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Santa Maria, RS, Brazil

A campanha também depende deles

A quatro dias das eleições, propaganda é o que não falta. Já não bastasse o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, os candidatos investem forte na distribuição de ‘santinhos’ e na exibição de faixas nas esquinas e nos semáforos da cidade. Com isso, cresce o trabalho informal.

 

Em cada esquina do centro de Santa Maria é possível encontrar pessoas trabalhando na campanha eleitoral. É o mercado que foi aberto com a realização das eleições. Com o desemprego, a saída encontrada por algumas pessoas é trabalhar para os partidos com o objetivo de coloca r uns trocados no bolso.

Morador da Vila Arco-Íris, Marcos Alexandre Silveira (foto), 18 anos, está desde a terça-feira, 26, entre as ruas Venâncio Aires e Serafim Valandro divulgando a campanha de um candidato a deputado estadual. Marcos é solteiro, tem dois irmãos e mora com os pais. Ele não se sustenta, mas trabalha na campanha devido às dificuldades financeiras.

"Olha eu tava sem dinheiro e to mal de roupa, né. Meu pai me engajou nisso daí, gostei e vim, mas mais por causa do dinheiro. Eles tão pagando R$10 por dia", acrescenta.

O ponto de trabalho é praticamente o mesmo, o que separa Marcos Alexandre de Jorge Pereira Rocha, 36 anos, é apenas uma rua. Mas diferente de Silveira, Rocha não é novato no ramo. Há 20 anos ele trabalha nas eleições e já passou por diversos partidos. No restante do ano ele atua como vigilante e faz biscates. Como no sábado acaba o período para a propaganda com distribuição de santinhos e materiais impressos, Rocha conta o que pretende fazer a partir de domingo:

"Eu me inscrevi no serviço temporário que vai abrir nas Dores (para a temporada de verão que inicia a partir de novembro) e vou voltar à rotina normal. Vou esperar o que o candidato vai decidir pela gente porque ele disse que se ganhar vai arrumar umas oportunidades de emprego", conta.

 

 

Entre o sinal verde e o vermelho

Na esquina da rua Floriano Peixoto com a Venâncio Aires a panfletagem é mais intensa. Vale até aproveitar o sinal vermelho para estender uma faixa com o anúncio de um candidato. Esta é a tarefa dos estudantes D. T., 15, e W. S. O., 16 anos. 

 Mesmo com o encerramento das atividades de propaganda no sábado, os dois estão contratados para seguir trabalhando até o final de outubro na limpeza da cidade. "Tem a pintura dos muros que a gente fez. Pra não deixar a cidade feia a gente pinta de branco os muros depois", revela D.T.

 Colaboração é importante

Os candidatos fazem, ainda, campanha no rádio e televisão durante o horário eleitoral gratuito. Mas a panfletagem, a distribuição de materiais impressos e a exibição de faixas também é considerado importante pelos políticos. Nesta quinta-feira, por exemplo, acaba a propaganda nos meios de comunicação. Com isso, na sexta-feira e no sábado a campanha tem o foco voltado somente para as atividades de rua, no corpo-a-corpo com os eleitores. Segundo Flávio Portela, assessor de um candidato a deputado estadual, o trabalho desenvolvido pelas pessoas na rua é fundamental.

"É o mote da campanha. Todo o candidato precisa divulgar a sua proposta, o seu nome e a sua imagem. Dificilmente sozinho vai conseguir alcançar todo o eleitorado e a comunidade. Então, ele precisa de gente que o auxilie pra levar a mensagem dele", resume o assessor.

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A quatro dias das eleições, propaganda é o que não falta. Já não bastasse o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, os candidatos investem forte na distribuição de ‘santinhos’ e na exibição de faixas nas esquinas e nos semáforos da cidade. Com isso, cresce o trabalho informal.

 

Em cada esquina do centro de Santa Maria é possível encontrar pessoas trabalhando na campanha eleitoral. É o mercado que foi aberto com a realização das eleições. Com o desemprego, a saída encontrada por algumas pessoas é trabalhar para os partidos com o objetivo de coloca r uns trocados no bolso.

Morador da Vila Arco-Íris, Marcos Alexandre Silveira (foto), 18 anos, está desde a terça-feira, 26, entre as ruas Venâncio Aires e Serafim Valandro divulgando a campanha de um candidato a deputado estadual. Marcos é solteiro, tem dois irmãos e mora com os pais. Ele não se sustenta, mas trabalha na campanha devido às dificuldades financeiras.

"Olha eu tava sem dinheiro e to mal de roupa, né. Meu pai me engajou nisso daí, gostei e vim, mas mais por causa do dinheiro. Eles tão pagando R$10 por dia", acrescenta.

O ponto de trabalho é praticamente o mesmo, o que separa Marcos Alexandre de Jorge Pereira Rocha, 36 anos, é apenas uma rua. Mas diferente de Silveira, Rocha não é novato no ramo. Há 20 anos ele trabalha nas eleições e já passou por diversos partidos. No restante do ano ele atua como vigilante e faz biscates. Como no sábado acaba o período para a propaganda com distribuição de santinhos e materiais impressos, Rocha conta o que pretende fazer a partir de domingo:

"Eu me inscrevi no serviço temporário que vai abrir nas Dores (para a temporada de verão que inicia a partir de novembro) e vou voltar à rotina normal. Vou esperar o que o candidato vai decidir pela gente porque ele disse que se ganhar vai arrumar umas oportunidades de emprego", conta.

 

 

Entre o sinal verde e o vermelho

Na esquina da rua Floriano Peixoto com a Venâncio Aires a panfletagem é mais intensa. Vale até aproveitar o sinal vermelho para estender uma faixa com o anúncio de um candidato. Esta é a tarefa dos estudantes D. T., 15, e W. S. O., 16 anos. 

 Mesmo com o encerramento das atividades de propaganda no sábado, os dois estão contratados para seguir trabalhando até o final de outubro na limpeza da cidade. "Tem a pintura dos muros que a gente fez. Pra não deixar a cidade feia a gente pinta de branco os muros depois", revela D.T.

 Colaboração é importante

Os candidatos fazem, ainda, campanha no rádio e televisão durante o horário eleitoral gratuito. Mas a panfletagem, a distribuição de materiais impressos e a exibição de faixas também é considerado importante pelos políticos. Nesta quinta-feira, por exemplo, acaba a propaganda nos meios de comunicação. Com isso, na sexta-feira e no sábado a campanha tem o foco voltado somente para as atividades de rua, no corpo-a-corpo com os eleitores. Segundo Flávio Portela, assessor de um candidato a deputado estadual, o trabalho desenvolvido pelas pessoas na rua é fundamental.

"É o mote da campanha. Todo o candidato precisa divulgar a sua proposta, o seu nome e a sua imagem. Dificilmente sozinho vai conseguir alcançar todo o eleitorado e a comunidade. Então, ele precisa de gente que o auxilie pra levar a mensagem dele", resume o assessor.