HIV/Aids é tema de debate na SIPAT da UFN


Por Caroline Comassetto

 

Prof. Martha de Souza falou sobre  HIV/AIDS na Semana do SIPAT. Crédito:Mariana Olhaberriet / LABFEM

A  professora Martha Helena Teixeira de Souza, realizou na terça-feira, 20, a palestra sobre HIV/AIDS, como parte da programação da Semana Interna de Prevenção de Acidente do Trabalho (SIPAT) da UFN.

Durante sua fala, Martha comentou sobre os 34 anos de trabalho na prevenção da Aids, que começou quando era consultora do Ministério da Saúde no programa de prevenção à doença. Ela ressaltou que a informação é a melhor forma de evitar a Aids, pois muitas pessoas não fazem o teste – que é rápido e seguro – por medo de um diagnóstico positivo e suas consequências.

A enfermeira fez um comparativo entre as questões que envolvem a doença, nos anos 1980 e agora, depois dos anos 2000, após muitas descobertas da medicina sobre prevenção e tratamento. E ressalta que ainda há um grande preconceito e o assunto é tratado como um tabu na sociedade, medo do contágio por formas que não são transmissíveis, como saliva e suor, falta de informação e as precauções que devem ser tomadas.

As formas de transmissão da doença – que ataca as defesas do corpo humano, ou seja, fica suscetível a adquirir outras doenças – são através do contato com sangue, esperma, secreção vaginal ou ainda pelo leite materno. Segundo Martha, hoje em dia, a transmissão pelo sangue e leite materno é quase nula, devido a campanhas de prevenção, mas ainda é preciso conscientizar sobre a transmissão por meio da relação sexual desprotegida, sem o uso de preservativo. Por isso, a grande importância do acesso à informação. “As informações sobre HIV/Aids são escondidas embaixo do tapete, porque a maior causa de transmissão ainda é o sexo desprotegido. E a forma de combate é a divulgação da informação, clara e objetiva”, acredita.

Martha explica que um dos motivos de não se falar sobre a doença é que ela é sexualmente transmissível, e este é um assunto pouco falado na sociedade, o que resulta no preconceito e na falta de empatia. “Entender o lugar do outro é muito difícil, por isso, trabalhar com a Aids, foi o que me ajudou a quebrar preconceitos”, revela.

Difundir informação sobre a Aids é importante,  pois, ter a doença não significa uma sentença de morte, como já foi antes, por isso a relevância da educação na prevenção, acredita a enfermeira.  “A única coisa que não mudou foi o preconceito. Até diminuiu, melhorou o contexto social da doença ao longo do tempo, assim como os remédios, os estudos, os efeitos colaterais, mas ainda assim é o julgamento das outras pessoas a pior parte” completa.

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