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Santa Maria, RS, Brazil

Santa-marienses vão às compras em Rivera

Para quem passa pela Avenida Sarandí, em Rivera, Uruguai, é impossível não perceber a quantidade de carros com placas de Santa Maria lá estacionados.

A proximidade geográfica de Santa Maria facilita a viagem da população santa-mariense à fronteira para fazer compras e para turismo. 

“Com a queda do dólar, o turismo se intensificou na fronteira Brasil – Uruguai”, diz Yedi Bertelli, 57 anos, proprietária de um hotel da cidade de Livramento, que faz divisa com Rivera.

Segundo João Gabriel Hillal, 22 anos, gerente de outro hotel de Livramento, desde junho do ano passado o turismo aumentou na cidade. Ele conta que o fluxo de santa-marienses no hotel é de 20% do total das vagas e que se dá semanalmente. “De segunda-feira a quinta-feira existe um turismo executivo e de sexta-feira a domingo o turismo é de compras”, diz o gerente.

     Yedi Bertelli afirma que desde que começou a atual gestão do governo federal, o turismo aumentou na cidade. “Houve uma valorização irreal do real, mas temos que pensar que, às vezes, o que é bom para o resto do Brasil não é bom para nós e o que é bom para nós não é para o resto do Brasil, porque estamos na Fronteira. Então, desde que o dólar começou a descer está valendo a pena para os brasileiros virem comprar aqui”, analisa.

         Produtos como eletrônicos, perfumes, bebidas, queijos e alfajores são os mais procurados. Nívia Rodrigues, 45 anos, gerente de Free Shop de Rivera, afirma que os turistas chegam a gastar até R$ 1.000,00 por pessoa na busca de eletrônicos e perfumes. Já o gerente Dany Medina, de outro Free Shop da cidade, diz que tem seu público alvo na venda das bebidas.

         O proprietário de loja de artigos gauchescos de Rivera, Daniel Giorello, 45 anos, tem recebido em seu estabelecimento centenas de turistas santa-marienses. Ele conta que são pessoas muito receptivas e amigáveis. “São compradores fiéis, por ser uma cidade próxima, acabam por voltarem na loja e, muitas vezes, pedem encomendas que faço questão de entregá-las. Tenho filhos que estudam em Santa Maria e eles levam para mim”, conclui.

Luis Carlos Venturini, 29 anos, vai com freqüência de Santa Maria à fronteira para comprar e passear. “A cidade é muito agradável, consigo ficar em dois países ao mesmo tempo. Além dos preços serem muito menores do que em Santa Maria, consigo descansar e aproveitar num lugar tão perto”, afirma.

 

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Para quem passa pela Avenida Sarandí, em Rivera, Uruguai, é impossível não perceber a quantidade de carros com placas de Santa Maria lá estacionados.

A proximidade geográfica de Santa Maria facilita a viagem da população santa-mariense à fronteira para fazer compras e para turismo. 

“Com a queda do dólar, o turismo se intensificou na fronteira Brasil – Uruguai”, diz Yedi Bertelli, 57 anos, proprietária de um hotel da cidade de Livramento, que faz divisa com Rivera.

Segundo João Gabriel Hillal, 22 anos, gerente de outro hotel de Livramento, desde junho do ano passado o turismo aumentou na cidade. Ele conta que o fluxo de santa-marienses no hotel é de 20% do total das vagas e que se dá semanalmente. “De segunda-feira a quinta-feira existe um turismo executivo e de sexta-feira a domingo o turismo é de compras”, diz o gerente.

     Yedi Bertelli afirma que desde que começou a atual gestão do governo federal, o turismo aumentou na cidade. “Houve uma valorização irreal do real, mas temos que pensar que, às vezes, o que é bom para o resto do Brasil não é bom para nós e o que é bom para nós não é para o resto do Brasil, porque estamos na Fronteira. Então, desde que o dólar começou a descer está valendo a pena para os brasileiros virem comprar aqui”, analisa.

         Produtos como eletrônicos, perfumes, bebidas, queijos e alfajores são os mais procurados. Nívia Rodrigues, 45 anos, gerente de Free Shop de Rivera, afirma que os turistas chegam a gastar até R$ 1.000,00 por pessoa na busca de eletrônicos e perfumes. Já o gerente Dany Medina, de outro Free Shop da cidade, diz que tem seu público alvo na venda das bebidas.

         O proprietário de loja de artigos gauchescos de Rivera, Daniel Giorello, 45 anos, tem recebido em seu estabelecimento centenas de turistas santa-marienses. Ele conta que são pessoas muito receptivas e amigáveis. “São compradores fiéis, por ser uma cidade próxima, acabam por voltarem na loja e, muitas vezes, pedem encomendas que faço questão de entregá-las. Tenho filhos que estudam em Santa Maria e eles levam para mim”, conclui.

Luis Carlos Venturini, 29 anos, vai com freqüência de Santa Maria à fronteira para comprar e passear. “A cidade é muito agradável, consigo ficar em dois países ao mesmo tempo. Além dos preços serem muito menores do que em Santa Maria, consigo descansar e aproveitar num lugar tão perto”, afirma.