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Santa Maria, RS, Brazil

Educação é alternativa para melhorar trânsito de Santa Maria

O sinal está fechado, você colocou o pé na faixa de segurança e, quando vê, tem um carro ou moto quase te atropelando. Quem, andando pelas ruas santa-marienses, nunca foi vítima ou presenciou uma cena dessas?

As imprudências variam, porém existe uma reclamação que é unânime: falta de estrutura da cidade. De acordo com o taxista Paulo Nunes, 72 anos e há 52 na profissão, as ruas são muito estreitas para tantos carros. “O pior é que não existe solução. Ou se alarga as ruas ou se tira a metade dos carros que trafegam na cidade. As duas são inviáveis”, salienta Nunes.

 Nos horários de pico, como das 12h às 13h e das 18h às 19h, é muito difícil dirigir em algumas ruas da cidade. “Veja se é possível andar de carro na Rua Coronel Niderauer, esquina com a Rua Serafim Valandro. Estacionamento dos dois lados e rua muito estreita. Se um ônibus vai passar, pára o trânsito!”, reclama o também taxista, José Carlos Silva, 48 anos.

Falta de educação nas vias é outro sério problema na cidade. Avançar sinais vermelhos, andar em alta velocidade e não respeitar os pedestres já são situações comuns. Para a vendedora ambulante, Terezinha de Oliveira, 38 anos, a solução é a reeducação dos condutores: “Os motoristas são violentos, não respeitam os idosos!”, exclama.

Do outro lado do jogo, estão os agentes de trânsito, responsáveis pela fiscalização do cumprimento das normas de trânsito. De acordo com o agente Beloianes Pietro, 26 anos, Santa Maria poderia estar numa situação pior: “A sinalização está a desejar e a estrutura não comporta. Ao condutor falta muita informação, principalmente aos mais antigos. Os pedestres também não respeitam os fiscais. Mas, a pavimentação está num estado razoável, comparando-se a de outras cidades e na Prefeitura tem um projeto de educação para o trânsito nas escolas. É necessário despertar a consciência no condutor e nos pedestre. A solução é o investimento em educação”.

Se o problema se chama educação, as leis já foram alteradas. Para tirar a carteira de habilitação, é necessário fazer 30 horas de aulas teóricas, as quais, segundo a psicóloga de um Centro de Formação de Condutores, Lúcia Appel, 42 anos, são todas voltadas à prevenção. “Também fazemos palestras regularmente em escolas e quartéis. Na semana do Trânsito e semana do Motorista atuamos junto com os condutores”, complementa Lúcia. Outra alteração é para quem quer renovar sua habilitação: agora é necessário realizar uma prova.

Vida Urgente
Mesmo com o trabalho de educação para o trânsito feito pelos centros de formação, os acidentes nas ruas de Santa Maria não saem dos meios de comunicação. O major da Brigada Militar, João Ricardo Vargas, 44 anos, acredita que o estresse dos motoristas é um fator muito relevante para aumentar as estatísticas. “Quem está no trânsito, não tem paciência. A BM está realizando um trabalho educativo em escolas e um pelotão mirim, formado por filhos de militares”. Vargas concorda que o sistema viário é o grande problema de Santa Maria.

Tendo em vista conscientizar crianças e jovens, a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga promove a campanha Vida Urgente. “É um trabalho totalmente voluntário, onde o nosso objetivo é diminuir a ocorrência de acidentes pela conscientização. Temos uma série de ações visando alertar o pessoal, destacando a falta de combinação entre bebida e direção”, diz o secretário Daniel Silveira, 29 anos. Entre os movimentos da Fundação está o Madrugada Viva, no qual os voluntários vão aos locais de festa, bares e restaurantes da cidade fazer panfletagem e conversar com os freqüentadores. O Vida Urgente também está indo para as estradas, trabalhando com os motoristas de caminhão.

Para o sinal ficar vermelho às mortes e acidentes no trânsito, são necessárias educação e consciência.

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O sinal está fechado, você colocou o pé na faixa de segurança e, quando vê, tem um carro ou moto quase te atropelando. Quem, andando pelas ruas santa-marienses, nunca foi vítima ou presenciou uma cena dessas?

As imprudências variam, porém existe uma reclamação que é unânime: falta de estrutura da cidade. De acordo com o taxista Paulo Nunes, 72 anos e há 52 na profissão, as ruas são muito estreitas para tantos carros. “O pior é que não existe solução. Ou se alarga as ruas ou se tira a metade dos carros que trafegam na cidade. As duas são inviáveis”, salienta Nunes.

 Nos horários de pico, como das 12h às 13h e das 18h às 19h, é muito difícil dirigir em algumas ruas da cidade. “Veja se é possível andar de carro na Rua Coronel Niderauer, esquina com a Rua Serafim Valandro. Estacionamento dos dois lados e rua muito estreita. Se um ônibus vai passar, pára o trânsito!”, reclama o também taxista, José Carlos Silva, 48 anos.

Falta de educação nas vias é outro sério problema na cidade. Avançar sinais vermelhos, andar em alta velocidade e não respeitar os pedestres já são situações comuns. Para a vendedora ambulante, Terezinha de Oliveira, 38 anos, a solução é a reeducação dos condutores: “Os motoristas são violentos, não respeitam os idosos!”, exclama.

Do outro lado do jogo, estão os agentes de trânsito, responsáveis pela fiscalização do cumprimento das normas de trânsito. De acordo com o agente Beloianes Pietro, 26 anos, Santa Maria poderia estar numa situação pior: “A sinalização está a desejar e a estrutura não comporta. Ao condutor falta muita informação, principalmente aos mais antigos. Os pedestres também não respeitam os fiscais. Mas, a pavimentação está num estado razoável, comparando-se a de outras cidades e na Prefeitura tem um projeto de educação para o trânsito nas escolas. É necessário despertar a consciência no condutor e nos pedestre. A solução é o investimento em educação”.

Se o problema se chama educação, as leis já foram alteradas. Para tirar a carteira de habilitação, é necessário fazer 30 horas de aulas teóricas, as quais, segundo a psicóloga de um Centro de Formação de Condutores, Lúcia Appel, 42 anos, são todas voltadas à prevenção. “Também fazemos palestras regularmente em escolas e quartéis. Na semana do Trânsito e semana do Motorista atuamos junto com os condutores”, complementa Lúcia. Outra alteração é para quem quer renovar sua habilitação: agora é necessário realizar uma prova.

Vida Urgente
Mesmo com o trabalho de educação para o trânsito feito pelos centros de formação, os acidentes nas ruas de Santa Maria não saem dos meios de comunicação. O major da Brigada Militar, João Ricardo Vargas, 44 anos, acredita que o estresse dos motoristas é um fator muito relevante para aumentar as estatísticas. “Quem está no trânsito, não tem paciência. A BM está realizando um trabalho educativo em escolas e um pelotão mirim, formado por filhos de militares”. Vargas concorda que o sistema viário é o grande problema de Santa Maria.

Tendo em vista conscientizar crianças e jovens, a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga promove a campanha Vida Urgente. “É um trabalho totalmente voluntário, onde o nosso objetivo é diminuir a ocorrência de acidentes pela conscientização. Temos uma série de ações visando alertar o pessoal, destacando a falta de combinação entre bebida e direção”, diz o secretário Daniel Silveira, 29 anos. Entre os movimentos da Fundação está o Madrugada Viva, no qual os voluntários vão aos locais de festa, bares e restaurantes da cidade fazer panfletagem e conversar com os freqüentadores. O Vida Urgente também está indo para as estradas, trabalhando com os motoristas de caminhão.

Para o sinal ficar vermelho às mortes e acidentes no trânsito, são necessárias educação e consciência.