Festival de cinema estudantil começa hoje em Santa Maria


Por Amanda Souza

 

William Brum, surdo, falando sobre a acessibilidade na televisão. Foto: Gabriela Agert/Laboratório de Fotografia e Memória

William Brum, surdo, falando sobre a acessibilidade na televisão. Foto: Gabriela Agert/Laboratório de Fotografia e Memória

Com o propósito de promover a integração étnica, cultural e econômica entre as cidades e diferentes comunidades, o festival de cinema estudantil (CinEst) acontecerá em Santa Maria. O projeto propõe a exibição de curtas-metragens e produções audiovisuais de alunos do Ensino Médio, do 5º ao 9º ano, com premiações, atividades, seminários, oficinas totalmente gratuitas e abertas ao público. O festival iniciou hoje, 4, às 14hrs, com palestras e debates sobre acessibilidade no cinema. Ocorre na Cesma, rua Professor Braga – 155.

A primeira mesa-redonda da tarde conta com a intérprete Tânia Miorando, especializada em educação especial na Universidade Federal de Santa Maria eWilliam de Motta Brum, professor de surdos na Escola Especial de Educação Especial Dr. Reinaldo F. Cóser. O tema será cinema e surdez. A segunda mesa-redonda abordará o tema “cegos e baixa visão podem fazer cinema?”, com a psicopedagoga Cristina Costa de Moraes, o presidente da Associação de Cegos e Surdos do Rio Grande do Sul, Felipe Leão Mianes. No dia 5, às 9hrs, Josias Pereira da Silva, doutor em educação, irá dar uma palestra sobre produção audiovisual. Nos dias 6 e 7, às 9hrs, terá oficinas de roteiro cinematográfico com Camila Vermelho na Cesma.

A mostra dos trabalhos audiovisuais que irão concorrer começa amanhã, às 14hrs, no auditório da Cesma. A ordem de apresentação foi definida por sorteio. A partir das 19hs irão passar curtas e filmes produzidos por universitários. Na sexta-feira, 7, será a premiação. O ator Marcos Oliveira e Camila Vermelho, roteirista, irão apresentar os prêmios. Mais informações no site do festival.

A coordenadora e idealizadora do projeto CinEst e seus seminários, conta que ele iniciou em 2012 mas se concretizou como festival em 2013. Em 2015 tornou-se festival de cinema internacional. “Trabalhamos para a produção estudantil continuar, ter incentivos e estimular a produção audiovisual. Damos oportunidade para veicular as produções”, afirma Mariangela Cardoso. A ideia do seminário visa pautar a acessibilidade no cinema. “A premiação terá categorias como melhor curta, melhor roteiro, melhor direção, melhor fotografia, especial de acessibilidade, tema meio-ambiente, e tema social. Também premiaremos um professor de uma das escolas envolvidas”, diz.

Deixe um comentário

Adicione o seu comentário abaixo, ou trackback de seu próprio site. Você também pode acompanhar estes comentários (assinar) via RSS.

Seu e-mail nunca será divulgado, nem compartilhado. Os campos obrigatórios estão marcados com *