Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Revelação do Rock Gaúcho

     Sempre citada como uma das principais revelações do rock gaúcho dos últimos anos, a Agência Central Sul de Notícias conversou com a Cachorro Grande, que nos contou mais sobre sua trajetória de sucesso.

ACS: Seguramente, podemos falar que, das bandas que surgiram na mesma época que vocês, a Cachorro Grande é a que mais se deu bem no resto do Brasil. A que vocês atribuem isso?
Marcelo Gross: Acho que pela nossa persistência mesmo!

 ACS: Dentre suas influências estão Beatles, Rolling Stones, Supergrass, etc. Como foi pra vocês inverter os papéis da relação fã-ídolo com a banda Supergrass no Campari Rock?
Marcelo Gross: Foi demais. Algo que nunca imaginávamos. Vai ficar guardado para sempre em nossa memória. Sempre lembro de quando olhei para o lado do palco e lá estava o Gaz Coombes (guitarrista e vocalista). Na próxima vez que olhei ele não estava mais. Então pensei que nosso som não tivesse agradado, só que ele tinha saído para buscar o resto da banda para nos ver tocar.
 

ACS: O Acústico MTV  também ajudou muito na popularização da banda, porém não fizeram a turnê desse trabalho. Vocês optaram apenas pela turnê do Pista Livre. Isso ocorreu pelo fato do molde acústico não ser o mais aceito pelos fãs de vocês?
Marcelo Gross: Na verdade nós que não aceitamos muito o molde acústico. Vai contra às preferências da banda. Mesmo assim ficou bom e agradou ao público.

ACS: A Cachorro têm estilo próprio de vestir. O figurino destaca-se bastante pois poucas bandas optam pelo retrô. Isso foi algo imposto para todos os integrantes ou o estilo vêm da infância mesmo? O que vocês acham de ver as pessoas vestindo-se da mesma forma?
Beto Bruno: E tem louco que se veste como a gente? (risos). Na verdade achamos divertido, pois o nosso estilo vem de berço e é legal ver que passamos o mesmo para os jovens de hoje!
 

ACS: “Essa é a melhor coisa que eu já vi na minha vida. Nunca tinha visto nada parecido. Eu fiquei apaixonado! Nunca vi nada tão impressionante no rock n´roll. Eu já vi show do David Bowie, New York Dolls e vários outros. Mas eu nunca vi nada que me comovesse tanto”- palavras de Lobão. Qual foi a reação da banda quando ouviram elogios de um dos maiores músicos do país e como foi participar do Acústico MTV Lobão com uma música que ele mesmo compôs e disse que era a cara da Cachorro Grande?
Marcelo Gross: Show de bola, né?! O cara é um dos maiores e melhores nomes da música brasileira. Ouvir isso foi um ânimo para a banda inteira. Sem falar que ele nos ajudou muito na carreira Brasil afora! Participar do Acústico foi demais. Muito Rock n’roll!

ACS: Comparam vocês à Hives, Oasis, Strokes que são consideradas bandas retrô. Alguns dizem que o som da banda é moderno. Qual a opinião de vocês  sobre o assunto?
Marcelo Gross: Nosso som é moderno sim! O que as pessoas confundem muito é o fato de termos influências dos anos 60 e 70.

ACS: Quais bandas contemporâneas vocês admiram?
Beto Bruno: Supergrass, é claro! Tem também os caras do Oasis, adoro a voz do Liam Gallagher. E tem outras também que agora não lembro. (risos)

ACS: Quais os planos para o próximo CD? Alguma novidade para o show de hoje?
Beto Bruno: Os planos estão concretos. O novo CD sai mês que vem e trabalhamos muito nele. Iremos apresentar algumas músicas novas com exclusividade para os santa-marienses. Presente da banda pra vocês!

ACS: A respeito do equipamento que a banda usa, essa escolha é mais técnica ou pessoal?

Marcelo Gross: Ah! Com esse tipo de coisa a gente é bem chato, pode-se dizer. Cada um tem seu instrumento “xodó” e os escolhemos muito bem. É bem pessoal, mas a técnica sempre tem que estar presente, né?!

ACS: A gravadora de vocês é a Deckdisk. Sabemos que a banda tem total liberdade na produção do CD, o que não aconteceu com a Orbeat Music. Contem-nos como isso funciona e como foi pra vocês Pista Livre ter sido masterizado nos estúdios em que os Beatles gravaram a maioria de seus trabalhos.
Marcelo Gross: Essa liberdade da qual falamos significa que gravamos o CD quando, como e onde quisermos. Tudo é do nosso jeito. Não tem fundamento tu “chegar” lá, entregar as tuas músicas pra alguém e deixar pra que outros terminem o trabalho enquanto tu “aproveita” o lado bom da fama. Uma banda para ser completa deve participar de toda produção de álbuns, clipes e afins.

ACS: Vocês participam da escolha dos singles e distribuição das faixas do álbum?
Beto Bruno: Com certeza! Sentamos todos e resolvemos isso!

ACS: Como funciona o processo de composição da banda?E de onde vem a  inspiração para compor?
Marcelo Gross: A gente nem tem processo de composição, né Beto?! (risos)
Beto Bruno: É uma bagunça organizada! (risos)
Marcelo Gross: É mais ou menos isso. Às vezes componho algo e quem termina pra mim é o Beto ou vice-versa.
Beto Bruno: Um completa o outro! (risos)

 ACS: Quanto tempo demoraram para gravar cada CD?
Marcelo Gross: Uns 3 meses para o Pista Livre, os outros não lembro!
 

ACS: Que tipo de público vocês preferem? Grandes festivais? Barzinhos?
Marcelo Gross: Qualquer tipo de público quando se faz o que gosta, né?! Gostamos de tocar para multidões, pois é sensacional o que a gente sente quando vê todos cantando juntos. É uma sensação de que estamos no Woodstock. Nos barzinhos a coisa é diferente, mas não menos importante. É aquele momento em que ficamos mais próximos dos nossos fãs. É muito bom ver no rosto de cada um a reação que tem quando tocamos suas músicas preferidas!

ACS:  Porque vocês optaram por gravar “Todos os Tempos”(novo álbum) ao vivo em estúdio e não com os instrumentos separadamente?
Beto Bruno: Não gostamos de gravar separadamente, porque no momento em que o fã escuta o CD vai perceber que no show o som fica diferente. Preferimos fazer assim, pois a pessoa sai de casa sabendo o que vai ouvir no show!

ACS: Como é serem considerados (pelo Lobão e vários críticos) os melhores do Brasil? Vocês imaginavam que isso um dia pudesse acontecer?
Marcelo Gross: É muito legal. Batalhamos muito para chegar onde estamos e vamos continuar assim! Era isso o que a gente sempre quis!

ACS: Deixem um recado para as bandas que estão começando e querem chegar onde vocês estão hoje!
Beto Bruno: Só digo uma coisa: “se virem!!”.
Marcelo Gross: É verdade, não dependam de ninguém pra nada e corram atrás! Valeu!
Fotos: Natália Müller Poll(ACS)

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     Sempre citada como uma das principais revelações do rock gaúcho dos últimos anos, a Agência Central Sul de Notícias conversou com a Cachorro Grande, que nos contou mais sobre sua trajetória de sucesso.

ACS: Seguramente, podemos falar que, das bandas que surgiram na mesma época que vocês, a Cachorro Grande é a que mais se deu bem no resto do Brasil. A que vocês atribuem isso?
Marcelo Gross: Acho que pela nossa persistência mesmo!

 ACS: Dentre suas influências estão Beatles, Rolling Stones, Supergrass, etc. Como foi pra vocês inverter os papéis da relação fã-ídolo com a banda Supergrass no Campari Rock?
Marcelo Gross: Foi demais. Algo que nunca imaginávamos. Vai ficar guardado para sempre em nossa memória. Sempre lembro de quando olhei para o lado do palco e lá estava o Gaz Coombes (guitarrista e vocalista). Na próxima vez que olhei ele não estava mais. Então pensei que nosso som não tivesse agradado, só que ele tinha saído para buscar o resto da banda para nos ver tocar.
 

ACS: O Acústico MTV  também ajudou muito na popularização da banda, porém não fizeram a turnê desse trabalho. Vocês optaram apenas pela turnê do Pista Livre. Isso ocorreu pelo fato do molde acústico não ser o mais aceito pelos fãs de vocês?
Marcelo Gross: Na verdade nós que não aceitamos muito o molde acústico. Vai contra às preferências da banda. Mesmo assim ficou bom e agradou ao público.

ACS: A Cachorro têm estilo próprio de vestir. O figurino destaca-se bastante pois poucas bandas optam pelo retrô. Isso foi algo imposto para todos os integrantes ou o estilo vêm da infância mesmo? O que vocês acham de ver as pessoas vestindo-se da mesma forma?
Beto Bruno: E tem louco que se veste como a gente? (risos). Na verdade achamos divertido, pois o nosso estilo vem de berço e é legal ver que passamos o mesmo para os jovens de hoje!
 

ACS: “Essa é a melhor coisa que eu já vi na minha vida. Nunca tinha visto nada parecido. Eu fiquei apaixonado! Nunca vi nada tão impressionante no rock n´roll. Eu já vi show do David Bowie, New York Dolls e vários outros. Mas eu nunca vi nada que me comovesse tanto”- palavras de Lobão. Qual foi a reação da banda quando ouviram elogios de um dos maiores músicos do país e como foi participar do Acústico MTV Lobão com uma música que ele mesmo compôs e disse que era a cara da Cachorro Grande?
Marcelo Gross: Show de bola, né?! O cara é um dos maiores e melhores nomes da música brasileira. Ouvir isso foi um ânimo para a banda inteira. Sem falar que ele nos ajudou muito na carreira Brasil afora! Participar do Acústico foi demais. Muito Rock n’roll!

ACS: Comparam vocês à Hives, Oasis, Strokes que são consideradas bandas retrô. Alguns dizem que o som da banda é moderno. Qual a opinião de vocês  sobre o assunto?
Marcelo Gross: Nosso som é moderno sim! O que as pessoas confundem muito é o fato de termos influências dos anos 60 e 70.

ACS: Quais bandas contemporâneas vocês admiram?
Beto Bruno: Supergrass, é claro! Tem também os caras do Oasis, adoro a voz do Liam Gallagher. E tem outras também que agora não lembro. (risos)

ACS: Quais os planos para o próximo CD? Alguma novidade para o show de hoje?
Beto Bruno: Os planos estão concretos. O novo CD sai mês que vem e trabalhamos muito nele. Iremos apresentar algumas músicas novas com exclusividade para os santa-marienses. Presente da banda pra vocês!

ACS: A respeito do equipamento que a banda usa, essa escolha é mais técnica ou pessoal?

Marcelo Gross: Ah! Com esse tipo de coisa a gente é bem chato, pode-se dizer. Cada um tem seu instrumento “xodó” e os escolhemos muito bem. É bem pessoal, mas a técnica sempre tem que estar presente, né?!

ACS: A gravadora de vocês é a Deckdisk. Sabemos que a banda tem total liberdade na produção do CD, o que não aconteceu com a Orbeat Music. Contem-nos como isso funciona e como foi pra vocês Pista Livre ter sido masterizado nos estúdios em que os Beatles gravaram a maioria de seus trabalhos.
Marcelo Gross: Essa liberdade da qual falamos significa que gravamos o CD quando, como e onde quisermos. Tudo é do nosso jeito. Não tem fundamento tu “chegar” lá, entregar as tuas músicas pra alguém e deixar pra que outros terminem o trabalho enquanto tu “aproveita” o lado bom da fama. Uma banda para ser completa deve participar de toda produção de álbuns, clipes e afins.

ACS: Vocês participam da escolha dos singles e distribuição das faixas do álbum?
Beto Bruno: Com certeza! Sentamos todos e resolvemos isso!

ACS: Como funciona o processo de composição da banda?E de onde vem a  inspiração para compor?
Marcelo Gross: A gente nem tem processo de composição, né Beto?! (risos)
Beto Bruno: É uma bagunça organizada! (risos)
Marcelo Gross: É mais ou menos isso. Às vezes componho algo e quem termina pra mim é o Beto ou vice-versa.
Beto Bruno: Um completa o outro! (risos)

 ACS: Quanto tempo demoraram para gravar cada CD?
Marcelo Gross: Uns 3 meses para o Pista Livre, os outros não lembro!
 

ACS: Que tipo de público vocês preferem? Grandes festivais? Barzinhos?
Marcelo Gross: Qualquer tipo de público quando se faz o que gosta, né?! Gostamos de tocar para multidões, pois é sensacional o que a gente sente quando vê todos cantando juntos. É uma sensação de que estamos no Woodstock. Nos barzinhos a coisa é diferente, mas não menos importante. É aquele momento em que ficamos mais próximos dos nossos fãs. É muito bom ver no rosto de cada um a reação que tem quando tocamos suas músicas preferidas!

ACS:  Porque vocês optaram por gravar “Todos os Tempos”(novo álbum) ao vivo em estúdio e não com os instrumentos separadamente?
Beto Bruno: Não gostamos de gravar separadamente, porque no momento em que o fã escuta o CD vai perceber que no show o som fica diferente. Preferimos fazer assim, pois a pessoa sai de casa sabendo o que vai ouvir no show!

ACS: Como é serem considerados (pelo Lobão e vários críticos) os melhores do Brasil? Vocês imaginavam que isso um dia pudesse acontecer?
Marcelo Gross: É muito legal. Batalhamos muito para chegar onde estamos e vamos continuar assim! Era isso o que a gente sempre quis!

ACS: Deixem um recado para as bandas que estão começando e querem chegar onde vocês estão hoje!
Beto Bruno: Só digo uma coisa: “se virem!!”.
Marcelo Gross: É verdade, não dependam de ninguém pra nada e corram atrás! Valeu!
Fotos: Natália Müller Poll(ACS)