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LAI: a lei que garante o acesso às informações públicas

As inteligências artificiais tem movimentado o mundo nos últimos anos. Em 2022, com o Chat GPT, foi lançada uma nova maneira de se comunicar e produzir matérias, reportagens, artigos e trabalhos. A informação deve ser completa

Vem aí a 10 º edição da MIPA

As inscrições para a 10 ª edição da Mostra Integrada de Produções Audiovisuais – MIPA estão abertas e vão até o dia 10 de novembro pelo formulário disponibilizado no site oficial do evento. O tema deste

Aquele em que um de nós se foi

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Por motivo de segurança, usamos pseudônimos nas matérias Foto: Vitória Gonçalves

“Tenho minha faca nos pés e meu facão lá atrás. Não tem como andar com arma de fogo, apesar de saber manusear e ter anos de prática, acho mais arriscado”, desabafa Ricardo*. Nunca parar no exato endereço sinalizado, sempre uma ou duas casas antes e não trabalhar de madrugada. Essas são só algumas precauções que o motorista de aplicativo toma na sua rotina nas ruas de Santa Maria.”

Possivelmente essa seja a realidade dos cerca de 900 mil motoristas de aplicativo no Brasil segundo pesquisa de 2021, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o que equivale a 8 Maracanãs lotados. Do outro lado da moeda, existem aqueles que fazem parte de redes de proteção, grupos de pessoas que se unem com objetivo de manter a segurança.  Um exemplo disso é o grupo Família Madruga, criada em março de 2020 por Nelson*. E ele mesmo explica como foi fundação dessa rede de proteção:

Entrevista realizada com motorista de aplicativo (Madruga):

Mesmo sendo minoria no ramo, Caren* afirma que nunca teve problema algum. “Não tem preconceito, é incrível. 99, Uber e Madruga eu só dirijo para o público feminino, optei de um tempo pra cá, não por ter acontecido alguma coisa, só por um conforto maior. Nunca senti diferença”. Apesar dessa tranquilidade, ela conta que raramente acontecem alguns incômodos, mas sempre a ajuda da Família Madruga aparece. “Já houve casos de pegar passageiros em final de festa e não querer pagar, quer prevalecer, esse tipo de coisa, aí entra a ajuda dos meninos”, ressalta.

 

Entre esses 164 motoristas, todos são selecionados a dedo pelos administradores do grupo. As regras são impostas a todos antes de aceitarem participar de uma Família e ser monitorado a todo momento que estiver trabalhando.

 

Com o lema JUNTOS, SOMOS MAIS FORTES e com regras disciplinares rígidas é que o Madruga se sustenta e consegue manter a fidelidade tanto dos usuários quanto dos motoristas. No início haverá um período de teste de 15 dias, onde você utilizará o #FAMÍLIAMADRUGA no carro. Após esse período, se você cumprir as regras, receberá o adesivo oficial. O fato de não obedecer às regras ou dependendo da gravidade do evento, o membro será chamado para conversa e recebe uma advertência, na terceira chamada é retirado do grupo.

Ainda se destaca o zelo dos gestores em manter a qualidade do relacionamento com o cliente e buscar atender corridas com rotas incomuns. Dessa forma exigem que participem de eventos sociais e confraternizações do grupo, usar o Zello (software de comunicação com linguagem de rádio) apenas para comunicar corridas suspeitas e não avisar sobre BLITZ no ZELLO e nem no grupo.

Ainda há regras sobre publicações dentro do grupo que proíbem sobre quaisquer posicionamentos: pornografia, política, futebol, defender plataformas, religião, preconceitos (homofobia, etc.), usar a imagem do grupo em vão, criar grupos paralelos (Zello, WhatsApp, etc, com a finalidade de monitoramento, rastreamento, etc) ou qualquer outro fim, que possa ser caracterizado como um subgrupo dentro do Família Madruga e não discutir no grupo.

Se acostumar com o monitoramento não é uma tarefa fácil, Caren* é responsável pela contratação e demissão do grupo, como sempre esteve presentes em empresas, se sente à vontade desempenhando essa função. “O meu material carrego dentro do carro, tenho minha agenda, minhas anotações, tenho meus adesivos, quando eu vejo algum carro desbotando o adesivo, já tiro a foto e entro em contato para arrumar. Tenho todo suporte dentro do meu carro e entre uma corrida e outra vou me organizando na agenda”, assim a motorista conecta o seu passado com o presente. 

O dia a dia

Imagem: Freepik

“Já Ricardo* desempenha apenas uma função, a de motorista. E por levar a risca sua rotina, está acima de 90% de seus companheiros de trabalho, segundo relatório enviado pelo próprio aplicativo da 99. “Só tenho três segredos: levantar cedo, tomar banho e ir trabalhar”. 

Como os outros do ramo, ele também tem uma meta para cumprir no seu dia a dia e segue o pensamento de aceitar todas as corridas.

““No 99, quando começa a cancelar corridas, parece que eles começam a te deixar meio de lado. O motorista nunca perde, é um real que tu não tem”, afirma.

A famosa ‘meta’ é o que norteia a maioria dos trabalhadores desse ramo. Nelson* explica que foi por isso que mudou completamente sua vida. Em 2003, era dono de uma construtora na cidade de Canoas, cobrava R$750,00 o m², porém com a instabilidade econômica do Brasil, o valor foi caindo até R$450,00 em 2015. Para fins de parâmetros econômicos, a inflação do país saltou de 6,41% em 2014 para 10,67% em 2015. Foi assim que, em 2017, com esse desbalance fiscal, que resolveu migrar para a área de transporte de passageiros com uso de aplicativo de mobilidade que, na época, estava em crescimento exponencial. Ironizado por um amigo que no momento estava lucrando, ele foi incentivado a se aventurar nessa nova jornada. “Vou me reinventar. No primeiro dia tirei R$380″, afirma. A partir daí, desse primeiro ganho, viu a possibilidade de ganhar mais do que no seu antigo trabalho e está até hoje no ramo. Atualmente, a meta de Nelson é de R$350,00 por dia: “Eu corro até atingir minha meta, se for 23h, 00h. Se eu atingir às 2h, vou para casa, durmo e 6h estou de pé de novo”, explica. Além de metas diárias, o motorista também lida com uma meta mensal de R$4.500, “É o que considero saudável para mim”.

O valor de R$ 350,00 diário parece ser a meta buscada entre a maioria. Com Ricardo* também é assim. Ele explica que o motorista que trabalha com vontade, atinge a meta sempre e que quando o movimento está bom sempre é válido continuar trabalhando. Assim é que Ricardo* lucra de R$6.000 até R$7.000 no mês. “Quando eu vou receber o que ganho trabalhando no 99, trabalhando num serviço fixo, não tem. Já trabalhei na Prosegur, transporte de valor e não ganhava a mesma coisa, é bem mais estressante, fora o risco que a gente corre”, destaca.

Nem tudo são flores

Era por volta das 05h30 da manhã enquanto José* dirigia seu Onix prata, em mais um dia de trabalho. Sua profissão? Ele era motorista de aplicativo. José descia a Avenida Presidente Vargas para levar um passageiro aqui, subia a Borges de Medeiros para levar outro passageiro ali, um fim de noite e começo de manhã calmo e pouco movimentado. Até que surge mais uma corrida no monitor do seu celular. O aplicativo da 99 indicava que aquela corrida era de risco, então José*, prontamente pegou o celular, e colocou para gravar aquele trajeto. O celular estava apoiado no suporte para GPS e estava apontado para dentro do carro, dando a visão de toda a parte interna do veículo. O motorista, então, se dirige para o local indicado com uma certa insegurança, porém segue normalmente, ele já tinha feito esse tipo de corrida outras vezes e era um homem experiente. Ele chega no local indicado, e aguarda o passageiro chegar. Após alguns minutos de espera, tendo somente sua rádio para lhe fazer companhia, o passageiro entra e eles seguem para o lugar indicado. O passageiro se chama Alexandre*, de 27 anos, que na ocasião em específico, se encontrava um pouco alterado. Eles então seguem para o endereço, e o homem vai guiando o motorista pelo caminho. Ele fala de maneira alta e com muitas gírias na sua linguagem. Eles então pararam na casa de um amigo desse homem. O jovem coloca a parte do corpo para fora da janela do carro e começa a gritar o nome do amigo. Um tempo depois ele entra no carro, e os três seguem viagem para mais um destino.

Na viagem o homem conversa com seu amigo e ao mesmo tempo com José*. Ele está falando sobre sua história, até que menciona um fato que deixa José* com uma insegurança maior ainda. Ele tinha saído há duas semanas da prisão. Seu crime? Quatro homicídios. O rapaz começa a falar da sua vida na cadeia e como se arrependia de ter vivido tudo isso. Ele tinha passado três anos atrás das grades e havia perdido toda sua família. Ele confessa que o seu primeiro homicídio foi por um homem ter o chamado de “filha da puta”. Por mais que ele demonstrasse arrependimento pelos anos que passou na prisão, sentia um certo orgulho ao comentar sobre as mortes. José*, sentia que o arrependimento do rapaz não era por ter cometido os crimes, mas sim por ter sido pego. O carro para e o homem sai permanecendo somente o seu amigo. José aproveita a brecha para perguntar se eram verdadeiras aquelas informações. O amigo confirma , mas indica que o homem é tranquilo. Ele então cansado de esperar Alexandre, sai do carro e vai buscar ao encontro do amigo. 

José* fica alguns bons minutos esperando os dois com o motor do seu carro ainda ligado. Então subitamente Alexandre entra no carro extremamente revoltado. Aparentemente, ele havia sido enganado em um esquema que o fez perder dinheiro. O homem grita e demonstra sua completa insatisfação desferindo insultos e ataques verbais a quem quer que os ouça. Ele então faz uma ligação extremamente agressiva para um ex-companheiro de negócios. Na ligação, ele cobra uma dívida o insultando e ameaçando de morte. Alexandre, diz que o ex-companheiro precisa pagar a dívida e se não o fizer, ele vai na casa matar o próprio, sua mãe e filhos. Alexandre*, revoltado, diz a todo tempo que não tem nada a perder e que se precisar voltar para prisão. José* se sente completamente inseguro e aflito, pois nunca tinha passado por uma situação dessas. José* segue dirigindo calado, pois não quer causar nenhum movimento brusco que possa fazer o homem se revoltar contra ele próprio. Nesse momento, José* só pensa em voltar em segurança para sua mulher e filhos. A noite está fria mas o Motorista está suando e totalmente alerta, sabe que um leve descuido pode custar sua vida. Alexandre*, no auge da sua raiva grita o no telefone e diz: “O QUE? O QUE TU FALOU?”. Ele desliga o telefone completamente transtornado e obriga José* a encostar o carro. José* está confuso e não sabe como reagir. Alexandre*, começa a gritar e insistir cada vez mais para que o motorista encoste o carro. Ele então o ameaça dizendo que vai o matar caso não pare. Ele está muito seguro disso e não tem nada a perder. “PARA O CARRO, PORRA! OU EU VOU TE MATAR”. Ele então encostou a pistola no ombro de José e ele para imediatamente. Ele obriga o motorista a descer do carro o xingando e ameaçando. José* antes de descer do carro, pega o celular que estava gravando toda a corrida. Mas Alexandre*, arranca de sua mão e entra no carro, que agora é seu veículo de para cumprir sua missão.

 José* se encontra totalmente devastado, seu carro e todos seus pertences foram subitamente tirados de de suas mãos, mas o que Alexandre* não sabia é que José*, no último momento antes de sair do carro em ato de pura coragem, conseguiu retirar a chave da ignição e levar consigo. O carro de José, possui um sistema chamado keyless, onde o carro só funciona com a chave próxima ao veículo. Então Alexandre*, foge com o carro, mas não vai muito longe. No carro, ele fica sem entender e completamente transtornado, sai do veículo e começa a vasculhar os pertences de José*.

 Após escutarem que seu companheiro estava passando por perigo extremo, a rede de proteção da família Madruga foi ativada. A corrida já estava sendo monitorada e os administradores do grupo estavam escutando tudo que o que estava sendo falado na corrida. Imediatamente, com o sinal de alteração do passageiro, o grupo encaminhou veículos para prestar suporte a José. O primeiro que chegou no local foi Rodrigo*, que avistou Alexandre* procurando qualquer coisa que pudesse levar consigo. Então então grita “esse carro é do meu colega!” e instintivamente parte para cima do homem. Ele consegue derrubar Alexandre* e tentar imobilizá-lo, porém, o homem consegue fugir deixando tudo para trás, inclusive o seu próprio celular. Após isso, Rodrigo* foi procurar José* e o encontrou a duas quadras de distância onde estava escondido. José* estava claramente abatido e sem reação. Foi para casa, tomou um banho demorado e ficou pensando em tudo o que tinha passado. José* levou algumas semanas para superar o que tinha vivido e voltar a normalidade, mas quando se passa por um trauma desses, o medo nunca é totalmente superado.

Mesmo com a convivência com o risco e o perigo diariamente, para a maioria dos motoristas de aplicativo de Santa Maria, o maior problema não são os assaltos e o medo de não voltar para casa, mas sim o trânsito. Ricardo* diz que o maior risco não é trabalhar de madrugada e os passageiros: “Eu já dirigi daqui até Fortaleza e voltei, deu 15.700km, passando por várias cidades. O trânsito de Santa Maria é o pior”.

Caren* segue o mesmo pensamento e destaca que, por conta disso, é necessário sempre cuidar do mental, ter controle de si e ainda saber a hora de parar. “O nosso trânsito é bem complicado. É bem cansativo realmente, mas quando tu vê que não tá legal, que tu tá muito estressado, é bom ir pra casa dar uma descansada”, complementa.

 

Trabalhar diariamente como motorista de aplicativo pode gerar alguns riscos, como vimos  no caso de José*. O motorista está exposto e sempre está sujeito a sofrer algum tipo de violência. Porém em alguns casos esse fato sofrer exceções, Nelson* explica que depois de um certo tempo os Madrugas passaram a ganhar um certo respeito nos bairros perigosos da cidade: “Às vezes pedem corrida na Cipriano, por exemplo, e os motoristas não vão. Nós vamos. Porquê às vezes é uma mãe de família que está querendo sair com seu filho ou uma pessoa doente que está querendo ir para o hospital. Então os traficantes enxergaram isso como um “serviço prestado à comunidade”. Então toda vez que veem o adesivo da empresa eles pensam “Madruga não”, explica.

 

A rede de proteção pode ser um prato cheio para motoristas que querem transgredir as leis, visto que estarão assegurados por um monitoramento em tempo real, dando total segurança para cometer seus crimes. Porém, Nelson* explica que estão sempre monitorando qualquer atitude ou rota suspeita. “Não aceitamos qualquer tipo de envolvimento com drogas. Já denunciamos dois motoristas que foram presos por envolvimento com drogas “, explica. Esse monitoramento se dá através de analisar as rotas do motorista e verificar se existe algum tipo de padrão. Havendo a suspeita de algum tipo de atividade ilícita isso é investigado a fundo e passado para a polícia. Nelson* explica “nós temos uma relação excelente com a polícia. Se identificarmos qualquer atitude suspeita de um motorista nosso, nós entregamos a placa do carro”, conclui. 

 

 

 

 

Mais um ponto que tem feito parte da rotina dos motoristas de aplicativo ultimamente, é a discussão sobre direitos trabalhistas. Em setembro de 2021, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) apresentou um projeto de lei que classifica os motoristas de aplicativo como trabalho intermitente, ou seja, a prestação de serviço de forma esporádica e que deve ser regulado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Porém, é necessário saber o que os próprios motoristas de aplicativo pensam sobre isso.

Caren* explica que a situação tem que ser bem analisada: “Pelo menos pra mim do jeito que está, está bom, porque dentro disso tem que ver imposto. 99 e tal são corridas de valores bem baixos, então para alcançar um valor X tem que fazer muitas corridas no dia, aí se tu for pagar um valor X alto, não vale a pena”. A motorista conta que utiliza o MEI (Microempreendedor Individual), o que fornece um salário mínimo. “Praticamente não é nada, mas dá pra comer. Todo mundo corre atrás de salário, as pessoas trabalham de 12 a 15h para fazer seu salário”, desabafa.

 

Para Ricardo* ainda existem mais dúvidas que certezas com essa questão: “Como vai ser feito uma análise em cima desse salário? Como vai ser feito esse trabalho pra ver quanto  será o salário? Porque o cara vai trabalhar 5h e eu vou trabalhar 12h e vai ganhar a mesma coisa que eu. Eu acho complicado.”

Reportagem produzida na disciplina de Jornalismo Investigativo, no 2ºsemestre de 2022,  sob orientação da professora Glaíse Bohrer Palma.

As inteligências artificiais tem movimentado o mundo nos últimos anos. Em 2022, com o Chat GPT, foi lançada uma nova maneira de se comunicar e produzir matérias, reportagens, artigos e trabalhos. A informação deve ser completa para o público em qualquer plataforma. Respaldado por lei, qualquer cidadão tem o direito de reclamar e ter acesso a qualquer informação complementar à matéria caso considere importante. Para garantir isso, existe a Lei de Acesso da Informação (LAI). Por meio dela, pode-se obter informações sobre dados e estatísticas das esferas municipais, regionais e federais. A LAI é proveniente da lei internacional Freedom of Information (FOI).

Embora a lei garanta o acesso, ela nem sempre funciona. Além disso, há também a questão do quanto as pessoas consomem ou não notícias. Iuri Lammel Marques, coordenador do curso de Jornalismo da UFN, ressalta que o país apresentou em décadas anteriores baixos índices de busca e assinatura de jornais porém, com uso das redes sociais, o Brasil se tornou um dos países que mais consome diariamente os meios digitais de comunicação. “Uma pesquisa dos anos 90 trouxe dados sobre a comparação entre o Brasil e a China sobre o acesso a informação. A pesquisa mostrou que 90% dos chineses liam o jornal em seu cotidiano, enquanto aqui eram 10 % de leitores “, relembra o coordenador. Sobre a Lei de Acesso à Informação, Iuri destaca que ela pode ser utilizada dentro do meio jornalístico de modo que o jornalista pode ter informações sem precisar consultar autoridades, por exemplo, mas pontua que há um adendo que garante ao Estado o direito de não responder certas questões, caso seja questionado.

Coordenador do Curso de Jornalismo, Iuri Lammel aborda sobre o cuidado com as Fake News. Foto: Luiza Silveira/LABFEM

Segundo Marques, o Brasil tem muito conteúdo noticiado, mas o principal problema é que, mesmo com o fácil acesso, as informações publicadas nem sempre são confiáveis, especialmente devido à agilidade na produção e distribuição por qualquer pessoa. “O problema está em como as notícias são compartilhadas no meio digital e, devido ao crescimento dos influenciadores digitais, a informação por vezes perde a qualidade”, pontua Marques.

Em outubro deste ano o Ministério de Comunicações participou de forma remota do 18 ª Fórum de Governança da Internet da ONU que está ocorrendo em Kyoto, Japão. No evento, foi apresentado o Projeto Norte Conectado desenvolvido por Natália Lobo, diretora do Departamento de Política Setorial da Secretaria de Telecomunicações (Setel), que tem por principal objetivo expandir a infraestrutura da Região da Amazônia por meio de 12.000 fios de fibra ótica auxiliando no acesso à internet em escolas, hospitais e comunidades de 59 munícipios. O projeto atua dentro de quatro esferas da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Chile é precursor na Lei de Acesso à Informação na América Latina

Chile é o país da América Latina com a legislação mais moderna sobre o tema. A lei foi aprovada pelo governo chileno em 2008, por meio da Corte Interamericana de Direitos Humanos que a adotou devido ao caso Reyes.

Em 1998, a organização ambientalista Fundacíon Terriam, formada pelos empresários Marcel Claude Reyes, Sebastián Cox Urrejola e Arturo Longton Guerrero, moveu uma ação no tribunal chileno contra o Comitê de Investimentos Estrangeiros (CIE) em razão da falta de transparência em relação aos dados do Projeto Rio Condór, alegando ser um projeto de exploração florestal que impactaria de forma negativa.

Claude Reyes enviou cartas ao Vice – Presidente Executivo do Comitê de Investimentos Estrangeiros (CIE) solicitando dados sobre os contratos firmados entre o Comitê e o Estado. Ele também pedia informações sobre a identidade dos investidores de outros países para a iniciativa do projeto. Mesmo assim, as informações continuaram vindo de forma incompleta.

No final daquele ano, os sócios abriram uma ação na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Após 5 anos de espera, a Corte IDH decidiu a favor da organização, considerando o direito a liberdade de expressão e informação.

A 1º edição do Santa Summit, evento de inovação e empreendorismo, será realizado no próximo final de semana, dias 24 e 25 de novembro no Mercado da Villa Belga. O evento é aberto ao público e contará com a presença de + de 60 speakers (palestrantes) divididos em três palcos dos mais diversos ramos de educação e negócios. A proposta do evento colaborativo é de posicionar Santa Maria como um polo de educação, inovação e empreendedorismo. Os ingressos estão a venda no site do evento e custam R$ 50 para a o público em geral e R$ 25 para estudantes, que devem apresentar o comprovante da matrícula na hora do pagamento. A UFN é uma das universidades apoiadoras da iniciativa e atua por meio do Parque Tecnológico, o ITEC Park.

Segundo Lissandro Dalla Nora, diretor do ITEC Park, a participação da UFN no evento é uma oportunidade para a região central visualizar as ações desenvolvidas pela Universidade Franciscana que impactam na economia e sociedade. “A atuação da instituição dentro do Santa Summit estará distribuída na ação de apresentação do ITEC Park UFN e a participação de empresas e startups apoiadas pela universidade, bem como a apresentação de tecnologias desenvolvidas em conexão com a comunidade local”, ressalta o diretor.

Lançamento do evento ocorreu no dia 27 de outubro. Foto: divulgação

O Santa Maria Summit é dividido em sete trilhas de conteúdo:

  • Educação Empreendedora: Aprenda como a educação pode ser um agente de transformação dentro do mundo corporativo;
  • Marketing e Vendas: Estratégia de Marketing e venda consultiva;
  • Cidade Empreendedora: Descubra como as cidades podem ser empreendedoras;
  • Inteligência Artificial: Como implementar soluções de IA para a sua empresa;
  • Startups e Investimentos: Explore este mundo empresarial;
  • Negócios e Varejo: Estratégias de negócios e gestão virtual ou física de uma empresa;

O Santa Summit é realizado pela Inova Centro, ADESM (Agência de desenvolvimento de Santa Maria) e a Prefeitura Municipal de Santa Maria em correalização com o SebraeX um braço de apoio a startups, e conta com + de 60 instituições parceiras.

Tirar a primeira habilitação é o sonho de muitas pessoas. Porém, a cada ano que passa é perceptível um aumento do valor da CNH. De acordo com o site do G1, do ano passado pra cá a carteira do tipo B, exigida para dirigir carros, teve um aumento de R$ 137,28 passando de R$ 2.336,56 para R$ 2.473,84. Já para a categoria AB, que inclui carros e motos, o valor foi de R$ 3.937,07 para R$ 4.167,69, reajuste de R$ 231,62. O preço atual da carteira tem sido criticado por grande parte dos gaúchos.

Para tirar a primeira habilitação do tipo B no Rio Grande do Sul é preciso investir R$ 2.473,84. Imagem: Freepik

Em uma pesquisa realizada via Instagram, 79 pessoas responderam. Dessas, 77 disseram que acham caro o valor da carteira, e apenas 2 pessoas não consentiram. “Acho um preço inacessível para boa parte da sociedade, tornando algo “elitista” o que deveria ser um direito de todos”, disse a estudante de Direito Maísa Cecília Filipini Vasconcelos, de 19 anos.

No ano de 2022, o Rio Grande do Sul foi considerado o estado com a CNH mais cara, chegando a custar R$ 2.714,10 (época em que ainda era obrigatório fazer a pratica no simulador). Ingrid Carvalho, universitária, relata: “Sou de Curitiba e o valor no Rio Grande do Sul é quase o dobro do que na minha cidade, a diferença é tanta que não penso em tirar aqui”. Essa diferença pode ser encontrada no valor da categoria AB (carro e moto) entre os estados. Em uma consulta feita através da auto escola Ella no Paraná, o custo total para tirar a primeira CNH nesta categoria é de R$ 3.427,14 (cursos + taxas). Já no Rio Grande do Sul, o CFC Maciel orça um valor de R$ 4.167,69 (curso + taxas).

A Diretora geral do CFC Maciel de Caçapava do Sul Jacqueline Ferreira Maciel comentou sobre o que leva aos reajustes anuais da CNH: “Existe uma portaria do DetranRS para todos os CFCs, onde baseiam-se na UPF (Unidade de Padrão Fiscal), índice este corrigido conforme a inflação dos 12 meses anteriores a suba”. Ela ainda ressalta que este aumento provém também de melhorias e investimentos: “Estamos sempre inovando em nova frota de veículos que condizem com a necessidade dos futuros motoristas, sem falar na alta dos custos de manutenção, combustível dos veículos que reajustam praticamente mensalmente e o aumento do salário dos instrutores”. Apesar do aumento do custo da CNH, Jacqueline afirma que a procura para tirar a primeira habilitação ainda segue alta.

As inscrições para a 10 ª edição da Mostra Integrada de Produções Audiovisuais – MIPA estão abertas e vão até o dia 10 de novembro pelo formulário disponibilizado no site oficial do evento. O tema deste ano é Acelerações e Permanências e é organizada pelo Laboratório de Produção Audiovisual de Jornalismo e PP (Labseis), com a supervisão da professora Neli Mombelli. A Mostra tem como objetivo dar visibilidade às produções audiovisuais em cinco categorias: ficção, documentário, vídeo experimental , videoclipe e animação. São válidas as produções feitas a partir de 2022 com duração máxima de 20 minutos, e podem se inscrever alunos ou egressos da instituição.

A seleção dos candidatos será divulgada no dia 28 de novembro através do Instagram do Laboratório e no site da mostra.

10 º edição está com as inscrições abertas. Foto: divulgação

Conheça mais sobre os curadores da mostra:

  • Luiza Chamis: Formada em Jornalismo com pós – graduação em Cinema pela UFN. É mestra em Cinema e Artes do Vídeo pelo PPG – CIVEAV da Universidade Federal do Paraná (UNESPAR), e pesquisadora nas áreas de documentário e animação dentro do audiovisual;
  • Julia Trombini: Formada em Jornalismo pela UFN e Artes em Vídeo pela UNESPAR. Possui experiência em assuntos relacionados a documentários, fotografia, representações, estudos culturais e diaspóricos;
  • Julio Cezar Neto: Graduado em Publicidade e Propaganda pela UFN, atuou durante os 4 anos do curso dentro do Labseis e ganhou diversas premiações ao longo deste período, entre elas o prêmio de melhor vídeo de apresentação do Madrugadão da Universidade Feevale, em 2019. Atualmente é empresário com sua marca JCZИ e compõe a equipe de audiovisual da agência DG5 em Santa Maria/RS
  • Bianca Zasso: É jornalista, crítica de cinema e cineclubista. Doutoranda em Filosofia na UFSM , mestra em Ensino de Humanidades e Linguagens e especialista em Cinema pela UFN. Atualmente, é produtora de conteúdo na Padrinho Conteúdo e Assessoria e editora e sócia do projeto Formiga Elétrica. Foi colunista de cinema por 10 anos no site Claudemir Pereira.
Matthew Perry tinha 54 anos. Imagem: famezone.ru

Hoje o céu ganhou um comediante! Na tarde do último sábado, 28 de outubro, Matthew Perry foi encontrado sem vida em sua casa em Los Angeles. Segundo o TMZ, estima-se que o ator tenha morrido de um afogamento acidental.
Matthew ficou conhecido por seu personagem Chandler, na série Friends, de 1994.
Mesmo após 20 anos da exibição do último episódio, a série movimenta mais de um bilhão de dólares todos os anos, apenas com a venda de direitos de exibição para canais de TV e serviços de streaming.
No TikTok e no “X” internautas publicaram suas homenagens e seus depoimentos, contando como a série ajudava a ver a vida de forma mais leve e feliz. Para mim não é diferente. Sempre vi Friends como um bote salva vidas, que me tirava do fundo do oceano e me trazia de volta para a luz. Assistir alguns episódios após um dia difícil sempre foi bom. Embora nunca o tenha conhecido pessoalmente, senti a morte de Matthew como se fosse de um amigo próximo, afinal, amigos não nos ajudam em momentos difíceis?
Falar de Matthew Perry como Chandler é falar sobre alguém que lutava contra o vício, ao mesmo tempo em que fazia milhares de pessoas rirem através do seu personagem. É falar sobre uma pessoa que viveu vários anos da sua vida cercado de fãs que o amam e consideravam-se seus amigos. Como contou em seu livro: “Amigos, amores e aquela coisa terrível” enquanto vivia os anos de glória do Chandler, Matthew secretamente lutava contra o alcoolismo e apesar de sentir-se incapaz de ser amado, seus colegas de elenco nunca o abandonaram. Acredite, Matthew Perry, sua memória jamais será esquecida! Você, será eterno enquanto cada fã de Friends viver. Você fez história e será lembrado em cada piada e comentário sarcástico do seu personagem, para sempre!
Adeus, Chandler Bing.


A Biblioteca Pública Municipal de Santa Maria Henrique Bastide completa este mês 85 anos de existência. Para comemorar, a Prefeitura Municipal de Santa Maria, através da Secretaria da Cultura, está promovendo atividades culturais ao longo do mês de outubro.

Desde 1992 a Biblioteca está na sua atual sede. Imagem: arquivo.

A biblioteca foi criada em 1938 e, originalmente era localizada na Rua do Acampamento , no prédio que pertencia a Sociedade Italiana. Depois ficou localizada um tempo junto ao Teatro Treze de Maio. Somente em 1992 a instituição foi para a sua atual localização. No ano de 1956 através da Lei Municipal número 511 a instituição passou a ter o nome que possui hoje em homenagem ao seu idealizador e diretor. A instituição conta com um acervo de 40.000 livros, que consta com livros raros como a Divina Comédia de Dante Alighieri, publicado em Italiano. Além disso, há vários setores de revistas, periódicos, empréstimos, área infantil e espaços para o público ler e estudar.

Qualquer cidadão pode ser sócio da Biblioteca. Para isso é só ir até o local com uma foto 3×4, carteira de identidade e comprovante de residência. Sendo sócio há possibilidade de levar dois livros por vez , conforme a disponibilidade , que conta com prazo de 7 dias para ler e pode renovar o prazo pelo telefone da Biblioteca. O espaço funciona de segunda a sexta – feira das 7h30 às 16h30. Para mais informações entre em contato através do telefone (55) 3174-1560 ou pelo e – mail bhenriquebastide@gmail.com .

Na próxima terça-feira, dia 31 de outubro, haverá o lançamento do livro com os premiados do concurso Felipe de Oliveira 2021/2022 no Theatro Treze de Maio às 19h, encerrando a programação do mês de aniversário.

 

Na última segunda-feira, 23 de outubro, alunos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana realizaram visitas técnicas ao Diário de Santa Maria e RBS TV sob a orientação das jornalistas e professoras Sibila Rocha e Glaíse Palma.

Estudantes de Jornalismo no Diário de Santa Maria. Foto: Felipe Perosa/Arquivo Pessoal

Na RBS, os jornalistas Fabiana Lemos e Bernardo Barcellos receberam o grupo e explicaram sobre a rotina de uma emissora de TV. Já no Grupo Diário os alunos foram recepcionados por Sione Gomes, editora de cultura do Grupo Diário e professora do curso de Jornalismo, e Kellen Caldas, editora da TV Diário. Elas mostraram os espaços e comentaram sobre a rotina produtiva nos meios digital, rádio, impresso e TV.

Veja algumas fotos das visitas:

Imagens por: Nelson Bofill e Luiza Silveira/LABFEM

Rian Lacerda, aluno do 2 º semestre de Jornalismo, ressalta que atividades externas como essa trazem um senso de conhecimento do que será a vida de jornalista pós – faculdade. “Fiz uma apresentação ali no Jornal do Diário, mas foi na brincadeira. No entanto, é um grande aprendizado para a minha vida ver como as práticas funcionam no mercado de trabalho.”, pontua Lacerda.

Segundo Luiza Fantinel, aluna do 2 º semestre do curso, destaca que “A experiência do passeio foi incrível pra mim, agradeço muito a universidade por ter essa oportunidade. Nós aprendemos aqui na faculdade com teoria e prática. Ver os lugares onde a gente vai poder aplicar e por em prática todos esses conhecimentos chega a ser mágico, é um momento que eu vou guardar comigo”, finaliza Luiza.

A professora Sibila Rocha destaca que este tipo de iniciativa proposta pelo curso serve como uma ponte entre a universidade e o mercado de trabalho, pois traz uma experiência de práticas e rotinas jornalísticas, também trazendo um entendimento das tendências atuais de para onde o jornalismo está caminhando. “As redações dos veículos de imprensa demonstram o contemporâneo e para nós, que estudamos as práticas conectado ao teórico, possui uma alta relevância”, finaliza a professora.

Uma pesquisa divulgada pela JUCIS – RS (Junta Comercial, Industrial e Serviços ) do Rio Grande Do Sul no final do mês de junho de 2023, mostrou que a cidade de Santa Maria subiu no ranking estadual em abertura de empresas e ficou em 5 º lugar. Vale ressaltar que na última pesquisa, ainda no ano de 2021, a cidade estava em 7 º lugar.

Desde outubro de 2022, Santa Maria vem atuando através do programa do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) conhecido como Cidade Empreendedora. O programa tem como principal objetivo auxiliar os servidores e gestores na implantação de empresas através de ações de políticas públicas por meio de alguns eixos que visam, entre outras coisas, capacitar prefeitos, secretários e servidores para que haja um melhor resultado; trazer melhorias para simplificar e dar agilidade às empresas; valorizar as pequenas empresas por meio da Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas; gerar uma cultura de empreendorismo.

Na segunda quinzena de setembro foi inaugurada a Sala do Empreendedor, projetada pela Prefeitura de Santa Maria por meio da Secretaria de Licenciamento e Desburocratização em parceria com o Sebrae, que tem como objetivo facilitar os processos que toda empresa precisa ter, além de serviços exclusivos ao MEI (Micro Empreendedores Locais).

Na sala, o empreendedor conta com um agente de negócios para ajudar na produção da empresa, além de receber orientações sobre como abrir ou gerir uma empresa. A sala fica aberta das 8h30 as 13h30, e está localizada na Rua André Marques, nº 820, 10º andar. Mais informações você pode ter através do WhatsApp (55) 99155 – 3086 ou pelo e – mail: saladoempreendedorsantamaria@gmail.com

Galeria de imagens da Inauguração da Sala do Empreendedor

Imagens: Secretaria de Comunicação da PMSM (Prefeitura Municipal de Santa Maria)

Rodrigo Farigolo e Ericson Urach são exemplo de empresários que atuam em Santa Maria. Sócios e proprietários de uma academia, eles atuam há 10 anos no mercado com duas unidades, uma localizada na Rua Silva Jardim que possui dois andares que englobam atividades físicas individuais ou em grupo e outra no bairro Rosário que possui apenas um andar.

A empresa foi fundada em 2013 e vem ampliando suas atividades, contando hoje com mais de mil alunos.

Galeria de Imagens da Academia no bairro Rosário

Imagens: Luiza Silveira/LABFEM

Segundo Rodrigo Ferigolo, durante a pandemia a academia se reinventou e ao invés de demitir o quadro de funcionários, optou por manter. Já havia um caixa com reserva de emergência para os primeiros três meses do ano. Depois de um mês fechada, houve a reabertura e o aumento no rendimento da empresa. “As máscaras foram algo bem complicado, as pessoas tiveram dificuldade e, aos poucos, nos adaptamos. Passamos por três fiscalizações e acreditamos que as atividades físicas foram um escape no período da pandemia”

Proprietário da academia, Rodrigo Ferigolo , comenta a estratégia usada durante a pandemia. Foto: Luiza Silveira/LABFEM

A academia também busca trabalhar a função social da empresa. Desde 2021 atua em parceria com projetos sociais como a Casa Maria, com arrecadação de alimentos, e o projeto Acolher, com doações de brinquedos, que em 2022 superou o número de doações. ” Nós procuramos o projeto, pois havíamos juntado uma boa quantidade de brinquedos, e então o Rodrigo (responsável pela mídia) entrou em contato com o projeto e criamos esta parceria fixa”, comenta Ferigolo.

Projeto de arrecadação de brinquedos foi adotado pela academia desde 2021. Foto: Luiza Silveira/LABFEM

Com o intuito de trazer novos esportes para os ouvintes, a volta do programa Camisa 10 na rádio Web UFN contou com a presença do Fabrício Neis, jogador de beach tennis, que contou desde seu começo no tênis, até o encontro na nova modalidade.

Gaúcho de Porto Alegre, hoje com 33 anos, começou sua carreira no tênis logo aos seis anos de idade, influenciado pelo seu pai, que já jogava. Neis conta que, do seu começo até seu auge em 2016, onde entrou na lista dos 100 melhores tenistas do mundo pela ATP, foi muito esforço, dedicação e treino. Sua passagem pelo tênis teve começo no profissional com 17 anos. As dificuldades apareceram, ficar longe da família e amigos pesava bastante para ele, no entanto, Neis comenta que o tênis foi fundamental na sua vida e para seu futuro no novo esporte.

Sua mudança de esporte se deu pelo fato de uma lesão grave no pé, sendo necessário fazer uma cirurgia. Já recuperado do pós operatório, ele voltou às quadras. Mas a pandemia do Covid-19 o fez repensar sobre a carreira no esporte, acabando por optar pelo beach tennis.

Já no beach tennis, o começo se deu de uma forma muito natural, jogando com os amigos e vendo os próprios jogando. Pela afinidade com a raquete, ele nunca se intimidou com o novo esporte, logo pegou o jeito da nova modalidade e já participou de campeonatos e treinos, ainda sem pretensão. Neis divide sua rotina em treinos focado ao esporte, e também dando aulas de beach tennis, em Porto Alegre e Caxias do Sul. Por conta dessa rotina movimentada atleta confessa que ainda não consegue focar 100% no esporte como profissional.

Ao ser perguntado como é ser o número 1 do beach tennis no Rio Grande do Sul, Neis relata que “É uma sensação satisfatória, de chegar e ser bem reconhecido no estado. Chegar nos torneios e saber que sou o número 1 agrega com certeza, mas quando iniciei no esporte, não era meu objetivo ser o melhor, isso veio de uma construção campeonato após campeonato, onde eu fui vendo que estava subindo de ranking. Eu sou um cara que não gosta de ficar pensando só em ranking, acredito que fazendo minha rotina diária de treinos e trabalhando melhor, o ranking acaba vindo automaticamente”.

Luiza Maicá Gervásio e Lucas Acosta entrevistando Fabrício Neis. Foto: Luan Rimoli/LABFEM

Neis diz que uma dificuldade em ser professor, depois de já ter uma trajetória como profissional, é justamente saber separar o profissional que já tem experiência, do aluno que recém começou no esporte. Ele relata que fica muito gratificado pelo rumo que o esporte está seguindo, tanto pelos campeonatos que estão evoluindo de patamar, como a procura de novos praticantes no esporte. Sobre o esporte estar em alta no Brasil, ele ressalta que ” Eu acho que é um pouco pela facilidade de construir uma quadra, pela fato de ser menor que uma quadra de tênis ou de futebol. É um esporte fácil, onde estão entrando famílias, os amigos estão conseguindo jogar justamente pela facilidade do esporte, a diversão do esporte, é o que faz ele estar em alta hoje em dia”.

Confira a participação completa de Fabrício Neis no Camisa 10: