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Mesa redonda para discutir a Aids

 A I Jornada Interdisciplinar em Saúde promoveu, na manhã desta quarta-feira, um debate sobre Aids, contando com a participação de oito palestrantes que atuam em diferentes áreas da saúde. Os professores procuraram expor dados gerais sobre o vírus do HIV, como são feitos os testes para detecção, a terapia que é sugerida e os processos de adesão entre os servidores, pacientes e a sociedade.

   O primeiro a falar foi o médico Ricardo Zwirtes, especialista em infectologia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Zwirtes apontou que a infecção pelo vírus da imunodeficiência atinge, hoje, em média 40 milhões de pessoas no mundo, sendo a África o centro da doença, com 25 milhões soropositivos. A doença tem aumentado de proporção em mulheres, heterossexuais e pessoas idosas. 

    A partir destes dados, se constata que há muito o que melhorar nos processos de tratamento do vírus HIV, porém a professora dos cursos de Farmácia e Biomedicina da Unifra, Daniela Leal, contou que já houve muitos avanços: “Acompanhei, em 1997, quando foram criados sem grande credibilidade 30 laboratórios para estudo da carga viral e tecnologia biomolecular no estado. Hoje, são 80”, acrescentou. Daniela também informou que testes rápidos são feitos em Santa Maria em situações de fácil execução, emergência ou ausência de pré-natal, mas os testes confirmatórios ainda são encaminhados a Porto Alegre para serem analisados.

   A farmacêutica do HUSM, Claudia Sala, enfatizou a questão da interdisciplinaridade: “Não saberia mais trabalhar sozinha. O trabalho integrado entre farmacêuticos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e médicos é que faz com que os atendimentos tenham sucesso”. Claudia lembrou a importância da adesão ao tratamento, que deve ser visto como atividade conjunta na qual o paciente não apenas obedece às orientações médicas, mas entende, concorda e segue a prescrição estabelecida pelo seu médico.

   A importância do acesso à informação, do acompanhamento clínico-laboratorial, da adequação aos hábitos e necessidades individuais, além do desejo do paciente em se tratar foram discursos freqüentes na palestra que procurou fazer com que os participantes compreendessem mais sobre o vírus HIV.

Também participaram das discussões os professores Roberto Ciasca, Márcia Payeras, Martha Souza, Themis de Carvalho e Vanessa Kirsten. A Jornada segue à tarde, no Conjunto I da Unifra, com apresentação de trabalhos e propostas de discussão para temas livres. À noite, os cursos da Semana Acadêmica participam das apresentações e palestras.

Fotos: Rodrigo Simões (Núcleo de Fotografia e Memória)

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 A I Jornada Interdisciplinar em Saúde promoveu, na manhã desta quarta-feira, um debate sobre Aids, contando com a participação de oito palestrantes que atuam em diferentes áreas da saúde. Os professores procuraram expor dados gerais sobre o vírus do HIV, como são feitos os testes para detecção, a terapia que é sugerida e os processos de adesão entre os servidores, pacientes e a sociedade.

   O primeiro a falar foi o médico Ricardo Zwirtes, especialista em infectologia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Zwirtes apontou que a infecção pelo vírus da imunodeficiência atinge, hoje, em média 40 milhões de pessoas no mundo, sendo a África o centro da doença, com 25 milhões soropositivos. A doença tem aumentado de proporção em mulheres, heterossexuais e pessoas idosas. 

    A partir destes dados, se constata que há muito o que melhorar nos processos de tratamento do vírus HIV, porém a professora dos cursos de Farmácia e Biomedicina da Unifra, Daniela Leal, contou que já houve muitos avanços: “Acompanhei, em 1997, quando foram criados sem grande credibilidade 30 laboratórios para estudo da carga viral e tecnologia biomolecular no estado. Hoje, são 80”, acrescentou. Daniela também informou que testes rápidos são feitos em Santa Maria em situações de fácil execução, emergência ou ausência de pré-natal, mas os testes confirmatórios ainda são encaminhados a Porto Alegre para serem analisados.

   A farmacêutica do HUSM, Claudia Sala, enfatizou a questão da interdisciplinaridade: “Não saberia mais trabalhar sozinha. O trabalho integrado entre farmacêuticos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e médicos é que faz com que os atendimentos tenham sucesso”. Claudia lembrou a importância da adesão ao tratamento, que deve ser visto como atividade conjunta na qual o paciente não apenas obedece às orientações médicas, mas entende, concorda e segue a prescrição estabelecida pelo seu médico.

   A importância do acesso à informação, do acompanhamento clínico-laboratorial, da adequação aos hábitos e necessidades individuais, além do desejo do paciente em se tratar foram discursos freqüentes na palestra que procurou fazer com que os participantes compreendessem mais sobre o vírus HIV.

Também participaram das discussões os professores Roberto Ciasca, Márcia Payeras, Martha Souza, Themis de Carvalho e Vanessa Kirsten. A Jornada segue à tarde, no Conjunto I da Unifra, com apresentação de trabalhos e propostas de discussão para temas livres. À noite, os cursos da Semana Acadêmica participam das apresentações e palestras.

Fotos: Rodrigo Simões (Núcleo de Fotografia e Memória)