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Santa Maria, RS, Brazil

Um personagem inusitado

      A Feira do Livro não se restringiu ao espaço destinado à venda de exemplares. Em meio à praça de alimentação encontramos um personagem imerso no contexto que envolve a Feira. Entre leite condensado, coco, açúcar, e outros ingredientes da culinária, o zootecnicsta João Jerônimo Sodré preparava cocadas e as vendia ao preço de R$0,50. Apreciador da boa leitura e do português, conversou com a ACS sobre seus produtos e a importância do hábito de ler.

O carioca, nascido em Niterói, veio para o Rio Grande do Sul cursar a faculdade de Zootecnia. Diz ser um zootecnista frustrado, porém um grande apreciador da culinária e das letras. Há seis anos na cidade, acredita que foi parar na área da culinária por que tem o dom. “É uma química misturar ingredientes e transformar em coisas gostosas, mas pra isso precisa de vocação, como todas as coisas que a gente faz na vida”, revela.

 

Sodré disse que sempre gostou de ler e preza pelo uso do português correto no dia-a-dia, para isso acredita que os brasileiros têm de ler mais e usar essa linguagem durante os diálogos. “O interesse por literatura no Brasil é muito pouco. É uma minoria que conhece os escritores e se identifica. O Brasil é o país que menos lê na América Latina. E isso tem que mudar! Acredito que as crianças devem ser estimuladas desde pequenas para que adquiram o hábito da leitura”, sugere.

 

Atualmente, Sodré vive da renda que obtém através da venda de seus produtos. Ele participa do Projeto Esperança Cooesperança e expõe seus produtos coloniais na Praça Saldanha Marinho, uma semana por mês, e todos os sábados, no terminal nos fundos da Medianeira. Durante a Feira do Livro vendeu, em média, 300 cocadas por dia.

 

Foto: ACS (Camila Porto Nascimento)

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      A Feira do Livro não se restringiu ao espaço destinado à venda de exemplares. Em meio à praça de alimentação encontramos um personagem imerso no contexto que envolve a Feira. Entre leite condensado, coco, açúcar, e outros ingredientes da culinária, o zootecnicsta João Jerônimo Sodré preparava cocadas e as vendia ao preço de R$0,50. Apreciador da boa leitura e do português, conversou com a ACS sobre seus produtos e a importância do hábito de ler.

O carioca, nascido em Niterói, veio para o Rio Grande do Sul cursar a faculdade de Zootecnia. Diz ser um zootecnista frustrado, porém um grande apreciador da culinária e das letras. Há seis anos na cidade, acredita que foi parar na área da culinária por que tem o dom. “É uma química misturar ingredientes e transformar em coisas gostosas, mas pra isso precisa de vocação, como todas as coisas que a gente faz na vida”, revela.

 

Sodré disse que sempre gostou de ler e preza pelo uso do português correto no dia-a-dia, para isso acredita que os brasileiros têm de ler mais e usar essa linguagem durante os diálogos. “O interesse por literatura no Brasil é muito pouco. É uma minoria que conhece os escritores e se identifica. O Brasil é o país que menos lê na América Latina. E isso tem que mudar! Acredito que as crianças devem ser estimuladas desde pequenas para que adquiram o hábito da leitura”, sugere.

 

Atualmente, Sodré vive da renda que obtém através da venda de seus produtos. Ele participa do Projeto Esperança Cooesperança e expõe seus produtos coloniais na Praça Saldanha Marinho, uma semana por mês, e todos os sábados, no terminal nos fundos da Medianeira. Durante a Feira do Livro vendeu, em média, 300 cocadas por dia.

 

Foto: ACS (Camila Porto Nascimento)