Recomendação Cultural: Que Horas Ela Volta?


Por Amanda Souza

 

Pedro acredita que o filme mostre a realidade atual brasileira (foto: Fernanda Gonçalves/Laboratório de Fotografia e Memória)

Pedro acredita que o filme mostre a realidade atual brasileira (foto: Fernanda Gonçalves/Laboratório de Fotografia e Memória)

“Muitas vezes olhamos com preconceito e não valorizamos o trabalho de quem está nos servindo. É muito chocante o filme. Eu comecei a questionar se as mulheres que me criaram deixaram de cuidar dos filhos delas”, é a reflexão que Pedro Correa, estudante do curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano, fez sobre o filme, abrindo mais os olhos para essa realidade que muitos ignoram.
O estudante indicou esse filme por ser a visão de uma empregada doméstica de uma família de elite em São Paulo. Todas as pessoas devem quebrar esse paradigma e preconceito. “É importante reconhecermos o trabalho de todas as classes”, afirma Pedro. Principalmente agora que as empregadas domésticas ganharam direito ao Fundo de Garantia (FGTS) é muito sugestivo o filme. O longa é da mesma diretora do filme que retrata a ditadura militar em “O ano em que meus pais saíram de férias”.

Imagem: divulgação

Imagem: divulgação

Sinopse: A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.
Direção: Anna Muylaert.

 

 

Confira o trailer do filme Que Horas Ela Volta?

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