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Entrevista – Marlon Herath

 

     Jornalista formado pela UFSM, em 2003, Marlon Herath, 31 anos, trabalhou na Rádio CDN de Santa Maria durante  quatro anos. No final de 2005, foi para Porto Alegre onde trabalhou na TVCOM e Rádio Gaúcha e, no final de março de 2006, foi para Brasília. Confira o bate-papo que a ACS travou com o jornalista.

ACS: Que tipo de profissionalização do jornalista o mercado de trabalho exige hoje?

Herath – Deve usar ferramentas de tecnologia para captar áudio e imagem. Não precisa dominar isso, mas, pelo menos, deve saber como funciona. Não precisa dominar todas as mídias, mas tem que saber como é a linguagem de cada uma delas porque um texto para um blog, por exemplo, não pode ser usado para o rádio.

ACS: É importante o acadêmico de jornalismo focar-se em alguma mídia durante o curso ou é preferível aprender um pouco de todas?

Herath -As duas coisas podem ser importantes. Ou você se foca numa e aprende bem aquilo, ou pode aprender de tudo um pouco. Vai depender da tua característica. Se você se focar numa, vai ter de seguir aprendendo a vida toda sobre aquela mídia. Se você ver todas e trabalhar apenas no rádio, por exemplo, de qualquer forma valeu, porque você vai saber como ele funciona tendo recursos dessa linguagem para que possa transpor de acordo com a mídia que usar.

ACS: Como foi trabalhar em diferentes meios ao mesmo tempo?

Herath -Foi cansativo. Eu tinha uma rotina de sete da manhã às nove da noite, de segunda a sexta. Tinha livre um final de semana por mês. Eu não queria aquilo para o resto da vida. Mas, em época de eleição, por exemplo, era extremamente gratificante fazer a cobertura de uma entrevista coletiva para o rádio, na parte da manhã. Já pela tarde, podia pegar esse material como editor de televisão e pensar “poxa eu estava lá, estou na frente, posso dar uma excelente qualidade de edição para isso” não só por gostar, mas porque eu já estava lá de manhã como repórter e, agora, estava trazendo aquilo para uma linguagem de televisão.

ACS: Como podemos fazer um mesmo texto ser veiculado em mídias distintas?

Herath -Temos de fazer pequenas adaptações para os mesmos textos. Você tem que usar mais os recursos, trechos de sonoras (gravações) diferentes, inverter a ordem das matérias, utilizar infográficos ou grafismos no caso da TV para mudar as informações através da fala.

ACS: Você comentou durante o Workshop sobre o cinegrafista, o fotógrafo e o motorista. Qual a importância deles na cobertura de uma matéria?

Herath -São colegas, nem sempre jornalistas, que são integrantes da equipe de reportagem podendo dar dicas de coisas sobre o que a pessoa viu que seus dois olhos não viram.

Foto: Núcleo de Fotografia

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     Jornalista formado pela UFSM, em 2003, Marlon Herath, 31 anos, trabalhou na Rádio CDN de Santa Maria durante  quatro anos. No final de 2005, foi para Porto Alegre onde trabalhou na TVCOM e Rádio Gaúcha e, no final de março de 2006, foi para Brasília. Confira o bate-papo que a ACS travou com o jornalista.

ACS: Que tipo de profissionalização do jornalista o mercado de trabalho exige hoje?

Herath – Deve usar ferramentas de tecnologia para captar áudio e imagem. Não precisa dominar isso, mas, pelo menos, deve saber como funciona. Não precisa dominar todas as mídias, mas tem que saber como é a linguagem de cada uma delas porque um texto para um blog, por exemplo, não pode ser usado para o rádio.

ACS: É importante o acadêmico de jornalismo focar-se em alguma mídia durante o curso ou é preferível aprender um pouco de todas?

Herath -As duas coisas podem ser importantes. Ou você se foca numa e aprende bem aquilo, ou pode aprender de tudo um pouco. Vai depender da tua característica. Se você se focar numa, vai ter de seguir aprendendo a vida toda sobre aquela mídia. Se você ver todas e trabalhar apenas no rádio, por exemplo, de qualquer forma valeu, porque você vai saber como ele funciona tendo recursos dessa linguagem para que possa transpor de acordo com a mídia que usar.

ACS: Como foi trabalhar em diferentes meios ao mesmo tempo?

Herath -Foi cansativo. Eu tinha uma rotina de sete da manhã às nove da noite, de segunda a sexta. Tinha livre um final de semana por mês. Eu não queria aquilo para o resto da vida. Mas, em época de eleição, por exemplo, era extremamente gratificante fazer a cobertura de uma entrevista coletiva para o rádio, na parte da manhã. Já pela tarde, podia pegar esse material como editor de televisão e pensar “poxa eu estava lá, estou na frente, posso dar uma excelente qualidade de edição para isso” não só por gostar, mas porque eu já estava lá de manhã como repórter e, agora, estava trazendo aquilo para uma linguagem de televisão.

ACS: Como podemos fazer um mesmo texto ser veiculado em mídias distintas?

Herath -Temos de fazer pequenas adaptações para os mesmos textos. Você tem que usar mais os recursos, trechos de sonoras (gravações) diferentes, inverter a ordem das matérias, utilizar infográficos ou grafismos no caso da TV para mudar as informações através da fala.

ACS: Você comentou durante o Workshop sobre o cinegrafista, o fotógrafo e o motorista. Qual a importância deles na cobertura de uma matéria?

Herath -São colegas, nem sempre jornalistas, que são integrantes da equipe de reportagem podendo dar dicas de coisas sobre o que a pessoa viu que seus dois olhos não viram.

Foto: Núcleo de Fotografia