iniciou com enchentes no mês de setembro de 2023, e tiveram seu ponto mais crítico em maio de 2024, entre a primavera e o outono, período de duração tradicional do El Niño.
Tabela referente a classificação do El Niño
| CLASSIFICAÇÃO DO EL NIÑO | |
| 0,5ºC – 1,0ºC | FRACO |
| 1,0ºC – 1,5ºC | MODERADO |
| 1,5ºC – 2,0ºC | FORTE |
| 2,0ºC < | MUITO FORTE OU SUPER EL NIÑO |
Tabela produzida a partir dos dados do meteorologista Murilo Lopes.
O fenômeno já foi confirmado pela NOAA (sigla em inglês para: Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos Estados Unidos durante a segunda semana de junho e a INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) já divulgou que há 63% de chance de Super El Niño durante os meses de Novembro – Dezembro – Janeiro. Esses números significam que em 2026 pode ocorrer um dos El Niños mais intensos da história em relação a parte oceânica do fenômeno, conforme explica Murilo. “Esse alerta é reforçado porque nós estamos indo para um fenômeno que está se desenvolvendo muito rápido, que vai ser muito forte e quando há essas situações, já existe um histórico bem consolidado de impacto no Rio Grande do Sul”, acrescenta o especialista.
Apesar desse alerta, o meteorologista afirma que é difícil prever as consequências exatas do EL Niño. “Os modelos não permitem dizer, por exemplo, a questão da chuva mensal. A gente vai conseguir dizer, talvez, um mês que vai chover mais, mas se isso vai se concentrar num evento de 5 dias, se vai ser uma chuva bem distribuída, ainda tá longe para dizer.” Essa imprevisibilidade pode ser perigosa para o caso de inundações e alagamentos repentinos.
A estimativa da empresa pública de auxílio à agricultura familiar, Emater-RS (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), lançada em junho de 2026, prevê a diminuição da produção rural da safra do inverno em 22% em relação ao ano passado, uma variação de aproximadamente 1 milhão de toneladas. Isso se dá principalmente pelo trigo, que terá uma diminuição de 36,39% na produção em relação a 2025.
O gerente regional da EMATER de Santa Maria, Guilherme Godoy, explica que apesar de haver uma diminuição na safra de trigo, há um aumento na safra da canola. “A canola é uma cultura mais tolerante às adversidades climáticas que a gente vem observando nos últimos anos, especialmente em um ano que tende a ser chuvoso”. A colheita do trigo ocorre no final do terceiro trimestre de 2026, coincidindo com o período em que o El Niño começa a se tornar mais evidente. Guilherme ainda esclarece que a operação da colheita do trigo é muito sensível e, por isso, precisa de uma condição climática favorável para que a colheita seja feita com a umidade necessária para um cereal de boa qualidade

O Gráfico mostra a previsão de anomalia de chuva para o trimestre de Agosto, Setembro e Outubro desse ano. As manchas azuis indicam o desvio numérico de chuva em relação a média histórica.
(Fonte: Portal de Previsão Numérica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos)
A preocupação com as mudanças climáticas não parte só dos órgãos oficiais. Aliel Freitas Corrêa é agrônomo e evidencia que os produtores rurais já consideram a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño e de outros eventos climáticos extremos no planejamento das lavouras. Segundo ele, a adoção de tecnologias e de estratégias de manejo faz parte da rotina no campo para reduzir os impactos e aumentar a capacidade de resposta diante das adversidades climáticas. Entre as principais práticas estão o uso de plantas de cobertura e a manutenção do solo protegido ao longo de todo o ano. Essas medidas estão de acordo com as indicações da Emater-RS e ajudam a reduzir a erosão, preservar a fertilidade e aumentar a resiliência das lavouras. A empresa pública ainda orienta que os produtores tenham uma variedade de culturas, pois o desafio climático atual é intenso para depender de um tipo de atividade rural.
Essa necessidade já tem provocado mudanças no planejamento da safra de inverno na região. Diante desse cenário, alguns produtores passaram a investir em outras culturas, enquanto a maioria optou pelo cultivo de aveia e azevém para cobertura do solo, preparando as áreas para a safra de verão, segundo Aliel.
Além das mudanças no sistema de produção, os custos das propriedades rurais também aumentaram. Para enfrentar esse cenário, os produtores contam com linhas de crédito voltadas à agricultura sustentável e programas de recuperação produtiva, voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, à recuperação de áreas degradadas e à ampliação da capacidade de adaptação das lavouras às mudanças climáticas como a Terra Forte. O programa concede o repasse de R$ 30.000 para produtores de agricultura familiar aplicarem um projeto conduzido por um profissional da Emater para aumentar a resiliência climática da plantação.

Para Aliel, a combinação entre planejamento, acesso à informação, uso de tecnologias e fortalecimento das políticas públicas será fundamental para reduzir os impactos dos eventos extremos, garantir a segurança alimentar e assegurar a sustentabilidade econômica das propriedades rurais nos próximos anos.
Na prática, essa preparação já faz parte da rotina de quem vive no campo. Ao acompanhar as previsões para a ocorrência do El Niño, o agricultor André Silveira, da cidade de São Sepé, afirma que precisou reorganizar as atividades da propriedade para minimizar possíveis prejuízos. Segundo ele, tanto o manejo da pecuária quanto o preparo das áreas de cultivo foram antecipados. O gado está sendo levado para áreas mais altas como forma de prevenir perdas em caso de enchentes, enquanto o planejamento da safra de arroz começou antes do habitual.
De acordo com o produtor, a principal estratégia é deixar toda a terra preparada antes do período de plantio. Como o El Niño costuma provocar excesso de chuvas e encharcamento do solo, a intenção é aproveitar qualquer intervalo de tempo firme para realizar o plantio rapidamente. André explica que, se a preparação fosse feita apenas nesse período, haveria o risco de perder dias importantes de trabalho em razão das chuvas frequentes, comprometendo o desenvolvimento da lavoura.
Apesar de considerar positiva a antecipação dos trabalhos, já que a propriedade estará pronta para iniciar o plantio assim que as condições permitirem, o agricultor ressalta que a mudança também traz desafios. Entre eles está a necessidade de investir mais cedo em insumos, como combustível, em um momento em que os preços dos produtos agrícolas permanecem baixos. Ainda assim, ele afirma que a preparação é indispensável diante das incertezas climáticas, uma vez que tanto o excesso de chuvas quanto um eventual período de estiagem podem causar impactos significativos na produção.
O fenômeno do El Niño geralmente ocorre a cada 2 a 7 anos, mas devido ao aquecimento global, há a possibilidade de que esses eventos climáticos sejam cada vez mais frequentes. “De modo geral, como os oceanos estão mais quentes, os ventos que mantém a água aquecida do Oceano Pacífico tendem a enfraquecer como um todo. Isso leva a condições mais favoráveis para o El Niño acontecer”, afirma Murilo Lopes. Ele também explica que mesmo essa tendência é incerta pois, historicamente, nunca houve tanta energia acumulada no oceano, o que torna esse cenário novo. Não se sabe, por exemplo, se essa tendência pode estar associada a maior frequência do fenômeno, ou a fenômenos de maior intensidade ao longo dos anos.

Entretanto, outros fenômenos preocupam a produção rural do estado que vê a necessidade de um planejamento constante de resistência às adversidades climáticas. A La Niña, fenômeno oposto ao El Niño que gera períodos de seca na região, é um exemplo. Segundo Godoy, os períodos de estiagem são ainda mais penosos economicamente para a agricultura do que a chuva intensa. Esse fator comprova que, mais do que nunca, a resiliência aos fenômenos climáticos continuará sendo pauta prioritária na agricultura do Rio Grande do Sul.
Texto em parceria com a acadêmica de Jornalismo: Andressa Rodrigues
Reportagem produzida na disciplina de Jornalismo Especializado, sob orientação da professor Glaíse Palma, no 1º semestre de 2026.

Quem faz Jornalismo sonha grande. No dia 11 de agosto os acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Francisacana (UFN), realizaram uma viagem a Porto Alegre para conhecer de perto diferentes veículos de comunicação e espaços culturais. A experiência reuniu aprendizado e novas perspectivas para o futuro profissional.
Nos estúdios da RBS TV os universitários conheceram os bastidores dos principais programas de televisão do estado e acompanham a preparação de um piloto com o repórter Bruno Marsilli. O momento funcionou como um teste para uma possível participação do jornalista no programa Globo Esporte, permitindo que a equipe avaliasse sua performace diante de situações inesperadas que podem acontecer durante a programação. A visita também contou com a presença da apresentadora Alice Bastos Neves, que conversou com os acadêmicos e compartilhou uma breve fala da sua trajetória profissional.
Em seguida, o grupo seguiu para a GZH Digital, onde conheceu a estrutura das redações da Gaúcha e da Atlântida. Durante o tour, os estudantes puderam observar como funciona a produção de conteúdo e conhecer um ambiente em que diferentes formatos de comunicação convivem no mesmo espaço. A visita também teve um momento de descontração com os participantes do programa Bola nas Costas.

Além das redações, os acadêmicos também conheceram um pouco mais da cultura do Rio Grande do Sul. A visita ao Mercado Público fez parte do tour, assim como a passagem pelo Farol Santander, pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e pelo Espaço de Cultura Mário Quintana.
Para finalizar a programação, os universitários participaram de uma visita técnica e de uma aula de produção de conteúdo na Agência de Conteúdo e Assessoria Padrinho, conduzida pelo jornalista André Roca. Durante o encontro, além de André, os jornalistas Gabriela Perufo, egressa do curso de Jornalismo da UFN, e Ken Kerr Dahcew apresentaram a atuação da agência e compartilharam com os acadêmicos os processos envolvidos na produção de conteúdo.
Para finalizar a programação, os universitários participaram de uma visita técnica e de uma aula de produção de conteúdo na Agência de Conteúdo e Assessoria Padrinho, conduzida pelo jornalista André Roca. Durante o encontro, os jornalistas Gabriela Perufo, egressa do curso de Jornalismo da UFN, e Ken Kerr Dahcew apresentaram a atuação da agência e compartilharam com os acadêmicos os processos de pranejamento e produção.
A viagem foi mais do que conhecer diferentes espaços da comunicação, foi uma oportunidade de entender melhor como é o dia a dia de quem trabalha na área. Em cada lugar, os acadêmicos puderam conhecer um pouco da rotina dos profissionais, ouvir suas experiências e enxergar diferentes caminhos dentro do Jornalismo. Estar nesses ambientes e conversar com quem já atua no mercado aproxima da prática. No fim, a viagem deixou aprendizados, novas referências e a certeza de que cada experiência ao longo da faculdade também faz parte da construção do futuro profissional.












Fotos: Thine Feistauer/ Labfem
Se tem Feira do Livro, tem Nave de Histórias na Praça. E, neste ano, trazemos novidades: a estreia de autores mirins. Sete das 13 histórias inéditas desta edição foram criadas por alunos dos quartos e quintos anos da Escola de Ensino Fundamental Castro Alves. Os podcasts de contação de histórias foram produzidos a partir do projeto de extensão Nave de Histórias da Universidade Franciscana que envolve os cursos de Jornalismo, Pedagogia, Design e Letras – Português e Inglês. O formato traz a contação de histórias infantis por meio do áudio, explorando a paisagem sonora das narrativas que vão de pequenas histórias à livros completos.

As demais histórias foram produzidas a partir de livros infanto-juvenis dos autores santa-marienses Nelci Procópio, Lucas Visentini, Jacira Pedroso, Mario Luiz Trevisan e Sibele Righi Scaramussa na disciplina de Áudio para Mídias Digitais, do curso de Jornalismo, onde surgiu o projeto em 2024.
O lançamento das histórias será na segunda-feira, 10 de agosto, às 15h, no espaço dedicado aos autores na feira. A Nave estará pousada próxima ao palco da praça para que os viajantes adentrem nela e comandem o painel de controles dando play no episódio que queiram ouvir. As visitas serão das 14h às 18h15 de segunda a sexta-feira, e também nos domingo. Nos sábados o atendimento é das 10h às 18h15, até o dia 21/08, penúltimo dia de feira.

Veja as histórias desta edição e seus autores:
EMEF Castro Alves
A cachorrinha feliz, de Lara Carvalho Bonacho
A girafa baixa, de Isabella de Morais
A ovelha preguiçosa, de Davi Fontoura Avozani
A vaquinha medrosa, de Pyetro Ribeiro de Lima
O Palhaço peixe , de Ryan Jesus Barros Pereira
O tatu e o cachorro, de Verônica Müller de Moura Rosa
Os animais amigos, de Lohan Militz Jaques
Curso de Jornalismo
Cadê o Patinho, de Jacira Pedroso – produzido por Cristhian Braga
Descobertas de Basílio, de Nelci Procópio – produzido por Maria Valenthine Feistauer
Neto e a Boca do Monte, de Lucas Visentini – Produzido por Yasmin Zavareze
O fantasma de ferro, de Mario Luiz Trevisan – produzido por Emilly Pilar
Televinos, de Sibele Righi Scaramussa – Produzido por João Henrique Machado
Um Dragão no Quintal, de Nelci Procópio – Produzido por Isadora Rodrigues
E para quem não puder embarcar na Nave de Histórias durante a Feira do Livro, pode acessar os episódios no Spotify, buscando pelo perfil Nave de Histórias. As histórias também estão sendo disponibilizadas no canal da Nave de Histórias no YouTube e no perfil do Instagram.
Sobre a Nave de Histórias
Nave de Histórias é um projeto de extensão multidisciplinar coordenado pela professora Neli Mombelli, do curso de Jornalismo. As histórias, produzidas no curso a partir de obras de autores santa-marienses, são o estopim para a extensão. Os cursos de Pedagogia, através da professora Dulcineia de Toni, e de Letras- Português e Inglês, a partir da professora Talita Valcanover Duarte, e de alunos de diferentes disciplinas, levam as histórias para escolas para audição e promovem atividades que envolvem produção bilíngue e criação de novas histórias.
No curso de Jornalismo, os acadêmicos, com suporte das professoras Glaíse Palma e Neli Mombelli e da bolsista Luiza Fantinel, vão até a escola para dar oficinas de roteiro e, após, levam os estudantes da escola até a Universidade Franciscana para a gravação das histórias. No primeiro semestre de 2026, foram criadas 62 narrativas, sendo 7 selecionadas para a produção do podcast, o que envolveu 35 alunos na gravação, que atuaram como personagens e narradores.
Por fim, o curso de Design, sob orientação dos professores Roberto Gerhardt e Ciria Moro, e da bolsista Julia Kieling, acompanhada de colegas do curso e também da Arquitetura e Urbanismo, são responsáveis pela estrutura da Nave que recebe o público na feira e pelo material gráfico do projeto. São mais de 30 acadêmicos envolvidos no projeto, que também conta com o suporte técnico do professor Iuri Lammel, e dos técnicos-administrativos Clenilson Oliveira, Erick Corrêa e Jonathan de Souza, do curso de Jornalismo, e de Sandro Robert Rodrigues Vargas, no suporte de marcenaria, vinculado ao Design.
Texto de Neli Mombelli

Imagem: Ducker Grêmio
Se pararmos para refletir sobre o futebol atual do Grêmio, é impossível não perceber a falta de consistência, de identidade e até mesmo de raça dentro de campo. O clube que há poucos anos conquistava a América hoje vive uma realididade completamente diferente. Mas afinal, quando tudo começou?
Depois de 15 anos sem conquistar um título de expressão, o Grêmio voltou a elite em 2016, quando venceu a Copa do Brasil pela 5ª vez. Sob o comando do técnico Renato Portaluppi a conquista marcou o início de uma das fases mais vitoriosas da história do tricolor. Em 2017, o ápice do time gaúcho foi a conquista do tricampeonato da Libertadores da América, com um futebol que chamava atenção pela organização, intensidade e identidade. Era uma equipe que jogava junto, sabia o que fazia dentro de campo e passava confiança ao torcedor.
No ano seguinte, tudo indicava que o clube brigaria novamente por títulos expressivos. O Grêmio chegou à semifinal da Libertadores e venceu o River Plate por 1 a 0 no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A classificação épica parecia encaminhada. Mas a partida de volta na Arena mudou completamente a história. O tricolor começou ganhando, mas sofreu a virada nos minutos finais. O pênalti cometido por Bressan, após a revisão do VAR, eliminou o Grêmio e colocou o adversário na final da competição. Até hoje, muitos torcedores lembram daquela partida como um dos jogos mais dolorosos da história do clube e, por isso, talvez ali tenha começado a mudança.
Nos anos seguintes, o Grêmio ainda chegou longe em algumas competições mas já não apresentava o mesmo futebol envolvente dos anos anteriores. A equipe perdeu jogadores, perdeu força e a identidade construída entre 2016 e 2017 começou, aos poucos, a desaparecer.
Depois de uma sequência de más decisões, trocas de treinadores e um desempenho muito abaixo do esperado, o Grêmio foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro pela terceira vez. Para um clube que poucos anos antes era campeão da América, era difícil imaginar uma queda em um período de tempo tão curto.
Após conquistar o acesso em 2022, o Grêmio presenteou sua torcida na temporada seguinte com a chegada de Luis Suárez. O uruguaio foi o grande destaque de 2023 e recolocou o clube entre os protagonistas do futebol brasileiro. Apesar da boa campanha, o clube não conquistou nenhum título.
Nas últimas temporadas a instabilidade voltou a fazer parte da rotina da equipe. Talvez seja impossível apontar um único jogo ou uma única temporada como o início da queda. O que se percebe é que, ao longo dos últimos anos, o Grêmio foi perdendo a identidade. Hoje o clube vive um momento de instabilidade, marcado por mudanças constantes, resultados abaixo das expectativas e um cenário de incertezas. A eliminação na Copa Sul-Americana apenas reforçou a crise da equipe.
Mas agora, mais do que conquistar novos títulos, o maior desafio do Grêmio parece ser reencontar sua identidade e reconstruir um projeto capaz de recolocar o clube entre os protagonistas do futebol brasileiro.

Alunos da EMEF Castro Alves dão voz a personagens e vivenciam a experiência da contação de histórias na Rádio Web UFN.
Na terça e quarta-feira, 23 e 24 de junho, o projeto de extensão Nave de Histórias, da Universidade Franciscana (UFN), promoveu a gravação de narrativas criadas por estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Castro Alves. O conteúdo produzido fará parte das atividades desenvolvidas pelo projeto durante a Feira do Livro de Santa Maria.
A Nave de Histórias é uma iniciativa que reúne os cursos de Jornalismo, Desing, Letras e Pedagogia da Universidade Franciscana (UFN). Criado em 2024, o projeto tem como proposta produzir narrativas infantis em áudio, estimulando a imaginação dos ouvintes por meio de experiências e sensações sonoras. Em edições anteriores, foram desenvolvidos podcasts inspirados em obras de literatura infantojuvenil de autores santa-marienses.
Nesta edição, as crianças da escola tiveram a oportunidade de criar histórias, dar voz aos personagens dos contos fictícios e vivenciar a experiência de gravação no laboratório da Rádio Web UFN.

Crianças em dia de gravação, com professoras e monitora.
A professora Neli Mombelli, coordenadora do projeto, destaca que a experiência de gravar as próprias histórias permite aos estudantes dar vida à imaginação e ampliar horizontes. “É muito instigante para eles, porque quem criou a história agora pode dar vida a ela, junto com os colegas que ajudam a interpretar os personagens. Além disso, eles conhecem como funciona todo um processo de produção, o que também é um letramento midiático. A imaginação é o pontapé para qualquer coisa na nossa vida. Para sonhar, a gente precisa imaginar”, destaca ela.
Para a coordenadora pedagógica da escola, Naldivana Bavaresco, a parceria entre escola e universidade é fundamental para ampliar as oportunidades de aprendizagem. Ela ressalta que os projetos de extensão fortalecem essa troca e proporcionam experiências marcantes para os estudantes. “Eles ficaram extremamente motivados. Foi uma experiência que com certeza nunca vão esquecer”.
A monitora do projeto, Luiza Fantinel, destacou o envolvimento e a dedicação das crianças ao longo das atividades. Segundo ela, o entusiasmo dos estudantes foi essencial para o desenvolvimento do trabalho e ficou evidente na evolução durante as oficinas realizadas na escola e a gravação no estúdio. “Eles se disponibilizaram a aprender e treinaram bastante. Foi muito bonito perceber o desenvolvimento deles, desde as oficinas na escola até a gravação no estúdio”, relata Luiza.
O projeto Nave de Histórias segue ampliando seu alcance e estará presente na 53ª Feira do Livro de Santa Maria, de 7 a 22 de agosto de 2026. Os áudios das histórias também poderão ser ouvidos em breve na plataforma Spotify.












Fotos: Nelson Bofill/Labfem e Vinícius Gomes/Labfem
Quando a FIFA anunciou que a Copa do Mundo de 2026 seria disputada em Estados Unidos, México e Canadá, a escolha foi apresentada como um símbolo de integração. A primeira edição com 48 seleções prometia ampliar a diversidade do torneio e aproximar ainda mais diferentes culturas por meio do futebol. Em discursos oficiais, o presidente da entidade, Gianni Infantino, reforçou repetidamente a ideia de que todos seriam bem-vindos. A Copa seria uma celebração global.

No entanto, poucos dias após o início da competição, a realidade parece desafiar essa narrativa.
As manchetes que marcaram a abertura do Mundial não foram apenas sobre gols, estádios lotados ou favoritos ao título. Antes mesmo de a bola rolar, a Copa passou a ser associada a revistas em aeroportos, problemas migratórios, vistos negados, delegações submetidas a procedimentos rigorosos de segurança e profissionais impedidos de entrar no país-sede. Mais do que episódios isolados, esses acontecimentos revelam uma questão maior: até que ponto a FIFA consegue sustentar seu discurso de neutralidade e inclusão quando o torneio está inserido em um contexto político marcado por conflitos, desigualdades e disputas internacionais?
A situação mais emblemática envolve o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. Escolhido pela FIFA para integrar o quadro de arbitragem da Copa, Artan faria história ao se tornar o primeiro árbitro da Somália a participar de um Mundial. Apesar de possuir visto válido e credenciamento oficial, foi impedido de entrar nos Estados Unidos ao desembarcar em Miami. O árbitro relatou ter passado horas sob interrogatório antes de ser deportado. Dias depois, a UEFA anunciou sua escalação para a Supercopa da Europa, um dos principais eventos do calendário continental.

O episódio levanta uma pergunta difícil de ignorar, se Artan era qualificado o suficiente para ser selecionado pela FIFA e, posteriormente pela UEFA, por que não pode entrar no país que sediava a Copa do Mundo? A resposta oficial permanece vaga, mas o caso tornou-se símbolo de um problema mais amplo. A nacionalidade do árbitro pareceu pesar mais do que sua trajetória profissional.
O mesmo sentimento apareceu em outros episódios. A seleção de Senegal foi submetida a uma revista detalhada ainda na pista do aeroporto ao chegar aos Estados Unidos. A delegação do Uzbequistão passou por procedimentos de segurança envolvendo cães farejadores e inspeções rigorosas. Integrantes da seleção iraniana enfrentaram dificuldades relacionadas à emissão de vistos, obrigando a equipe a alterar parte de sua preparação. A jornalista Karine Alves, da Globo, relatou ter sido submetida a uma abordagem constrangedora durante sua entrada no país.


Separadamente, cada situação pode ser explicada como consequência de protocolos migratórios ou medidas de segurança. Juntas, entretanto, elas formam um padrão difícil de ignorar. Os casos mais repercutidos envolvem justamente representantes de países africanos, asiáticos ou nações que mantêm relações políticas tensas com os Estados Unidos.
É nesse ponto que a discussão ultrapassa o esporte.
O historiador Eric Hobsbawm afirmava que poucas atividades conseguem representar tão bem as identidades nacionais quanto o esporte. A Copa do Mundo, em especial, sempre foi mais do que uma competição de futebol. Ela funciona como uma vitrine política, econômica e cultural dos países envolvidos. Os governos sabem disso. A FIFA sabe disso. Os torcedores sabem disso.
Por essa razão, a ideia de que o futebol está completamente separado da política nunca passou de uma ideia conveniente.
A própria história da Copa confirma essa percepção. O Mundial de 1978 foi disputado sob a ditadura militar argentina. A edição de 2018 ocorreu na Rússia em meio a críticas internacionais ao governo de Vladimir Putin. A Copa de 2022 foi marcada pelos debates sobre direitos humanos no Catar. Em todas essas ocasiões, a FIFA insistiu em defender a neutralidade do esporte. No entanto, os acontecimentos recentes mostram que essa neutralidade tem limites bastante definidos.
A comparação com a Rússia ajuda a entender essa contradição.
Após a invasão da Ucrânia, FIFA e UEFA suspenderam rapidamente seleções e clubes russos das competições internacionais. A decisão foi apresentada como uma resposta necessária diante de um conflito militar de grandes proporções. Independentemente da avaliação sobre a medida, ela demonstrou que as entidades esportivas estão dispostas a tomar decisões políticas quando consideram apropriado.
O problema surge quando observamos que esse princípio não parece ser aplicado de maneira uniforme.
Enquanto a Rússia permanece afastada do futebol internacional, os Estados Unidos seguem ocupando o centro do maior evento esportivo do planeta, mesmo estando envolvidos em operações militares recentes e em conflitos diplomáticos que afetam diretamente algumas das seleções participantes do torneio. O caso do Irã é o exemplo mais evidente. A equipe chegou à Copa enfrentando dificuldades burocráticas justamente em um momento de agravamento das tensões entre os dois países.
A questão não é defender que os Estados Unidos sejam excluídos da competição ou propor uma equivalência entre situações históricas diferentes. O ponto central é outro, se a FIFA afirma que determinados comportamentos justificam sanções esportivas, quais são exatamente os critérios utilizados? E por que eles parecem variar de acordo com o peso político e econômico dos envolvidos?
Essas perguntas tornam-se ainda mais relevantes quando observamos a relação cada vez mais próxima entre a FIFA e o governo norte-americano. Nos últimos meses, Gianni Infantino intensificou sua presença em eventos oficiais relacionados à Copa ao lado de autoridades dos Estados Unidos. Em dezembro de 2025, Donald Trump recebeu o primeiro FIFA Peace Prize, criado pela entidade para reconhecer iniciativas ligadas à promoção da paz.

O episódio chamou atenção porque ocorreu justamente em um período marcado por guerras, crises diplomáticas e questionamentos sobre a atuação internacional dos próprios Estados Unidos. Mais uma vez, a FIFA demonstrou que sua relação com a política é menos distante do que costuma admitir.
Talvez seja justamente essa a principal lição dos primeiros dias da Copa de 2026.
Eduardo Galeano escreveu, em Futebol ao Sol e à Sombra, que o futebol é capaz de revelar as grandezas e as misérias do mundo que o cerca. A frase ajuda a compreender o que estamos vendo. A Copa não criou as desigualdades, as fronteiras seletivas ou as tensões geopolíticas que marcam o cenário internacional. Mas ela as tornou visíveis.
Enquanto a FIFA promove um discurso de integração global, a experiência de diferentes participantes mostra que nem todos atravessam as mesmas portas. Alguns chegam recebidos por torcedores e festas populares. Outros enfrentam interrogatórios, dificuldades burocráticas e suspeitas antes mesmo de entrar em campo.
A Copa do Mundo continua sendo um dos maiores encontros culturais do planeta. Mas os acontecimentos das últimas semanas demonstram que esse encontro não ocorre em condições iguais para todos. E talvez seja justamente aí que esteja o maior desafio da FIFA.
Mais do que organizar jogos, estádios e transmissões, a entidade precisa responder a uma pergunta que os episódios recentes tornaram inevitável, até que ponto é possível defender uma Copa para todos quando as barreiras que separam os participantes continuam sendo tão diferentes?
Porque, no fim das contas, o problema não está apenas nas fronteiras dos Estados Unidos.
Está nos limites da própria neutralidade que a FIFA insiste em defender.

No último Grande Prêmio da Fórmula 1, dia 14 de junho, a velocidade e adrenalina tomaram conta da pista de Barcelona-Catalunha, marcando o final de semana com ultrapassagens, disputa entre companheiros de equipe, safety car virtual, e é claro, Lewis Hamilton brilhando no topo novamente.
O circuito é famoso por ser utilizado para realizar os testes dos carros e motores, justamente por sua estrutura linear comparada a outras pistas. Por isso, os carros mais estáveis do grid costumam ter maior vantagem, fazendo com que esse circuito seja marcado por corridas mais cansativas e com pouca adrenalina. Mas dessa vez não foi assim.
George Russel, piloto da Mercedes, largou em primeiro lugar, na esperança de manter a posição, seguido por Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes). No entanto, durante a corrida, os pits stop, as ultrapassagens e o safety car virtual (acionado por Alonso ter saído da pista) alteraram esta ordem. Hamilton assumiu a liderança, deixando as duas Mercedes para trás.
Ambos os pilotos, Russel e Antonelli, disputavam incessantemente entre si, lutando pela segunda posição. Faltando apenas duas voltas para encerrar a corrida, Antonelli teve problemas com o carro e precisou abandonar a competição. O pódio ficou constituído por:
1º – Lewis Hamilton (Ferrari)
2º – George Russel (Mercedes)
3º – Lando Norris (McLaren- atual campeão mundial)

Quanto ao nosso brasileiro presente no grid, Gabriel Bortoleto, correndo pela Audi, largou em 12º lugar e chegou em 11º, mesmo com pequenos problemas técnicos não precisou abandonar a corrida, e quase conseguiu pontuar.
Enquanto isso, Lewis Hamilton garantiu sua 106ª vitória na Fórmula 1, após 2 anos sem vencer. O piloto também conquistou sua 7ª vitória no circuito de Barcelona, batendo o recorde de Michael Schumacher, pois ambos estavam empatados com 6 triunfos.
Após períodos críticos com o desempenho de sua Ferrari, Lewis nunca havia ficado em primeiro lugar no pódio pela escuderia. Agora, tanto a Ferrari quanto Hamilton estão de volta ao pódio e aos holofotes do esporte, reerguendo a equipe e fazendo história.
Infelizmente, durante esta corrida, Charles Leclerc, companheiro de equipe do 7 vezes campeão mundial, abandonou o carro nas voltas finais do GP, por um problema técnico na direção e não conseguiu pontuar.
Mesmo assim, a equipe demonstrou estar forte este ano, se fazendo presente no pódio em 5 das 6 corridas de 2026. Presenciamos mais uma vez Hamilton brilhando, dessa vez com uniforme vermelho e emoção nos olhos. Será que Lewis entra com tudo na disputa por seu oitavo título mundial esse ano?






Fotos: Foto: XPB Images