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Santa Maria, RS, Brazil

Brasil é um estado laico?

A intolerância religiosa é o ato de discriminar, ofender religiões e agredir pessoas por conta das práticas religiosas e crenças.

O Cinema Nacional tem primeiro respiro pós Covid-19

Apesar dos bons números do cinema nacional para o primeiro semestre do ano, o público geral é menor do que o ano passado. O mercado cinematográfico brasileiro cresceu e parece estar retomando os números pré-pandemia. O

O impacto do TikTok na Indústria Musical

A popularização global do aplicativo trouxe mudanças drásticas para diversos setores do entretenimento, entre elas a indústria musical. Segundo um relatório divulgado pela própria plataforma, o TikTok impulsiona a descoberta de músicas globalmente.

A Constelação Familiar como prática complementar

Conhecida como uma prática integrativa e complementar, a constelação familiar é uma terapia alternativa que tem como objetivo auxiliar os indivíduos a superarem traumas do passado e fazer com que sejam descobertos novos propósitos de vida.

O abuso que poucos veem na Indústria de Hollywood

Durante décadas, relatos de abusos sexuais, coerção e exploração de poder têm dominado Hollywood, a maior indústria de entretenimento. O USA TODAY revelou que 94% das mulheres na indústria do cinema já sofreram alguma forma de

Inteligência Artificial: abraçar ou temer o futuro?

A eficiência e praticidade da computação e da internet na sociedade contemporânea é indiscutível. Além da globalização e democratização da informação, estas tecnologias também nos influenciam no campo da criação.

No lugar da boate será construído um memorial às vítimas da tragédia. Imagem: Beto Albert/Diário

Na última quarta-feira, 10 de julho, foi dado início a obra do Memorial da Kiss, na Rua dos Andradas. Após uma década onde aconteceu o incêndio, as ruínas darão lugar a um espaço cultural e educativo. A cerimônia teve início às 9h e contou com homenagens e relato de pessoas envolvidas no processo de obtenção do memorial e busca por justiça no decorrer dos anos. O projeto vencedor do memorial é do arquiteto paulista Felipe Zene Motta, que propôs a construção de um jardim central e de um único pavimento que seja de fácil construção e manutenção.

Como ato simbólico, o letreiro “Boate Kiss” foi retirado e a porta aberta. Familiares, sobreviventes e integrantes da comunidade participaram do ato marcado por emoção. Em um abraço coletivo foram soltos 242 balões em homenagem às vítimas. O Memorial da Kiss contará com um acervo com objetos retirados do espaço, que foram pré-selecionados para fazerem parte das peças que ficarão em exposição. A obra deve levar 8 meses para ficar concluída. “Essa retirada simbólica representa muito para nós. O Memorial será a plataforma para contarmos as histórias ao longo desses onze anos. Queremos inserir escolas aqui dentro e contar para as próximas gerações o que aconteceu. Além disso nossa história tem um passado de impunidade e ao contar isso exercemos forças em todas as vias”, comenta  Gabriel Rovadoschi, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria.

Com a abertura da porta principal da boate, a imprensa e o público presente puderam entrar no prédio. “A sensação é horrível. É possível ver que o prédio não tem qualquer ventilação. Com a construção do Memorial, acho que teremos um pouco mais de tranquilidade ao olhar para esse lugar. Nossa luta é para que nem um pai, uma mãe ou família passe por isso novamente”, comentou Mara Amaral Dalforno, mãe de Melissa Amaral Dalforno, uma das vítimas da tragédia.

O prefeito de Santa Maria Jorge Pozzobom defendeu que a construção do Memorial servirá como um lugar de reflexão sobre o que aconteceu para que novas tragédias como essa não se repitam. “Queremos com esse memorial dar um recado para o mundo. Depois que ocorreu a tragédia da Kiss, houve outras bem similares em outros países. Esse memorial é um recado, para que não se repita. Vamos desfazer sim a ruína, e construir a memória”, salientou o prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom (PSDB).

Santa Maria, localizada no coração do Rio Grande do Sul, é conhecida por ser uma cidade universitária, em receber e abrigar muitos jovens com seus sonhos e desejos de conquistas. Após aquele fatídico dia, 27 de janeiro de 2013, passou a ser lembrada também como palco da maior fatalidade já vista. Tragédia que ceifou a vida de 242 vítimas, ferindo mais de 600 pessoas. O acidente foi considerado a segunda maior tragédia do Brasil em números de vítimas em um incêndio, sendo superado apenas pelo fato ocorrido do Gran Circus Norte-Americano, em 1961, em Niterói, RJ, que vitimou 503 pessoas.

O caso da Boate Kiss gerou grande comoção nacional e internacional, resultando em mudanças na legislação de segurança em locais de entretenimento no Brasil. A criação do memorial foi impulsionada pelos esforços das famílias das vítimas e da comunidade local, com o objetivo de manter viva a memória daqueles que para sempre serão lembrados.

A intolerância religiosa é o ato de discriminar, ofender religiões e agredir pessoas por conta das práticas religiosas e crenças. No império romano, os cristãos foram perseguidos e criminalizados. Isso indica que os atos de inflexibilidade a partir da crença religiosa de alguém não são acontecimentos novos na nossa sociedade. Um dado fornecido pelo antigo Ministério dos Direitos Humanos relatou que, de 2015 a 2017, houve uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas no Brasil. O número 100 do disque denúncia durante esse período, foi predominante nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A maior parte das vítimas de intolerância é composta por adeptos de religiões de matriz africana, segundo o Ministério dos Direitos Humanos.
As religiões de matriz africana estão presentes no Brasil desde os séculos XVI e XIX. De acordo com a Agência brasil, os casos de ataque às religiões de matrizes africanas aumentaram cerca de 270% só em 2021, com aproximadamente 244 casos, 160 a menos que em 2020. Documentos do IBGE revelam que cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil fazem parte de alguma religião africana. Tais documentos mostraram que em 2010, 0,4% da população eram de alguma religião africana, já em 2017 esse número alcançou 1% da população.

Cerimônia cultural da Umbanda. Imagem: iStock

Muitas pessoas acabam fazendo pré-julgamentos sobre algumas culturas e religiões, sem saber o real significado e como aquela religião age na sociedade. Desde os primórdios, temos conflitos culturais, políticos, por esporte e religião. E porque isso acontece? De acordo com a revista Portal da Comunicação, conflitos religiosos, ocorrem por sua maioria, por interesses além da própria religião. Entre esses interesses, temos interesses regionais por exemplo, onde uma cultura domina uma certa região, e acaba despertando ódio como no Afeganistão, de um lado não muçulmanos contra fundamentalistas radicais mulçumanos.

Perseguições, fanatismo e ideologia fazem parte de diversos aspectos no Brasil, a democracia por muitas vezes acaba dando espaço para conflitos. Diante disso podemos confirmar que estamos longe de um Brasil democrático quando o assunto é religião.

Acompanhe no infográfico abaixo as principais religiões no Brasil em 2020, segundo o Datafolha em 2020.

Fonte da informações: Religião Católica: Brasil Escola / Religião Evangélica: G1 / Sem religião: Instagram / Religião Espírita: Brasil Escola

Edição deste ano terá como foco ajudar a retomada de geração de renda dos gaúchos. Imagem: Divulgação/Feicoop

A 30ª Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), inicia na próxima sexta-feira, dia 12 de julho. O evento terá a abertura oficial às 16h, e segue até domingo, 14, com encerramento às 18h. Desde o início desta semana equipes trabalham na montagem da estrutura da Feira, que espera um público de 150 mil pessoas.  As bancas dos expositores funcionarão das 7h às 19h durante os três dias de evento. Entre os empreendimentos estão bancas de artesanato, agroindústria, floricultura, horticultura, panificados e doces.

Na edição deste ano, foram aproximadamente 500 inscritos, entre expositores e promotores de atividades culturais. A Feicoop terá como foco ajudar na retomada de geração de renda dos gaúchos, após a tragédia climática que arruinou o estado. A Feira receberá pessoas e grupos de lugares que foram fortemente atingidos pelas chuvas, como distritos de Santa Maria, municípios da Quarta Colônia, Serra Gaúcha e Região Metropolitana. “Já que muitos foram afetados diretamente pelas enchentes e outros ficaram dois meses sem poder comercializar seus produtos, fizemos uma busca ativa por essas pessoas para que elas participassem”, comenta José Carlos Peranconi, coordenador do projeto.

Desde 1994, a Feicoop movimenta a economia local e valoriza a agricultura familiar por meio da comercialização de produtos, oficinas e seminários formativos, que atraem pessoas de diferentes lugares do Brasil e até de outros países. A Feicoop é promovida pelo projeto Esperança/Cooesperança, da Arquidiocese de Santa Maria, e tem o apoio da prefeitura, do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Para dúvidas e mais informações sobre o evento, o contato com a organização da Feicoop pode ser via o e-mail feicoopsantamaria@gmail.com, pelo Facebook ou os perfis de Instagram @ofeiraocolonial e @redeesperancacooesperanca, e também pelo telefone: (55) 99974 4567.

Confira a programação:

Sexta-feira, 12 de julho de 2024

– 7h – Alvorada Festiva

– 7h às 19h – Comercialização Direta nos Stands (Território da 30ª FEICOOP)

– 13h: Seminário – Reconstruindo as cidades, Promovendo o desenvolvimento Sustentável. Local: Sala Paul Singer

– 14h: Seminário – O impacto das mudanças climáticas na segurança alimentar no Rio Grande do Sul. Local: Palco da FEICOOP. Coordenação

– 14h: Seminário – Ética Planetária e Desigualdade: reflexões sobre meritocracia e justiça social. Local: Lonão Autogestão – Parque da Medianeira 

– 14h às 15h: Oficina – Lojas Virtuais: uma opção para a comercialização da economia solidária? Local: Lonão Democracia – Parque da Medianeira 

– 15h: Oficina – Educação Financeira para mulheres empreendedoras. Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Pavilhão A, Sala 1.

– 15h30 MÍSTICA DE ABERTURA

– 16h ABERTURA OFICIAL DA 30ª FEICOOP. Local: Palco da Feira – Parque da Medianeira

Observação: Neste horário não haverá Seminários, oficinas e atividades formativas. Todos são convidados para participar da abertura oficial.

Sábado,13 de julho de 2024

– 7h – Alvorada Festiva

– 7 às 19 h – Comercialização Direta nos Stands (Território da 30ª FEICOOP)

– 07 às 19h: Exposições: Mostra Cultura Viva 20 anos – Ponto de Cultura e Mostra 30 anos FEICOOP – Projeto Esperança/Cooesperança, Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e Instituto Federal Farroupilha.

– 08h30 às 12h: Seminário – Escola Estadual de Fé e Política “Encantar a Politica”. Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Auditório 

– 09h: Oficina – Só risos: Orientação de Higiene Bucal. Local: Lonão IFFAR e UFSM.

– 9hs às 12h: Seminário – Bancos Comunitários como ferramentas para a reconstrução do Rio Grande do Sul. Local: Sala Paul Singer

– 9h30: Audiência Pública – O Projeto de Lei 104/2023 e a Política Pública de Bioinsumos, Agricultura Regenerativa e Sustentável. Local: Lonão Solidariedade – Parque da Medianeira.

– 9h30 às 12h: Seminário – IV Conferência Nacional e a Reconstrução das Políticas Públicas de Economia Popular Solidária. Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Pavilhão A, Sala 1.

– 09h30m às 12h: Seminário – Economia Solidária: Experiência de Empoderamento Econômico a partir da prática Antirracista. Local: Lonão Democracia – Parque da Medianeira

– 10h: Reunião – Encontro de Servidores da Rede Federal e das Universidades Federais que atuam no campo da Economia Solidária. Local: Lonão IFFAR e UFSM.

– 10h30: Seminário – Troca de experiências entre grupos participantes de CSAs. Princípios da CSA e da agroecologia, consumo consciente e aproximação do campo com a cidade. Local:  Escola Estadual Irmão José Otão – Pavilhão A, Sala 4.

– 13h30: Oficina – Abayomi: Resgatando a memória e celebrando a cultura afro-brasileira. Local: Mostra IFFAR e UFSM

– 13h30: Seminário – Boas práticas em educação Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Auditório.

– 14h: Reunião – Frente de Economia Solidária da Teia dos Povos. Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Pavilhão B, sala 5.

– 14h: Reunião – Uma Mulher Fazendo História: Irmã Lourdes Dill e a Economia Solidária em Santa Maria. Local: Mostra IFFAR e UFSM

– 14h: Oficina – Encontro entre Saúde Mental e Economia Solidária na FEICOOP: Experiências no Corre. Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Pavilhão C, Sala 9.

– 14h: Seminário – A segurança alimentar e nutricional sustentável no contexto de crise climática e catástrofes. Local: Lonão Autogestão – Parque da Medianeira

– 14h: Seminário – Economia Solidária no Rio Grande do Sul: Contribuições das Universidades e Institutos Federais. Local: Lonão Democracia – Parque da Medianeira.

– 14h às 15hs: Oficina – Chegou Maricá! Desenvolvimento com afeto e solidariedade! Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Pavilhão B, Sala 5.

– 14h às 16hs: Roda de Conversa – Cultura Viva. Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Sala 14, Multiuso.

– 14h às 16hs: Oficina – Como organizar e manter um grupo de Consumo Responsável: Uma estratégia diante das emergências climáticas. Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Pavilhão A, Sala 2.

– 14h às 16h30m: Seminário – Sistema Nacional de Finanças Solidárias – SNFS. Local: Sala Paul Singer

– 14h30m às 17h: Oficina – Encontro de Saberes e a Importância do Reconhecimento dos Mestres de Saberes. Local: Escola Estadual Irmão José Otão, Salão de Atos.

Domingo,14 de julho de 2024

– 7 hs – Alvorada Festiva

– 7h30 às 18 h – Comercialização Direta nos Stands (Território da 30ª FEICOOP)

​07 às 19h: Exposições: Mostra Cultura Viva 20 anos – Ponto de Cultura e Mostra 30 anos FEICOOP – Projeto Esperança/Cooesperança, Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e Instituto Federal Farroupilha.

– 09hs às 12h: Palestra – Políticas Públicas para Agricultura Urbana e Periurbana e de Promoção de Alimentação Adequada e Saudável (Cozinhas Comunitárias e Cozinhas Solidárias). Local: Lonão Autogestão – Parque da Medianeira.

– 10h: Roda de Conversa – Relato de Experiências: Hortas Comunitárias, Hortas Escolares e Hortas Prisionais. Local: Lonão Democracia – Parque da Medianeira.

– 09h às 11h: Oficina – Ancestralidade e o Caminho do Coração. Local: Lonão Democracia – Parque da Medianeira

– 09h às 11h: Oficina – Debater e Refletir sobre os 20 anos da Cultura Viva. Local: Escola Estadual Irmão José Otão

-09h às 11h: Oficina – Agrofloresta Agroecológica. Local: Escola Estadual Irmão José Otão – Pavilhão A, Sala 1.

– 14h: Seminário – Solidariedade Real e Radical para Enfrentar as Injustiças Climáticas. Aliança Preta, Indígena e Popular na Luta por Terra e Território. Local: Lonão Democracia – Parque da Medianeira.

– 18h – Encerramento Oficial dos Eventos Internacionais do Cooperativismo,  Agricultura Familiar e Economia Solidária de 2024

– Leitura da Carta da 30ª FEICOOP

– Lançamentos dos Eventos Internacionais da FEICOOP de 2025.

Apesar dos bons números do cinema nacional para o primeiro semestre do ano, o público geral é menor do que o ano passado.

Imagem: Freepik

O mercado cinematográfico brasileiro cresceu e parece estar retomando os números pré-pandemia. O Painel de Indicadores da Ancine (Agência Nacional do Cinema) demonstra que, nesse ano, as produções nacionais já levaram cerca de 7 milhões de pessoas ao cinema, gerando uma renda de 132 milhões de reais. Com esses números, 2024 já ultrapassou 2023 que teve um público de 4 milhões de pessoas aproximadamente, o que gerou uma renda de 67 milhões de reais. Em comparação ao ano de 2019 (ano anterior à paralisação), nesta mesma época do ano, os números de renda estão próximos, mesmo o público sendo inferior. 

Apesar disso, os números totais (filmes nacionais somados aos internacionais) não são animadores.  

Números referentes 23° semana cinematográfica de cada ano. Gráfico: Reprodução/Painel Indicadores do Mercado de Exibição/Ancine 

No ano passado, os números gerais do cinema tinham dado um salto em comparação a 2022, mas os filmes nacionais tiveram um dos seus piores anos. Agora a situação parece ter se invertido. Enquanto o público de filmes internacionais teve uma variação de -34,7% de 2023 para 2024, os filmes nacionais tiveram uma variação de 1095,8%. Três filmes brasileiros estão entre os 10 filmes mais vistos de 2024. Os filmes “Os Farofeiros 2”, “Minha Irmã e Eu” e “Nosso Lar 2 – Os Mensageiros”.  

Dos três filmes, dois têm produções da Globo Filmes

Imagens: Paris Filmes/ Downtown Filmes/ Star Distribution/Divulgação 

As produções cinematográficas brasileiras ainda têm poucas salas disponíveis para exibição. Durante o ano de 2024 as produções ocuparam 17,5% de todas as sessões dos cinemas. Apesar de não chegar a um quinto do total de sessões, os números são maiores que os do ano passado. 

Gráfico: Reprodução/Informe Mercado Cinematográfico Ancine

No dia 19 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto n°12.067/2024 que reinstitui a cota de exibição de telas para filmes brasileiros, que havia finalizado em 2021, conforme estabelecido na Lei n° 14.814/2024. Ela estabelece anualmente um número mínimo de exibição e títulos nacionais que devem ser exibidos nos cinemas. Os exibidores que não cumprirem a cota ficam sujeitos a multa. Atualmente, a indústria cinematográfica brasileira conta com leis de incentivo à produção como a Lei do Audiovisual e a Lei Rouanet. 

Produção própria. Dados: Portal Gov e Portal do Incentivo 

Neste ano, o mercado cinematográfico nacional foi responsável por 16,4% da renda total dos cinemas brasileiros. 

Matéria produzida na disciplina de Linguagem das Mídias do curso de Jornalismo, no primeiro semestre de 2024, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Relatos de avistamento de ovnis e abduções são contados ao redor do mundo há anos, inspirando filmes, documentários, obras literárias, animações, entre outras, sempre deixando muitas pessoas interessadas pelo tema. Entre alguns dos entusiastas ávidos pelo assunto encontram-se os ufólogos, que estudam os fenômenos relacionados a todos estes aspectos e muitos outros. 

Placas que simbolizam objetos voadores não identificados podem ser encontradas sinalizando lugares conhecidos pelo turismo ufológico. Foto: E.T Caçapavano

Estes estudiosos apaixonados pelo céu não tem uma formação específica. Para eles serem reconhecidos pela comunidade ufológica é necessário ter uma formação escolar e letramento mínimos, visão holística, vasto conhecimento literário sobre o tema e de outras ciências. Também é comum que os pesquisadores tenham conhecimentos sobre matemática, ótica, aerodinâmica, engenharia, física, química, entre outras. Há uma necessidade de momentos de estudo e de dedicação onde existe uma demanda de participação em congressos, palestras, viagens e investigações.

Ao longo dos séculos, os relatos e histórias são muitas, mas alguns dos mais relevantes ocorreram no final do século XIX e início do XX onde a questão da vida extraterrestre já era apresentada em livros. O astrônomo Percival Lowell foi um dos escritores que  descreveu em suas obras uma hipotética civilização marciana avançada: ‘Mars’ (1895) e ‘Mars and Its Canals’ (1906). Já a publicação ‘A Guerra dos Mundos’ de H. G. Wells trata sobre uma invasão marciana ao nosso planeta. Os  jornais, revistas em quadrinhos e programas de rádio também já trataram sobre o assunto, como a transmissão realizada em 1938 nos Estados Unidos dramatizando o livro ‘A Guerra dos Mundos’, que gerou pânico ao ser confundida pelos ouvintes com um ataque real de alienígenas marcianos e filmes do seriado Flash Gordon (1936) com extraterrestres do planeta Mongo.

Galeria de fotos com notícias e partes da encenação de ‘A Guerra dos Mundos’. Fotos: Arquivo digital

No Brasil, os primeiros exemplares de ficção científica que tratam esta temática foram ‘O Doutor Benignus’ (1875) de Augusto Emílio Zaluar, ‘A Liga dos Planetas’ (1923) de Albino José F. Coutinho e ‘O Outro Mundo’ (1934) de Epaminondas Martins. Porém, os extraterrestres de Orson Welles não foram noticiados apenas nos jornais americanos, aparecendo também nos noticiários do Rio de Janeiro informando sobre o pânico provocado pela transmissão de A Guerra dos Mundos. O Diário da Noite, em sua primeira página de 6 de dezembro de 1938, noticiou ‘Susto Incrível Por Todo o País’. O Correio da Manhã publicou em sua terceira página: ‘A Guerra dos Mundos – Momentos de Pavor…’. Em São Paulo, a Folha da Manhã publicou: ‘Intenso pânico provocado nos Estados Unidos pela irradiação de A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells’.

O ufólogo Fred Morsch é autor, produtor, apresentador e pesquisador. Ele afirma que o tema já é pesquisado no Brasil. Segundo registros do Arquivo Nacional o país teve ao menos 743 casos de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados (Óvnis) entre 1952 e 2016. Morsch comenta que uma das principais iniciativas do turismo ufológico são os congressos e seminários. “É onde os pesquisadores vão expor seus trabalhos”, conta ele. Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Piauí e Rio Grande do Sul são estados reconhecidos pelo turismo ufológico. Para o pesquisador, esses lugares se tornam turísticos por conta de fenômenos inexplicáveis. “Principalmente os fenômenos aéreos que são  atípicos e não explicados pela ciência. Hoje há várias iniciativas no país, onde são organizados congressos, em que fazemos vigílias, para ver se conseguimos observar alguma coisa e também trocar informações e conhecimento”, explica.

O ufólogo pensa que o estudo das vidas extraterrestres não é recebido pelo público da forma esperada pelos entusiastas, tanto no país quanto fora. Para ele, a recepção e busca sobre o tema pode variar de acordo com as culturas. “Algumas pessoas são mais céticas, outras acreditam mais, acredito que hoje elas estão aceitando mais e começando a tentar entender que não estamos sozinhos no universo”, comenta. O estudioso considera que o tema está crescendo positivamente e sendo mais respeitado.

As forças armadas brasileiras, ao longo dos anos, confirmaram alguns incidentes relacionados a objetos voadores não identificados. Em 24 de outubro de 1954, entre 13h e 16h, corpos estranhos foram avistados sobre a Base Aérea de Porto Alegre. O episódio foi noticiado pela imprensa gaúcha e também na capital federal, na época, a cidade do Rio de Janeiro. O chefe do Estado Maior da Aeronáutica (EMAER), brigadeiro Gervásio Duncan de Lima Rodrigues, autorizou o comandante da Base a realizar as investigações necessárias, mantendo o Estado Maior informado de tudo. Cinco relatórios apresentados por brigadeiro Gervásio à imprensa, de um total de 16, contém depoimentos do pessoal da Base sobre a movimentação de um objeto arredondado de cor prateada fosca a grande altitude, com um dos depoimentos citando dois objetos.

Já o Estado Maior da Marinha expõe o caso ocorrido na Ilha da Trindade em 1958, este que é um dos mais famosos casos da ufologia brasileira, o chamado ‘Caso da Ilha da Trindade’. O acontecimento está registrado em uma série de quatro fotografias tiradas a bordo do navio da marinha Almirante Saldanha, ancorado na Ilha da Trindade, em 16 de janeiro pelo fotógrafo Almiro Baraúna. As fotografias foram publicadas pela revista ‘O Cruzeiro’, causando grande polêmica. Documentos oficiais confirmam a investigação, mas o relatório final da Marinha acabou chegando extraoficialmente aos EUA em 1964. O relatório não autenticou as fotografias, limitou-se a concluir que não haveria indícios de fraude, mas não descartou a possibilidade de uma montagem. Amigos e familiares do fotógrafo afirmam ter ouvido do mesmo que ele havia produzido as montagens em seu laboratório caseiro, assim que retornou da viagem à Ilha da Trindade.

O caso de Varginha é um dos mais famosos relatos no território nacional. O evento trata-se da suposta captura de criaturas extraterrestres na cidade mineira de Varginha, ocorrido em 20 de janeiro de 1996. Durante o dia do acontecido, três meninas avistaram uma criatura agachada junto a um muro. Além disso, há também descrições de duas capturas realizadas por bombeiros e por policiais militares, e boatos sobre uma criatura vista no zoológico. Um Inquérito foi aberto pela Polícia Militar (IPM), sobre alegações contidas no livro Incidente em Varginha, de autoria de Vitório Pacaccini e Maxs Portes. O encarregado do IPM, tenente-coronel Lúcio Carlos Finholdt Pereira, concluiu que o livro continha pesquisas pseudocientíficas e descrições de caráter sensacionalista, baseadas em provas testemunhais de validade duvidosa e que, apesar da ingenuidade, não existiu prática de crime. A conclusão do inquérito foi realizada pela juíza militar Telma Queiroz que declarou, no ano de 1997, que o ET de Varginha nunca existiu.

Já Morsch acredita que a presença de extraterrestres já é realidade em nossas vidas há um tempo. “Com o avanço da tecnologia, estamos descobrindo novos planetas a cada dia. São planetas que são parecidos com o nosso e que poderiam cultivar a vida tal qual aqui”, comenta Morsch. Ele acredita que a discussão do tema é importante e pode mudar a mentalidade das pessoas. “Os ufólogos trabalham com a perspectiva de que há algo acontecendo que é inexplicável. É muito legal as pessoas estarem se interessando por essa temática. Acredito que isso também vai para outras linhas de pensamento, acredito que as áreas do espiritismo, da paranormalidade e da ufologia podem estar interligadas”, explica. Para ele, o interesse pela temática está se transformando e ficando cada vez mais presente em nossas vidas.

O ufólogo Morsch vem realizando trabalhos e eventos na região central do Rio Grande do Sul, ouça um pouco do que ele acha sobre o que vem sendo realizado lá:

O centro do Rio Grande do Sul tem se mostrado interessado nestes mistérios do universo. O cosmos e como ele se apresenta tem gerado curiosidade há muitos anos em moradores da região. O destaque vai principalmente para os ufólogos de Itaara e Caçapava do Sul. Elver Teixeira, professor, geólogo e ufólogo na região de Caçapava do Sul, criou o turismo ufológico na região e é apaixonado pelos aspectos naturais de sua cidade desde a infância. O professor faz parte do Conselho de Turismo de Caçapava do Sul desde 2014, quando foi criado. Sua ligação com a natureza topográfica o levou a se formar em geologia em 1982 pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). 

O idealizador do turismo ufológico hoje atua como palestrante sobre o assunto em escolas da região. “Sou convidado para falar com crianças e pré-adolescentes. Para mim, as crianças são uma faixa etária especial, devemos cuidar das informações que são passadas para elas. Quem dá palestra para elas tem que estar preparado, porque irão fazer perguntas muito profundas e temos que saber responder sem dar informações incorretas”, relata o professor. 

O geólogo ainda aponta o aumento de interesse das pessoas nos extraterrestres. Ele conta como criou o artesanato ufológico na região, produzindo peças com dimensões baseadas em relatos que ele coleta de testemunhas de fenômenos ufológicos. Além das pesquisas e do artesanato utilizado como fonte de renda das famílias, o professor também destaca que a ufologia está ligada com a espiritualidade do ser humano, assim como crê o geólogo Fred Morsch, e ainda se questiona: “De onde viemos? Para onde vamos?”.

Por conta da divulgação do professor Elver Teixeira, atualmente, aqueles que viajam em direção a Caçapava do Sul podem avistar placas que sinalizam o turismo ufológico no local. Estas foram posicionadas nas três entradas da cidade pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). 

Galeria de fotos com produtos vendidos na cidade com a temática. Fotos: Vitória Oliveira.

Por conta da divulgação do professor Elver Teixeira, atualmente, aqueles que viajam em direção a Caçapava do Sul podem avistar placas que sinalizam o turismo ufológico no local. Estas foram posicionadas nas três entradas da cidade pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

As placas estão localizadas nas vias de acesso a cidade, na vinda de Santa Maria, São Gabriel e Lavras do Sul. Foto: E.T Caçapavano

Já o ET Caçapavano, como prefere ser chamado, começou há dois anos seu empreendimento nas redes sociais, espalhando os conhecimentos de um encantado pela Ufologia. Ele criou sua página no Instagram com o intuito despretensioso de mostrar suas aventuras de kombi e acabou alcançando números que o surpreenderam, atualmente mais de 5 mil seguidores. “Foi um assunto que sempre me despertou a curiosidade, mas eu nunca me aprofundei. Em 2019 eu vi uma luz estranha no céu. Eu nunca deixei de acreditar nessas coisas. A partir da criação do personagem do ET, eu acabei me aprofundando mais no pesquisar, na questão ufológica, principalmente aqui em Caçapava”, ressalta ele. 

O jovem é conhecido em Caçapava do Sul como E.T Caçapavano desde 2019. Foto: Vitória Oliveira.

Para o jovem de 23 anos, o uso da máscara o auxiliava na sua vergonha, além de proporcionar maior visibilidade para o turismo ufológico. A partir daí o personagem explica que “a questão ufológica na cidade estava parada. Minha ideia é tentar promover alguns eventos na cidade, aproveitando o calendário astronômico. Quando há algum fenômeno astronômico a gente faz algo nesta data. Agora até mesmo os artesãos do município estão criando muitos produtos de ETs e Ovnis”.

Sobre o reconhecimento após ter começado a entrar no personagem do ET caçapavano, ele comenta que: “Uma das coisas que aconteceu que eu achei que não ia acontecer é que as crianças não iam gostar do ET, porque a fantasia tem uma aparência assustadora, mas no fim elas são as que mais gostam, apenas algumas choram”. Inclusive ele comenta que está idealizando um livro de colorir indicado pras crianças, onde cada página vai ser um ponto turístico com seus elementos típicos da cidade. 

O ET ainda comenta sobre as gravações feitas por Morsh para seu programa do History Channel ‘De carona com os ovnis’, em 2018.  As gravações foram realizadas nas Minas do Camaquã, situado no 3º distrito de Caçapava do Sul, a 68 quilômetros da sede do município, lugar onde há o maior número de avistamentos de objetos não identificados da cidade, que conta com cerca de 450 habitantes fixos. “Os episódios tiveram uma repercussão de nível mundial. Caçapava com esse documentário ganhou maior relevância e agora bimestralmente fazemos eventos, vigílias noturnas e palestras trazendo grandes nomes da ufologia no Brasil”, afirma ele.

O turismo ufológico também é forte na região de Itaara, no Rio Grande Sul. Durante a produção da reportagem entramos em contato com o responsável pelo Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência Victor Mostajo, porém não obtivemos resposta.

Confira abaixo a enquete que realizamos com Universitários sobre a existência de óvnis e extraterrestres:


Para saber mais, confira os episódios sobre o assunto no podcast Pauta Fria:

Reportagem produzida por Luiza Silveira e Vitória Oliveira na disciplina de Narrativa Multimídia do curso de Jornalismo, no 2º semestre de 2023, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Podcasts gravados na disciplina de Jornalismo em Mídia Sonora, sob supervisão da professora Sione Gomes. 1º podcast do acadêmico Guilherme Cassão, 2º podcast de Nelson Bofill.

O aplicativo de vídeos curtos TikTok virou febre entre grande parte da população mundial de todas as idades durante a pandemia. A popularização global do aplicativo trouxe mudanças drásticas para diversos setores do entretenimento, entre elas a indústria musical. Segundo um relatório divulgado pela própria plataforma, o TikTok impulsiona a descoberta de músicas globalmente. Os usuários do TikTok são significativamente mais propensos a descobrir e compartilhar novos conteúdos musicais. Em consequência disso, a empresa “Winnin 7” realizou, em 2020, um estudo e analisou que 7 das 10 músicas mais ouvidas no aplicativo de música Spotify na época ficaram famosas primeiro no TikTok.

Produção própria.
Fonte das informações: PropMark

Músicas como “Beggin’” da banda italiana Måneskin, lançada em 2017, e “Rockstar” do rapper norte-americano Post Malone, lançada em 2018 e viralizada no TikTok em 2024, provam a potência de viralização do aplicativo.

Além disso, a plataforma oferece diversas ferramentas e recursos criativos que facilitam a criação de vídeos musicais, como efeitos visuais, filtros e a possibilidade de sincronização labial. Isso contribui para que os usuários se engajem ainda mais com as músicas, criando desafios virais e coreografias que se espalham rapidamente.

Hoje, o TikTok se consolidou como uma das principais redes para artistas e mudou significativamente o modo como as músicas são produzidas e consumidas. Artistas novos já surgem com a “fórmula do sucesso” e inúmeros artistas já consolidados na indústria estão mudando e se adaptando a essa nova era. Grandes gravadoras e produtores musicais agora consideram o potencial de viralização no TikTok como um fator importante ao lançar novas músicas.

A influência do TikTok também se estende a eventos ao vivo e lançamentos de álbuns, com artistas frequentemente usando a plataforma para promover novos projetos e interagir diretamente com os fãs. O impacto do TikTok na indústria musical é tão significativo que muitas vezes define tendências que vão além da plataforma, influenciando rádios, paradas de sucesso e até mesmo a cultura pop em geral.

Matéria produzida na disciplina de Linguagem das Mídias do curso de Jornalismo, no primeiro semestre de 2024, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Conhecida como uma prática integrativa e complementar, a constelação familiar é uma terapia alternativa que tem como objetivo auxiliar os indivíduos a superarem traumas do passado e fazer com que sejam descobertos novos propósitos de vida. A prática tem se tornado muito popular, entretanto, ainda não há regulamentação do CFM (Conselho Federal de Medicina).

Imagem que representa o sistema familiar no método da Constelação.
Foto: Pixabay.

Criada pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger na década de 1980, a constelação familiar é uma prática que busca solucionar traumas pré existentes, incluindo situações ocorridas em gerações passadas. Podendo ser realizada em atendimento individual (com bonecos) ou em grupo (com pessoas), a técnica se resume em recriar momentos que tenham sido difíceis de enfrentar e que tenham causado traumas a fim de que o paciente compreenda e aceite sua história da forma que ela aconteceu.

A constelação familiar está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) desde 2018 a partir da publicação da portaria 702 divulgada pelo Ministério da Saúde. Cabe a cada estado e cidade determinar se a prática será ofertada ou não no SUS. Conforme levantamento do portal online Agência Pública, desde 2018 foram ofertadas mais de 24,2 mil sessões de constelação no SUS no Brasil, tornando-se um método de terapia com alta procura.

Apesar da popularidade, é importante ressaltar que a Constelação Familiar não é regulamentada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e nem pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia), sendo uma prática muito utilizada, mas que não tem comprovações científicas de eficácia. É importante relembrar que cada tipo de terapia tem um fim/propósito, tendo cada uma delas benefícios específicos e focados em resolver problemas isolados. A constelação familiar pode ser sim utilizada,  mas nunca deve ser parâmetro para substituir tratamentos já estabelecidos/definidos ou então como técnica puramente eficaz.

Veja abaixo as dúvidas mais frequentes quanto à Constelação Familiar

Produção própria.
Fonte: UOL e Instituto Raízes.

Criada pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger na década de 1980, a constelação familiar é uma prática que busca solucionar traumas pré existentes, incluindo situações ocorridas em gerações passadas. Podendo ser realizada em atendimento individual (com bonecos) ou em grupo (com pessoas), a técnica se resume em recriar momentos que tenham sido difíceis de enfrentar e que tenham causado traumas a fim de que o paciente compreenda e aceite sua história da forma que ela aconteceu.

A constelação familiar está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) desde 2018 a partir da publicação da portaria 702 divulgada pelo Ministério da Saúde. Cabe a cada estado e cidade determinar se a prática será ofertada ou não no SUS. Conforme levantamento do portal online Agência Pública, desde 2018 foram ofertadas mais de 24,2 mil sessões de constelação no SUS no Brasil, tornando-se um método de terapia com alta procura.

Apesar da popularidade, é importante ressaltar que a Constelação Familiar não é regulamentada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e nem pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia), sendo uma prática muito utilizada, mas que não tem comprovações científicas de eficácia. É importante relembrar que cada tipo de terapia tem um fim/propósito, tendo cada uma delas benefícios específicos e focados em resolver problemas isolados. A constelação familiar pode ser sim utilizada,  mas nunca deve ser parâmetro para substituir tratamentos já estabelecidos/definidos ou então como técnica puramente eficaz.

Matéria produzida na disciplina de Linguagem das Mídias do curso de Jornalismo, no primeiro semestre de 2024, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Durante décadas, relatos de abusos sexuais, coerção e exploração de poder têm dominado Hollywood, a maior indústria de entretenimento. O USA TODAY revelou que 94% das mulheres na indústria do cinema já sofreram alguma forma de assédio e 21% foram obrigadas a realizar algum ato indesejado. 

Em 2017, um movimento chamado #Metoo ganhou força com o intuito de demonstrar a prevalência generalizada de agressão sexual e assédio, especialmente nas indústrias de entretenimento. A manifestação encorajou as pessoas a falarem sobre seus abusadores poderosos dentro da indústria.

Harvey Weinstein foi condenado a 16 anos por estupro em Los Angeles. Imagem: Getty Images.

Harvey Weinstein foi um dos produtores mais conhecidos e importantes de Hollywood. Foi durante as manifestações de #Metoo que mulheres que trabalhavam com Weinstein começaram a falar sobre os abusos que sofreram. Harvey foi condenado em 2020 por violentar sexualmente a ex -assistente de produção Mimi Harleyi em 2006. Mimi relata que o produtor a levou para um quarto e forçou sexo. “Eu disse que não queria. Que estava menstruada. Eu tentei falar qualquer coisa que o fizesse parar, mas toda vez que eu tentava levantar da cama, ele me empurrava de volta. Então eu entendi o que estava, de fato, acontecendo – eu estava sendo estuprada”. Weinstein atualmente está preso por diversos crimes sexuais no Centro Correcional Mohawk, no estado de Nova York.

Durante as manifestações do #Metoo, outros casos também vieram à tona. O ator e roteirista Casey Affleck foi acusado de assédio sexual pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka durante as filmagens do filme “Eu ainda estou aqui”, em 2010. Amanda afirma que Casey a assediou e constrangeu diversas vezes. Ela relata que ele a agarrou com força pelo braço após ela dizer que não subiria para seu quarto de hotel. Magdalena relembra em seu depoimento que, certo dia, enquanto dormia, o diretor se deitou na sua cama apenas de cueca e camiseta, embriagado. Ela afirma ainda que acordou com Casey “acariciando suas costas” e que não fazia ideia de quanto tempo ele estava ao seu lado sem o consentimento dela, já que estava dormindo.

O abuso não ocorre apenas fora das telas de Hollywood, mas também dentro delas. “Foi uma das experiências mais embaraçosas da minha carreira profissional”, declara a atriz Maria Schneider, que protagonizou o filme “O último tango em Paris” em 1972, sendo abusada durante as gravações do longa-metragem dirigido por Bernardo Bertolucci e estrelado por Marlon Brando. Em 2007, durante uma entrevista concedida ao jornal britânico Daily Mail, Schneider comentou que tinha sido “forçada” a fazer sequências que não estavam no roteiro. “Para ser sincera, senti-me um pouco estuprada”.

Produção própria. Fonte das informações: Adorocinema

Matéria produzida na disciplina de Linguagem das Mídias, no primeiro semestre de 2024, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

O programa Caravana de Direitos na Reconstrução dá atendimento às pessoas que foram atingidas pelas enchentes. Imagem: Myke Sena/DPU

Iniciou na segunda-feira, dia 1° de julho, as atividades do programa Caravana de Direitos na Reconstrução do Rio Grande do Sul. O objetivo do projeto é dar atendimento às pessoas que de alguma maneira foram atingidas pelas cheias. A iniciativa visa fortalecer a assistência jurídica gratuita e inclui orientações sobre direitos, assistência jurídica e extrajurídica.

A Defensoria também está disponível para auxiliar no acesso a benefícios como auxílio reconstrução, saque – calamidade do FGTS, Seguro Habitacional pela Caixa Econômica Federal (CEF), bolsa família e auxílio gás. Os interessados devem apresentar documentos de identificação, como RG, CNH, carteira de trabalho ou certidão de nascimento, CPF, comprovante de residência e qualquer documentação adequado a cada caso.

Outros sete municípios do estado também recebem o serviço promovido pela Defensoria Pública da União nesta semana: Porto Alegre, Pelotas, Eldorado do Sul, Rio Grande, São José do Norte, Tupanciretã e Restinga Sêca. O serviço vai se estender ao longo do mês e deve alcançar cento e onze municípios gaúchos. Para os moradores das cidades não alcançadas pelas missões presenciais, o atendimento está disponível pelo aplicativo DPU Cidadão e pelo WhatsApp (61) 98352-0067.

Abaixo seguem os dias, horários e locais de atendimentos em cada cidade.

– Santa Maria (atende também os municípios de Tupanciretã e Restinga Sêca):

Datas e horários:
1º de julho, das 13h às 18h
2 a 4 de julho, das 9h às 17h
5 de julho, das 9h às 13h
Local: CDM – Centro Desportivo Municipal
Endereço: Rua Appel, 798, bairro Nossa Senhora de Fátima

Porto Alegre:

Datas e horários: 1º a 3 de julho, das 9h às 17h
Local: Clube Comercial Sarandi
Endereço: Av. Salvador Leão, 277 – Sarandi, Porto Alegre – RS, 91130-700
Telefone: (51) 3364-2611

Datas e horários: 4 e 5 de julho, das 9h às 17h
Local: Escola Municipal de Ensino Fundamental Vereador Antônio Giúdice
Endereço: Rua Dr. Caio Brandão de Mello, 1 – Humaitá, Porto Alegre – RS, 90250-110
Telefone: (51) 3289-5949

– Eldorado do Sul:

Dias e horários: 1º a 5 de julho, das 9h às 17h
Local: Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Eldorado do Sul
Endereço: Rua América, 300

– Pelotas:

Datas e horários:
1º de julho, das 13h às 18h
2 a 4 de julho, das 9h às 17h
5 de julho, das 9h às 13h
Local: Shopping de Pelotas
Endereço: Av. Ferreira Viana, 1526 – Areal, Pelotas – RS, 96085-000

– Rio Grande (atende também o município de São José do Norte/RS):

Datas e horários:
1º de julho, das 13h às 18h
2 a 4 de julho, das 9h às 17h
5 de julho, das 9h às 13h
Local: Ginásio do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS)
Endereço: R. Almirante Barroso – Parque Res. Salgado Filho, Rio Grande – RS, 96201-550

A iniciativa conta com a colaboração de diversos parceiros, incluindo a Advocacia-Geral da União (AGU) e Procuradoria Federal, Justiça Federal, Caixa Econômica Federal (CEF), Defensoria Pública do Estado (DPE), Instituto-Geral de Perícias (IGP), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Tribunal de Justiça, Registradores Civis, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Receita Federal, Ministério Público Federal e Procuradoria Regional da República da 4ª Região (MPF/PRR4), Força Aérea Brasileira (FAB), Exército e Marinha.

Durante o início da década de 40, período da Segunda Guerra Mundial, o pai da Computação, Alan Turing, mudou a história. Ao criar uma máquina capaz de decodificar as mensagens do exército alemão, o matemático foi capaz de diminuir a duração da guerra em cerca de dois anos, segundo alguns historiadores. Entretanto, nem mesmo Turing era capaz de imaginar a evolução que sucederia sua criação. Ele é considerado um dos principais responsáveis pela criação dos computadores.

A eficiência e praticidade da computação e da internet na sociedade contemporânea é indiscutível. Além da globalização e democratização da informação, estas tecnologias também nos influenciam no campo da criação. Naturalmente, estas ferramentas não trazem apenas benefícios. É muito comum hoje o incômodo que resulta do atendimento ao cliente adotado por diversas empresas que contam com esta ferramenta.

Imagem gerada pela inteligência artificial DreamLike com o tema “relação da humanidade com a inteligência artificial”

Ainda que estejamos vivendo o início da popularização da inteligência artificial (IA), já se tornou uma preocupação o seu uso na elaboração de trabalhos acadêmicos. Outro assunto muito debatido em relação à tecnologia é o seu aspecto legal e ético. Ainda que estejam sendo criados projetos de leis, tal como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), de 2018, a legislação brasileira ainda não tem muita abrangência em relação a crimes virtuais. Neste contexto, existem muitos conteúdos produzidos hoje em dia que trazem debates sobre a sua questão moral. Em uma procura em plataformas de vídeo da internet, é fácil encontrar figuras famosas dando voz a canções que nunca interpretaram, ou vivendo situações que não são reais. Isso é resultado de criações da inteligência artificial.

 Recentemente, houve uma polêmica envolvendo uma propaganda que trazia a cantora Elis Regina, falecida em 1982, em um dueto com sua filha, Maria Rita. Ainda que muitas pessoas tenham apreciado e até mesmo se emocionado com esta produção, outras consideraram ofensivo “reviver” a artista. Um processo contra a empresa responsável pela ação foi aberto, sendo, posteriormente, arquivado. Esse futuro da inteligência artificial em todos os campos da sociedade é um dos maiores temores que vivemos atualmente.

Um dos motivos que justificam essa popularização da inteligência artificial é a praticidade que os aparelhos eletrônicos nos proporcionam. Hoje em dia, é raro encontrar pessoas que não possuam um telefone celular ou algum meio de se conectar à internet. O gráfico abaixo, criado durante a pesquisa do site Cetic.br, nos mostra como o aumento do consumo de aparelhos está relacionado com o consumo destas ferramentas.

A pesquisa do site Cetic.br mostrou que o uso de telefones celulares vem aumentando, o que ajuda a popularizar as novas tecnologias

Qual o futuro da evolução?

Entre os principais receios que envolvem o tema, estão o de que as pessoas se tornem muito dependentes desta nova tecnologia e que a inteligência artificial subjugue a humanidade. Ainda que alguns temores sejam infundados, outros podem e devem ser debatidos para que a sociedade abrace esta nova ferramenta que, querendo ou não, fará parte do futuro tanto pessoal quanto profissional do homem, afinal, como indagou o filósofo francês, Paul Valéry, “pode a mente humana dominar o que a mente humana criou?”.

Com o intuito de desmistificar estes possíveis cenários que preocupam a população, foi necessário recorrer a umas das principais fontes sobre inteligência artificial, a própria inteligência artificial. Um dos principais programas usados para gerar textos atualmente é o ChatGPT. Quando questionado sobre a validade de uma possível revolução tecnológica entre as máquinas e os humanos, ele ressaltou que, “embora seja válido considerar os riscos associados à IA, é importante não cair em um pânico profundo. A preocupação com a escravidão da humanidade pela IA está mais relacionada a cenários distópicos de ficção científica do que à realidade atual da tecnologia”.

Imagem gerada pela inteligência artificial NightCafe Creator com o tema “Humanos e Inteligência Artificial em guerra”

Já o programa Bard comentou que existem alguns argumentos que sustentam a preocupação de que a IA pode se tornar uma ameaça à humanidade. “Os sistemas de IA atuais já são capazes de realizar tarefas que eram consideradas exclusivamente humanas. À medida que continuar se desenvolvendo, é possível que se torne tão poderosa que seja capaz de superar a inteligência humana em todos os aspectos”, comenta. Outro aspecto preocupante é a sua capacidade de criar sistemas que são capazes de aprender e se adaptar de forma independente, estes sistemas podem se tornar tão complexos que é possível que se tornem imprevisíveis e difíceis de controlar.

Passando para uma fonte humana, o gerente de negócios digitais da RBS, Alan Streck, ressalta que as tecnologias e os dispositivos vão mudando em ondas que são normalmente de 10 a 20 anos. “O processo  da transformação tecnológica ainda está no começo, as pessoas passam a consumir conteúdos, notícias e experiências, sentindo de diversas formas. É bem provável que, ao longo desse ciclo, que nos dias atuais passa pela primeira massificação, a Inteligência Artificial se torne mais amigável, mais humana”, comenta. Tratando sobre os malefícios, ele destacou a possibilidade de “gerar vício da tecnologia, ansiedade, timidez, incapacidade de relacionamento social, raiva, entre muitas outras coisas”.

Aplicações da inteligência artificial na atualidade

A inteligência artificial vem tomando proporções acima do esperado, levando em consideração o seu início. A IA já era utilizada em jogos de videogame, fazendo o papel dos bots. EaFC, CSGO, entre outros games já usavam a IA como adversários em partidas offline. Hoje em dia, o seu trabalho nos games quebrou a barreira dos bots, atuando como o jogo completo. Jogador, adversário, gerador de mundos, tudo feito pela ferramenta. HideOut – Hide and Seek é o primeiro e único game produzido e jogado por uma IA. A história da tecnologia com os jogos é antiga, principalmente no desenvolvimento de sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana, como reconhecimento de padrões, aprendizado e tomada de decisões. Nos videogames, a inteligência artificial é usada para criar personagens não-jogáveis (NPCs) mais realistas, gerar ambientes e comportamentos dos inimigos de forma processual e melhorar a jogabilidade geral.

Desde os anos 1950, a inteligência artificial tem desempenhado um papel fundamental nos videogames, proporcionando comportamentos inteligentes e reativos, sobretudo em personagens não controlados pelos jogadores.

Imagem gerada pela inteligência artificial leonardo.ai com o tema “Inteligência Artificial ajudando cientista”

Começando com jogos estratégicos baseados em matemática e programas de damas, a IA gradualmente se infiltrou no design de jogos mais elaborados. Nos anos 1970, títulos como Space Invaders e Pac-Man introduziram padrões de IA e movimentações distintas, elevando a experiência de jogo a um novo nível.

À medida que avançamos nas décadas de 1980 e 1990, a IA passou a ser empregada em jogos esportivos para simular estilos de treinamento e gerenciamento, conferindo uma experiência de jogo mais personalizada e envolvente. Tecnologias de IA formais, como máquinas de estados finitos (FSM), foram utilizadas na criação de novos videogames nos anos 1990. Jogos de estratégia em tempo real começaram a incorporar a IA para avaliar as ações dos jogadores e gerar diálogos interativos.

Atualmente, a IA é praticamente ubíqua nos videogames, tornando os personagens mais realistas e os jogos mais envolventes, adaptáveis e responsivos. A evolução da IA possibilitou experiências de jogo mais sofisticadas e personalizadas, criando momentos inesquecíveis e permitindo que os jogadores interajam de maneiras novas e emocionantes com personagens não-jogáveis.

Quando o assunto é Inteligência Artificial, um dos temas mais debatidos é sobre seus benefícios e seus malefícios na sociedade. Para o professor de Jornalismo e Jogos Digitais, Iuri Lammel, dentro da parte boa das IA’s é destacável “o aumento da produtividade em atividades e serviços profissionais que envolvam análise e produção de informações e automatização.” Já nos pontos ruins, o doutorando em Informática na Educação diz que “há o problema da substituição muito rápida de certas atividades profissionais desempenhadas por humanos, mais rápido inclusive que a capacidade do mercado em se adaptar e absorver essas pessoas, aumentando o desemprego em alguns setores e a pressão nos sistemas de assistência social dos países e na economia das famílias.” Lammel ainda ressalta que um grande malefício é a facilidade crescente em produzir e difundir informações falsas na internet.

Conclui-se, portanto, que o futuro da tecnologia depende do próprio homem. Não é possível saber se esta ferramenta será usada para o bem ou para o mal. Como dizia o escritor norte-americano, Isaac Asimov “A ciência acumula conhecimento mais rápido do que a sociedade acumula sabedoria”, portanto, cabe ao tempo nos dizer quão sabiamente será utilizada esta nova tecnologia. Entretanto, uma coisa é certa: ela já faz parte do nosso presente e fará parte do nosso futuro.

Para saber mais, confira os episódios de A Evolução da Tecnologia do podcast Pauta Fria:

Reportagem produzida por Nelson Bofill e Felipe Perosa na disciplina de Narrativa Multimídia, no 2º semestre de 2023, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Podcasts gravados na disciplina de Jornalismo em Mídia Sonora, sob supervisão da professora Sione Gomes. 1º podcast da acadêmica Maria Rossato, 2º podcast de Felipe Perosa.