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Santa Maria, RS, Brazil

Músicos de hoje, músicas de ontem

Ao ver os shows de bandas de rock em Santa Maria é possível identificar um repertório concentrado em músicas dos anos 80 e 90. Músicas novas são tocadas, mas as velhas não são esquecidas

The Wonders, Barão Vermelho e Rolling Stones são exemplos de bandas que raramente ficam de fora do repertório segundo o baterista da banda Velharia LP, Yuri Pauletta, 16 anos. Mesmo sem ter tido a oportunidade de prestigiar esses músicos na época que faziam sucesso, admite que as músicas antigas tinham mais conteúdo e estilo que as atuais. “Hoje, não existe mais a coisa clássica do rock. As musicas antigas eram feitas com mais sinceridade, e isso colaborou para elas se tornarem eternas”, diz o baterista.

Violão e voz da banda Lactuca Sativa, Zé Hoppe, 21 anos, começou a gostar de músicas antigas aos poucos, ouvia em rádios e procurava na internet. Para ele, elas permanecem atuais por serem boas e por terem feito sucesso na época em que foram lançadas. “Sempre tem alguém dizendo: ah, eu gosto muito de Beatles, ou Stones, ai tu vai e procura”, afirma. Para ele, hoje a música não é mais composta com o mesmo carinho de antigamente, “Hoje, é tudo feito para vender mais, para gerar lucro. O rock, pelo menos, é fraco no país em geral. A melhor cena continua sendo a do Rio Grande do Sul e Paraná que têm bandas boas se inserindo no cenário, que fazem rock diretamente influenciado pelas bandas mais antigas”, conclui.

Para o baixista da banda Jeans, de Porto Alegre, Lucas Tergolina, 21 anos, por serem muito boas, as músicas antigas devem atravessar gerações. Em relação ao seu estilo musical, acredita que foi influenciado pela convivência e meio em que viveu. “Comecei a gostar de Beatles por razões que podem ser consideradas óbvias (vocais, ritmo, refrões, visual). Os Beatles tiveram diferentes fases ao longo da sua carreira e essas tinham diferentes sonoridades. Daí fica se sabendo, por exemplo, que existiram também uns caras chamados Rolling Stones, sendo assim a ponta do iceberg”, explica ele.

Para Tergolina, o rock feito hoje e que considera expressivo é o influenciado por bandas antigas, de blues e jazz. A qualidade das gravações também é mais valorizada pelo uso de instrumentos e aparelhos vintage, como usavam e faziam os clássicos.

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The Wonders, Barão Vermelho e Rolling Stones são exemplos de bandas que raramente ficam de fora do repertório segundo o baterista da banda Velharia LP, Yuri Pauletta, 16 anos. Mesmo sem ter tido a oportunidade de prestigiar esses músicos na época que faziam sucesso, admite que as músicas antigas tinham mais conteúdo e estilo que as atuais. “Hoje, não existe mais a coisa clássica do rock. As musicas antigas eram feitas com mais sinceridade, e isso colaborou para elas se tornarem eternas”, diz o baterista.

Violão e voz da banda Lactuca Sativa, Zé Hoppe, 21 anos, começou a gostar de músicas antigas aos poucos, ouvia em rádios e procurava na internet. Para ele, elas permanecem atuais por serem boas e por terem feito sucesso na época em que foram lançadas. “Sempre tem alguém dizendo: ah, eu gosto muito de Beatles, ou Stones, ai tu vai e procura”, afirma. Para ele, hoje a música não é mais composta com o mesmo carinho de antigamente, “Hoje, é tudo feito para vender mais, para gerar lucro. O rock, pelo menos, é fraco no país em geral. A melhor cena continua sendo a do Rio Grande do Sul e Paraná que têm bandas boas se inserindo no cenário, que fazem rock diretamente influenciado pelas bandas mais antigas”, conclui.

Para o baixista da banda Jeans, de Porto Alegre, Lucas Tergolina, 21 anos, por serem muito boas, as músicas antigas devem atravessar gerações. Em relação ao seu estilo musical, acredita que foi influenciado pela convivência e meio em que viveu. “Comecei a gostar de Beatles por razões que podem ser consideradas óbvias (vocais, ritmo, refrões, visual). Os Beatles tiveram diferentes fases ao longo da sua carreira e essas tinham diferentes sonoridades. Daí fica se sabendo, por exemplo, que existiram também uns caras chamados Rolling Stones, sendo assim a ponta do iceberg”, explica ele.

Para Tergolina, o rock feito hoje e que considera expressivo é o influenciado por bandas antigas, de blues e jazz. A qualidade das gravações também é mais valorizada pelo uso de instrumentos e aparelhos vintage, como usavam e faziam os clássicos.