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Identidade em foco

 O segundo dia do VII Seminário Internacional em Letras da Unifra foi dedicado às questões da identidade. A professora Doutora Zilá Bernd, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ministrou o primeiro painel da noite com o título Identidade e as armadilhas do conceito.

A questão central da palestra foi o esclarecimento sobre o termo identidade, que por sua natureza etimológica transmite uma idéia e, na prática quer dizer outra. Baseada em antropólogos e filósofos como Zygmunt Bauman, Néstor Garcia Canclini, Levi-Strauss, Descartes, entre outros, Zilá Bernd definiu, através da ótica desses autores, o sentido do termo.

Para Zilá, a palavra identidade nada tem a ver como o seu significado que quer dizer “idêntico, o mesmo”. “A identidade se faz pela diferença e não pelas características que são verificáveis imediatamente quando vemos uma pessoa, tais como a cor da pele, o gênero ou a etnia”, relatou a professora.

Através da exposição dos conceitos, retomou a idéia que o professor Dr Sírio Possenti (confira o link) abordou em sua conferência no primeiro dia do Seminário, de que a idéia de identidade e o interesse por esse conceito nasce da crise de pertencimento:  “a identidade é um conjunto de representações que um grupo produz para se sentir participante de uma comunidade”, disse Zilá. Para complementar, ressaltou sobre o perigo de os indivíduos possuírem uma identidade homogênea e fechada. “A identidade tem que sempre estar em construção. Da imobilidade das identidades é que nascem o etnocentrismo, o racismo e a intolerância” finalizou a palestrante.

Foto: Vinicius Freitas (Núcleo de Fotografia e Memória)

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 O segundo dia do VII Seminário Internacional em Letras da Unifra foi dedicado às questões da identidade. A professora Doutora Zilá Bernd, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ministrou o primeiro painel da noite com o título Identidade e as armadilhas do conceito.

A questão central da palestra foi o esclarecimento sobre o termo identidade, que por sua natureza etimológica transmite uma idéia e, na prática quer dizer outra. Baseada em antropólogos e filósofos como Zygmunt Bauman, Néstor Garcia Canclini, Levi-Strauss, Descartes, entre outros, Zilá Bernd definiu, através da ótica desses autores, o sentido do termo.

Para Zilá, a palavra identidade nada tem a ver como o seu significado que quer dizer “idêntico, o mesmo”. “A identidade se faz pela diferença e não pelas características que são verificáveis imediatamente quando vemos uma pessoa, tais como a cor da pele, o gênero ou a etnia”, relatou a professora.

Através da exposição dos conceitos, retomou a idéia que o professor Dr Sírio Possenti (confira o link) abordou em sua conferência no primeiro dia do Seminário, de que a idéia de identidade e o interesse por esse conceito nasce da crise de pertencimento:  “a identidade é um conjunto de representações que um grupo produz para se sentir participante de uma comunidade”, disse Zilá. Para complementar, ressaltou sobre o perigo de os indivíduos possuírem uma identidade homogênea e fechada. “A identidade tem que sempre estar em construção. Da imobilidade das identidades é que nascem o etnocentrismo, o racismo e a intolerância” finalizou a palestrante.

Foto: Vinicius Freitas (Núcleo de Fotografia e Memória)