Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Acesso controlado

As lan houses e os cyber cafés são locais onde jovens freqüentam para acessar a internet e jogar em rede. Estes estabelecimentos têm sido alvos de debates por parte da comunidade.

A vereadora, Magali da Rocha Adriano (PMDB), criou um projeto que está tramitando na Câmara de Vereadores de Santa Maria para a regularização e controle dos freqüentadores de centros de entretenimento e inclusão digital.

Como diretora de uma escola municipal, Magali viu a necessidade de haver um controle sobre as casas que oferecem jogos e acesso à internet após receber queixas de pais, cujos filhos cabulam aulas para jogar. “Meu objetivo não é prejudicar os estabelecimentos e sim controlar o acesso dos jovens”, esclarece a vereadora. Ela convidou todos os proprietários de lans e cyber cafés da cidade, polícia e conselho tutelar para comparecerem à audiência pública, que ocorreu dia 12 de junho, para apresentar e discutir o seu projeto.

Magali  propôs que os proprietários realizassem um cadastro do  cliente, com informações como Registro Geral e endereço, antes de utilizar os equipamentos dos locais e que seja limitado o acesso a maiores de 12 anos.  Menores de 18 anos teriam acesso, somente, a quatro horas diárias, não excedendo às 24h. Os jogos e sites, muitas vezes, são inapropriados para menores de idade.

O proprietário de uma lan house no centro de Santa Maria, Renato Aldo Velho, informou que em seu estabelecimento há um cadastro dos usuários, com informações sobre a escola que freqüentam, o horário das aulas e um número de contato com os familiares. "É normal que meninos faltem aula, isso existe. Mas, não é difícil de a gente controlar", afirmou.

Porém, algumas casas não fazem este cadastro e admitem desconhecer o projeto. Rogério Zinn, proprietário de uma lan house em frente ao Colégio Maria Rocha, não cadastra seus usuários, pois justifica ser um estabelecimento novo e que ainda não há equipamento para que sejam feitos os cadastros. Como medida preventiva, Zinn abre as portas de sua lan a partir das 10h, depois que os alunos estão dentro do colégio. “Acho que essa lei não mudará nada. É como a lei que regula os bares da cidade. Mesmo depois de aprovada, os bares continuam abertos após o horário permitido”, salienta. Ele diz haver maior movimento no turno da noite.

A estada de jovens em locais de jogos, muitas vezes, é motivo de preocupação para alguns pais. Já outros, concordam com essa prática. O funcionário de uma lan, Pablo Leandro Pipp, 23 anos, confessa já ter recebido ligações de pais querendo saber se seus filhos estavam lá. “Eu não vou mentir isso”, diz Pablo. “Muitos pais levam seus filhos para jogarem e, às vezes, até pagam por eles”, completa o funcionário.

Outra proposta da vereadora Magali é que os centros de entretenimento e inclusão digital funcionem a uma distância mínima de 250 metros de escolas públicas e privadas, respeitando os horários de aula. Os estabelecimentos também devem ter fixados, em lugares visíveis, avisos sobre as leis e recomendações dos jogos.

Quem controla as atitudes dos jovens é o Conselho Tutelar, que age através de denúncias de irregularidades. O Conselho apura a infração e aciona a Polícia Civil, que investiga os casos de crimes contra a pessoa.

Outros crimes cometidos em lans, como desvio de dinheiro e invasão de privacidade, são investigados pela Polícia Federal. O delegado da PF, Elton Roberto Manzke, aponta que a falta de controle de usuários é um empecilho nas investigações. “A investigação cai quando chega a uma lan house. Não há como identificar o usuário”, lamenta o delegado.

A conselheira tutelar, Michele Mendonça Rodrigues, diz receber denúncias, embora não muitas, de jovens que "matam" aula para jogarem vídeo game. Porém, lamenta que os próprios pais, às vezes, não se preocupam com a situação.

 Preços reduzidos
Grande número de estabelecimentos fica aberto durante a madrugada, com preços reduzidos para que se possa jogar nos “madrugadões”. Os games mais procurados são aventuras sangrentas e brutais. GTA (traduzido, grande Ladrão de Carros), Max Payne e jogos de guerra, como Medal of Honor e Call of Dutty, são desaconselhados para menores de 18 anos. Competindo com esses jogos, estão aventuras on-line, que podem ser jogadas por dezenas de usuários ao mesmo tempo, como Tíbia e Ragnarok.

Incentivo aos alunos
A casa de jogos, localizada no Santa Maria Shopping, tem uma promoção que bonifica alunos cujas notas sejam superiores a oito. Mediante a apresentação do boletim escolar, através de um cálculo da média de todas as disciplinas, o usuário poderá ganhar horas grátis, desde que não seja em horário escolar.

 

Telefone para denúncias ao Conselho Tutelar: 32233737

Informações sobre a policia no site www.dpf.gov.br

Fonte: Site da Câmara Municipal de Vereadores

Fotos: Núcleo de Fotografia e Memória da Unifra (Daniel Rangel)

LEIA TAMBÉM

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

As lan houses e os cyber cafés são locais onde jovens freqüentam para acessar a internet e jogar em rede. Estes estabelecimentos têm sido alvos de debates por parte da comunidade.

A vereadora, Magali da Rocha Adriano (PMDB), criou um projeto que está tramitando na Câmara de Vereadores de Santa Maria para a regularização e controle dos freqüentadores de centros de entretenimento e inclusão digital.

Como diretora de uma escola municipal, Magali viu a necessidade de haver um controle sobre as casas que oferecem jogos e acesso à internet após receber queixas de pais, cujos filhos cabulam aulas para jogar. “Meu objetivo não é prejudicar os estabelecimentos e sim controlar o acesso dos jovens”, esclarece a vereadora. Ela convidou todos os proprietários de lans e cyber cafés da cidade, polícia e conselho tutelar para comparecerem à audiência pública, que ocorreu dia 12 de junho, para apresentar e discutir o seu projeto.

Magali  propôs que os proprietários realizassem um cadastro do  cliente, com informações como Registro Geral e endereço, antes de utilizar os equipamentos dos locais e que seja limitado o acesso a maiores de 12 anos.  Menores de 18 anos teriam acesso, somente, a quatro horas diárias, não excedendo às 24h. Os jogos e sites, muitas vezes, são inapropriados para menores de idade.

O proprietário de uma lan house no centro de Santa Maria, Renato Aldo Velho, informou que em seu estabelecimento há um cadastro dos usuários, com informações sobre a escola que freqüentam, o horário das aulas e um número de contato com os familiares. "É normal que meninos faltem aula, isso existe. Mas, não é difícil de a gente controlar", afirmou.

Porém, algumas casas não fazem este cadastro e admitem desconhecer o projeto. Rogério Zinn, proprietário de uma lan house em frente ao Colégio Maria Rocha, não cadastra seus usuários, pois justifica ser um estabelecimento novo e que ainda não há equipamento para que sejam feitos os cadastros. Como medida preventiva, Zinn abre as portas de sua lan a partir das 10h, depois que os alunos estão dentro do colégio. “Acho que essa lei não mudará nada. É como a lei que regula os bares da cidade. Mesmo depois de aprovada, os bares continuam abertos após o horário permitido”, salienta. Ele diz haver maior movimento no turno da noite.

A estada de jovens em locais de jogos, muitas vezes, é motivo de preocupação para alguns pais. Já outros, concordam com essa prática. O funcionário de uma lan, Pablo Leandro Pipp, 23 anos, confessa já ter recebido ligações de pais querendo saber se seus filhos estavam lá. “Eu não vou mentir isso”, diz Pablo. “Muitos pais levam seus filhos para jogarem e, às vezes, até pagam por eles”, completa o funcionário.

Outra proposta da vereadora Magali é que os centros de entretenimento e inclusão digital funcionem a uma distância mínima de 250 metros de escolas públicas e privadas, respeitando os horários de aula. Os estabelecimentos também devem ter fixados, em lugares visíveis, avisos sobre as leis e recomendações dos jogos.

Quem controla as atitudes dos jovens é o Conselho Tutelar, que age através de denúncias de irregularidades. O Conselho apura a infração e aciona a Polícia Civil, que investiga os casos de crimes contra a pessoa.

Outros crimes cometidos em lans, como desvio de dinheiro e invasão de privacidade, são investigados pela Polícia Federal. O delegado da PF, Elton Roberto Manzke, aponta que a falta de controle de usuários é um empecilho nas investigações. “A investigação cai quando chega a uma lan house. Não há como identificar o usuário”, lamenta o delegado.

A conselheira tutelar, Michele Mendonça Rodrigues, diz receber denúncias, embora não muitas, de jovens que "matam" aula para jogarem vídeo game. Porém, lamenta que os próprios pais, às vezes, não se preocupam com a situação.

 Preços reduzidos
Grande número de estabelecimentos fica aberto durante a madrugada, com preços reduzidos para que se possa jogar nos “madrugadões”. Os games mais procurados são aventuras sangrentas e brutais. GTA (traduzido, grande Ladrão de Carros), Max Payne e jogos de guerra, como Medal of Honor e Call of Dutty, são desaconselhados para menores de 18 anos. Competindo com esses jogos, estão aventuras on-line, que podem ser jogadas por dezenas de usuários ao mesmo tempo, como Tíbia e Ragnarok.

Incentivo aos alunos
A casa de jogos, localizada no Santa Maria Shopping, tem uma promoção que bonifica alunos cujas notas sejam superiores a oito. Mediante a apresentação do boletim escolar, através de um cálculo da média de todas as disciplinas, o usuário poderá ganhar horas grátis, desde que não seja em horário escolar.

 

Telefone para denúncias ao Conselho Tutelar: 32233737

Informações sobre a policia no site www.dpf.gov.br

Fonte: Site da Câmara Municipal de Vereadores

Fotos: Núcleo de Fotografia e Memória da Unifra (Daniel Rangel)