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Santa Maria, RS, Brazil

‘’Luz, cada caso um caso, para cada caso um acaso’’

     "Não é a camera que faz o fotógrafo. A câmera só registra, quem faz é quem está por trás da câmera procurando seu melhor’’: essa frase é do graduado em Desenho Industrial – Programação Visual, pela Univesidade Federal de Santa Maria (UFSM) no ano de 2003, e hoje proprietário do próprio estúdio fotográfico, Ricardo Toscani, que passou para os alunos inscritos na Workshop "Luz, cada caso um caso, para cada caso um acaso’’, na tarde desta quarta-feira, o que ele aprendeu em sua trajetória.

     Aos 17 anos saiu a pé pela quarta colônia levando um filme preto e branco e um colorido de 36 poses cada. O intuito da viagem era aprender a receber não das pessoas e a "aventura" durou cinco dias. Até então, ele queria ser músico, mas depois das fotos reveladas, descobriu que gostava mesmo de fotografia e que era isso que queria fazer.

     A trajetória dele é a comum à maioria dos fotógrafos, começou como assistente e trabalhou muito até chegar a fotógrafo profissional. Em 2002, fez estágio obrigatório como assistente de fotografia na WBrasil, e depois no estúdio do Fotógrafo Marcelo Zocchio. No ano de 2003, passou a trabalhar como assistente de fotografia, laborista e tratador de imagens para o fotógrafo German Lorca. Em 2004, fez parte da empresa Ajung fotografia, como assistente de fotografia e tratador de imagens. Toscani contou que, quando sentiu-se pronto para o mercado de trabalho, foi trabalhar com editoriais, e se considera um fotógrafo novo ainda, afinal tem só dois anos como profissional. Mesmo assim, hoje ele tem seu próprio estúdio e faz trabalhos para publicações como: Revista da MTV, Capricho, Manequin, Elle, Gulla, Sexy e livros da Panda Book.

      O estilo preferido de fotos dele são as em preto e branco, assim como também gosta muito da parte do editorial, afinal revistas. Apesar da publicidade, do ponto de vista financeiro, ter mais retorno, ele considera o editorial interessante pois dá créditos ao fotógrafo.

     Sobre tecnologia, considera que o maior beneficio é a agilidade, a possibilidade de produçao e envio instantâneos. O fotógrafo considera importante também saber manipular a foto usando editores de imagem como o Adobe Photoshop e Adobe Bridge (que é uma ferramenta do Adobe Photoshop), afinal esses programas são hoje laboratórios fotográficos digitais. 

      A principal mensagem que ele deixou para quem está interessado na área da fotografia é a mesma mensagem que recebeu e também aprendeu por experiência própria: "O conselho que eu recebi foi: ‘‘Não te mixa’’, e é esse que eu passo. Vai atrás que tu vais aprender a tomar muito não. Tem que ir atrás e ter amor. E também praticar muito, ainda mais que hoje tem a facilidade da foto digital".

Fotos: Núcleo de Fotografia e Memória (Estela Fonseca)

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     "Não é a camera que faz o fotógrafo. A câmera só registra, quem faz é quem está por trás da câmera procurando seu melhor’’: essa frase é do graduado em Desenho Industrial – Programação Visual, pela Univesidade Federal de Santa Maria (UFSM) no ano de 2003, e hoje proprietário do próprio estúdio fotográfico, Ricardo Toscani, que passou para os alunos inscritos na Workshop "Luz, cada caso um caso, para cada caso um acaso’’, na tarde desta quarta-feira, o que ele aprendeu em sua trajetória.

     Aos 17 anos saiu a pé pela quarta colônia levando um filme preto e branco e um colorido de 36 poses cada. O intuito da viagem era aprender a receber não das pessoas e a "aventura" durou cinco dias. Até então, ele queria ser músico, mas depois das fotos reveladas, descobriu que gostava mesmo de fotografia e que era isso que queria fazer.

     A trajetória dele é a comum à maioria dos fotógrafos, começou como assistente e trabalhou muito até chegar a fotógrafo profissional. Em 2002, fez estágio obrigatório como assistente de fotografia na WBrasil, e depois no estúdio do Fotógrafo Marcelo Zocchio. No ano de 2003, passou a trabalhar como assistente de fotografia, laborista e tratador de imagens para o fotógrafo German Lorca. Em 2004, fez parte da empresa Ajung fotografia, como assistente de fotografia e tratador de imagens. Toscani contou que, quando sentiu-se pronto para o mercado de trabalho, foi trabalhar com editoriais, e se considera um fotógrafo novo ainda, afinal tem só dois anos como profissional. Mesmo assim, hoje ele tem seu próprio estúdio e faz trabalhos para publicações como: Revista da MTV, Capricho, Manequin, Elle, Gulla, Sexy e livros da Panda Book.

      O estilo preferido de fotos dele são as em preto e branco, assim como também gosta muito da parte do editorial, afinal revistas. Apesar da publicidade, do ponto de vista financeiro, ter mais retorno, ele considera o editorial interessante pois dá créditos ao fotógrafo.

     Sobre tecnologia, considera que o maior beneficio é a agilidade, a possibilidade de produçao e envio instantâneos. O fotógrafo considera importante também saber manipular a foto usando editores de imagem como o Adobe Photoshop e Adobe Bridge (que é uma ferramenta do Adobe Photoshop), afinal esses programas são hoje laboratórios fotográficos digitais. 

      A principal mensagem que ele deixou para quem está interessado na área da fotografia é a mesma mensagem que recebeu e também aprendeu por experiência própria: "O conselho que eu recebi foi: ‘‘Não te mixa’’, e é esse que eu passo. Vai atrás que tu vais aprender a tomar muito não. Tem que ir atrás e ter amor. E também praticar muito, ainda mais que hoje tem a facilidade da foto digital".

Fotos: Núcleo de Fotografia e Memória (Estela Fonseca)