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Ciência e Saúde

A vida precisa continuar

No dia 27 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos. O objetivo é informar, conscientizar e sensibilizar a população sobre a possibilidade de dar vida a uma nova pessoa que precisa da

Doações de sangue são importantes durante todo o ano

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UFN realiza 1ª Mostra de Extensão

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UFN realiza o XIII Salão de Iniciação Científica

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Dia do Desafio tem atividades focadas na saúde física

Em 31 maio ocorreu o Dia do Desafio, data em que foram realizadas atividades físicas nos conjuntos I e III da UFN em parceria com a academia Up Fitness. Professores, alunos e funcionários puderam realizar diversos

Curso de Psicologia realiza oficina com alunos da UFN

No mês de maio ocorreu a oficina Ginástica cerebral: treinando o cérebro, oferecida gratuitamente pelo curso de Psicologia da UFN. A atividade faz parte de um projeto maior intitulado Os Desafios da Vida Acadêmica e a

Atividade física para uma vida mais saudável

Nos dias seis e sete de abril são celebrados os dias mundiais da atividade física e da saúde, respectivamente. As datas têm como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância de manter hábitos saudáveis e de

No mês de outubro é celebrado o Outubro Rosa, que tem como objetivo conscientizar sobre o controle do câncer de mama em mulheres de todo o mundo. A campanha é um movimento internacional, que foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komer the Cure.

O propósito da campanha é compartilhar informações sobre a doença, colaborar no acesso a diagnósticos e tratamentos e também ajudar na redução da mortalidade que o câncer traz às mulheres.

Roda de conversa com profissionais da saúde do curso de Enfermagem. Imagem: Luiza Silveira/LABFEM.

A professora do curso de Enfermagem da UFN, Janine Vasconcelos, esteve a frente de uma ação no último dia 16 de outubro no conjunto III. Foi promovida uma roda de conversa com profissionais da área da saúde expondo algumas vivências referente ao câncer de mama, e esclarecendo sobre possibilidades de tratamento e de prevenção. A roda de conversa contou também com os alunos do curso de Enfermagem, que atuam no consultório da instituição. Eles trouxeram uma caixa com o nome de “caixa da Barbie” que serviu para chamar atenção da promoção e da prevenção do câncer de mama. A professora conta que a criadora da Barbie desenvolveu câncer de mama em 1970, momento em que ela estava criando a boneca. Naquela época, a cor símbolo da boneca foi estipulada com sendo o cor-de-rosa, por isso hoje o Outubro Rosa. Janine destaca que trazer a questão de uma boneca do sexo feminino e empoderada junto à questão do Outubro Rosa é de grande importância.

A professora comenta que que o Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia a cada dois anos, para mulheres a partir dos 50 anos. No entanto, para ela “é uma idade muito tardia, tendo em vista a alimentação industrializada, a falta de atividades físicas, o tabagismo e como tudo isso influencia no desenvolvimento do câncer de mama, o que faz com que haja casos cada vez mais cedo. Acaba ficando o questionamento do porque não fazer rastreio antes desta idade.”

Símbolo Nacional do Outubro Rosa. Imagem: normasmed

Alegrete conta com atendimento psicológico às pacientes

Bibiana Santos Pedroso, atuante na Liga Feminina de Combate ao Câncer de Alegrete, conta que desde sua fundação, em 1960, a instituição filantrópica ajuda pacientes acometidos com vários tipos de câncer, independente do sexo. Hoje são 300 pacientes ativos, que são cadastrados e auxiliados. O maior índice de pacientes é de câncer de mama, seguido do de próstata.

Segundo a enfermeira, antigamente a Liga tinha um ambulatório ginecológico onde era coletado material para o exame Papanicolau, havia o exame de mamas e era possível solicitar exames laboratoriais e de imagem. Atualmente o laboratório foi extinto. A Liga oferece aos pacientes com câncer o tratamento fora do domicilio, em outro município, e conta com transporte e acomodação. Também é oferecida cesta básica, pois muitas vezes a pessoa que está em tratamento é provedor daquela família. Todos os exames são oferecidos pelo SUS e, aqueles que não são realizados pelo mesmo, a Liga oferece de forma particular. O espaço também conta com atendimento psicológico, quando necessário.

Bibiana declara que sua forma de atuação é através de palestras em vários âmbitos, como escolas, empresas e instituições. A Prefeitura Municipal de Alegrete repassa um valor mensal para a instituição que ajuda a custear as despesas dos pacientes no tratamento contra o câncer. Empresas privadas e pessoas físicas também realizam doações. Já as arrecadações por parte da Liga se dão através de promoções dentro da comunidade de Alegrete, como: Baile da Glamour; Chocolate da Liga; Feijoada da Liga; Penca do boi, entre outras. A Liga Feminina de Combate ao Câncer de Alegrete fica na rua Marques do Alegrete, 67.

Já em Santa Maria a Liga fica na rua Dr. Bozano, 1051.

No dia 27 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos. O objetivo é informar, conscientizar e sensibilizar a população sobre a possibilidade de dar vida a uma nova pessoa que precisa da doação. No Rio Grande do Sul, a Secretaria de Saúde lançou a campanha de doação de órgãos e tecidos que se chama O Amor Vive durante uma sessão especial no Mirage Circus, fundado pelo ator Marcos Frota. O propósito do evento foi ampliar a informações sobre o tema e incentivar a doação de órgãos e tecidos, assim diminuindo as filas de espera para transplantes.

Na grande maioria das vezes, não há como garantir a vontade do doado, por isso a necessidade do diálogo entre os familiares, para que aja conhecimento do desejo de doar da pessoa que pode estar viva ou já falecida. Também existe a possibilidade de fazer um documento registrado em cartório pelo próprio doador demostrando sua intenção em ajudar ao próximo. A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). A doação de órgãos como rim, parte do fígado ou da medula óssea pode ser feita em vida.

Em 2023, o Rio Grande do Sul teve aumento em 36% das doações. De janeiro até julho a Central Estadual de Transplantes registrou que 441 órgãos foram captados de 164 doadores para transplantes. No estado, aproximadamente 2.700 pessoas esperam por um transplante. Neste momento, 1.307 pessoas aguardam na lista para receber um novo rim, já para o transplante de córneas são 1.202 pacientes na fila de espera.

A campanha O Amor Vive será transmitida em televisão e em redes sociais. Um vídeo gravado pelo ator Marcos Frota também será postado. A ideia é que siga a divulgação do conteúdo após o mês de setembro, para sempre lembrar e mobilizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos no país.

Lançamento da campanha O Amor Vive com o embaixador Marcos Frota. Foto: Gustavo Mansur

A 4 ª edição do projeto Fé e Café em especial ao Setembro Amarelo ocorre na próxima quarta, 13 de setembro, na sala 108 do prédio 16, conjunto III da UFN. O encontro será mediado pelo padre Alison Valduga, mestre em Psicologia, e contará com a participação do professor de Medicina da Universidade Franciscana e médico psiquiatra Fábio Pereira. A iniciativa tem como objetivo conversar com o público de diversas faixas etárias sobre assuntos que estão em alta na sociedade. Fé e Café é um projeto da Arquidiocese em Santa Maria com a Pastoral UFN.

O projeto tem sua origem em Caxias Do Sul, quando o Arcebispo Dom Leomar realizava reuniões após a missa com os jovens, com o intuito de aprenderem sobre temas que eles gostariam de ouvir dentro da igreja. Após a vinda do Arcebispo para Santa Maria, ele percebeu a necessidade de cuidar da espiritualidade dentro do ambiente acadêmico, segundo nos relata Marielle Flores, da Pastoral Universitária.

Marielle ressalta que o tópico desta edição foi sugestão dos alunos que trouxeram a ideia de falar sobre o suicídio. No entanto, preferiu-se trazer o foco na esperança: ” O projeto busca trazer sempre na roda professores da instituição que atuam na área e pessoas ligadas a fé. A ideia é falar sobre espiritualidade, não como uma religiosidade em si”.

Para o padre Júnior Lago, líder dos jovens na Arquidiocese de Santa Maria, o projeto é um momento de comunhão entre os jovens e serve para a construção de diálogos espontâneos e integrativos: ” É compreensível que nas primeiras edições os participantes estejam se acostumando com o método e a dinâmica, mas a ideia é cada vez mais ouvir os jovens “.

O padre pontua que esta mudança de ambiente da igreja para a faculdade auxilia a compreensão do aluno sobre a fé através de debates que abordem diferentes temáticas e pontos de vistas: ” Quando abordamos temas como felicidade, luto, esperança ou mesmo fé e razão dentro de um ambiente universitário temos a oportunidade de enriquecer o diálogo. Em um ambiente agradável, com boa música, bom café e muita fé e diálogo esperamos a todos na próxima edição do Fé e Café na UFN”.

Nos períodos de outono e inverno, as infecções respiratórias apresentam um aumento, enquanto as doações de sangue apresentam uma baixa. Este é um dos pontos que fez com que surgisse o Junho Vermelho, uma forma de conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue.

Em Santa Maria é possível doar sangue e medula óssea no Hemocentro Regional, encontrado na rua Alameda Santiago do Chile, 35. Segundo Andressa Baccin, assistente social do hemocentro, o estoque é muito variável. Ela ressalta que, por atender todos os 33 municípios da 4ª Coordenadoria Regional da Saúde, além de Caçapava do Sul, a demanda média é de mais de 800 bolsas de sangue por mês. “Hoje temos alguns tipos sanguíneos que se encontram em estado crítico em relação ao estoque. Normalmente são os tipos negativos (O- e A-), entretanto, nós tivemos uma baixa nas últimas semanas com A+”, afirma.

O Junho Vermelho também apresenta um impacto na doação de sangue. “A gente tenta cada vez mais buscar conscientizar pelo objetivo principal, mas observamos que é muito forte essa promoção social em prol da causa. Nós tentamos então aliar essas duas coisas, essa demanda das empresas com a necessidade que a gente tem em relação ao nosso estoque”, alega Alessandra. Ela ressalta também a importância de doar no inverno e no fim de ano, períodos onde tem menor frequência de doações.

Andressa acredita que estas campanhas de doação de sangue, em junho e novembro, são muito importantes para arrecadar bolsas de sangue. Imagem: Luiza Silveira/LabFem

Doando sangue pela segunda vez, Francisco José Simonetti comenta que foi incentivado a doar a partir de uma campanha realizada pelo dia do cooperativismo no banco onde trabalha. Já Gilberto de Cristo, também doador, afirma que foi a partir de campanhas realizadas pelo Junho Vermelho que começou a fazer as doações. “Eu compareci no banco e eles me disseram que estavam fazendo uma campanha, então eu entrei junto como um meio de abastecer o banco de sangue. Do jeito que nós podemos ajudar, vamos ajudar”, alega Gilberto.

Francisco teve conhecimento sobre a necessidade de doar por meio do banco onde trabalha. Imagem: Luiza Silveira/LabFem

No dia 14 deste mês, foi celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. No dia 25 de novembro, se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue. O Hemocentro Regional de Santa Maria pode ser contatado pelos números (55) 3221-5262 e (55) 3221-5192. Os horários de doações de sangue são de segunda a sexta, entre 8h e 14h e em todos terceiros sábados do mês, entre 8h e 12h.

A Universidade Franciscana (UFN) sediou, ontem (20), a 1ª Mostra da Extensão. A atividade teve como objetivo integrar a instituição com a comunidade. A abertura do evento se deu por meio de uma palestra do professor do curso de História, Márcio Tascheto da Silva, que falou sobre “A Extensão Universitária da UFN”.

O professor acredita que os projetos de extensão são uma grande forma de aprendizado no âmbito universitário. Imagem: Julia Buttignol/ LabFem

O professor explicou o histórico da curricularização de projetos extensionistas. Entre os tópicos apresentados estavam os princípios da filosofia educacional freireana e as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira de 2018. “Com a extensão vem o modo de aprendizagem, mas vem também uma teoria do conhecimento e uma filosofia educacional. É também uma forma de fazer diferente a universidade e a pedagogia universitária”, afirma.

Após a palestra, teve início a mostra das produções extensionistas, onde os estudantes puderam apresentar seus trabalhos com a comunidade para o público presente nos estandes. Simultânea a realização da mostra, aconteceram os ateliês, onde os participantes inscritos experienciaram na prática as atividades realizadas durante a elaboração dos projetos.

Alguns projetos apresentados

O curso de Nutrição da UFN expôs o projeto “Educação Alimentar e Nutricional no contexto escolar”. Segundo a professora Ana Lucia de Freitas Saccol, já existia uma procura das escolas pelo curso. “Tem procura para auxiliar os estudantes, tanto da Educação Infantil como do Ensino Fundamental e Médio, que muitas vezes acabam não tendo hábitos tão saudáveis. Então é uma demanda que veio da própria comunidade escolar. Todos os semestres a gente tem atividades nas escolas, então nós as frequentamos, fazemos um diagnóstico com as turmas que a gente vai trabalhar e eles executam essas atividades”, afirma a professora.

Professora Ana Lucia ressalta que todas as atividades realizadas em escolas são focadas em saúde, bons hábitos e que, quando possível, as atividades são feitas também com a família, professores e funcionários. Imagem: Julia Buttignol/ LabFem

O curso de Ciências Contábeis tratou sobre “Soluções contábeis para o agronegócio”. Este é um tema que vem sendo trabalhado desde 2019. Em parceria com uma cooperativa, o projeto passou a estudar as demandas de um pequeno produtor da região. A professora Bruna Faccin Camargo comenta que “o objetivo é ramificar essa ideia. Queremos continuar na linha dos produtores rurais que são o foco, mas também trazer outros cursos para nos apoiarem”.

Nos ateliês, onde os inscritos puderam ter uma experiência prática dos projetos de extensão, os cursos trouxeram atividades para os visitantes do evento. O “Distrito Criativo em Maquetes”, produção do curso de Arquitetura e Urbanismo, trouxe aos alunos a oportunidade de trabalhar com a produção de maquetes. A extensão faz parte do projeto Mapeando Memórias, onde visa alcançar a educação patrimonial. Segundo a professora Clarissa de Oliveira Pereira “o projeto com a fabricação digital abre várias possibilidades. Um plano que nós temos é de criar maquetes táteis, onde uma pessoa com deficiência visual possa reconhecer como são as fachadas e como são, volumetricamente, estas edificações que nós mapeamos”.

A professora comentou sobre a valorização e o conhecimento da cidade por parte dos cidadãos. Imagem: Julia Buttignol/LabFem

Participação no SIC fortalece preparação dos alunos para o TFG e enriquece sua experiência acadêmica.
Foto: Nelson Bofill

Nos dias 13 e 14, a Universidade Franciscana sediou o Salão de Iniciação Científica – SIC, um evento que teve como propósito promover a divulgação, integração e avaliação das pesquisas científicas, tecnológicas e de extensão realizadas na instituição.

Durante o evento, foram apresentadas diversas pesquisas, sendo uma delas o trabalho da aluna do quinto semestre de Publicidade e Propaganda, Géssica de Moraes, que trouxe um estudo intitulado “Inteligência artificial no ensino: uma revisão bibliográfica sobre as aplicações e perspectivas na educação”. A pesquisa aborda o uso da inteligência artificial, desde as séries iniciais até o doutorado, como uma abordagem personalizada para o ensino de diversas áreas, visando o desenvolvimento das habilidades individuais de cada aluno. “Nós pesquisamos muito e debatemos bastante. Pensamos em como iríamos abordar o assunto já que a inteligência artificial é um tema intimidante para muitas pessoas. Porém, é muito importante apresentar o que tem vindo de retorno, principalmente nessa área da educação” relata a estudante.

“Já temos um pré-projeto dentro do campo da inteligência artificial. Quanto mais estudarmos sobre o tema mais saberemos sobre ele.”, relata Géssica
Foto: Nelson Bofill

Nos últimos meses a inteligência artificial tem ganhado cada vez mais espaço dentro dos debates, principalmente até que ponto deveríamos fazer o uso da mesma. O Chat GPT talvez seja o maior exemplo disso. A ferramenta é um sistema de conversação baseado em inteligência artificial que utiliza modelos de linguagem avançados para interagir com usuários e fornecer respostas e informações relevantes em diversos contextos. Nesse sentido, há um intenso debate sobre a substituição do trabalho humano, por exemplo, em relação ao seu uso nas redações jornalísticas, levantando a possibilidade de substituir o papel do jornalista e deixá-lo apenas na produção de conteúdo. Géssica acredita que isso é um mito e não há motivos para as pessoas se preocuparem: ”A inteligência artificial não vai dominar o mundo, pois elas precisam de alguém com sentimentos e emoções para realizar os comandos. Então, a forma não é o que você pergunta, mas sim, como pergunta. Desse modo, não tem chance disso acontecer, porque elas apenas replicam aquilo que a gente ensina para elas”.

Para Taís, o momento dos alunos apresentarem seus trabalhos é uma forma de compartilhar saberes.
Foto: Luiza Silveira

Para Taís Ghisleni, professora responsável pelo Laboratório de Pesquisa em Comunicação do curso de Publicidade e Propaganda(Lapec), um dos pontos principais do evento é socializar esses pensamentos, para ajudar outros alunos a também conhecer essas pesquisas, não partindo do mesmo ponto, mas sim em um avanço do mesmo. “ Estamos pesquisando sobre inteligência artificial, aliado com a publicidade e também a educação. Essas pesquisas, vão ajudar outros professores a usarem esses aplicativos e ferramentas para deixar suas aulas mais interessantes”. conclui.

Ocorreu nesta terça (13) e quarta-feira (14), o XIII Salão de Iniciação Científica (SIC) da Universidade Franciscana (UFN). O objetivo do evento anual é divulgar, integrar e avaliar as pesquisas científicas, tecnológicas e de extensão que são desenvolvidas na instituição. A exposição reuniu mais de 100 projetos voltados para a pesquisa científica.

A exposição abre oportunidades para os estudantes dos cursos de graduação que contam com bolsa, assim como os professores orientadores. Alunos do ensino médio que tenham bolsas CNPq e UFN também puderam expor seus trabalhos.

Laura acredita que a elaboração de sua pesquisa tenha colaborado para seu TFG.
Imagem: Lucas Acosta

Segundo Laura Pantoja de Oliveira, estudante do 7º semestre do curso de Publicidade e Propaganda (PP) e bolsista pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PROBIC), a elaboração de sua pesquisa ajudou na hora de selecionar um tema para seu Trabalho Final de Graduação (TFG). Laura teve como título da pesquisa a ‘Identificação do comportamento leitor na era do streaming’. “É muito legal poder compartilhar o que eu aprendi e receber informações do público. Eu apresentei meu TFG I e meu tema vai englobar a obra audiovisual e a obra literária. Com a minha pesquisa, este tema pode ser aprofundado. Eu tenho muita vontade de continuar pesquisando sobre isso”, afirma.

Já Nathália Arantes, estudante do 8º semestre de Jornalismo e bolsista pelo Programa de Bolsas de Extensão (Probex), trouxe o tema ‘Ciência é pop: estratégias de divulgação e de popularização da ciência’. Ela acredita que “a iniciação científica deveria ser como um ‘rito’ para todos os alunos. Não apenas por se estar a frente de uma pesquisa, mas também pelo ambiente onde ela é realizada, com muitas trocas de leitura. Então eu acho interessante que se tenha essa aproximação para ter uma ideia de como é”.

A professora e coordenadora da PP, Graziela Knoll, atuou também como orientadora em algumas pesquisas expostas. “Um dos ganhos principais de ter o SIC é poder mostrar dentro da universidade, ainda para os outros acadêmicos e cursos, como é feita a ciência em um nível em que os alunos se envolvem na pesquisa desde o momento que ingressam na graduação. Eles são orientados por um professor e podem pesquisar, desenvolver uma explicação sobre o tema, conhecer mais o campo e aprender a fazer pesquisas”, afirma a professora.

Tendo sido orientadora de algumas pesquisas, a coordenadora da PP, Graziela Knoll, acredita que o SIC é muito importante para divulgar os resultados das pesquisas realizadas. Imagem: Luiza Silveira.

O evento foi coordenado pelo professor Marcos Alexandre Alves, Pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, além da professora Aline Ferreira Ourique, Diretora da Unidade de Pesquisa da Pró-reitoria de Pós Graduação e Pesquisa. A conclusão do evento ficou por conta da vice-reitora da instituição, Solange Binotto Fagan, que tratou sobre o ‘Panorama da Pesquisa Científica da UFN”.

Em 31 maio ocorreu o Dia do Desafio, data em que foram realizadas atividades físicas nos conjuntos I e III da UFN em parceria com a academia Up Fitness. Professores, alunos e funcionários puderam realizar diversos tipos de atividade e, ao final, ganharam brindes. A parceria entre academia e a Universidade Franciscana ocorre desde 2022.

Para a coordenadora da Up Fitness Dienifer Seibert participar desta ação foi muito significativo: ” Através disto nós vemos o quanto este tipo de atividade serve para cuidar da nossa saúde mental, ainda mais para quem está terminando o semestre”

Dienifer frisa a importância da quebra do objetivo meramente estético que há quando se fala de atividade física. Estar em movimento auxilia na saúde como um todo: “Hoje a atividade física é recomendada por psicólogos para prevenir e tratar a depressão e aliviar o estresse”

Coordenadora Diennifer Siebert fala sobre a importância da atividade física. Foto: Izadora Druzian/LABFEM

A coordenadora pontua que, para aqueles que não gostam tanto de fazer exercícios dentro da academia, há diversas outras possibilidades: “o importante é tu sair de casa, e levar atividade física para o cotidiano”

Coordenador da Up Fitness Gabriel Santos ressalta a importância de uma vida saudavel. Foto: Izadora Druzian/LABFEM

O também coordenador da Up Fitness, Gabriel Santos, enxerga este dia como um incentivo para criar aos poucos uma mudança no cérebro para adquirir hábitos mais saudáveis. Santos ainda dá dicas para aqueles que não gostam de nenhum tipo de exercício físico, mas desejam começar a praticar. “É sobre se desafiar, criar uma rotina com o teu corpo, o conselho que eu dou é vá em uma modalidade que tu goste. Temos várias modalidades, como o padel por exemplo. Além disso, faça pequenas metas a curto e longo prazo”.

Coordenadora de Relacionamento da UFN Laise Chaves explica sobre a parceria. Foto: Izadora Druzian/LABFEM

A coordenadora de relacionamento da UFN, Laise Chaves, destaca que este dia dentro da universidade é de extrema valia para que se realize um autocuidado com corpo e mente. Segundo ela, se movimentar só vem a agregar, dando mais energia para o dia a dia. Ela própria tem o hábito de praticar atividade física com a filha.

Galeria de Imagens:

Fotos: Izadora Druzian/LABFEM

No mês de maio ocorreu a oficina Ginástica cerebral: treinando o cérebro, oferecida gratuitamente pelo curso de Psicologia da UFN. A atividade faz parte de um projeto maior intitulado Os Desafios da Vida Acadêmica e a Importância do Cuidado à Saúde Mental e Controle do Estresse de Estudantes e Docentes no Ambiente Universitário e contou com quatro ações.

O projeto realizado via Probic (Programa Institucional de Iniciação Científica), no qual a professora de Psicologia Janaina Pretto atua como coordenadora, começou a ser planejado em outubro do ano passado, com oficinas realizadas este ano. A iniciativa possui como principal objetivo promover a prevenção de quadros de depressão e transtornos de ansiedade no ambiente da faculdade. Professora Janaína relata: “ Agora as oficinas estão encerradas, neste momento estamos trabalhando nos resultados das ações, e com isto serão produzido dois trabalhos científicos “

Professora Janaína Pretto Carlesso coordena o projeto. Foto: UFN TV

Segundo a coordenadora, as ações tiveram grande impacto e aprovação, por conta da necessidade de um projeto como este para que os acadêmicos tenha equilíbrio em sua saúde mental e rotina de estudo.

Para a acadêmica Liliane Tomazzi, bolsista do PROBIC, participar no planejamento e execução das oficinas auxiliou-a a ter contato com inúmeros recursos terapêuticos que, ao longo do processo. auxiliaram os participantes a enfrentar o dia a dia dentro da faculdade de uma forma mais funcional, fazendo com que ao passar por situações complicadas soubesse trabalhar isso a seu favor.  “ As oficinas proporcionaram um espaço potencializador de cuidado em saúde mental, visto as intensas demandas e metas que a vivência universitária exige dos estudantes”, afirma Liliane.

Bolsista do PROBIC Liliane Tomazzi. Foto: Julia Buttignol

A bolsista ainda pontua que atuar dentro do projeto contribui com a prática dentro da profissão na medida em que o seu olhar sobre pesquisas se ampliam, uma vez que ela acredita que estes projetos de pesquisa estão conectados ao público – alvo: “ É buscado proporcionar saúde e bem – estar, e ao mesmo tempo auxiliar o pesquisador a gerar conhecimento científico sobre determinado assunto”

Alunos da UFN realizando atividades propostas pela oficina. Foto: Julia Buttignol

A última oficina, realizada no fim de maio, contou com desafios mentais que tiveram como propósito incentivar a desconectividade com as redes sociais para os vários alunos da UFN que participaram da iniciativa. As responsáveis pela proposta foram as alunas do curso de Psicologia Gabriela Bortoluzzi (3 ª Semestre), Liliane Tomazzi (10 ª Semestre) e Eliza dos Santos (9 ª Semestre), com orientação da professora Janaína Pretto Carlesso.

Nos dias seis e sete de abril são celebrados os dias mundiais da atividade física e da saúde, respectivamente. As datas têm como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância de manter hábitos saudáveis e de praticar exercícios físicos regularmente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a saúde não é apenas a ausência de doenças, mas um estado de completo bem-estar físico, mental e social. João Gabriel Gomes, professor de educação física e personal, conta que deixa claro para o aluno, desde o primeiro dia, a importância de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, qualidade do sono e saúde mental, independente do objetivo. “Esses hábitos influenciam a qualidade de vida das pessoas e são importantes aliados para quem busca resultados com a atividade física.”, relata.

O Dia Mundial da Atividade Física, por sua vez, tem como objetivo incentivar as pessoas a praticarem exercícios físicos regularmente, independentemente da idade ou condição física. Em Santa Maria, o Serviço Social do Comércio (SESC), tem um programa que se chama Maturidade Atividade, projeto que é um serviço social destinado às pessoas com 50 anos ou mais. O programa  funciona como um grupo de convivência entre as pessoas, com momentos de planejamento, oficinas, palestras, eventos, viagens com intuito educativo, ação, atividades físicas e campanhas sociais. Segundo o  Auxiliar de Cultura e Lazer do Sesc, Maique Argenta Ribeiro, datas como o Dia Mundial da Saúde e o Dia Mundial da Atividade Física são importantes para “relembrarmos às pessoas que o cuidado com a saúde deve ser permanente, diário e no sentido de prevenção. Dar ênfase a essas datas ajuda a acender um alerta de autocuidado, principalmente para quem não se cuida muito.”

Os jogos de Câmbio são realizados todas às terças e quintas às 09h15 no SESC em Santa Maria

Foto: reprodução arquivo SESC

Para Rosemeri Paim, de 55 anos, participante do programa Maturidade Ativa, o programa é importante pois, além de ser uma forma de interação com outras pessoas, atividades como o câmbio (voleibol adaptado para pessoas idosas) promovem bem-estar e amizade, além de incentivar que todas as pessoas pratiquem exercícios, independente da idade. “Eu sempre fiz atividade física. Além do câmbio, eu faço musculação na academia do SESC. A atividade ajuda a manter minha saúde mental e física em dia”, afirma Rosemeri. Ela ainda relata que possui artrite reumatoide, no entanto, isso não a impede de competir nos campeonatos promovidos pelo SESC da categoria câmbio, onde, no ano passado, o grupo ficou em terceiro lugar. “Hoje eu sinto que posso realizar tudo que quiser, a idade só está nos números. Não existe terceira idade, existe a melhor a idade” conclui.