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Santa Maria, RS, Brazil

O acesso à saúde em questão

    Direito e acesso à saúde foi o tema em discussão, nesta manhã, da I Jornada Interdisciplinar em Saúde –JIS. As palestras tiveram início às 8h, no Salão de Atos do Conjunto I da Unifra. Os mestres Andry Fiterman Costa e Fabrício Aita Ivo foram os convidados a falar. A apresentação começou com a lembrança da Constituição: “A saúde é direito de todos e dever do estado, garantindo políticas sociais e econômicas, que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação” (Art. 196, Seção II – Da Saúde).

    Consultor do Ministério da Saúde, da Anvisa e da Unimed – Porto Alegre, Costa apontou que conforme se lê na lei, a universalidade é preceito básico de direito à saúde, mas também apontou que se deve ter o uso da racionalidade para entender as práticas de saúde hoje em dia: “Não há como evitar. Nenhum sistema de saúde cobre todas as necessidades de todos”.

    O objetivo de interligar a razão com o acesso à saúde foi demonstrar o quanto o serviço e o uso dos medicamentos são irregulares. “Os consumidores têm grande acesso e o problema é justamente este. A minoria da população usa muito medicamento, o que faz com que grande parte da população não garanta o mesmo”, declara o professor. Dados mostraram que 25 a 70% do gasto em saúde em países em desenvolvimento correspondem aos remédios.

    Segundo Costa, o porquê do mau uso vem da quantidade de produtos farmacêuticos no mercado, da necessidade que os usuários tem de receber prescrição médica, mesmo sem precisar, da influência de uma mídia leiga que publica e expõe por interesses financeiros, da falta de informação e do uso incorreto dos medicamentos.

    A Organização Mundial da Saúde – OMS, tem estratégias para que o uso dos medicamentos seja feito de forma mais racional. A lista de tratamento e a organização de comitês de Farmácia e Terapêutica podem trazer benefícios como a segurança, custo baixo e melhora no atendimento. “A partir destas iniciativas pode-se caminhar para um acesso maior, com tratamento eficaz, diminuição das demandas e ganho na confiança dos usuários nos sistemas da saúde”, encerra o mestre.

    A Jornada continua esta tarde com a presença do Doutor Moacyr Scliar. A palestra abordará a epidemiologia e saúde coletiva. À noite, os cursos de Odontologia, Biomedicina, Terapia Ocupacional, Nutrição e Fisioterapia seguem as atividades da Semana Acadêmica.

Fotos: Rodrigo Simões (Núcleo de Fotografia e Memória)

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    Direito e acesso à saúde foi o tema em discussão, nesta manhã, da I Jornada Interdisciplinar em Saúde –JIS. As palestras tiveram início às 8h, no Salão de Atos do Conjunto I da Unifra. Os mestres Andry Fiterman Costa e Fabrício Aita Ivo foram os convidados a falar. A apresentação começou com a lembrança da Constituição: “A saúde é direito de todos e dever do estado, garantindo políticas sociais e econômicas, que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação” (Art. 196, Seção II – Da Saúde).

    Consultor do Ministério da Saúde, da Anvisa e da Unimed – Porto Alegre, Costa apontou que conforme se lê na lei, a universalidade é preceito básico de direito à saúde, mas também apontou que se deve ter o uso da racionalidade para entender as práticas de saúde hoje em dia: “Não há como evitar. Nenhum sistema de saúde cobre todas as necessidades de todos”.

    O objetivo de interligar a razão com o acesso à saúde foi demonstrar o quanto o serviço e o uso dos medicamentos são irregulares. “Os consumidores têm grande acesso e o problema é justamente este. A minoria da população usa muito medicamento, o que faz com que grande parte da população não garanta o mesmo”, declara o professor. Dados mostraram que 25 a 70% do gasto em saúde em países em desenvolvimento correspondem aos remédios.

    Segundo Costa, o porquê do mau uso vem da quantidade de produtos farmacêuticos no mercado, da necessidade que os usuários tem de receber prescrição médica, mesmo sem precisar, da influência de uma mídia leiga que publica e expõe por interesses financeiros, da falta de informação e do uso incorreto dos medicamentos.

    A Organização Mundial da Saúde – OMS, tem estratégias para que o uso dos medicamentos seja feito de forma mais racional. A lista de tratamento e a organização de comitês de Farmácia e Terapêutica podem trazer benefícios como a segurança, custo baixo e melhora no atendimento. “A partir destas iniciativas pode-se caminhar para um acesso maior, com tratamento eficaz, diminuição das demandas e ganho na confiança dos usuários nos sistemas da saúde”, encerra o mestre.

    A Jornada continua esta tarde com a presença do Doutor Moacyr Scliar. A palestra abordará a epidemiologia e saúde coletiva. À noite, os cursos de Odontologia, Biomedicina, Terapia Ocupacional, Nutrição e Fisioterapia seguem as atividades da Semana Acadêmica.

Fotos: Rodrigo Simões (Núcleo de Fotografia e Memória)