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Florks: saiba a origem do meme do momento

Seja nas redes sociais, em produtos ou até mesmo na alimentação, provavelmente você já viu o desenho de um personagem de rabiscos, acompanhado de uma frase em tom humorístico. Trata-se dos florks, o meme que é sensação do momento. Mas

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Acadêmicos de Jornalismo apresentam seus TFGs II

Nas noites de 6 e 7 de julho foram apresentados os Trabalhos Finais de Graduação dos acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana. As pesquisas são analisados por professores do curso e convidados que compõem a banca avaliativa. O acadêmico

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No fim de julho os alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Design de Moda e Psicologia participaram de excursão para o Rio de Janeiro, com o objetivo de fazer com que os acadêmicos conhecessem a estrutura da Rede Globo e também vivenciassem a gravação de um programa de televisão. A viagem contou com quatro dias no Rio e os estudantes participaram de uma visita técnica aos estúdios da Rede Globo, fizeram parte da gravação do programa “Pipoca da Ivete” e também realizaram um tour pela cidade.

Durante a visita técnica nos estúdios da Rede Globo os estudantes tiveram a oportunidade de ver como são produzidos os efeitos especiais da emissora. Foto: Dandara Mariah

 De acordo com a professora do curso de Publicidade e Propaganda, Cristina Jobim, “é muito importante para os acadêmicos ter conhecimento do mercado, de como funciona, de como vai se desenvolver o trabalho na área de comunicação, tanto Publicidade e Propaganda, quanto Jornalismo. Então do ponto de vista profissional, visualizar como os profissionais da área trabalham, principalmente em uma grande empresa como a Globo, é fundamental. É muito mais que uma aula prática, é uma experiência que eles têm junto ao setor”. Para ela, a viagem também proporcionou experiências positivas na vida pessoal dos estudantes, “além de ir na Globo, eles puderam conviver entre eles, se conhecer melhor, se integrar, se divertir juntos. Também tiveram acesso a pontos turísticos, a museus e uma série de outras coisas que o Rio de Janeiro oferece”.

Os acadêmicos participaram como plateia no programa “Pipoca da Ivete”. Foto: Stephanie Baccarin

O acadêmico do 6º semestre de Jornalismo, Lucas Acosta, viu a viagem como uma oportunidade única de conhecer a maior emissora do país e entender como são feitas muitas coisas que vemos só pela televisão. Para ele, “é um lugar que talvez todo futuro jornalista gostaria de trabalhar no futuro, então conhecer esse local é como se fosse um sonho”. O estudante conta que “foi uma experiência riquíssima, porque poucos tem a oportunidade de conhecer o lugar que fomos e nós estivemos lá. É tudo muito surreal, é um lugar gigantesco, muito bem cuidado, muito bem organizado, com isso conseguimos ver a razão pela qual a Globo é a principal emissora do país disparado”. Para o acadêmico, a parte de conhecer os bastidores foi a mais interessante, “já que pela televisão vemos tudo montado e não sabemos como funcionam as coisas por trás disso. Entender como são feitos os cenários, as comidas cenográficas e conhecer a cidade cenográfica, pra mim foi a parte mais interessante da visita”, conclui ele.

Para a acadêmica do 2º semestre de Jornalismo, Vitória Oliveira, a viagem foi uma experiência única. Ela conta que não se pode perder uma oportunidade de aprender como funcionam os programas de perto e ver o funcionamento deles, desde os erros até os acertos. Os bastidores interessaram a estudante, “pude vivenciar desde cenários sendo trocados em minutos até partes que não passaram no programa editado. Conhecer a cidade cenográfica e ver como são feitas as estruturas foram minhas partes favoritas”, relata Vitória.

Os alunos também participaram de um tour pelos pontos turísticos da cidade, acompanhados pelas guias Michele Monteiro e Cláudia Ferreira. Michele trabalha com turismo há oito anos e para ela a presença de um guia “é fundamental para quem não conhece a cidade, temos muito a oferecer em relação a informações e atrativos e também passamos mais segurança durante o tour”. Para a guia, trabalhar com o turismo é uma troca, “eu amo conhecer histórias de pessoas do mundo todo”, conclui ela.

O estudante Hercules Hendges, que está no 6º semestre de Publicidade e Propaganda, tinha muita curiosidade de saber como funcionam os estúdios da Globo e queria muito conhecer a cidade. Para ele foi incrível conhecer o Rio e o Projac da Globo, Ele conta que  “os pontos turísticos foram sem dúvidas a melhor parte da viagem, me diverti e tirei muitas fotos”. Lauren Cavalheiro, também do 6º semestre de Publicidade e Propaganda, queria participar da excursão desde antes da pandemia, por conta de colegas que já participaram e comentaram que foi uma experiência maravilhosa. Para Lauren, foi uma viagem que proporcionou novas vivências, conhecer o Projac, como funcionam as gravações, a parte técnica e o tour pela cidade foi incrível.

Os acadêmicos durante a visita ao Pão de Açúcar, um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro. Foto: Michele Monteiro

A acadêmica do 4º semestre de Psicologia, Juliana Camejo, sempre teve vontade de conhecer o Rio e viu  a viagem como uma oportunidade única, ela conta que a viagem proporcionou experiências que não seriam possíveis se não estivesse ido com o curso. Para ela, a viagem foi incrível, “nos proporcionou inúmeras vivências, desde ver de perto como é a gravação de um programa, conhecer a parte técnica de tudo por trás das grandes produções”. Sua parte favorita foi conhecer os pontos turísticos, “foi ali que senti que realmente estava no Rio de Janeiro, além de ter conhecido pessoas que se não fosse a viagem não teria essa proximidade”, completa Juliana.

As estudantes Julia Buttignol e Eduarda Ramos, do 3º e 8º semestre de Publicidade e Propaganda, contam que a experiência foi ótima. Para Julia, poder conhecer os  bastidores da emissora, ver como tudo funciona e a quantidade de pessoas que é preciso para que um programa vá ao ar foi uma grande oportunidade. “Conhecer as maravilhas do Rio de Janeiro também foi perfeito, além de ter conhecido e me aproximado de novas pessoas”, completa a acadêmica. Eduarda conta que foi motivada por poder entender melhor e ver de perto a parte técnica de grandes produções e para conhecer a cidade, “foi ótimo poder visitar os estúdios e bastidores da maior emissora do país, principalmente para a gente da comunicação, conhecer novos lugares, pessoas e diferentes culturas é uma grande oportunidade”, diz a estudante. Para elas, o que mais gostaram da excursão foi o tour pela cidade, “foi onde pude conhecer realmente mais da cidade apresentada por nossa guia maravilhosa, me diverti e criei um grupo incrível”, conclui Julia.

A escolha do destino da viagem foi por conta da presença dos estúdios Globo no local. A professora, Cristina Jobim, conta que:  “Temos a intenção de viajar a São Paulo também, ainda esse ano, para conhecer os Estúdios Globo de lá e outros museus e atividades culturais. Mas o Rio de Janeiro é escolhido por esse canal que a gente tem com a Rede Globo”.

Colaboração: Vitória Oliveira

Ao longo do 1º semestre de 2022 alunos já graduados no curso de Jornalismo da Universidade Franciscana estiveram presentes em diversos momentos, seja para dialogar com os alunos ou fazer cobertura do vestibular.

Allysson Marafiga e Natalie Aires atuam como social mídia na prefeitura de Santa Maria e participaram da disciplina de Linguagem das Mídias. Allysson  comenta que foram 5 anos de muito esforço dedicado ao curso de jornalismo. Para ele, retornar às salas de aula para debater sobre o papel do jornalista na sociedade e a atividade que desempenha hoje foi uma experiência única: “Poder conversar com a nova geração de profissionais, que logo estarão no mercado de trabalho, foi uma troca nostálgica e esperançosa com o futuro da profissão”.

Allyson Marafiga (de jaqueta jeans) e Natalie Aires (ao meio de casaco marrom) com os alunos do curso de Jornalismo. Imagem: Allysson Marafiga

Durante todo o curso Marafiga circulou pelos laboratórios, participou das mais diversas coberturas jornalísticas da instituição e afirma que isso moldou o profissional que é hoje, pois, além do conhecimento compartilhado em sala de aula, é fundamental a experiência prática da profissão. ”Costumo dizer que dentro da faculdade deixei um pouquinho de mim em cada uma das cadeiras e laboratórios do curso. Hoje em dia não desempenho uma função igual a um jornalista de uma redação que escreve uma matéria ou que grava uma entrevista ao vivo para a televisão, mas a essência do cuidado e responsabilidade com a informação sempre me acompanha. Acredito que independentemente da ocupação que o jornalista desempenhe o dever de informar e zelar pela informação correta é algo que nunca mudará por mais que a nossa profissão viva se adaptando”, acrescenta Allysson. O seu papel como jornalista é realizado com muito êxito, por mais que surjam desafios.  “O jornalismo é uma profissão que passa por mudanças constantes na rotina de trabalho do jornalismo, e se adaptar a elas é uma consequência que precisamos vencer todos os dias”, conclui Marafiga.

Cassiano Cavalheiro se formou no curso de Jornalismo da UFN e hoje é editor de cultura do Diário de Santa Maria.

Aprender com as experiências dos colegas  também foi uma das lições trabalhadas na disciplina de Jornalismo Especializado no primeiro semestre de 2022. Três egressos do curso, hoje profissionais da imprensa de Santa Maria, visitaram a turma. Em 15 de março, o convidado foi Maurício Barbosa, do portal Bei, do Grupo Diário, que abordou o jornalismo focado na cobertura policial. A mesma temática, porém a partir do prisma da atuação feminina na reportagem de Polícia, foi desenvolvida por Laiz Lacerda, em 19 de abril. Ela foi colega de Maurício no Bei e hoje é repórter da UFN TV. Já em 31 de maio, os estudantes do 5º semestre receberam Cassiano Cavalheiro. Editor de Cultura do Diário, ele falou sobre as peculiaridades e os desafios que fazem parte da editoria.

O jornalista Mateus Ferreira também é um egresso do curso de jornalismo, e atualmente  trabalha na rádio Medianeira.  Sua experiência como acadêmico foi, segundo ele, a melhor possível: “me preparou bem para o mercado de trabalho, apresentou mestres que levo pra vida e colegas que viraram irmãos. O jornalismo da UFN é realmente fascinante e principalmente nas cadeiras práticas, é ali que você realmente abraça o curso e não quer mais soltar. Diria até que essa experiência eu poderia viver novamente”.  Para ele as cadeiras de radiojornalismo foram decisivas para sua escolha acerca de qual área do jornalismo iria seguir. “Na época que eu fiz as cadeiras eu já estava fazendo um estágio na rádio Imembuí, que é uma rádio local aqui de Santa Maria. Eu era estagiário do comunicador Fernando Adão Schimidt, conhecido por Schimitão. Ele é o radialista mais antigo em atividade na cidade. O rádio sempre foi o foco dentro da faculdade, quando fiz a cadeira eu sabia que ali era meu chão, a zona de conforto. A experiência no curso tem uma dose também, o ambiente das aulas de rádio pra mim eram ótimos, fazendo aquela cadeira eu sabia que o rádio seria meu trabalho após me formar”, acrescenta Mateus.

Mateus está sempre presente na cobertura dos vestibulares da Universidade: “Entrar na UFN formado, cobrindo a prova e, principalmente, representando um grande veículo da comunicação de Santa Maria, como tem sido nas últimas coberturas, para mim é realmente gratificante demais”. O jornalista afirma que a cada dia cresce mais, acertando  e errando, trilhando sua carreira com ética, respeito e muita valorização. “Não me vejo em outra profissão que não seja no jornalismo e claro que sonho alto, quem sabe um dia sair de Santa Maria”, finaliza ele.

Já os jornalistas Deivid Pazatto e Larissa Rosa participaram da disciplina de Projeto de Extensão em Comunicação comunitária I para compartilhar a experiência do desenvolvimento e da execução do projeto de extensão de quando eles estavam na disciplina.  Larissa desenvolveu um projeto com seu grupo na EMEF Castro Alves para produção de uma fotonovela. Já Deivid e o grupo do qual fazia parte se envolveram com uma proposta na Escola Aberta do Brasil Paulo Freire, que previa oficinas de texto e acabou se transformando em acolhimento.

Thays Ceretta bateu um papo com os acadêmicos sobre sua experiência no mercado de trabalho. Imagem: Glaíse Palma

Thays Ceretta hoje atua no grupo Diário de Santa Maria e participou de uma aula com as turmas de Fundamentos da Comunicação e Jornalismo Audiovisual, para compartilhar um pouco de sua trajetória e experiência especialmente a frente da TV Diário.

A escritora Bibiana Iop, egressa do curso de jornalismo da UFN, veio fazer uma visita ao curso durante o primeiro semestre de 2022. Para ela, o sentimento de voltar para a instituição é nostálgico: “Eu estava com muita saudade das professoras.”. Ela relata que amou cada parte da sua vida acadêmica e que aproveitou cada momento. Durante a graduação Bibiana se reencontrou com a escrita. Atualmente ela é escritora e trabalha no meio digital.   “Acabo usando muita coisa que eu aprendi aqui das mídias. Tive uma cadeira focada no Instagram que é o aplicativo que eu uso para publicar muitas coisas sobre ser escritora e livros”, afirma Bibiana. O livro Uma poesia para cada noite, que Bibiana participou, foi lançado na Bienal do Livro de São Paulo e para ela  é emocionante. “Eu nunca imaginei que eu iria para lá. É a 5ª antologia que eu estou participando e a 2ª desta editora. Quando eles disseram que iríamos para a Bienal e que eu poderia ir com o crachá dizendo que sou escritora foi um sonho realizado”, concluiu ela.

Colaboração: Luiza Silveira

Seja nas redes sociais, em produtos ou até mesmo na alimentação, provavelmente você já viu o desenho de um personagem de rabiscos, acompanhado de uma frase em tom humorístico. Trata-se dos florks, o meme que é sensação do momento. Mas você sabe a origem dele?

Primeira tirinha do Flork Of Cows, publicada em 2012. Fonte: Knowyourmeme

Seu surgimento é mais antigo do que parece, tendo início em 21 de janeiro de 2012, intitulado Flork Of Cows (flor de vaca, em tradução livre), uma série de tirinhas feita no programa Paint, onde o criador mostravas seus sentimentos. Inicialmente, eram publicadas em um site WordPress.

Os traços dos desenhos eram extremamente grosseiros mas, em 19 de março de 2016, foi publicada a primeira tirinha no formato que conhecemos hoje: um fantoche de meia. Sim, é isso mesmo, os florks são animações de fantoches feitos de meia.

Nesta mesma data, o Flork Of Cows passou a ter uma página no Facebook, que conta, na atualidade, com 183 mil seguidores. No ano seguinte, um subfórum foi criado no Reddit. Existe, ainda, o perfil no Twitter e no Instagram.

No Brasil, começou a viralizar após serem desenhados em bentôs cakes, que são bolinhos para marmita. A “febre” é tanta, que muitas pessoas confundem, inclusive, os dois termos, chamando o desenho em si de bentôs. O nome vem do japonês e significa marmita, enquanto cake é o inglês de bolo.

Confeiteira Karol Dotto conclui pedido para o Dia dos Namorados. Foto: Pablo Milani

A confeiteira Karol Dotto relata uma procura pelo novo formato. “Me pedem com bastante frequência, desde que me adaptei nessa moda dos bentôs com florks. O povo gosta, é um mini bolo engraçado e de ótimo custo benefício pra quem quer presentear seus amigos”, comenta.

O custo médio varia entre R$ 30 e R$ 35, mas existem locais que vendem até por R$ 45. “O preço é mais elevado pelo fato de ser customizado conforme o desejo do cliente. A confeitaria é 100% artesanal, sobre o que está acontecendo hoje, agora. Nós, confeiteiras, procuramos trazer o que está em alta, a novidade”, explica Karol.

Por serem personalizados conforme desejo do cliente, os bentôs estão em alta, principalmente com o uso humorístico dos florks. Fotos: Karol Dotto

Além dos bentôs, o ramo de produtos personalizados também surfa no sucesso dos Florks. Sejam canecas, camisetas ou outros artigos, eles ganharam espaço e aparecem em uma série de coleções, seja de datas comemorativas, humor, profissões, signos ou até mesmo do clube do coração.

Nem a cultura gaúcha ficou de fora da sensação do momento. Florks peão e prenda também foram criados. Fotos: Pablo Milani

“Conheci em grupos do Facebook, divulgamos alguns modelos de canecas para ver se daria  certo e logo recebemos pedidos. Começamos a vender a partir disso e só foi crescendo”, conta a estudante Thais Pagnossin, que atua em uma empresa do segmento. Ela percebe um diferencial nos florks para os outros memes: a sua vida útil. “Percebi que não seria algo momentâneo, que vira sucesso e logo acaba esquecido. Está em alta e penso que não vai acabar tão cedo”, acrescenta.

E o número de pedidos aumentou. Segundo Thais, na atualidade, a cada cinco pedidos, três envolvem florks, em média. “Tem dias que trabalhamos apenas com vendas desse estilo, é uma demanda bem superior a outras artes”, elucida.

A personalização dos produtos ocorre por um processo chamado sublimação. Thais explica como é realizado:

O mês de julho é marcado pelo período das férias escolares. Durante aproximadamente 15 dias crianças e adolescentes podem aproveitar do tempo livre com opções de entretenimento disponíveis em Santa Maria. 

O Shopping Praça Nova promove a Campanha Passaporte da Diversão que propõe uma rota de lazer no local, entre os dias 05 e 31 de julho, trazendo brindes e oficinas para as crianças.

 O passaporte pode ser adquirido gratuitamente pelos visitantes no Espaço Família, próximo à Praça de Alimentação. As retiradas podem ser feitas de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos, das 11h às 22h, ou diretamente nas nove lojas participantes da ação.  

Para o participante receber o brinde é preciso completar cinco selos no passaporte até o fim do mês. Eles podem ser obtidos após a participação do cliente em uma das lojas que participam da campanha:  Hyperbox, Aventura Kids Carros e Dinos, Boliche Sports Bar, Tridoo, Zig Zag Play, Ranger, Cinépolis, Mundo dos Blocos.

Para Heliane Simones, superintendente do Praça Nova, “somos comprometidos com a nossa comunidade, por isso propomos uma série de atividades de lazer para as crianças aproveitarem as férias escolares com muita alegria e diversão num ambiente que acolhe toda a família”. 

A programação de férias do Praça Nova também possui oficinas gratuitas para o público infantil. Oficinas de Culinária com o programa Mesa Brasil SESC, no dia 15 de julho, para crianças de até nove anos. Oficinas de Robótica (para crianças de sete a 14 anos) e de Contação de histórias interativa em inglês com o Código Kids e Study English (até 10 anos) nos dias: 22 e 23 de julho, ás 15 h, 16h e 17h.

 Elas são realizadas no Praça Palco com vagas limitadas. As inscrições devem ser realizadas no site do Shopping. As oficinas de culinária recebem doações de 1kg de alimento ou 1 litro de leite como forma de inscrição no dia do evento.

No Royal Plaza Shopping o público infantil pode contar com a Montanha-Russa Zoo, Aventura Kids, Arcoplex Cinemas, Espaço Kids, Cine 6D, o espaço de entretenimento infanto-juvenil TriDoo e, a partir dos 12 anos, stand de tiros na Loja Ranger.

O Theatro Treze de Maio promove o Carrossel Cultural Férias Divertidas. O projeto tem como objetivo de realizar espetáculos teatrais infantis, ampliando o acesso das crianças à a arte e a cultura. O programação conta com cinco dias de apresentações com classificação livre e entrada franca. O planejamento tem realização de Angélica Silva e financiamento de Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Emília e Dom Quixote no Theatro.  Foto: Ronald Mendes

Programação do Theatro:

CLOWNFUSÃO no dia 26 de julho – 15h e 18h

 A palhaformance “ClownFusão – O Poder Subversivo do Sistema Capitalhaço” é uma apresentação circense de palhaçaria em que os palhaços disponibilizam para o público um cardápio de opções a serem adquiridos e degustados/apreciados. No menu contamos com sabores de diferentes técnicas circenses como roda cyr, malabares, acrobacia, mágica, monociclo, entre outras surpresas. Tudo temperado com o bom e velho sabor da linguagem do palhaço. 

A TARTARUGUINHA QUE PERDEU O CASCO dia 27 de julho – 15h e 18h

 A peça é uma adaptação de um livro infantil que conta a jornada de uma tartaruga que perdeu seu casco e encontra vários amigos durante a busca por algo que possa ajudá-la. Uma linda história sobre amizade, solidariedade e doação de órgãos. 

A CALIGRAFIA DE DONA SOFIA  no dia 28 de julho – 15h e 18h

Lá do alto da colina, Dona Sofia, uma professora aposentada, busca entender qual o seu lugar no mundo e acompanhada de Seu Ananias, o carteiro mais simpático do vilarejo e das fadas poéticas Léa, Lia e Cléa adentra numa aventura poeticamente linda, cheia de emoção e magia. “A beleza-espoleta que passa sem que olho possa perceber. Ninguém sabe qual é sua graça. É só o poeta que vê”. 

 AS HISTÓRIAS DO VÔ VENÂNCIO dia 29 de julho – 15h

Vô Venâncio é um personagem tipicamente gaúcho que, junto com sua neta Feliciana e seus dois amigos músicos, visita Feiras do Livro, escolas, espaços públicos e eventos de vários locais para proporcionar a criançada um divertido e inusitado momento cultural através de suas histórias e causos. A criança participa ativamente da história, podendo ela mesma ser um dos personagens, como chapeuzinho vermelho, lobo mau, cacique, Imembuí, entre outros. 

TREM MARAVILHA no dia 29 de julho  – 18h

 Trem Maravilha era uma famosa banda infantil dos anos 80. Após mais de 20 anos, eles se reúnem para relembrar os anos dourados da banda e tocar…uma última vez!! Através do repertório, uma nostalgia para os pais e uma descoberta para as crianças! 

O curta-metragem “Sinais” recebeu menção honrosa na 5ª edição do Festival Universitário de Cinema e Audiovisual Assimetria. A premiação é realizada pela UFSM e UFSC e aceita produções audiovisuais universitárias realizadas no intervalo de dois anos de instituições de ensino superior da região sul do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.

“Sinais” foi produzido no primeiro semeste de 2021 por alunos da disciplina de Cinema II do Curso de Jornalismo da UFN, orientados pela professora Neli Mombelli. Com direção de Denzel Valiente e roteiro de Lavignea Witt, o curta retrata uma cena frequente no período de pandemia: aulas de graduação no formato online. Também expõem cenas de violência domiciliar,  visibilizando detalhes de comportamentos que podem revelar pedidos de ajuda, que acabaram sendo silenciados no período de distanciamento social.

A acadêmica Lavignea Witt conta sua inspiração para o roteiro: “Escrevi a história do curta bem em meio ao período mais crítico da pandemia, quando as produções audiovisuais estavam em alta na internet. A minha inspiração partiu disso, de um vídeo publicitário que falava sobre violência doméstica contra a mulher na quarentena, produzido pelo Instituto Maria da Penha. Na história, a mulher acaba conseguindo se salvar e denunciar o agressor com a ajuda dos seus amigos, mas eu quis mostrar a outra face da violência, que é quando a mulher sofre o feminicidio. Então criei a história de uma estudante que sofre violência e que infelizmente morre por não ter tido suporte naquela situação. Os índices de violência contra a mulher estão cada vez mais altos no Brasil e isso entrou ainda mais em evidência nesse período. Por isso eu, como mulher, gostaria de impactar as pessoas abordando esse assunto”.  Por tratar de um tema delicado, durante a produção do roteiro a aluna pensou em deixar cenas subentendidas. “Não queria dar a entender nenhum aspecto de como ocorreu a violência que levou a morte, apenas impactar. Então gravamos todas as cenas durante as aulas normalmente e na última (cena) todos lamentam o que ocorreu com a Luisa”, conta ela.

A professora da disciplina, Neli Mombelli, explica que produzir um curta-metragem de ficção no curso de Jornalismo “é a possibilidade de exercitar uma forma diferente de contar histórias, de construção narrativa, que é a base de todo bom jornalismo e que busca profundidade”. Ela também conta que os temas dos curtas retratam questões atuais e que são consideradas pautas no ponto de vista do jornalismo: “No caso do Sinais, que aborda a saúde mental e relacionamentos em meio à pandemia, mas que também poderia ocorrer antes mesmo da pandemia”. 

A orientadora relata que “produzir o curta permite aos alunos compreender como se estrutura uma produção audiovisual com equipe grande em que cada um tem uma função técnica diferente e uma depende da outra para ter um bom resultado de produto final”. Como no caso de Lavignea que nunca havia roteirizado, dirigido e participado de toda a produção de um projeto grande. De acordo com a estudante a participação “agregou de muitas maneiras. As gravações foram incríveis, apesar de terem sido durante a pandemia e da gente ter tido algumas limitações, aprendi muitas coisas que vou levar pra vida. E, depois de lançado, o reconhecimento que isso gera é incrível. Mesmo após bastante tempo ainda vemos que o Sinais está tocando as pessoas, isso é gratificante”.

Para Neli, o reconhecimento de um festival traz uma alegria muito grande e é o reconhecimento do trabalho que todos desenvolvem em equipe com muita dedicação. A roteirista complementa que “não há nada mais gratificante para um produtor de conteúdo do que ver o seu trabalho sendo reconhecido em prêmios e festivais. Eu e todas as outras pessoas que participaram da criação de Sinais estamos muito contentes pela menção honrosa”.

O curta possui produção de Matheus Andrade, Laura Gomes e Ariel Portes. Na direção de arte Kauan Costa, Caroline Miranda, Luana Giacomelli e Felipe Monteiro, e ainda Emanuely Guterres na assessoria de comunicação. Conta com o apoio técnico de Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia, Jonathan de Souza na edição e finalização de imagem e Alan Carrion na edição de som. O elenco é composto por Vithoria Trentin, Carla Torres, Eduarda Rodrigues, Eduardo de Prá, Walquíria Lerina e Lucas Pereira.

Colaboração: Vitória Oliveira

A 28ª edição da Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop) inicia nesta sexta-feira (15) e segue até domingo (17), em Santa Maria. A inovação desta edição será a participação de dezenas de agroindústrias de todo o estado.

José Carlos Peranconi, coordenador da Feicoop e do Projeto Esperança/Cooesperança. Imagem: Maiquel Rosauro

O evento deverá receber por volta de 500 grupos de expositores, a maior parte do setor de artesanato. Também ocorrerão debates, oficinas e seminários sobre questões ligadas a Agricultura Familiar e a Economia Solidária, além de apresentações culturais. A programação será divulgada em breve.

O coordenador da Feira e do Projeto Esperança/Cooesperança, José Carlos Peranconi, o Zeca, afirma que, em apenas um dos pavilhões do Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, haverá mais de 50 agroindústrias. “Se formos contar também os empreendedores que participam regularmente do Feirão Colonial, teremos mais de 60 agroindústrias que atuam com pão, salame, queijo e muito mais, vindas das mais variadas cidades do Estado”, explica.

É a primeira vez que Zeca assume a coordenação da Feicoop. Ele conta que o serviço é grande, mas que tudo caminha bem para o início da Feira. Nos anos anteriores, era o responsável pela organização da infraestrutura do evento.  “Temos uma equipe boa que está trabalhando, gosto sempre de conversar com o pessoal para não tomar decisão sozinho. Temos uma correria boa. Sei que, fisicamente, posso estar cansado, mas olho para trás e vejo tudo o que a gente já fez e dá um incentivo para terminar. É uma experiência nova para mim, trabalhei em todas as feiras em outra função, não na linha de frente. É desafiador”, relata Zeca.

A 28ª Feicoop é promovida pelo Projeto Esperança/Cooesperança, braço da Arquidiocese de Santa Maria; Prefeitura Municipal de Santa Maria; Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Instituto Federal Farroupilha (IFFar). Para realização de um evento desse porte, a Feicoop tem auxílio de, aproximadamente, R$ 450 mil em emendas impositivas que chegam por meio da Prefeitura. A destinação vem dos deputados federais Paulo Pimenta (PT) e Elvino Bohn Gass (PT), e dos vereadores santa-marienses Valdir Oliveira (PT), Maria Rita Py Dutra (PCdoB), Ricardo Blattes (PT), Paulo Ricardo Pedroso (PSB), Getúlio de Vargas (Republicanos) e Tubias Calil (MDB). As emendas dos vereadores somam R$ 102.927,92.

 

Nas noites de 6 e 7 de julho foram apresentados os Trabalhos Finais de Graduação dos acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana. As pesquisas são analisados por professores do curso e convidados que compõem a banca avaliativa.

O acadêmico Joedison Dornelles teve como orientadora a professora Sione Gomes, sendo avaliado pela professora Glaíse Palma e o jornalista Gilvan Ribeiro. O tema que ele escolheu para abordar foi “O jornalismo esportivo em Santa Maria pelo Canal JoGA”, pelo fato de tratar de jornalismo esportivo que é a área dentro da comunicação que o instigou a escolher o curso. “A temática do trabalho foi escolhida pela simples razão de eu trabalhar dentro do Canal JoGA e querer mostrar como é feito o jornalismo esportivo em Santa Maria. E também mostrar como o programa tem importância para o jornalismo local, para as pessoas que aqui vivem e consequentemente para os clubes da cidade”, explicou Dornelles.

Joedison Dornelles durante a apresentação do seu TFG. Imagem: Vitória Oliveira

O estudante explica qual o sentimento de apresentar o trabalho final de graduação e ser aprovado, “é muito gratificante, pois, é a hora que você defende seu projeto, coloca e expressa tudo o que você aprendeu durante os 4 anos de curso. Na hora da apresentação passa um filme na sua cabeça, você lembra do momento em que ingressou pela primeira vez a sala de aula, lembra das amizades que fez, dos professores, seus ensinamentos e puxões de orelha, além dos estágios, laboratórios e coberturas realizadas dentro da Universidade”. A sua expectativa para o futuro como jornalista é muito grande: “tenho alguns projetos e ideias, além também muita vontade e esperança de poder atuar na área do Jornalismo esportivo aqui de Santa Maria e claro também quero alçar passos maiores, ir para outros estados”.

Pablo Millani também apresentou o seu TFG, que teve como orientadora a professora Glaíse Palma, sendo avaliado pelas professoras Sione Gomes e Fabiana Pereira. Ele abordou o tema “O consumo de mídia no âmbito do município de Formigueiro/RS”. Desde o início da graduação o aluno sempre tentou  fazer um união entre a teoria do que é aprendido na sala de aula com a prática do mercado de trabalho: “colocar isso em prática também na realidade, exercitar e desenvolver isso, de dar um retorno. Um trabalho real no âmbito do município de Formigueiro, sempre tentei fazer essa união do que era aprendido na universidade, dando um retorno já para a comunidade através dessa atividade em jornalismo”. E para ele não foi diferente com o TFG, pois ao longo da graduação desenvolveu alguns projetos, em destaque o Terra Fofa Online, que é um portal de notícias do município de Formigueiro que passou por diversas etapas durante a graduação, tendo inclusive o plano de negócios elaborado em uma disciplina. Já na disciplina de Projeto Experimetnal em Jornalismo foram feitas algumas remodelações, transformando o site em um portal de notícias. 

Pablho Millani apresentando seu TFG. Imagem: Vitória Oliveira

Para Pablo é necessário que haja uma análise de consumo midiático para: “Possibilitar essa melhora do trabalho, ter um feedback real. Foram 176 pessoas que dedicaram  uma parte do seu tempo, para responder sobre a mídia de Formigueiro. Esse dado é de grande valia para possibilitar a melhora no trabalho do município. Podendo também ser utilizado em outros municípios, um  dado do atlas da notícia traz uma preocupação perante os desertos midiáticos, pois são muitos”.  Para ele a sensação é muito boa, “sinceramente não sei descrever em uma palavra ou em um sentimento, é um misto de emoções. A conclusão de uma graduação de quatro anos, um trabalho final que leva dois semestres, então, passei por muita coisa pra chegar e concluir esse documento, essa pesquisa. Poder realizar essa apresentação para uma banca e ser bem avaliado. Eu acho que as sensações de  esforço e gratidão são as que predominam. Muito esforço por trás, mas, no final é muito gratificante ter esse retorno positivo de pessoas que avaliaram o trabalho pois  são referência dentro da comunicação e ajudaram na minha formação.” As expectativas do acadêmico para o futuro na profissão são positivas: “dias de muito trabalho, acho que a tendência do jornalista é estar cada vez mais ativo e ao mesmo tempo mais multimidiático.  Hoje a gente vê as redações integradas, acredito que essa seja uma tendência que ao natural vai ocupar todo o semblante jornalístico, onde o profissional atua em diversas plataformas. O jornalista sendo diferente e confiável daqueles demais que compartilham a informação na internet, mas não tem essa fundamentação teórica e prática que o jornalista aprendeu em sua graduação”, conclui Millani.

O acadêmico Felipe Monteiro escolheu “Uma análise fílmica do documentário Chorão: Marginal Alado” como tema para seu TFG II. De acordo com ele, além de ser fã, foi motivado para explorar a área dos documentários, “era uma área que não explorei bastante durante a graduação, mas que gostei muito quando eu estudei durante esses dois semestres de TFG I e II”.

Felipe Monteiro apresentando seu TFG. Imagem: Vitória Oliveira

Por querer se aprofundar na área dos documentários e curtas-metragens, ele conta que: “ é uma base muito forte pra mim, para agregar no meu dia a dia como jornalista, ter mais uma área para estudar”. A apresentação do Trabalho Final de Graduação é um misto de sentimentos para o estudante. Para ele, “é gratificante demais ouvir o carinho dos professores, conseguir vencer todas as dificuldades que eu tinha e coisas que consegui aprender. Acredito que esse é o objetivo da faculdade, conseguir agregar conhecimentos para ser um bom profissional”. Para o futuro, além da produção de programas de rádio, Felipe tem expectativas para trabalhar em diversas áreas do jornalismo, explorando tudo que a profissão tem a oferecer.

Colaboração: Luiza Silveira

Depois de dois anos, a quantidade de brasileiros empregados, em janeiro deste ano, se aproxima do número de trabalhadores no país antes da chegada do coronavírus, em 2020. De acordo com o levantamento realizado pelo instituto federal, atrelado à estrutura do Ministério da Economia, o primeiro mês de 2022 registrou um total de 94,1 milhões de empregados no Brasil. Em janeiro de 2020, antes do início da pandemia, esse contingente era de 94,5 milhões. Com relação a janeiro do ano passado, a situação atual é de que o número de trabalhadores ocupados cresceu 8,1%. Segundo o Ipea, o aumento foi o grande responsável pela queda de 3,3 pontos percentuais na taxa de desemprego. O índice passou de 14,7% em janeiro de 2021 para 11,4% no mesmo período deste ano. Em quatro estados da região, a taxa de desemprego caiu para 11,2% em janeiro de 2022, de 15,1% no primeiro mês do ano passado. Embora o estudo apresente um cenário mais favorável e sugira a volta aos níveis pré-pandemia, o Ipea destacou que as perdas de empregos continuam consideráveis.

Em 15 estados, menos da metade da população em idade de trabalhar estava ocupada. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Atualmente, 12,1 milhões de cidadãos estão desempregados. A agência também afirma que a maioria das novas vagas de emprego são criadas no setor informal. Ou seja, apesar de terem empregos, muitas dessas pessoas recebem muito pouco e não são protegidas por direitos trabalhistas. Entre as avaliações por idade, a mais jovem declinou mais. Embora a taxa de desemprego tenha caido para todos os grupos, a taxa de desemprego para o grupo mais jovem caiu 6,2 pontos percentuais. Do quarto trimestre de 2020 para o quarto trimestre de 2021, a queda nesse grupo foi de 29% para 22,8%. O contingente de ocupados com ensino fundamental incompleto também apontou crescimento de 16,2%, possibilitando uma queda de 5,1 pontos percentuais da taxa de desocupação, que passou de 23,5% para 18,4%, no período em questão.

Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por amostrar de domicílios continua mensal

A Catarina Silva Bandeira nos contou seu relato sobre a busca de emprego no meio da pandemia e como foi em comparação aos outros anos. Confira:

Desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, a busca por terapias alternativas aumentou significativamente, como formas de complementar a medicina tradicional ou apenas utilizando-as de forma isolada para garantir o bem-estar. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, realizou um estudo que revelou que 80% da população desenvolveu distúrbios relacionados à ansiedade, sendo um dos responsáveis pelo crescimento da busca pelas terapias.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizou uma pesquisa que indica que a prática mais utilizada pelos brasileiros durante a pandemia foi fitoterapia, seguida por meditação e reiki. O trabalho ouviu mais de 12 mil pessoas. Grande parte das formas de tratamento alternativos são baseados em conhecimentos milenares , provenientes das culturas orientais  e indígenas.

Pesquisa realizada pela Fiocruz mostra as terapias mais procuradas durante a pandemia. Fonte: Fiocruz

Reiki

A pedagoga e terapeuta holística Cleia Carolina Freitas tem formação em reiki e florais de Bach. Ela conta que o reiki surgiu no Japão na década de 1920, porém somente a partir da 1980 começou a entrar em alta, pela própria divulgação dos japoneses. A história conta que o o Dr Mikao Usui era responsável pelo johrei (método de canalização de energia espiritual) da igreja metodista. Porém o johrei possui cunho religioso e para Mikao não era viável trabalhar com uma terapia sagrada das mãos vinculada a uma religião. Sua principal intenção era ser uma técnica de cura e não uma religião.

O funcionamento da terapia é dado através do alinhamento de pontos de energia, chamados de chakras pelo reiki. A terapeuta explica que: “Os chakras se alinham através do toque das mãos, no primeiro momento são traçados os símbolos do reiki, o terapeuta se banha com eles e passa para o paciente no ambiente, depois começa a aplicar em cada ponto de energia”. Ele não contribui apenas para a saúde mental das pessoas, como também para a saúde psíquica, espiritual e física, porque, de acordo com Cleia,  “as doenças são somativas, nosso organismo vai acumulando os bloqueios, traumas, decepções, emoções negativas e descarrega em uma parte fisiológica, em algum órgão, que se transforma em doença”. O reiki é uma terapia reparadora, ela também relata que “na primeira vez que o paciente recebe, fica muito concentrado no que estão fazendo com ele, então não sente tanto os efeitos. Na segunda ele já sente um estado de concentração e relaxamento, está muito mais receptivo à terapia. Já na terceira ele sente o alinhamento emocional, físico, espiritual e mental”. 

 A terapeuta também desmistifica a forma como a terapia deve ser realizada: “O reiki no início tinha muito sensacionalismo, tinha uma certa publicidade, que tinha que ter um ritual perfeito e você tinha que seguir aquele ritual. Hoje não, atualmente ele pode ser aplicado em um campo de batalha, pode-se aplicar nos animais, pode-se aplicar em qualquer lugar”.

Atualmente a sociedade está mais receptiva à busca por estas terapias. A expansão destes interesses resultou em processos seletivos no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) para que terapeutas possam aplicar reiki em postos de saúde, hospitais e consultórios dentro de uma sede do INSS.

Meditação

 A meditação é uma técnica milenar conhecida como a terapia mais completa que existe, Cleia explica o porquê: “Ela consegue te voltar para o seu ego, anulando ele e te faz voltar para o seu eu maior, para o centro da sua alma. As pessoas têm uma grande dificuldade de aprender a meditar e, na verdade, não é simples. Mas depois que aprende, é possível praticar em qualquer momento”. Ela também ensina uma forma de começar a técnica: “através de um mantra, qualquer mantra que você conheça, começa falando, depois mentalizando, até seu corpo entrar em relaxamento total. A meditação exige uma forma que o corpo esteja confortável para atingir o relaxamento, mentalizando o mantra você vai esquecendo das outras partes do corpo, não sente mais a consciência corporal, sente um estado de relaxamento total e a mente esvazia, você não pensa em nada”.

A técnica pode trazer diversos benefícios para quem a pratica, “tem uma vida emocional equilibrada, respira bem, consegue trabalhar a sua vida profissional de forma tranquila. Através da meditação se tem um bom relacionamento com as pessoas, ela nos ensina a ouvir o outro”, explica Cleia. Cássia Bairros faz o uso da técnica há mais de três anos e conta que os benefícios são vários: “Aumento da concentração, melhora na qualidade do sono, mais tranquilidade pra resolver os problemas do cotidiano, um olhar mais amplo e atento sobre a realidade, a interação social também”.

Práticas de meditação realizadas em evento no dia da mulher em que Cássia participou. Imagem: Cássia Bairros

Hoje existem na internet diversos vídeos de meditações guiadas que, segundo Cleia “ começa com aquele aprendizado, que é simples e fácil. Nas primeiras vezes você não consegue, na terceira vez já é possível entrar no estado meditativo e na quarta vez você já está na técnica da meditação propriamente dita, que é conseguir alinhar o teu pensamento, as partes do teu corpo no relaxamento, na zona de conforto, e aí na quinta tu já tá fazendo a meditação sem ser guiada, só procura um mantra, existem diversos mantras”. É uma técnica acessível para todos e não custa nada.

Floral de Bach

Em relação à terapia dos florais,  o que é mais conhecido hoje é a pesquisa de florais Edward Bach, que tem este nome por conta do médico britânico que pesquisou 38 flores durante 30 anos. No inicio ele chamou o trabalho de placebo espiritual, depois entendeu que a energia das plantas, do néctar, da essência das flores tinham uma conexão muito forte com o nosso comportamento. Cleia explica que: “nós, terapeutas holísticos, receitamos os florais e o paciente entra em um estágio negativo nos três ou quatro primeiros dias. Depois do quinto dia ele começa a sentir o efeito da essência das flores na sua vida. Fazemos o diagnóstico da pessoa, para sabermos o que ela esta sentindo, se é ansiedade, depressão, dificuldade de aprendizado, uma situação de isolamento, medos desconhecidos ou outras atitudes comportamentais que podem ser regulamentadas pelos florais”.

Os florais têm uma conexão muito forte com o nosso comportamento, “a partir do momento que começamos a tomar os florais, nós nos observamos e nos surpreendemos conosco. O floral transforma uma atitude negativa em uma positiva”, conta a terapeuta. Existem diversos outros florais além dos de Eduardo Bach, porém todos eles são baseados na pesquisa da essência das flores e todos eles possuem o mesmo efeito, de acordo com Cleia “não é só um placebo espiritual mas também uma ferramenta maravilhosa para alinhar chakras, alinhar comportamentos negativos e levar a pessoa a fazer uma releitura do seu próprio eu, do seu ego e chegar a conclusões diferentes do que antes ela tinha”.

Formas alternativas ou complementares de buscar ajuda em terapias são comumente associadas à religião, porém a terapeuta explica como as diferentes religiões não afetam o processo de terapia:

Em 2018, o Ministério da Saúde incluiu dez terapias alternativas ao Sistema Único de Saúde (SUS).  São elas: apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais. Com as recentes adições, o SUS passa a ofertar 29 procedimentos complementares à população. São chamados de Práticas Integrativas e Complementares (Pics) e utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para curar e prevenir diversas doenças. Evidências científicas têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas complementares.

Matéria produzida no primeiro semestre de 2022, na disciplina de Linguagem das Mídias do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana.

Quem acha que o confinamento afetou apenas o psicológico da população, está enganado, a reclusão trouxe problemas tantos físicos quanto mentais. Segundo a pesquisa online da Diet & Health under COVID-19,  durante o isolamento, 52% do povo brasileiro teve um aumento de 6,5 kg na balança. Seja por falta de exercícios, por alimentação errada, ou até os dois fatores juntos, o Brasil se tornou um dos países com maior aumento de peso médio do mundo, durante a quarentena.

Tivemos também no país o aumento de 3%, em usuários de tabaco, e 14% de aumento na taxa de pessoas que consumem bebidas alcoólicas. Tudo isso misturado com a queda da prática de exercícios físicos, que caiu 29%.

Porcentagem dos países em que a população mais teve aumento de peso. Imagem:  Diet & Health Under Covid-19

A nutricionista da prefeitura municipal de Formigueiro, Bruna Bortolotto Rohde, falou um pouco sobre a importância de uma alimentação saudável já que, com a chegada da quarentena, muitas pessoas acabaram ingerindo muitas comidas pesadas. Bruna também deu ênfase em como uma rotina de refeições balanceadas ajuda a reforçar a imunidade do ser humano. Confira a seguir:

Matéria produzida no primeiro semestre de 2022, na disciplina de Linguagem das Mídias do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana.