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Santa Maria, RS, Brazil

Feira do Livro

Cultura indígena na Feira do Livro

A Praça Saldanha Marinho recebeu na tarde desta terça-feira, 30, o projeto Leitura Inclusiva que abordou a Cultura indígena, e contou com a presença da escritora portuguesa Margarida Botelho. O projeto foi organizado por Aldeia Guarani,

Athos Miralha lança obra na Feira do Livro

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Uma história de amor e ódio para o seu melhor amigo

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Leandro Meirelles e as percepções do tempo de adolescente

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Opções literárias como presente para o dia das mães

Quando se é criança,  as melhores histórias antes de dormir são contadas por elas, as mães. Agora, nada mais justo do que retribuir, oferecendo uma lista com dicas dos melhores presentes que se pode dar para as mães: livros!

Feira do Livro: Cronicaria está entre os cinco mais vendidos

Dos livros mais vendidos na Feira do Livro 2018 está a edição do projeto Cronicaria, lançado no último dia 05 de maio, sábado, e que traz textos assinados por Manuela Fantinel, acadêmica de jornalismo da UFN e pelo

Patrono Valter Noal Filho lança obra na Feira do Livro

O crime que assassinou à queima-roupa o juiz e poeta Francisco Ricardo no ano de 1927, chocou a população em território nacional. Ricardo já fora transferido de seu trabalho duas vezes, pois era conhecido pela fama

Crianças se apresentaram na Praça Saldanha Marinho. Foto: Denzel Valiente/LABFEM

A Praça Saldanha Marinho recebeu na tarde desta terça-feira, 30, o projeto Leitura Inclusiva que abordou a Cultura indígena, e contou com a presença da escritora portuguesa Margarida Botelho. O projeto foi organizado por Aldeia Guarani, Aldeia Caingangue, EEEF Indígena Augusto Ope da Silva (Caingangue), EEEF Indígena Yvyra ‘Ja Tenonde Vera Miri (Guarani), Escola Indígena Guarani e Núcleo de Ações Afirmativas UFSM.

O evento começou com uma performance do grupo Cantos e Danças, da Aldeia Guarani. Eles apresentaram canções na linguagem Guarani, língua materna e própria do grupo. Segundo Dionatan, cacique da aldeia, as canções foram feitas com o objetivo de mostrar a tristeza que eles sentem em ver a mata sendo desmatada e os rios poluídos, prejudicando sua alimentação. Logo após, ocorreu a leitura com a escritora portuguesa Margarida Botelho que contou, de maneira resumida, a história do seu livro IARA/YARA.

A obra fala sobre duas meninas com o mesmo nome. Yara que vive em um país da Europa, e Iara, uma menina Kayapó que vive no Brasil. Divididas geográfica e culturalmente por seus países, contam seu cotidiano — brincadeiras, amigos, alimentação, escola, costumes, etc . E apesar de diferentes, nada imprede o encontro das duas em um ambiente natural, o rio. O livro, segundo Margarida, é uma história documental que nasceu após uma viagem que ela fez até Kararaô, uma aldeia indígena Kayapó na bacia do rio Xingu, na Amazônia, onde trabalhou como professora em 2012.

Para finalizar a programação do projeto, os indígenas Caingangue, da Escola Indígena Augusto Ope da Silva, além de exibirem seus trajes típicos, fizeram uma performance com duas músicas com a qual mostraram as características da etnia Caingangue. Margarida Botelho ainda incentivou todos que se apresentaram: ”Muito bonito! Se vocês continuarem a cantar e dançar, sua história nunca morrerá”.

Margarida Botelho, escritora, arte-educadora, trabalha desde 2009 em parceria com instituições e ONGs em projetos de intervenção comunitária através da arte, em Moçambique, no Brasil, na Índia, em Timor-Leste e em Cabo Verde. Foto: Denzel Valiente/LABFEM

 

9H – Oficina com Margarida Botelho

A oficina “Conte-me sua história… o livro como ferramenta artística de intervenção social” é voltada para professores e explora o improviso, a surpresa e o erro como plataforma criativa de inclusão e expressão coletiva social. Acontece no Centro Empresarial (Rua Angelo Uglione, 1509). As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: chili@chilism.com.br

Escritora portuguesa Margarida Botelho, licenciada em arquitetura. Foto: Divulgação.

14H – Leitura Inclusiva: cultura indígena

A convidada especial é a escritora Margarida Botelho de Portugal. Promovido pela Aldeia Guarani, Aldeia Caingangue, EEEF Indígena Augusto Ope da Silva (Caingangue), EEEF Indígena Yvyra ‘Ja Tenonde Vera Miri (Guarani), Escola Indígena Guarani e Núcleo de Ações Afirmativas UFSM.

14H30 – Oficina Letras Mágicas

A escritora Stella Maris Rezende irá desenvolver habilidades de leitura e escrita, exercitando a leitura de imagens e textos, enquanto trabalhada  gêneros literários e aprimora o olhar crítico e a capacidade inventiva. Qualquer pessoa interessada em ler e escrever artisticamente pode participar, serão 30 vagas.

16H – Contação de Histórias

Na Praça Saldanha Marinho, “O Burrinho Inteligente” contará a história do Catuleco, que entre peripécias e aventuras, mostra seu caráter bondoso, cultivando a amizade e o amor, sem preconceitos. Será em homenagem a Humberto Gabbi Zanata, autor da história. Já a do “Seu João e Seu Adão, Uma História de Amizade”, conta que apesar dos desencontros e da chegada de algo inesperado, os laços de afeto entre dois velhos amigos, nunca se desfazem, sempre se fortalecem.

17H – Lançamento de Livros

O Fundo Escuro da Hora – Vitor Biasoli

Um Olhar no Caminho – Arlinda Bairros Mathias

Robótica Educacional e Aprendizagem – Marcelo Vieira Pustilnik

Da Porteira Para Dentro – Relatos,Vivências e Memórias de Mulheres Quevedenses – Org. Vanessa Moletta Pazza

Antologia Poesis 2019 – Editora e Organizadora Vivara – Participação de Alécia Bicca Dias

Atena Beauvoir é autora do livro Contos Transantropológicos. Foto: Divulgação.

19h – LIVRO LIVRE

Atena Beauvoir Roveda é escritora, filósofa e educadora transexual. Premiada pela sua atuação em defesa e promoção dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no RS. É integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação, Gênero e Sexualidade (NEPEGS) do IFRS – Campus Porto Alegre e colaboradora do projeto TransEnem de Porto Alegre.

 

A 46ª edição da Feira do Livro de Santa Maria, que ocorre de 26 de abril a 11 de maio, tem divulgado semanalmente, em seu perfil do Instagram, dicas de quem serão os escritores confirmados para o Livro Livre, realizado todos os dias na Feira, às 19h. Até agora, três nomes foram confirmados e devem agradar diferentes gerações. 

O primeiro é o chileno Antonio Skármeta, autor de títulos como O carteiro e o poeta e El baile de la Victoria. Skármeta, nascido em 1940, estudou Filosofia e Literatura em seu país e em Nova Iorque, foi professor de Literatura e diretor teatral na Universidade do Chile até 1973. Na década de 80, dedicou-se à escrita, ao cinema e ao teatro, também participando como professor convidado em universidades europeias e norte-americanas. Seus romances e contos já foram traduzidos para mais de 25 idiomas. Em uma de suas adaptação para o cinema, conquistou cinco indicações ao Oscar. Produziu premiados livros, novelas, longa-metragens, livros infantis e peças teatrais, além de traduzir algumas obras para castelhano.

A segunda autora confirmada é Marina Colasanti, autora de diversos livros, entre eles Ofélia a ovelha, A moça tecelã e Breve História de um Pequeno Amor. Escritora, jornalista e artista plástica, nascida em 1937 na capital de Eritreia, país no “chifre” da África. Ainda pequena mudou-se com os pais para Itália e, em 1948, partiu para o Brasil fixando-se no Rio de Janeiro. Estudou artes plásticas e  ingressou na esfera da comunicação, atuando como editora, escritora de crônicas, redatora e ilustradora. Tem mais de 50 livros publicados no Brasil e no exterior, entre eles poesia, contos, crônicas, livros para crianças e jovens, e diversos ensaios. Além disso, trabalhou na televisão com programas jornalísticos culturais e é uma das mais premiadas escritoras brasileiras. Suas obras são direcionadas para crianças e jovens, e seus ensaios perpassam temas  como o feminino, a arte, o amor e os problemas sociais.

Por último, mas não menos importante, Raphael Montes também é nome confirmado na programação. Nascido em 1990 no Rio de Janeiro, é escritor e roteirista de literatura policial. Estreou na literatura em 2012 com seu romance Suicidas, que ganhou adaptação para o teatro em 2015. Seu segundo romance foi vendido em mais de 14 países e, assim como todos seus livros, teve os direitos de adaptação vendidos para o cinema e estão em produção. Desde abril de 2015, Raphael assina uma coluna semanal em O GLOBO e apresentou o programa Trilha de Letras na TV Brasil, de abril de 2017 à fevereiro de 2019. 

A programação completa da Feira do Livro deste ano será divulgada na próxima segunda,  no  Santa Cultura Café (Av. Presidente Vargas, 1400).

Athos Miralha autografando sua obra ”O Código de Locatelli”. Crédito: Juliana Brittes/LABFEM

Athos Ronaldo Miralha da Cunha lançou na tarde do último sábado dia 5, sua obra O Código Locatelli, na Feira do Livro. “A obra surgiu de uma crônica que satiriza o Código Da Vinci, o Código de Locatelli e nessa crônica relata que próximo à catedral poderia haver um tesouro, com obras sátiras do Vaticano, inclusive, que o Santo Sudário estaria enterrado aqui na praça e, por isso, a cidade chama-se Santa Maria’’, relatou Miralha.

Na trama, o pintor Aldo Locatelli teria vindo à Santa Maria para montar uma Ordem para que o tesouro não fosse descoberto. No entanto,  haveria outro grupo na cidade com a missão de descobrir o tesouro. Este é o ponto de partida que conduz a narrativa, percorrendo locais conhecidos da cidade.

Ângela Natto autografando sua obra Hate&Love. Crédito: Mariana Olhaberriet/LABFEM

A estudante de psicologia Ângela Natto de 22 anos, lançou sua obra Hate & Love na tarde do último domingo dia 6, na Praça dos Escritores. A inspiração surgiu a partir de uma ideia de inovar e dar um presente de aniversário diferente, seu melhor amigo não tem o hábito de cultivar a leitura, e para incentivá-lo a ler, Angie escreveu um romance baseando-se nele.

A sinopse do livro é sobre o Jack, o típico garoto errado que tem manias que costumam encantar garotas. Vivian é uma garota inteligente e que se importa com os amigos acima de tudo. O mundo dos dois é interligado ao fazerem parte da mesma banda. Vivian se apaixona por Jack, apesar dele ter dificuldades de manter relacionamentos por muito tempo. O medo de fracassar mais uma vez faz Jack se manter na defensiva, tornando a amizade uma constante entre o ódio e o amor.

Leandro Meirelles autografando sua obra. Crédito: Lucas Linck/LABFEM

Leandro Meirelles Nascimento lançou na tarde do último domingo, dia 6, sua obra com título em latim Tempore Sensus Mei’, que significa Percepções do meu tempo. Essa primeira edição conta com 40 poesias, que narram a vida do autor dos seus 14 aos 19 anos. São poesias da parte juvenil até o início da vida adulta, em uma gradativa cronológica da sua vida.

Nascimento escolheu o latim porque é uma língua comum para todos, é a língua mãe de outros idiomas. Ele está com 41 anos, contou que decidiu apenas agora publicar sua coletânea de poesias, pela Casa do Poeta Brasileiro, de Santiago.

Jader Guterres, Camila Borges e Luciano Gabbi, integrantes do grupo de Saca-Rolhas Teatro & Cia. Crédito: Pedro Freitas/LABFEM

A kombi – a Bergamota – da Saca-Rolhas Teatro & Cia estacionou na praça mais uma vez, na tarde da última segunda, 7 de maio. Desta feita o Kombão de Histórias III estava cheio de histórias literárias. O espetáculo contou a aventura dos personagens viajando pelas regiões do Brasil. Em cada região, novas histórias e novos personagens são descobertos.

A ideia do grupo é continuar viajando pelos cantos do mundo, como nas apresentações anteriores, Kombão I e II mas no Kombão III a Saca-Rolhas quer viajar pelas regiões Brasil. A atriz Camila Borges explica que, além de divertir, querem fazer uma leve crítica social lúdica: ‘’o teatro tem essa função também, de certa forma leve, mas com a intenção de pensar, o teatro vem para comunicar algo, e queremos comunicar todo esse movimento que vem acontecendo no nosso país.’’

No espetáculo, surge um país de fartura e não um país de “faltura”, ou seja um país idealizado. O grupo formado por ela, Jader Guterres e Luciano Gabbi está sempre à procura de temas atualizados, mas de uma forma que interaja com todas as faixas etárias.

Obras no stand da Livraria Cesma. Crédito: Mariana Olhaberriet/LABFEM

Quando se é criança,  as melhores histórias antes de dormir são contadas por elas, as mães. Agora, nada mais justo do que retribuir, oferecendo uma lista com dicas dos melhores presentes que se pode dar para as mães: livros!

Na banca da editora Ana Terra, há opções para as mães que gostam de saber mais sobre a história das mulheres no Brasil. A obra da vez é Feminismo e Consciência de Classe no Brasil, da autora Mirla Cinse. O resultado é uma obra vibrante, que aponta os desafios da construção do sujeito revolucionário, individual e coletivo e pode ser adquirido por R$ 45. Uma segunda opção na mesma margem de conhecimento, é a autora Viola Davis com sua obra Mulheres, Cultura e Política, apresenta um balanço de sua luta por uma mudança social progressista, por R$ 30.

Na Cesma, a opção é a autora gaúcha, Martha Medeiros com o livro Quem Diria Que Viver Ia Dar Nisso? uma espécie de diário poético (ou seria profético?), com suas crônicas que misturam memórias e histórias – as reais e as ficcionais. O preço é R$39.

Para as mamães amantes dos anos 70 que gostariam de relembrar momentos pelo ícone do rock Rita Lee, a opção é a autobiografia da cantora, por R$ 44.

Na livraria Athena, duas sugestões de leitura: a primeira opção é a Lucinda Rilei, com O Segredo de Olinda, a autora tem mais de 12 milhões de livros vendidos. A obra é focada em duas décadas e o foco principal é quanto o amor pode suportar e como a verdade pode abalar uma relação, sendo essa autora uma das mais procuradas durante a Feira. Custa  R$ 47.

A segunda sugestão é a obra O Que o Sol Faz Com as Flores, da Rupi Kaur que segue uma linha focada na personalidade da mulher, também é uma coletânea de poemas arrebatadores sobre crescimento e cura. Expatriação e o amadurecimento até encontrar um lar dentro de você. Custa R$ 32.

No sebo Calle Corrientes, o livro O Melhor de Mário Quintana, se trata de uma antologia, uma seleção do poeta alegretense, e custa R$ 42.

Dos livros mais vendidos na Feira do Livro 2018 está a edição do projeto Cronicaria, lançado no último dia 05 de maio, sábado, e que traz textos assinados por Manuela Fantinel, acadêmica de jornalismo da UFN e pelo jornalista Marcelo Canellas. O livro inclui as “fotocrônicas”, de Renan Mattos, as sensíveis ilustrações de Elias Ramires Monteiro e, ainda, tem a participação de Juliana Brittes, também acadêmica de jornalismo na UFN, e que assina foto e crônica na edição.

A obra foi organizada pela jornalista e professora Neli Mombelli, e é a primeira publicação impressa do selo Sobrado Centro Cultural e da TV OVO.

O Cronicaria é resultado de um processo coletivo, que integra cronistas e leitores desde sua concepção. Ele nasce da proposição da TV OVO em conjunto com Marcelo Canellas, Manuela Fantinel e mais 126 pessoas que, por meio de um financiamento coletivo via internet, contribuíram para a publicação de crônicas semanais, às quartas e aos sábados, no site do projeto, entre agosto e novembro de 2017. Agora, além de receber a versão impressa, o Cronicaria também irá para as bibliotecas das escolas públicas da cidade. As 80 escolas da rede municipal, além da Biblioteca Pública Municipal Henrique Bastide, receberão dez exemplares da obra.

Neli Mombelli, organizou a edição do projeto Cronicaria. Foto: arquivo ACS

” O Cronicaria fala de amor, de dor, de dúvidas, de política, de afeto, de humor, de encontros, de direitos, de lutas, de deveres, de desencontros, de cultura, de amizades, de resistências, de lágrimas, de sorrisos… enfim, fala da vida que é viva, que se contrai e se expande na espiral do tempo”, afirma a organizadora.

Segundo ela,  muito embora o foco da TV OVO seja o audiovisual, ” o Cronicaria é mais um dos lastros do Sobrado Centro Cultural que busca engajar e envolver as pessoas nos liames da escrita, da leitura, do cotidiano, do encontro e da reflexão no intervalo do tempo” .

Para quem quiser adquirir o livro, ele já está disponível Cesma e na Livraria Athena e estará nas respectivas bancas durante a feira. É também possível comprar pelo site da TV OVO (tvovo.org/loja).

Sobre os autores

Marcelo Canellas

Formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria em 1987. É repórter especial da TV Globo desde 1990. Ganhou, em 30 anos de carreira, mais de 50 prêmios jornalísticos nacionais e internacionais. É autor do livro Províncias: crônicas da alma interiorana (Globo, 2013) e entusiasta do projeto santa-mariense Sobrado Centro Cultural, junto com a TV OVO.

Manuela Fantinel

Prestes a se formar em Jornalismo pela Universidade Franciscana, Manuela estuda temas ligados à representação cultural. Feminista e viajante, a jovem santa-mariense sempre dedicou-se à poesia e à literatura, ficando em primeiro lugar na categoria crônica no Concurso Literário Municipal, em 2012. Já integrou a equipe da TV OVO.

Sérgio Faraco e Valter Noal Filho no sessão de autógrafos no lançamento do livro Francisco Ricardo – Uma tragédia esquecida. Crédito: Julie Brum/LABFEM

O crime que assassinou à queima-roupa o juiz e poeta Francisco Ricardo no ano de 1927, chocou a população em território nacional. Ricardo já fora transferido de seu trabalho duas vezes, pois era conhecido pela fama de cortejar mulheres comprometidas. O comerciante Pedro Beltrão que suspeitou da fidelidade de sua esposa, assassinou o juiz após flagrar os dois conversando na rua Ernesto Becker. A edição do livro Francisco Ricardo: uma tragédia esquecida, conta também com inúmeros poemas para celebrar aquilo que o levou a morte: o amor.

A tragédia foi rescontituída pelo escritor Sérgio Faraco e por Valter Noal Filho, patrono da Feira do Livro de Santa Maria – 45 anos. Indagado sobre as dificuldades de juntar documentos pelos anos passados do fato ocorrido, Valter afirmou ‘’que as dificuldades não foram maiores porque nós encontramos acervos importantes, que puderam alimentar a nossa pesquisa em Santa Maria. Encontramos muitos documentos cartoriais e também na imprensa. Outros jornais na cidade, foram fontes importantes para que pudéssemos compreender o que ocorreu na naquele dia de 1927.’’

A inspiração de contar essa história, surgiu a partir do autor Sérgio Faraco e sua grande curiosidade. Como os dois são grandes amigos, o escritor sabia que Valter pesquisava sobre a história de Santa Maria, então  começaram essa investigação, e originalmente era para fazerem um pequeno artigo e, considerando o volume e de dados que encontraram, acabou virando um livro.

O livro está disponível na Cesma e pode ser adquirido por R$32 ou pode ser comprado online neste link.