
Previsão do Jogo aproxima futebol e ouvintes na Rádio Universitária
Programa universitário aproxima futebol e ouvintes por meio de debates, informação e palpites esportivos na Rádio UFN.

Programa universitário aproxima futebol e ouvintes por meio de debates, informação e palpites esportivos na Rádio UFN.

A primavera de 2026 começa oficialmente no dia 22 de setembro, às 21h05, pelo horário de Brasília, e segue até 21 de dezembro, quando tem início o verão.

Uma das maiores alianças do futebol brasileiro é representada por quatro clubes na semifinal da Copa do Brasil.

Vitória Oliveira Lopes conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Podcast da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) 2026

Santa Maria é conhecida como “cidade cultura” e não carrega esse nome em vão. Ao longo dos anos, o município reuniu diferentes espaços voltados à arte e à formação cultural da população.

Entre as atualizações apresentadas pelo Estatuto Digital, foi estabelecido o controle parental obrigatório para menores de 16 anos, antes ignorado pelas big techs (como o Google e a Meta), que são consideradas as maiores empresas de tecnologia e inovação do mundo.

Com o aumento dos desastres climáticos extremos, novas discussões estão ocorrendo sobre o impacto na saúde mental.

Novas tecnologias modificam o método, mas não a essência de ensinar. Foi com esta reflexão que o professor doutor Ronaldo Mota abordou o uso de novas inteligências artificiais

Santa Maria, conhecida como um dos principais polos universitários do interior do Rio Grande do Sul, recebe, todos os semestres, estudantes de diferentes cidades em busca de uma graduação.

STF avalia rever a obrigatoriedade do diploma para exercer a profisssão de Jornalista.
A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).

Cristhian e Pedro na rádio Universitária durante a gravação do programa. Foto: Reprodução Previsão do Jogo
Na última terça-feira, 15 de setembro, chegou ao fim a primeira etapa do programa Previsão do Jogo. O programa é produzido e apresentado pelos acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, Cristhian Braga e Pedro Ossanes, com supervisão do professor Carlos Alberto Badke. O programa é realizado na rádio da universidade todas as terças-feiras desde o 1º semestre de 2026, às 17h20min, transmitido pelo canal da Rádio UFN no YouTube e conta com uma dinâmica que envolve os ouvintes.
Os acadêmicos debatem sobre futebol não apenas dentro das quatro linhas. O programa também aborda debates polêmicos, une cultura e esporte, traz opiniões sobre os assuntos discutidos, entre outras dinâmicas. Um dos diferenciais do programa é a tabela de palpites, que busca aproximar e entreter o público. Por meio das redes sociais, Cristhian e Pedro divulgam os jogos da rodada do Grêmio e do Inter, além de outras partidas relevantes que estão para acontecer. Os ouvintes enviam seus palpites e no programa seguinte, os apresentadores anunciam os resultados.
A ideia do programa surgiu dentro da própria rotina acadêmica. A dupla já havia vivenciado experiências em outros programas esportivos dentro da faculdade, mas tinha a vontade de criar um programa que tivesse mais a ver com eles.
Cristhian aprofundou os detalhes do planejamento do programa. “Para deixar o programa com um conteúdo um pouco diferente, eu e o Pedro pensamos em criar o Fora das Quatro Linhas, que acontece antes do debate de palpites. Enquanto o debate é focado nos palpites dos jogos, esse quadro aborda assuntos mais extracampo, como arbitragem, sociedade e questões polêmicas relacionadas ao futebol”, destaca.
Durante a conversa, o acadêmico também ressaltou que a interação do público com a tabela de palpites tem sido muito divertida e dinâmica. Cristhian destacou ainda que o sucesso da tabela foi tão grande que, durante a Copa do Mundo, mesmo no período de férias, o público continuou enviando seus palpites.
Além do entretenimento, o programa também traz benefícios para os acadêmicos, auxiliando no desenvolvimento da comunicação, da desenvoltura e da interação com os colegas. Em conversa, Pedro afirmou ter melhorado bastante na prática radiofônica.“Acho que essa experiência foi muito importante para desenvolver minha comunicação e o trabalho em equipe. Foi uma oportunidade de aprender a lidar com diferentes situações e, ao mesmo tempo, construir um portfólio e adquirir experiência prática para o meu currículo e para a entrada no mercado de trabalho. Com certeza, saio dessa experiência mais confiante para, futuramente, trabalhar em um veículo de comunicação”, destaca.
Ao final das 20 rodadas, estipuladas no início do programa, o vencedor da tabela de palpites foi Nicholas Pacheco, com 12 acertos. Como parte da premiação, ele participou do debate no último programa, comentando sobre a dupla Grenal e os principais acontecimentos da última semana. Além disso, ganhou uma camiseta do Previsão do Jogo como prêmio.

Nicolas, vencedor da primeira tabela de palpites do Previsão (Foto: Maria Eduarda Castro)
A primeira etapa do Previsão do Jogo encerra um ciclo de debates, informação e entretenimento, mas também representa uma experiência prática importante para os acadêmicos. A interação com os ouvintes e as diferentes propostas do programa aproximaram o público do futebol e proporcionaram aos estudantes a oportunidade de vivenciar, na prática, a rotina de um programa esportivo no rádio.
A primavera de 2026 começa oficialmente nesta terça-feira, dia 22 de setembro, às 21h05, pelo horário de Brasília, e segue até 21 de dezembro, quando tem início o verão. A estação marca a transição entre o inverno e o verão e é caracterizada, no Rio Grande do Sul, por mudanças graduais nas temperaturas, aumento da luminosidade e maior ocorrência de tempestades.
Neste ano, o comportamento do clima deve exigir atenção dos gaúchos. Previsões de órgãos meteorológicos indicam chuvas acima da média para a Região Sul, enquanto o fenômeno El Niño se intensifica.

Segundo o Painel El Niño 2026-2027, divulgado por órgãos meteorológicos e de monitoramento brasileiros, há uma alta probabilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade durante a primavera. As projeções indicam que o fenômeno deve persistir pelo menos até o início de 2027.
O Cemaden destaca a necessidade de monitoramento diante da possibilidade de eventos como chuvas intensas, inundações e enxurradas em áreas vulneráveis.
No Rio Grande do Sul, o histórico recente de eventos extremos torna o acompanhamento das previsões especialmente importante. A ocorrência de chuva intensa em curto período pode provocar alagamentos, elevação rápida do nível de rios e transtornos em áreas urbanas e rurais.
A tendência para o segundo semestre de 2026 é de temperaturas acima da média em boa parte do país. Porém, a chegada da primavera, entretanto, não elimina a possibilidade de entradas de massas de ar frio. Esses sistemas ainda podem provocar quedas bruscas de temperatura, principalmente nas primeiras semanas da estação.
Dessa forma, o clima deve continuar apresentando grande variação. Dias quentes podem ser sucedidos por períodos de temperaturas mais baixas.
A chegada da primavera também provoca transformações na natureza. Com o aumento gradual da luminosidade, da temperatura e da umidade, diferentes espécies de plantas entram em período de maior atividade, aumentando a floração.

As alterações na natureza também interfere no comportamento de animais. Abelhas, borboletas e outros polinizadores apresentam maior atividade durante períodos de floração, contribuindo para a reprodução das plantas.
As transformações também podem ser percebidas na duração dos dias. Após o equinócio de primavera, os dias passam gradualmente a ficar mais longos e as noites mais curtas no Hemisfério Sul, até a chegada do verão.
A mudança de estação também é percebida diretamente pela população. A elevação gradual das temperaturas e o aumento da luminosidade influenciam atividades ao ar livre, escolha de roupas e hábitos cotidianos.
Para a jovem Maria Eduarda Pires, estudante, a primavera é uma das épocas preferidas do ano justamente por representar a aproximação do verão. “Eu gosto da primavera, gosto desse clima pré-verão. Com toda certeza, a mudança do clima afeta diretamente o humor. Como eu prefiro o calor, me sinto muito melhor nessa época do ano”, relata. Apesar de gostar das temperaturas mais elevadas, Eduarda aponta um aspecto negativo da estação: o aumento da presença de pólen, que pode incomodar pessoas que sofrem com rinite e outras alergias respiratórias.
A percepção não é isolada. A Fiocruz destaca que rinite, crises de asma e conjuntivite alérgica estão entre os problemas mais frequentes durante a primavera, período em que fatores ambientais como o polén podem favorecer o surgimento ou a piora de sintomas em pessoas alérgicas.
A primavera marca uma etapa importante para a agricultura gaúcha. O período representa a transição entre algumas culturas de inverno e o início do preparo e da implantação das lavouras de verão.

O cenário de chuva acima da média pode dificultar o trabalho no campo. De acordo com o INMET, o excesso de chuva na Região Sul pode provocar encharcamento do solo, dificultar o plantio e os tratos culturais, aumentar a incidência de doenças fúngicas e interferir na qualidade e na colheita.
Por isso, os períodos de menor precipitação devem ser aproveitados pelos produtores para realizar as atividades agrícolas dentro das janelas recomendadas para cada cultura.
Assim, a primavera de 2026 chega ao Rio Grande do Sul marcada por mudanças no clima, na natureza e na rotina da população. Entre períodos de calor, possíveis massas de ar frio e chuvas intensas, o monitoramento das condições meteorológicas será importante para reduzir riscos de alagamentos e transtornos. Enquanto a natureza ganha vida e as alergias podem se intensificar, o campo também exige planejamento diante da possibilidade de excesso de chuva. Até a chegada do verão, a estação deve ser marcada por transformação e atenção dos gaúchos.

(Fotos: Cesar Greco/Palmeiras, Matheus Lima/Vasco, Pedro Souza/Atlético-MG e Lucas Uebel/Grêmio)
Quatro clubes em que torcidas fazem parte dessas alianças estão entre os semifinalistas da Copa do Brasil 2026: Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Vasco. Mas, afinal, o que é a União Sinistra e qual é a sua importância para as torcidas organizadas?
A história do futebol ncional é marcada por uma série de rivalidades, clássicos históricos, provocações e disputas dentro e fora de campo. Tudo isso intensifica ainda mais a paixão dos brasileiros pelo futebol. A fim de deixar um pouco de lado essas rivalidades, torcidas organizadas começaram a criar laços com outros grupos, com o objetivo de conectar torcedores de diferentes estados, criar amizades dentro das arquibancadas e compartilhar símbolos, gestos característicos e histórias que marcam gerações.
Apesar de os clubes, em si, não terem relação direta com essas alianças, as torcidas iniciaram esse movimento a partir da década de 1970, em razão do aumento do número de jogos disputados por todo o território brasileiro. À medida que passaram a viajar mais para acompanhar seus times, começaram também a criar vínculos de amizade com grupos de outras cidades. Dessa forma, quando viajavam para assistir a um jogo fora de casa, podiam contar com o apoio da torcida local.
Esse apoio ia muito além das arquibancadas. Quem chegava a outra cidade podia ser recebido pelos grupos locais, acompanhar a partida ao lado deles e ainda receber ajuda com questões relacionadas à viagem. Aos poucos, essas relações deixaram de envolver apenas duas torcidas e passaram a reunir diferentes grupos, formando alianças que se espalharam pelo país.
De acordo com pesquisadores do tema, essas aproximações nem sempre aconteciam apenas por afinidade entre as torcidas. Em muitos casos, elas também eram motivadas pela existência de adversários em comum. É daí que surge a ideia popular de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”.
Ao longo dos anos, essas relações entre torcidas passaram a se estruturar em grandes blocos de alianças, reunindo grupos de diferentes clubes e estados brasileiros. Entre as principais estão a União Punho Cruzado, União Dedo Pro Alto, União Punho Colado, Lado A e Lado B.
Juntas, essas alianças envolvem diversas torcidas organizadas de diferentes regiões do país e ajudam a formar uma ampla rede de relações entre grupos das arquibancadas brasileiras.
Além das torcidas que fazem parte de cada bloco, as alianças também possuem símbolos próprios de identificação. Em muitos casos, os gestos feitos com as mãos são utilizados pelos integrantes para demonstrar a qual grupo ou aliança pertencem.
Outro bloco importante dentro desse sistema de alianças é a União Dedo Pro Alto, que reúne algumas das torcidas mais conhecidas do futebol brasileiro. Entre os grupos associados à aliança estão Mancha Verde (Palmeiras), Força Jovem do Vasco, Galoucura (Atlético-MG), Geral do Grêmio e Torcida Jovem do Botafogo, entre outras.
Dentro desse contexto, também ganhou destaque a chamada “União Sinistra”, nome utilizado por torcedores para identificar a relação histórica entre Mancha Verde, Força Jovem do Vasco, Geral do Grêmio e Galoucura. A aproximação entre os grupos começou ainda na década de 1980 e mantém uma relação de amizade até os dias atuais.
A força dessas alianças também aparece em um momento marcante do futebol brasileiro em 2026. Grêmio, Palmeiras, Vasco e Atlético-MG estão entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Os confrontos definidos são Palmeiras x Vasco e Atlético-MG x Grêmio, colocando clubes ligados a torcidas que fazem parte dessas alianças na reta decisiva da competição.
A egressa do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), Vitória Oliveira Lopes, conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Podcast da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) 2026. A premiação ocorreu durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em 1º de setembro, na Universidade Católica de Brasília (UCB). Antes da etapa nacional, o trabalho também havia conquistado o primeiro lugar na etapa regional da competição.

Intitulado Re.veste, o podcast foi desenvolvido por Vitória durante a graduação em Jornalismo da UFN. A produção venceu a categoria Podcast da Expocom Sul 2026, realizada em Toledo, no Paraná, e garantiu a classificação para representar a região na etapa nacional.
Na disputa nacional, o Re.veste concorreu com outras cinco produções de universidades federais de diferentes regiões do Brasil. Para Vitória, a qualidade dos trabalhos tornou a conquista ainda mais significativa. “Eu competi com outros cinco trabalhos de faculdades públicas muito boas do Brasil, e acabou que o meu trabalho, entre todos esses, foi reconhecido como o melhor”, relata.

O projeto nasceu do interesse da estudante em atuar no laboratório de rádio da UFN, espaço em que ainda não havia desenvolvido atividades. A escolha do tema também partiu de seu interesse por moda sustentável, assunto que já havia abordado em trabalhos acadêmicos. A partir disso, Vitória desenvolveu uma série de podcasts documentais sobre o tema e estabeleceu contatos com professores e integrantes do movimento Fashion Revolution, voltado à promoção de uma moda mais sustentável. A orientação do trabalho foi da professora Neli Mombelli.
A Expocom é um evento acadêmico que reúne produções experimentais desenvolvidas por estudantes de comunicação. Os trabalhos passam por etapas regionais antes de chegar à disputa nacional.
Na etapa final, Vitória foi a única representante de uma instituição particular entre os concorrentes. Para ela, a conquista reforça que a qualidade de um trabalho não depende do tipo de instituição em que ele foi desenvolvido. “O nome da instituição não define a qualidade do trabalho. Com incentivo, dedicação e todo o suporte que a gente recebe, a gente consegue chegar lá também”, afirma.
A experiência também deixou uma mensagem para os estudantes de Jornalismo. Vitória incentiva a participação em congressos e eventos acadêmicos, e reforça a importância de acreditar no próprio trabalho. “Façam mais trabalhos acadêmicos, se inscrevam, participem de congressos, se arrisquem. O ‘não’ tu já tem. Então, por que não tentar?”, aconselha.

Santa Maria é conhecida como “cidade cultura” e não carrega esse nome em vão. Ao longo dos anos, o município reuniu diferentes espaços voltados à arte e à formação cultural da população. Entre eles, os cineclubes se consolidaram como locais de encontro para quem busca experiências com o cinema fora do circuito comercial. Mais do que exibir filmes, esses espaços promovem debates e contato com produções que dificilmente chegam às salas de cinema do shopping.
Diferentemente dos cinemas tradicionais, os cineclubes têm como objetivo apresentar obras que muitas vezes não encontram espaço no circuito comercial. Segundo os colaboradores do Cineclube Lanterninha Aurélio, Paulo Teixeira e Francine Nunes, a proposta é oferecer acesso a filmes independentes, produções locais, clássicos e obras que não estão disponíveis em cartaz ou nos serviços de streaming. As sessões ocorrem todas as terças-feiras, no auditório da Cesma (Rua Professor Braga, 55) às 19h. Elas são gratuitas e sempre seguidas de debate.
A tradição cineclubista em Santa Maria é antiga. De acordo com Paulo Teixeira, a cidade mantém iniciativas do gênero desde a década de 1950, quando surgiu o Clube de Cinema de Santa Maria, ligado a Edmundo Cardoso, personalidade importante na cultura de santa-mariense responsável por desenvolver o teatro e o cinema da cidade. A forte presença universitária, a circulação de pessoas de diferentes regiões do país e a valorização histórica das atividades culturais contribuíram para que o município desenvolvesse uma relação próxima com o cinema e com os espaços de exibição alternativos. O Lanterninha Aurélio, por exemplo, está na ativa desde 1978 e consta como segundo cineclube mais antigo do Brasil.
A frequentadora Natália Kober, de 24 anos, conheceu os cineclubes após se mudar de Ijuí para cursar Letras em Santa Maria. O que mais a atrai é a oportunidade de assistir a filmes independentes e compartilhar a experiência com outras pessoas. Para Natália, os debates realizados após as sessões criam um sentimento de comunidade cada vez mais raro em uma rotina marcada pelas telas. Ela afirma que participar dos cineclubes também mudou sua visão sobre o fazer cinematográfico, mostrando que “não é preciso ser um Tarantino para fazer cinema”.
Para que os cineclubes continuem existindo, Francine acredita que também é necessário recuperar o hábito de se reunir presencialmente. Mais do que uma sala de exibição, ela define o cineclube como um espaço de congregação, afeto, conversa e encontro. Caso essas iniciativas desaparecessem, Santa Maria perderia não apenas o acesso a filmes ausentes das salas comerciais, mas também a possibilidade de se surpreender com obras desconhecidas. Em uma rotina cada vez mais mediada pelas telas individuais, a permanência dos cineclubes depende justamente daquilo que eles oferecem de mais particular: a experiência de sair de casa, assistir coletivamente e continuar conversando quando as luzes se acendem.
Mesmo enfrentando desafios como a concorrência das plataformas digitais e a diminuição do público presencial, os cineclubes continuam desempenhando um papel importante na cidade. Além do Lanterninha Aurélio, Santa Maria conta com iniciativas como o Cineclube da Boca, um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que realiza sessões de produções locais todas às quartas-feiras no auditório do Prédio 67 do campus em Camobi, e o Clube de Cinema de Santa Maria, realizado na Casa de Memória Edmundo Cardoso. As sessões são divulgadas através do grupo de WhatsApp.
Matéria produzida por Eduarda Amorin na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.
Em meio aos avanços da tecnologia, os influenciadores digitais não geram em seus seguidores apenas reações engraçadas, mas também, com os seus conteúdos, trazem reflexões sobre temáticas pertinentes à sociedade. Nesse cenário, em agosto de 2025, um vídeo sobre adultização infantil movimentou as redes sociais no Brasil. O influenciador digital e youtuber Felipe Bressamin Pereira, conhecido como Felca, gerou, a partir do vídeo, um intenso debate sobre os limites de privacidade de crianças e adolescentes nas redes sociais e trouxe à tona um tema já previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, mas que pouco era discutido até então.
A repercussão trouxe visibilidade ao ECA DIGITAL e levou à aprovação e sanção de uma atualização do Estatuto em menos de 2 meses, em setembro de 2025. No documentário, o influenciador denunciou uma espécie de “reality show” transmitido nas redes sociais do casal de influenciadores Hytalo Santos e Israel Vicente. Com a repercussão do vídeo, as investigações da Polícia Federal, que já estavam em andamento, avançaram e levaram à prisão de Hytalo e Israel. Em fevereiro de 2026, os dois foram condenados após o trâmite do processo.
Segundo uma pesquisa divulgada em 2024 pela agência We Are Social Media, o Brasil ocupa o 3º lugar no ranking dos países que utilizam redes sociais no mundo. A professora do Curso de Direito da Universidade Franciscana, Rosane Leal da Silva, lembra que crianças e adolescentes são uma parcela significativa da sociedade brasileira, sendo em torno de 24 milhões de adolescentes e de 40,1 milhões de crianças em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as atualizações apresentadas pelo Estatuto Digital, foi estabelecido o controle parental obrigatório para menores de 16 anos, antes ignorado pelas big techs (como o Google e a Meta), que são consideradas as maiores empresas de tecnologia e inovação do mundo. Agora, o acesso às redes sociais precisa ser gerenciado por pais ou responsáveis.
“Talvez a exigência de vincular a conta do adolescente ou da criança à conta do responsável legal minimize esses efeitos e também responsabilize mais os pais, que possuem dever de supervisão e orientação parental. Muitas vezes, os próprios pais não cumprem adequadamente esses deveres, o que gera consequências negativas para os usuários que são menores de idade”, frisa a professora Rosane.
Em entrevista para uma matéria da Câmara de Deputados, o especialista em cibercultura André Lemos aponta que o Brasil ,como país, no âmbito digital, teve uma transição de uma rede que incentiva a troca de informações e ideias de forma livre para um ambiente dominado pelos algoritmos das big techs, que têm por principal objetivo o conteúdo chocante e, por vezes, sensacionalista para gerar engajamento.
Na visão de Rosane, o posicionamento de Felca em seu vídeo reacendeu o debate sobre a pauta da criança e do adolescente em relação a uma lei de 2022 que já existia no Congresso Nacional, mas que estava parada no Brasil. O projeto de lei proposto pelo senador Alexandre Vieira (MDB – SE) sofreu modificações em agosto de 2025. Em setembro de 2025, o Presidente Lula sancionou a lei, que foi promulgada em março de 2026 com as novas atualizações de segurança no âmbito das redes sociais, jogos online e plataformas em geral.

A professora relata que, em 2021, o Comentário Geral de número 25 do Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) tornou mais rígido o acesso a certos tipos de conteúdos para crianças e adolescentes, bem como uma punição mais severa para casos de crimes cibernéticos. No Brasil, em 2024, foi promulgada a resolução número 245/2024, um mecanismo social e político que regulamenta os direitos de menores de 18 anos a partir do trabalho em conjunto de pais, educadores, do Estado e, principalmente, de empresas que atuam no ramo digital. A resolução indica que todas as crianças e adolescentes devem ter garantido o direito ao acesso ao ambiente digital, assegurando-se de que os conteúdos e serviços acessados sejam compatíveis com seus direitos e seu superior interesse.
Para Rosane Leal, “existem riscos de conteúdo, riscos de contato e riscos de conduta. Ou seja, crianças e adolescentes podem entrar em contato com conteúdos prejudiciais, com pessoas que os influenciam negativamente e isso pode repercutir no comportamento deles, inclusive em práticas de violência contra terceiros. Muitas vezes encontramos casos de perseguição, bullying e cyberbullying praticados por adolescentes que também sofreram influência de outros ou ficaram expostos reiteradamente a conteúdos violentos”.
O ECA DIGITAL apresenta o artigo nº 6,que responsabiliza os fornecedores (sites, empresas, redes sociais), pais ou responsáveis ,com o objetivo de diminuir os riscos de acesso a práticas e conteúdos ilícitos. Entre eles estão a violência física, a violência virtual sistemática ou o assédio, seja na operação das suas aplicações, como exposição, recomendação ou um fácil acesso de contato com tais práticas. Por ser um conteúdo altamente sensível, ele é impróprio para menores de 18 anos e, principalmente, crianças e adolescentes entre 2 e 15 anos, que estão em fase de desenvolvimento.
Suane Pastoriza Faraj, psicóloga escolar, destaca a necessidade do cuidado e da atenção que os pais precisam ter com os filhos. A psicóloga desenvolve um projeto na escola onde trabalha sobre o uso consciente da tecnologia, em que promove rodas de conversa com os estudantes e pais, promovendo uma reflexão sobre os cuidados em relação ao conteúdo digital.
Ao longo dos últimos anos, os famosos “desafios” da internet como Baleia Azul, Momo, entre outros, foram percebidos no contato de Suane com adolescentes. Nesse sentido, ela destaca a necessidade do controle parental e alerta que temas, jogos e “brincadeiras” que estão presentes na sociedade, colocando a vida de crianças, pré-adolescentes e adolescentes em risco, também fazem parte do ambiente escolar. “Em um dos anos em que trabalhei com eles, surgiram inúmeros riscos de exposição à Internet. As crianças falavam onde moravam, quando estavam sozinhas e mostravam objetos que tinham dentro de casa, e isso era muito grave porque elas faziam esta exposição sem prever o perigo”, ressalta Suane.
Devido a estas demandas e questionamentos trazidos à sala de aula, desde 2023 ela realiza na escola um projeto sobre o uso consciente da tecnologia, que ocorre conforme o desenvolvimento de cada nível de ensino (educação infantil, anos iniciais, anos finais e ensino médio). O objetivo é discutir os riscos, os benefícios, o uso consciente da tecnologia,e também mostrar as possibilidades que a infância e a adolescência têm para além da tecnologia.

A psicóloga conta que, em 2024, com os anos iniciais, foi trabalhada a conscientização sobre o conteúdo das redes sociais através da construção de um bingo com imagens. Já a partir da adolescência, o bingo é utilizado para a compreensão de aprendizagem. “Muitas questões que chegam ao setor de psicologia estão relacionadas ao uso da tecnologia e das redes sociais na adolescência. Então aparecem relatos de conflitos, comparações, exclusões e de cyberbullying”, destaca Faraj.
Suane também acredita que muitos adolescentes, mesmo com as novas restrições feitas pelo Estatuto Digital, buscam burlar o sistema de proteção das redes sociais mentindo sobre a idade, dados ou acessando de outras maneiras. Ela comenta que os alunos em sala de aula apresentam uma certa noção dos perigos e dos conteúdos compartilhados de maneira indevida.
Para a psicopedagoga Fernanda Torres, a problemática do uso de telas surge no contexto do uso precoce, pois, no período entre 6 e 12 anos, o indivíduo está com o cérebro em fase de amadurecimento. Devido a isso, as telas se tornam um obstáculo ao desenvolvimento das crianças e dos pré-adolescentes. Entre os obstáculos encontrados estão a dificuldade no desenvolvimento do controle inibitório, que é a capacidade de controlar os impulsos ,e a baixa tolerância à frustração, com o uso de telas de forma exagerada.
“ Quando a criança desliga a tela do celular, o cortisol fica elevado e isso faz com que a criança fique estressada, e ela não consegue lidar com a frustração e no fim isso vai prejudicar a evolução dela como indivíduo”, destaca Fernanda.

“Eu tenho inúmeras experiências com pacientes que mostram que a mudança de rotina com horário para desligar a televisão e o telefone, por exemplo, em até duas semanas, a criança já começa a ficar menos irritada e que irá, por exemplo, desenvolver melhor a fala”, destaca a psicopedagoga. Em casos graves, pode haver necessidade da internação do adolescente.

Fernanda comenta que quando há o apoio dos pais e/ou responsáveis na construção de novas rotinas e diálogos na dosagem dos prejuízos das telas dentro de casa após as consultas, tudo fica mais fácil de ser trabalhado com a própria criança. O ECA Digital veio para proporcionar aos pais, crianças e adolescentes segurança para o uso das redes sociais, mas é necessário que haja, de forma cada vez mais prática, uma atuação ativa neste processo junto às famílias.
Reportagem produzida na disciplina de Jornalismo Especializado, sob orientação da professora Glaíse Palma, no 1º semestre de 2026.

Você já ouviu falar em ecoansiedade? O termo surgiu nos estudos científicos no começo dos anos 2010 e, segundo a Associação Americana de Psicologia (APA), se refere ao medo crônico da destruição ambiental. Com o aumento dos desastres climáticos extremos no estado do Rio Grande do Sul, novas discussões estão ocorrendo sobre o impacto na saúde mental.
A preocupação com crises climáticas não está isolada, a exemplo disto a ONU (Organização das Nações Unidas) destaca em seu Plano de Desenvolvimento Sustentável: Agenda 2030 um conjunto de 17 objetivos com 169 metas. Essas metas são parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem atingidos até o ano de 2030 de forma global. Entre estes objetivos está o ODS número 3, que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
Pesquisas recentes demonstram que em casos de desastres climáticos de longo porte, como enchentes e incêndios florestais, há impactos na saúde mental. Em entrevista ao G1, a psicóloga Jaqueline Assis destaca que se o clima e o território não forem considerados nas discussões sobre território não há como garantir uma qualidade de vida aos moradores.
Carina Boeck, professora de bioquímica da Universidade Franciscana (UFN), destaca que a ecoansiedade está relacionada a crises climáticas e ecológicas. Segundo a professora, a ecoansiedade é caracterizada por sintomas negativos em razão do clima, do meio ambiente e de pensamentos repetitivos associados ao medo do futuro de forma direta. Conforme as pesquisas indicam, estes fenômenos se tornam mais comuns entre os jovens adultos, caracterizados pelo início da carreira profissional, por exemplo. “As preocupações com as mudanças climáticas devem ser motivo de atenção caso gerem pânico. Os medos são importantes para nós e nos colocam para nos preparar para algo. Mas, há descontroles quando existe o excesso.”, destaca a professora.


Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul viveu uma das maiores catástrofes naturais da sua história. As enchentes foram causadas por diversos fatores, como chuva abundante, falta de tratamento dos esgotos e falta de área permeável para absorver a água. Para Carina, em casos como este observa-se alguns impactos psicológicos. “Nós conseguimos enxergar que durante o período destas catástrofes as pessoas mais atingidas pelas chuvas foram, naturalmente, as que tiveram mais problemas de saúde mental. Em casos de agricultores que perderam suas plantações e famílias que perderam suas casas, pode haver o transtorno pós-traumático, que vai além da ecoansiedade.” Segundo a professora é necessário entender a individualidade de cada um, seus sentimentos e as experiências de vida.
De todo modo, cabe a todos ter o autocuidado assim como cuidar do meio ambiente. Atividades práticas podem ser aplicadas no dia a dia, como fazer a separação correta dos resíduos domésticos e consumo de produtos sustentáveis, ajudando a não poluir mais o meio ambiente, e também atenção consigo próprio com atitudes como manter-se hidratado, ter uma boa alimentação, duração e qualidade adequadas de sono e atividades físicas de formas regulares.
Reportagem produzida na disciplina de Jornalismo Especializado no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.
Na tarde da última terça (25), a Universidade Franciscana realizou a Aula Inaugural do 2º semestre com a presença do professor Ronaldo Mota no Salão de Atos do Conjunto 1 da Universidade. Com o tema: Práticas Didáticas Metacognitivas na era das Inteligências Artificiais, o momento proporcionou aos alunos, professores e funcionários novos conceitos dos métodos de atenção praticados durante os últimos anos, com a Inteligência Artificial sendo hoje parte auxiliar da educação.
Na abertura do evento, a Pró-Reitora Acadêmica, Vanilde Bisognin, ressaltou que a UFN continua com o compromisso da promoção do conhecimento, com a pesquisa conectada à extensão e com a formação de pessoas capazes de transformar a realidade em que estão inseridas. Em sua fala, ela frisou o papel de cada professor, funcionário e técnico-administrativo como partes da instituição, assim como os estudantes. “Aos alunos e alunas, para vocês que existimos, sejam vocês calouros que estão iniciando a sua trajetória ou veteranos que estão dando continuidade a uma caminhada já iniciada, este lugar é de vocês”, aponta Vanilde.

Novas tecnologias modificam o método, mas não a essência de ensinar. Foi com esta reflexão que o professor doutor em Física que hoje atua na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integra a Cátedra de Inteligência Artificial, Ronaldo Mota, abordou o uso de novas inteligências artificiais, como o ChatGPT, o Claude e o Gemini, na educação em sala de aula.
O professor apontou que, enquanto partes de uma sociedade, é preciso olhar para o passado com consciência e viver o presente com persistência diante dos novos desafios enfrentados. Na visão de Mota, o papel das instituições de ensino sofreu novas mudanças nos últimos anos devido às transformações tecnológicas. Hoje em dia a educação passou a valorizar, na sala de aula, os processos cognitivos que desenvolvem habilidades, permitindo que os alunos se tornem profissionais competentes, criativos, bem-sucedidos, satisfeitos e capazes de atuar em sociedade.

“Essa transformação coloca em questão o próprio papel tradicional da escola. Se transmitir informações já não é suficiente, e se máquinas conseguem processar e armazenar grandes volumes de conhecimento com enorme velocidade, torna-se necessário repensar o que ensinar, como ensinar e quais competências devem ser desenvolvidas nos estudantes, destaca o professor.”
Para a professora do Curso de Publicidade e Propaganda, Ariadni Loose, a palestra do Dr. Ronaldo Mota auxilia na construção do pensar entre alunos e professores diante da presença constante da inteligência artificial que é uma realidade presente em sala. Mais do que tentar impedir ou controlar o uso dessas tecnologias, na visão de Ariadni, é necessário criar situações de aprendizagem que tornem o estudante um ser pensante desenvolvendo autonomia, pensamento crítico e a capacidade de tomar decisões conscientes quanto ao uso da IA. “Este debate reforça uma visão de ensino que considero fundamental quando o professor deixa de ser apenas aquele que transmite conteúdos, e passa a atuar como um mediador e provocador”, analisa a professora.

Por fim, Loose destaca que o diferencial da formação universitária não pode estar somente na capacidade de reprodução de informações, mas sim em formular boas perguntas, interpretar contextos, fazer escolhas, argumentar, criar e avaliar de maneira crítica.

Santa Maria, conhecida como um dos principais polos universitários do interior do Rio Grande do Sul, recebe, todos os semestres, estudantes de diferentes cidades em busca de uma graduação. Com aproximadamente 35 mil universitários, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, a cidade se tornou referência no ensino superior e atrai jovens que enxergam nela novas oportunidades acadêmicas e profissionais.
Porém, para muitos, a mudança representa mais do que uma nova fase na vida, significa enfrentar a distância da família, adaptar-se a uma rotina diferente e assumir novas responsabilidades. Entre a saudade, desafios inesperados e descobertas, viver longe se transforma em uma experiência fundamental no processo de amadurecimento.
De acordo com o IBGE, Santa Maria possui cerca de 282 mil habitantes, sendo considerada uma das principais cidades universitárias do estado. A presença de instituições como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Franciscana (UFN) e o Instituto Farroupilha (IFFar) fortalecem a identidade de Santa Maria como cidade universitária.

Entre esses estudantes está Giovana Vasconcellos da Silva, de 18 anos, natural de Caçapava do Sul. Há quatro meses morando em Santa Maria, a acadêmica de Direito da UFN conta que a decisão de sair da cidade natal foi motivada pelo ingresso na graduação. Apesar da expectativa positiva com a mudança, a adaptação exigiu enfrentar desafios que vão muito além da rotina acadêmica.
Morando sozinha, Giovana precisou aprender a lidar com responsabilidades domésticas, resolver imprevistos do cotidiano e administrar a própria rotina, algo que antes era compartilhado com a família. Para ela, a saudade e a solidão foram os impactos mais difíceis nesse processo. “Antes sempre tinha alguém em casa me esperando. Agora chego e não tem ninguém”, relata. Além das dificuldades emocionais, a estudante sentiu uma pressão maior em relação ao futuro. A necessidade de conciliar estudos, vida pessoal e a busca por experiências profissionais trouxe outras preocupações e exigiu mais maturidade.

A experiência de Nicolli Silva Carvalho, de 18 anos, natural de Alegrete, apresenta pontos em comum, mas com algumas diferenças no processo de adaptação. Há seis meses em Santa Maria, a estudante de Fisioterapia da UFN afirma que a mudança foi motivada pela variedade de oportunidades acadêmicas e profissionais oferecidas pela cidade.
De acordo com Nicolli, a maior dificuldade também foi lidar com a saudade da família, especialmente dos pais e avós. Apesar disso, o processo de adaptação vem sendo mais leve, principalmente por não morar sozinha. “O principal desafio foi a saudade das pessoas da minha antiga cidade. Mas Santa Maria me acolheu muito bem”, conta.
Para ela, a cidade universitária propõe um ambiente convidativo para construir novas amizades, criar vínculos e enxergar possibilidades para o futuro. A experiência, segundo a acadêmica, reforçou a sensação de independência e evolução pessoal.

As histórias de Giovana e Nicolli refletem uma realidade vivida por milhares de jovens que deixam suas cidades em busca da formação universitária. Mais do que uma mudança de cidade, essa experiência exige adaptação emocional, responsabilidade e construção de novas redes de apoio. Em Santa Maria, cidade marcada pela presença de acadêmicos de diversas regiões, o processo de sair de casa e enfrentar uma nova rotina de vida se transforma em amadurecimento. Entre desafios e conquistas, a vida universitária longe da família e amigos deixa de ser apenas uma etapa da vida acadêmica e se torna também um processo fundamental de crescimento pessoal e construção de identidade.
Matéria produzida por Maria Eduarda de Castro na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.

Imagem: Site do Fenaj
Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), indicaram no dia 18 de agosto que a Corte volte a debater sobre a dispensa do diploma de jornalista para exercer a profissão.
Em 2009, o STF decidiu que não era necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo para atuar na profissão. Durante o julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, o plenário do STF decidiu, por 8 votos a 1, pela não aplicação da exigência prevista no Decreto-Lei 972/1969. O entendimento foi de que a norma não era compatível com a Constituição de 1988, especialmente com as garantias de liberdade de expressão, informação e imprensa.
O ministro Dino reforçou que respeita a decisão, mas afirmou que a não obrigatoriedade do diploma faz com que qualquer pessoa nas redes sociais se passem por “jornalistas”. Na sequência Alexandre de Moraes, concordou com a necessidade de rever essa decisão e defendeu a possibilidade de uma regulamentação da atividade. “Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, sobre uma regulamentação”, disse.
As declarações foram realizadas durante o julgamento na Primeira Turma, relacionado ao direito de resposta concedido a uma clínica médica em razão de reportagem veiculada pela TV Globo sobre denúncias de abusos sexuais.
Com os pronunciamentos, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), promove nessa quarta-feira, 26 de agosto o Dia D de Diploma. O intuito é de que, nesta data, alunos, professores e jornalistas se manifestem nas mídias sociais exigindo a volta do Diploma, incentivando a importância dos ministros e deputados de reavaliar essa decisão.
O curso de Jornalismo da Universidade Franciscana apoia totalmente a decisão de rever essa exigência. O jornalista e cordenador do curso Iuri Lammel, destacou a relevância da valorização do diploma de Jornalimo. “A exigência do diploma é uma representação da importância da profissão para a sociedade. É uma forma de dizer que o jornalismo é tão importante para a democracia e para a sociedade que o país demanda que a pessoa responsável por este tipo de trabalho tem que estar minimamente preparada por um curso de graduação. Além de valorizar a formação e o tempo que os estudantes investem nos estudos.” afirma o professor.
Alunos que entraram para o curso recentemente se sentem mais motivados com a revisão da obrigatoriedade do diploma. Desde os primeiros semestres da faculdade, professores da UFN destacam a importância de ter responsabilidade ao transmitir informações. A graduanda do segundo semestre de Jornalismo Amanda Ripe reafirmou essa ideia: “Durante a graduação é muito comentado sobre a ética, chegagem, apuração dos fatos, essas são coisas indispensáveis que um diploma traz para um jornalista”.
A possível retomada da exigência do diploma reacende o debate sobre a importância da formação profissional no jornalismo. Para professores e estudantes, a graduação vai além da preparação para o mercado de trabalho: envolve ética, responsabilidade, apuração e compromisso com a informação. Enquanto o STF avalia a possibilidade de rever a decisão de 2009, a discussão reforça a busca pela valorização da profissão e pela qualidade do jornalismo produzido no país.