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Santa Maria, RS, Brazil

Estátuas mensageiras

 

 

 

 

 

 

 Exemplos de arte de rua são praticados pelo santa-mariense Marcio da Silva, 27 anos, e por Patrícia Varela Hertz, natural de Caxias do Sul.

Silva se apresenta há dois anos no Calçadão de Santa Maria como estátua viva, vestido de anjo dourado e mosqueteiro. Patrícia, com vestimenta de bruxa, anjo prata e fada branca, também trabalha há dois anos no mesmo local. Patrícia diz ter sido a primeira estatua viva da cidade: “quando cheguei pela primeira vez no Calçadão, o pessoal corria desesperadamente com medo. Depois, com o tempo, foram se acostumando”.

Ela trabalha também em ambientes fechados, como shoppings, festas de casamento, de aniversário e de formatura, ou viajando por diversas localidades. Já atuou no Uruguai, Argentina, Santa Catarina e Chile. Silva, no verão, apresenta-se na praia de Torres por causa do calor e pelo pouco movimento em Santa Maria.

Os dois relatam que não fizeram cursos para representar sua arte. Patrícia diz “que é preciso ter bastante concentração, força de vontade e paciência”. Conta Silva que sua rotina começa com a chegada no Calçadão às 10h, onde permanece até às 16h. “Fico trabalhando direto, sem almoçar e tomar água. Para me vestir e pintar o corpo com tinta especial, levo em torno de meia hora”, explica. Ele acrescenta que começou a fazer este trabalho porque admira a arte de rua, acha que o público respeita e gosta desse tipo de atividade.

Patrícia relata que sempre gostou de viajar e precisava ter uma profissão, daí surgiu a arte de rua na sua vida, que possibilitava o sustento e as viagens simultaneamente. “Algumas pessoas do público respeitam o nosso trabalho. Outras não”, lamenta.

Mensagens
As estátuas vivas entregam mensagens ao público. Patrícia diz que as que entrega são elaboradas por ela mesma. “Varia o número de mensagens de cada dia. São bem variadas, nunca se repetem. Exemplo de mensagem: ‘na demora pode se mostrar mais benéfica do que pressionar a realidade para que as coisas aconteçam. Atrasar-se traz consigo ansiedades. É melhor pagar esse preço do que o fracasso’”, conta.

Silva diz que arrecada, em media, de R$ 15 a 20 reais por dia. Já Patrícia tem uma renda diária entre 30 e 70 reais.

 O que o público acha da arte de rua?

“Acho bonito e interessante, mas duvido que as mensagens sejam verdadeiras” (Adriana Israel, 19 anos, estudante).

“Uma forma digna de trabalhar e passar uma mensagem” (Tatiane Camargo, estudante).

“Acho umas pessoas simpáticas” (Berenice Servis Oliveira, 21 anos).

“Sempre que posso, eu colaboro. Gosto das mensagens” (Luana Salbebo, 15 anos, estudante)

Como surgiu a estátua viva?
Teve origens no teatro, devido aos atores ficarem parados por muito tempo, parecendo estátuas.
Em Roma, os mímicos improvisavam teatro ao ar livre. Tempos depois, surgiu na Europa a estátua viva, uma arte apresentada para o público de rua, em várias performances.
A arte, através do teatro e mímicas, conquistou seu espaço, tornando-se atração para todo tipo de público.

Fonte: www.vitrineviva.com.br

Fotografias: Núcleo de Fotografia e Memória da Unifra (Júlio Castagna Mota)

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 Exemplos de arte de rua são praticados pelo santa-mariense Marcio da Silva, 27 anos, e por Patrícia Varela Hertz, natural de Caxias do Sul.

Silva se apresenta há dois anos no Calçadão de Santa Maria como estátua viva, vestido de anjo dourado e mosqueteiro. Patrícia, com vestimenta de bruxa, anjo prata e fada branca, também trabalha há dois anos no mesmo local. Patrícia diz ter sido a primeira estatua viva da cidade: “quando cheguei pela primeira vez no Calçadão, o pessoal corria desesperadamente com medo. Depois, com o tempo, foram se acostumando”.

Ela trabalha também em ambientes fechados, como shoppings, festas de casamento, de aniversário e de formatura, ou viajando por diversas localidades. Já atuou no Uruguai, Argentina, Santa Catarina e Chile. Silva, no verão, apresenta-se na praia de Torres por causa do calor e pelo pouco movimento em Santa Maria.

Os dois relatam que não fizeram cursos para representar sua arte. Patrícia diz “que é preciso ter bastante concentração, força de vontade e paciência”. Conta Silva que sua rotina começa com a chegada no Calçadão às 10h, onde permanece até às 16h. “Fico trabalhando direto, sem almoçar e tomar água. Para me vestir e pintar o corpo com tinta especial, levo em torno de meia hora”, explica. Ele acrescenta que começou a fazer este trabalho porque admira a arte de rua, acha que o público respeita e gosta desse tipo de atividade.

Patrícia relata que sempre gostou de viajar e precisava ter uma profissão, daí surgiu a arte de rua na sua vida, que possibilitava o sustento e as viagens simultaneamente. “Algumas pessoas do público respeitam o nosso trabalho. Outras não”, lamenta.

Mensagens
As estátuas vivas entregam mensagens ao público. Patrícia diz que as que entrega são elaboradas por ela mesma. “Varia o número de mensagens de cada dia. São bem variadas, nunca se repetem. Exemplo de mensagem: ‘na demora pode se mostrar mais benéfica do que pressionar a realidade para que as coisas aconteçam. Atrasar-se traz consigo ansiedades. É melhor pagar esse preço do que o fracasso’”, conta.

Silva diz que arrecada, em media, de R$ 15 a 20 reais por dia. Já Patrícia tem uma renda diária entre 30 e 70 reais.

 O que o público acha da arte de rua?

“Acho bonito e interessante, mas duvido que as mensagens sejam verdadeiras” (Adriana Israel, 19 anos, estudante).

“Uma forma digna de trabalhar e passar uma mensagem” (Tatiane Camargo, estudante).

“Acho umas pessoas simpáticas” (Berenice Servis Oliveira, 21 anos).

“Sempre que posso, eu colaboro. Gosto das mensagens” (Luana Salbebo, 15 anos, estudante)

Como surgiu a estátua viva?
Teve origens no teatro, devido aos atores ficarem parados por muito tempo, parecendo estátuas.
Em Roma, os mímicos improvisavam teatro ao ar livre. Tempos depois, surgiu na Europa a estátua viva, uma arte apresentada para o público de rua, em várias performances.
A arte, através do teatro e mímicas, conquistou seu espaço, tornando-se atração para todo tipo de público.

Fonte: www.vitrineviva.com.br

Fotografias: Núcleo de Fotografia e Memória da Unifra (Júlio Castagna Mota)