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Santa Maria, RS, Brazil

Começa o 13º Santa Maria em Dança

Começa hoje à noite, às 20h, o 13º Santa Maria em Dança. O festival, que reúne bailarinos, professores, coreógrafos e interessados em dança no geral, é realizado no Complexo Poliesportivo do Clube Recreativo Dores. As apresentações vão até o domingo, quando os vencedores de cada etapa se reapresentam. Com prestígio estadual e nacional, o festival já recebeu nomes importantes da dança como Carlinhos de Jesus e Ana Botafogo.

O evento é competitivo e trata-se de vários festivais juntos: festival para grupos de escolas de dança, para grupos de Ensino Médio e Ensino Fundamental, Universitário e para grupos de Terceira Idade. Estilo Livre, Clássico, Neoclássico, Dança do Ventre, Flamenco, Dança de salão, Sapateado, Jazz, Dança Folclórica e Dança de Rua são os estilos que poderão ser conferidos.

Paulo Xavier, presidente da comissão organizadora, trabalha no festival desde a primeira edição: "O Santa Maria em Dança nasceu da idéia de fazer uma integração  de dança na cidade. Os primeiros três tiveram baixo índice de público mas, por acreditar em Santa Maria e  na dança, continuamos a fazê-lo. Depois da quarta edição, o público não baixou de 12 mil pessoas nas quatro noites de festival". 

Este ano, mais de 470 pessoas de 50 cidades do estado participarão dos vários cursos realizados paralelamente às apresentações. O público vai poder conferir o talento de dançarinos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba e  Argentina.  A noite mais esperada é a dança dos estudantes e, logo após, a noite do street com o maior número de concorrentes. "É uma satisfação muito grande e, cada vez mais, o festival é reconhecido. Tem mais grupos e mais apoio do poder público municipal, estadual e federal", define Xavier.

Para quem trabalha com o festival, como Xavier, é o trabalho de um ano inteiro que se vê em poucas horas. A organização é toda feita em conjunto, a parte da coordenação e a parte técnica dão o suporte, para que a artística possa correr bem.   Darlan Scheflden, 42 anos, responsável pela sonoplastia e Marcos Guiselin, 35 anos, responsável pela iluminação, são os responsáveis por toda a parte de som e luz do evento. Guiselin, que trabalha desde os 15 com isto, vem especialmente de São Paulo, onde tem uma empresa de iluminação, para o festival, onde também dá cursos técnicos. Ele define como é feito o trabalho: "Além de recursos, o festival de dança precisa ser feito com amor.’’ 

Daniel Correa, 30 anos, instrutor de dança, coreógrafo e bailarino de Bento Gonçalves, sempre participou de festivais de dança e diz que isso propicia contatos. Foi através desses contatos que ele foi convidado a vir à Santa Maria coreografar o Balett de rua da cidade, grupo que abre a noite de Street Dance no sábado: ’’Conheci  a Thaís, que é uma das organizadoras do evento, em um mesa de júri de um festival de dança. Na abertura deste evento, dancei o solo que foi campeão no festival de Bento, Porto Alegre e Viamão e acabou rolando o convite para coreografar o grupo daqui, dar cursos no festival e também fazer parte do júri em uma das noites’’. Ele define a criatividade como fator diferencial na hora de avaliar um grupo: ’’É importante estar  "limpo" e sincronizado. Mas o que eu procuro é o diferencial, é difícil tu criares algo saindo do básico, do clichê. Muitos grupos apenas repetem o que os outros já fizeram. Daniel diz estar muito honrado por participar do festival que cada vez ganha mais visibilidade, e também bastante ansioso para ver seu trabalho no palco.
 
Para alguns o Santa Maria em Dança também é uma oportunidade de adquirir mais currículo. Kizy Correa, 14 anos, estudante,  já praticou ballet, jazz e contemporâneo, totalizando 10 anos de dança. Depois de tanto tempo, ela diz que nem sente mais o "nervoso’’ antes do festival. Ccomo ela pretende seguir carreira na dança, festivais como esse contam no currículo. Ao lado de Kizy dança Fernanda Doto, 16 anos, estudante, que participará pela primeira vez do festival. Desde que o coreógrafo global Caio Nunes esteve na cidade, em julho, para montar a coreografia ’’Limpando o mundo’’ para o grupo delas, as meninas treinam cerca de seis horas por dia para garantir que na hora tudo saia como o previsto.  "É a preparação do ano inteiro, é muita dedicação. Então a gente espera o melhor", diz Fernanda.  
 

Pela sexta vez Fernando Serpa, 21 anos, professor de dança e bailairino, participa do Festival. Porém, as expectativas nunca foram tão grandes. Vários dos grupos para os quais dá aula participarão do evento, e ele também dançará pela Balett de rua de Santa Maria. Ele considera essa a hora de os bailarinos subirem no palco e mostrarem o trabalho para o público. Para bailarinos e professores como Serpa, nesses dias que antecedem o festival  a rotina é totalmente alterada "Muda tudo. Agora é só trabalho. Estou muito ansioso, nem comer, como" ,diz ele .  E o que ele espera ? "O primeiro lugar, com certeza. Por que vai abrir portas.", afirma o bailarino, entusiasmado.

A promoção é do Centro de Eventos Culturais e da Prefeitura de Santa Maria.Os ingressos custam R$ 15 e podem ser adquiridos no local.  Para saber mais sobre o festival acesse aqui.
 

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Começa hoje à noite, às 20h, o 13º Santa Maria em Dança. O festival, que reúne bailarinos, professores, coreógrafos e interessados em dança no geral, é realizado no Complexo Poliesportivo do Clube Recreativo Dores. As apresentações vão até o domingo, quando os vencedores de cada etapa se reapresentam. Com prestígio estadual e nacional, o festival já recebeu nomes importantes da dança como Carlinhos de Jesus e Ana Botafogo.

O evento é competitivo e trata-se de vários festivais juntos: festival para grupos de escolas de dança, para grupos de Ensino Médio e Ensino Fundamental, Universitário e para grupos de Terceira Idade. Estilo Livre, Clássico, Neoclássico, Dança do Ventre, Flamenco, Dança de salão, Sapateado, Jazz, Dança Folclórica e Dança de Rua são os estilos que poderão ser conferidos.

Paulo Xavier, presidente da comissão organizadora, trabalha no festival desde a primeira edição: "O Santa Maria em Dança nasceu da idéia de fazer uma integração  de dança na cidade. Os primeiros três tiveram baixo índice de público mas, por acreditar em Santa Maria e  na dança, continuamos a fazê-lo. Depois da quarta edição, o público não baixou de 12 mil pessoas nas quatro noites de festival". 

Este ano, mais de 470 pessoas de 50 cidades do estado participarão dos vários cursos realizados paralelamente às apresentações. O público vai poder conferir o talento de dançarinos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba e  Argentina.  A noite mais esperada é a dança dos estudantes e, logo após, a noite do street com o maior número de concorrentes. "É uma satisfação muito grande e, cada vez mais, o festival é reconhecido. Tem mais grupos e mais apoio do poder público municipal, estadual e federal", define Xavier.

Para quem trabalha com o festival, como Xavier, é o trabalho de um ano inteiro que se vê em poucas horas. A organização é toda feita em conjunto, a parte da coordenação e a parte técnica dão o suporte, para que a artística possa correr bem.   Darlan Scheflden, 42 anos, responsável pela sonoplastia e Marcos Guiselin, 35 anos, responsável pela iluminação, são os responsáveis por toda a parte de som e luz do evento. Guiselin, que trabalha desde os 15 com isto, vem especialmente de São Paulo, onde tem uma empresa de iluminação, para o festival, onde também dá cursos técnicos. Ele define como é feito o trabalho: "Além de recursos, o festival de dança precisa ser feito com amor.’’ 

Daniel Correa, 30 anos, instrutor de dança, coreógrafo e bailarino de Bento Gonçalves, sempre participou de festivais de dança e diz que isso propicia contatos. Foi através desses contatos que ele foi convidado a vir à Santa Maria coreografar o Balett de rua da cidade, grupo que abre a noite de Street Dance no sábado: ’’Conheci  a Thaís, que é uma das organizadoras do evento, em um mesa de júri de um festival de dança. Na abertura deste evento, dancei o solo que foi campeão no festival de Bento, Porto Alegre e Viamão e acabou rolando o convite para coreografar o grupo daqui, dar cursos no festival e também fazer parte do júri em uma das noites’’. Ele define a criatividade como fator diferencial na hora de avaliar um grupo: ’’É importante estar  "limpo" e sincronizado. Mas o que eu procuro é o diferencial, é difícil tu criares algo saindo do básico, do clichê. Muitos grupos apenas repetem o que os outros já fizeram. Daniel diz estar muito honrado por participar do festival que cada vez ganha mais visibilidade, e também bastante ansioso para ver seu trabalho no palco.
 
Para alguns o Santa Maria em Dança também é uma oportunidade de adquirir mais currículo. Kizy Correa, 14 anos, estudante,  já praticou ballet, jazz e contemporâneo, totalizando 10 anos de dança. Depois de tanto tempo, ela diz que nem sente mais o "nervoso’’ antes do festival. Ccomo ela pretende seguir carreira na dança, festivais como esse contam no currículo. Ao lado de Kizy dança Fernanda Doto, 16 anos, estudante, que participará pela primeira vez do festival. Desde que o coreógrafo global Caio Nunes esteve na cidade, em julho, para montar a coreografia ’’Limpando o mundo’’ para o grupo delas, as meninas treinam cerca de seis horas por dia para garantir que na hora tudo saia como o previsto.  "É a preparação do ano inteiro, é muita dedicação. Então a gente espera o melhor", diz Fernanda.  
 

Pela sexta vez Fernando Serpa, 21 anos, professor de dança e bailairino, participa do Festival. Porém, as expectativas nunca foram tão grandes. Vários dos grupos para os quais dá aula participarão do evento, e ele também dançará pela Balett de rua de Santa Maria. Ele considera essa a hora de os bailarinos subirem no palco e mostrarem o trabalho para o público. Para bailarinos e professores como Serpa, nesses dias que antecedem o festival  a rotina é totalmente alterada "Muda tudo. Agora é só trabalho. Estou muito ansioso, nem comer, como" ,diz ele .  E o que ele espera ? "O primeiro lugar, com certeza. Por que vai abrir portas.", afirma o bailarino, entusiasmado.

A promoção é do Centro de Eventos Culturais e da Prefeitura de Santa Maria.Os ingressos custam R$ 15 e podem ser adquiridos no local.  Para saber mais sobre o festival acesse aqui.