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Santa Maria, RS, Brazil

Procurados!

 No mês das crianças, nada melhor como recordar o passado através dos gibis e histórias em quadrinhos. Mas muito antes de se tornarem diversão para a garotada, os quadrinhos no Brasil tinham um papel diferente de hoje. Além de informar, as histórias serviam de sátira política, com caricaturas e tiras, as quais fizeram parte do início da imprensa no Brasil.

   O italiano Angelo Agostini foi o precursor das HQs no Brasil com a história As Aventuras de Nhô-Quim e fundou também o primeiro jornal ilustrado de São Paulo, o Diabo Roxo, que contava com textos abolicionistas. Embora Nhô-Quim fosse considerada a primeira história em quadrinhos brasileira, mais tarde daria espaço às super-aventuras denominadas por Comics nos Estados Unidos.

    A partir de 1939, a editora Marvel Comics publicou um de seus primeiros super-heróis, o Tocha Humana, que teve seu auge na Era de Ouro, mas logo se aposentou, ainda na década de 50. Décadas após, Stan Lee e Jack Kirby criaram outro personagem de mesmo nome que fazia parte do Quarteto Fantástico. No século seguinte, o grupo formado por quatro super-heróis saía dos quadrinhos e tomava forma nos Blockbusters no mundo todo.

    Outra figurinha carimbada das HQs é o cowboy justiceiro Tex, que embora seu país de origem fosse a Itália, os quadrinhos de Tex se passavam nos EUA, onde retratavam hábitos dos índios, costumes da época, episódios marcantes e reais na história dos Estados Unidos. Para que o leitor da revista se sentisse dentro do contexto das histórias, os autores de Tex buscaram detalhes mínimos sobre o lugar onde se passava, a cultura e o ambiente, a fim de unir cultura e diversão nos balões e desenhos.

 

   O Brasil é o segundo país com maior consumo em gibis do Tex, que fica apenas atrás da Itália, seu país de origem, revela Jesus Ferreira, colecionador de HQs e proprietário da loja Zona Franca em Santa Maria. A figura do Tex é publicada desde 1971, cuja edição não interrompida já alcança o número de 453. Em 2008, o personagem vai completar 60 anos no mundo.

    Pode ser que até lá, o personagem ganhe sua imortalidade nas grandes telas de cinema do planeta e passe a ser tão “procurado” quanto os cartazes que estampavam seu rosto nos gibis.


Cineclube na onda dos quadrinhos

Esse mês o Cineclube Unifra traz em seu ciclo histórias em quadrinhos que se tornaram filmes, dentre eles se encontram: V de Vingança, Sin City, Do Inferno e 300. Confira a programação.

Quem tem interesse em quadrinhos, pode procurar a Zona Franca no Santa Maria Shopping.

Para manter-se informado sobre o que está rolando no mundo dos quadrinhos, há os sites OmeletePanini.

Fotos: Bibiane Moreira (Núcleo de Fotogria e Memória)

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 No mês das crianças, nada melhor como recordar o passado através dos gibis e histórias em quadrinhos. Mas muito antes de se tornarem diversão para a garotada, os quadrinhos no Brasil tinham um papel diferente de hoje. Além de informar, as histórias serviam de sátira política, com caricaturas e tiras, as quais fizeram parte do início da imprensa no Brasil.

   O italiano Angelo Agostini foi o precursor das HQs no Brasil com a história As Aventuras de Nhô-Quim e fundou também o primeiro jornal ilustrado de São Paulo, o Diabo Roxo, que contava com textos abolicionistas. Embora Nhô-Quim fosse considerada a primeira história em quadrinhos brasileira, mais tarde daria espaço às super-aventuras denominadas por Comics nos Estados Unidos.

    A partir de 1939, a editora Marvel Comics publicou um de seus primeiros super-heróis, o Tocha Humana, que teve seu auge na Era de Ouro, mas logo se aposentou, ainda na década de 50. Décadas após, Stan Lee e Jack Kirby criaram outro personagem de mesmo nome que fazia parte do Quarteto Fantástico. No século seguinte, o grupo formado por quatro super-heróis saía dos quadrinhos e tomava forma nos Blockbusters no mundo todo.

    Outra figurinha carimbada das HQs é o cowboy justiceiro Tex, que embora seu país de origem fosse a Itália, os quadrinhos de Tex se passavam nos EUA, onde retratavam hábitos dos índios, costumes da época, episódios marcantes e reais na história dos Estados Unidos. Para que o leitor da revista se sentisse dentro do contexto das histórias, os autores de Tex buscaram detalhes mínimos sobre o lugar onde se passava, a cultura e o ambiente, a fim de unir cultura e diversão nos balões e desenhos.

 

   O Brasil é o segundo país com maior consumo em gibis do Tex, que fica apenas atrás da Itália, seu país de origem, revela Jesus Ferreira, colecionador de HQs e proprietário da loja Zona Franca em Santa Maria. A figura do Tex é publicada desde 1971, cuja edição não interrompida já alcança o número de 453. Em 2008, o personagem vai completar 60 anos no mundo.

    Pode ser que até lá, o personagem ganhe sua imortalidade nas grandes telas de cinema do planeta e passe a ser tão “procurado” quanto os cartazes que estampavam seu rosto nos gibis.


Cineclube na onda dos quadrinhos

Esse mês o Cineclube Unifra traz em seu ciclo histórias em quadrinhos que se tornaram filmes, dentre eles se encontram: V de Vingança, Sin City, Do Inferno e 300. Confira a programação.

Quem tem interesse em quadrinhos, pode procurar a Zona Franca no Santa Maria Shopping.

Para manter-se informado sobre o que está rolando no mundo dos quadrinhos, há os sites OmeletePanini.

Fotos: Bibiane Moreira (Núcleo de Fotogria e Memória)