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Centro Cultural de São Pedro do Sul resgata a história do município

      São Pedro do Sul, localizada a 30 Km de Santa Maria,  pode ser considerada uma cidade com grande valor histórico, sendo que nela podem ser encontrados fósseis animais e vegetais datados de 200 milhões de anos. A cidade possui a maior reserva de fósseis vegetais do mundo. Quem fizer uma visita à cidade e passar pela Praça Crescêncio Pereira poderá observar alguns dos fósseis encontrados na região. Entretanto, é no Centro Cultural Fernando Ferrari que se pode ter acesso a exposição que apresenta de forma cronológica todo o material.

    O Centro Cultural é composto pelo Museu Paleontológico Arqueológico Walter Ilha, fundado em 1981, que possui exposições dos fósseis vegetais e animais e o Museu Histórico Fernando Ferrari, criado em 1994, onde existe um grande acervo que relata a história do município.

    As exposições do Centro Cultural estão divididas em: Paz e Guerra, Registros da Vida, Consultório Odontológico, Cozinha Colonial, História de São Pedro e Fernando Ferrari.

   De acordo com a historiadora e diretora do Museu, Tiana Streppel Cabral, várias raridades podem ser encontradas no local. “Além do acervo paleontológico, temos raridades no acervo histórico como os projetores cinematográficos, um santo missioneiro do séc. XVII, entre outros tantos documentos”, afirma.

    Tiana diz que cada visitante tem preferência por uma exposição. “Quando são universitários sempre se interessam mais pela área paleontológica e arqueológica, já os alunos de escolas ficam encantados com as armas e também com o consultório odontológico. O público de mais idade gosta de relembrar seu passado e objetos que chegaram a usar”.

      Uma das recentes conquistas da historiadora foi conseguir trazer a réplica da Staleckeria Potens (espécie de dinossauro) na cidade. O fóssil foi encontrado no interior do município na década de 20 e atualmente está no Museu de Tübingen, na Alemanha. “Conseguimos através do Dr. Rainer, professor da Universidade de Tübingen, uma réplica que virá para nossa cidade daqui três a quatro anos” comemora.

    Tiana, que está há quase três anos como diretora do Centro Cultural, diz que já conseguiu alcançar grande parte de seus objetivos como diretora. “Consegui reformar e organizar todo o museu, além da réplica da Stahleckeria que era um grande sonho. Posso dizer que agora, para ficar perfeito, teríamos que ter um pouco mais de espaço físico para aumentar as exposições e melhorar a reserva técnica. Depois disso, só falta aumentar o número de visitantes, que já conseguimos passar de mil anual pra quase cinco mil, mas meu objetivo são 10 mil anuais” ressalta.

    O Centro Cultural Fernando Ferrari está aberto a visitas de segunda à sexta-feira das 8h às 11h e das 13h às 17h. Nos finais de semana e feriados, com agendamento prévio, pelo fone: (55) 3276-2955.

 Fotos: Andressa Scherer (especial para a ACS)

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      São Pedro do Sul, localizada a 30 Km de Santa Maria,  pode ser considerada uma cidade com grande valor histórico, sendo que nela podem ser encontrados fósseis animais e vegetais datados de 200 milhões de anos. A cidade possui a maior reserva de fósseis vegetais do mundo. Quem fizer uma visita à cidade e passar pela Praça Crescêncio Pereira poderá observar alguns dos fósseis encontrados na região. Entretanto, é no Centro Cultural Fernando Ferrari que se pode ter acesso a exposição que apresenta de forma cronológica todo o material.

    O Centro Cultural é composto pelo Museu Paleontológico Arqueológico Walter Ilha, fundado em 1981, que possui exposições dos fósseis vegetais e animais e o Museu Histórico Fernando Ferrari, criado em 1994, onde existe um grande acervo que relata a história do município.

    As exposições do Centro Cultural estão divididas em: Paz e Guerra, Registros da Vida, Consultório Odontológico, Cozinha Colonial, História de São Pedro e Fernando Ferrari.

   De acordo com a historiadora e diretora do Museu, Tiana Streppel Cabral, várias raridades podem ser encontradas no local. “Além do acervo paleontológico, temos raridades no acervo histórico como os projetores cinematográficos, um santo missioneiro do séc. XVII, entre outros tantos documentos”, afirma.

    Tiana diz que cada visitante tem preferência por uma exposição. “Quando são universitários sempre se interessam mais pela área paleontológica e arqueológica, já os alunos de escolas ficam encantados com as armas e também com o consultório odontológico. O público de mais idade gosta de relembrar seu passado e objetos que chegaram a usar”.

      Uma das recentes conquistas da historiadora foi conseguir trazer a réplica da Staleckeria Potens (espécie de dinossauro) na cidade. O fóssil foi encontrado no interior do município na década de 20 e atualmente está no Museu de Tübingen, na Alemanha. “Conseguimos através do Dr. Rainer, professor da Universidade de Tübingen, uma réplica que virá para nossa cidade daqui três a quatro anos” comemora.

    Tiana, que está há quase três anos como diretora do Centro Cultural, diz que já conseguiu alcançar grande parte de seus objetivos como diretora. “Consegui reformar e organizar todo o museu, além da réplica da Stahleckeria que era um grande sonho. Posso dizer que agora, para ficar perfeito, teríamos que ter um pouco mais de espaço físico para aumentar as exposições e melhorar a reserva técnica. Depois disso, só falta aumentar o número de visitantes, que já conseguimos passar de mil anual pra quase cinco mil, mas meu objetivo são 10 mil anuais” ressalta.

    O Centro Cultural Fernando Ferrari está aberto a visitas de segunda à sexta-feira das 8h às 11h e das 13h às 17h. Nos finais de semana e feriados, com agendamento prévio, pelo fone: (55) 3276-2955.

 Fotos: Andressa Scherer (especial para a ACS)