Flism e o bate-papo sobre Fernando Pessoa


Por Lavignea Witt

 

Andrea do Roccio Souto e Raquel Trentin, contando a vida e história de Fernando Pessoa. Foto: Emanuely Guterres/ Agência CentralSul.

O segundo dia da Festa Literária de Santa Maria (Flism), quinta-feira, 12, que aconteceu na Cesma, iniciou com uma conversa para abordar a vida e carreira do poeta Fernando Pessoa. A conversa foi mediada pelas professoras da Universidade Federal de Santa Maria, Andrea do Roccio Souto e Raquel Trentin. Andrea começou abordando sobre quem foi e o que fez o poeta Fernando Pessoa, sobre o processo criativo do autor especificamente das poesias, onde mais se destacou. ”Fernando Pessoa criava mundos literários que refletem o mundo atual, porém, aquilo que ele era, não era aquilo que ele escrevia”, explicou a docente.

Apesar de ter sido reconhecido como escritor apenas após a sua morte, Pessoa deixou muitas criações que ainda são fonte de questionamentos, como a ‘Dinâmica do fingimento’ explicada ao público presente. Segundo Andrea, a explicação para essa dinâmica é a de que coisas não existem, mas começam a existir quando são faladas/abordadas.

O principal assunto da conversa foi o Projeto Heteronímico, as obras mais famosas do poeta. ‘Heterônimos’ são pessoas humanas, criadas pelo autor e que, segundo Andrea, eram ”imperfeitos quanto ele, e perfeitos na sua imperfeição.” A heteronímia de Fernando Pessoa trouxe muitos pontos para discussão e para a professora Raquel, Alberto Caieiro, considerado o Mestre Ingênuo dos heterônimos, foi a sua melhor criação. Para fechar a mesa, um dos seus mais famosos poemas, “Tabacaria”, foi recitado e comentado pelas professoras.

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