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Fotodocumentarismo

 

    

     Nessa tarde de quarta-feira, dia em que se encerra o 5° Fórum de Comunicação da Unifra, houve cinco workshops. Dentre eles, o de Fotodocumentarismo, que foi ministrado pelo professor Paulo Boni da Universidade Estadual de Londrina, a UEL.

     O professor universitário, que há vinte anos trabalha com fotografia, falou aos acadêmicos de Jornalismo sobre sua vida e seu trabalho. Contou um pouco sobre a história do Fotodocumentarismo, e relacionou-o aos dias de hoje: “o fotodocumentarismo consolidou-se na década de 30, nos Estado Unidos, depois da Fotografia e do Fotojornalismo. Teve um início natural pois as pessoas faziam sem a intenção de “ tocar” os outros. As fotos eram tiradas das cidades, das pessoas que moravam nela e das diferentes etnias existentes. Foi assim que Jonh Thompsom, fotógrafo Escocês, ficou conhecido. Suas fotos retratavam o dia-a-dia de Londres. Hoje existe muita coisa boa na área do fotodocumentário. Quem é muito conhecido e competente é o Sebastião Salgado." Boni é líder em pesquisas feitas na UEL e trabalha principalmente sobre imagem e mídia, tanto impressa quanto interativa. Publica anualmente uma revista chamada “Discursos Fotográficos”.

     Dando três classificações para a fotografia, ele diz: “ela pode ser ‘humanista’, que é o que o Salgado faz muito bem. Pode ser feita por ‘pura criação’, que é algo muito bem produzido e pré-aprovado e, por fim, pode ser feita com a ‘verdade interior’ do fotógrafo que é aquela coisa da aproximação dele com o objeto ou pessoa a ser clicado.” O fotodocumentarismo hoje é focado na denúncia social e, segundo Boni, ele se resume na “recuperação da intencionalidade de transformações sociais, ambientais e econômicas”. Para se fazer um fotodocumentário, é preciso algum assunto específico e, por mais simples que ele seja, devemos pesquisá-lo e analisá-lo muito bem. As expectativas desse trabalho foram citadas pelo professor: “com informação, credibilidade, imersão no fato e conivência você consegue fazer um trabalho bem feito e com reconhecimento”.

     Durante sua aula deu vários incentivos e dicas. Presenteou os participantes do workshop com o livro “O discurso fotográfico” e instigou os alunos: “nunca achem nada. Tenham sempre certeza do que estiverem falando e baseiam-se em fatos. Se prometerem algo, cumpram! Sejam honestos, sempre! Outra coisa, levem sempre com vocês autorizações de imagem para que não haja problemas com os entrevistados e fotografados”.
 

     Quando questionado sobre a importância do fotodocumentarismo, ele fala: “é algo muito importante para nós, pois temos muita memória antiga para divulgar e ainda muita coisa para registrar. Sendo o objetivo que for: contar história ou até mesmo denúncia, o fotodocumentarismo é algo que apareceu e não pode sumir!”.
 

     Às 19h de hoje Paulo Boni continua a falar sobre o assunto na palestra sobre “fotojornalismo na era digital: potencialidades e questões éticas”, dentro da programação do Fórum de Comunicação Social da Unifra.

Fotos: Núcleo de Fotografia e Memória

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     Nessa tarde de quarta-feira, dia em que se encerra o 5° Fórum de Comunicação da Unifra, houve cinco workshops. Dentre eles, o de Fotodocumentarismo, que foi ministrado pelo professor Paulo Boni da Universidade Estadual de Londrina, a UEL.

     O professor universitário, que há vinte anos trabalha com fotografia, falou aos acadêmicos de Jornalismo sobre sua vida e seu trabalho. Contou um pouco sobre a história do Fotodocumentarismo, e relacionou-o aos dias de hoje: “o fotodocumentarismo consolidou-se na década de 30, nos Estado Unidos, depois da Fotografia e do Fotojornalismo. Teve um início natural pois as pessoas faziam sem a intenção de “ tocar” os outros. As fotos eram tiradas das cidades, das pessoas que moravam nela e das diferentes etnias existentes. Foi assim que Jonh Thompsom, fotógrafo Escocês, ficou conhecido. Suas fotos retratavam o dia-a-dia de Londres. Hoje existe muita coisa boa na área do fotodocumentário. Quem é muito conhecido e competente é o Sebastião Salgado." Boni é líder em pesquisas feitas na UEL e trabalha principalmente sobre imagem e mídia, tanto impressa quanto interativa. Publica anualmente uma revista chamada “Discursos Fotográficos”.

     Dando três classificações para a fotografia, ele diz: “ela pode ser ‘humanista’, que é o que o Salgado faz muito bem. Pode ser feita por ‘pura criação’, que é algo muito bem produzido e pré-aprovado e, por fim, pode ser feita com a ‘verdade interior’ do fotógrafo que é aquela coisa da aproximação dele com o objeto ou pessoa a ser clicado.” O fotodocumentarismo hoje é focado na denúncia social e, segundo Boni, ele se resume na “recuperação da intencionalidade de transformações sociais, ambientais e econômicas”. Para se fazer um fotodocumentário, é preciso algum assunto específico e, por mais simples que ele seja, devemos pesquisá-lo e analisá-lo muito bem. As expectativas desse trabalho foram citadas pelo professor: “com informação, credibilidade, imersão no fato e conivência você consegue fazer um trabalho bem feito e com reconhecimento”.

     Durante sua aula deu vários incentivos e dicas. Presenteou os participantes do workshop com o livro “O discurso fotográfico” e instigou os alunos: “nunca achem nada. Tenham sempre certeza do que estiverem falando e baseiam-se em fatos. Se prometerem algo, cumpram! Sejam honestos, sempre! Outra coisa, levem sempre com vocês autorizações de imagem para que não haja problemas com os entrevistados e fotografados”.
 

     Quando questionado sobre a importância do fotodocumentarismo, ele fala: “é algo muito importante para nós, pois temos muita memória antiga para divulgar e ainda muita coisa para registrar. Sendo o objetivo que for: contar história ou até mesmo denúncia, o fotodocumentarismo é algo que apareceu e não pode sumir!”.
 

     Às 19h de hoje Paulo Boni continua a falar sobre o assunto na palestra sobre “fotojornalismo na era digital: potencialidades e questões éticas”, dentro da programação do Fórum de Comunicação Social da Unifra.

Fotos: Núcleo de Fotografia e Memória