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Comunicar e mobilizar: as dificuldades da sociedade atual

 

A quinta-feira pôs em xeque o que é comunicação comunitária e mobilização Social. A segunda palestra de mais uma noite do VI Fórum da Comunicação Social da Unifra foi apresentada pelo professor Dr. Márcio Simeone Henriques, da Universidade Federal de Minas Gerais. A discussão teve como foco principal incentivar a reflexão sobre a sociedade moderna, as mudanças das comunidades, as dificuldades de mobilização e as marcas deixadas pelo avanço da tecnologia.

 Das badaladas do sino da igreja até a linguagem elaborada dos computadores, a comunicação é o que se faz produto da utilização desses meios. Um, quase nem lembrado mais; outro já presente em grande parte do nosso dia-a-dia, no entanto ambos com ideais em comum: transmitir informações. Durante mais de uma hora de conversa, o professor situou seus espectadores na linha do tempo das mudanças tecnológicas.

 

De acordo com Simeone, o grande problema está nas definições de ‘comunidade’. “Antes, a comunidade era outra, tinha realmente interesses em comum, agora isso mudou”, comenta. Mudanças que ele atribui às modificações nas relações e à necessidade de consumo, em grande escala, de informações. “Hoje, realmente, os meios de comunicação pulverizam informações, e isso acaba dispersando”, salienta.

 

 Conforme o professor, essa dispersão se reflete em comunidades com relações mais superficiais e bastante individualistas. “As comunidades modernas são muito mais plásticas e permeáveis, elas constituem inúmeras redes de relações e isso muda tudo”, esclarece. Dessa forma, o mesmo espaço físico que antigamente unia indivíduos, agora, os leva para caminhos opostos, divergindo interesses. “Falar de comunidade hoje é falar de um campo de grande tensões”, analisa.

Entretanto, definir, ou melhor, descobrir uma comunidade é resgatar o que há em cada individuo que possa se tornar comum no coletivo. “O problema está em gerarmos algo que desperte identidade e reconhecimento nas pessoas. O que despertar em um e puder ser despertado também no outro, para aí encontraremos um meio de mobilizar uma comunidade”, percebe.

Após as explanações do palestrante, os participantes puderam direcionar suas dúvidas ao professor. Com o auditório lotado, a palestra de Márcio Simeone Henriques encerrou as atividades da terceira noite no Fórum da Comunicação Social.  

 

O evento, que iniciou na terça-feira, encerra nesta sexta com a palestra do jornalista da Rede Globo, Caco Barcelos

 

Fotos:  Laura Torres e Carolina Moro (Laboratório de Fotografia e Memória)

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A quinta-feira pôs em xeque o que é comunicação comunitária e mobilização Social. A segunda palestra de mais uma noite do VI Fórum da Comunicação Social da Unifra foi apresentada pelo professor Dr. Márcio Simeone Henriques, da Universidade Federal de Minas Gerais. A discussão teve como foco principal incentivar a reflexão sobre a sociedade moderna, as mudanças das comunidades, as dificuldades de mobilização e as marcas deixadas pelo avanço da tecnologia.

 Das badaladas do sino da igreja até a linguagem elaborada dos computadores, a comunicação é o que se faz produto da utilização desses meios. Um, quase nem lembrado mais; outro já presente em grande parte do nosso dia-a-dia, no entanto ambos com ideais em comum: transmitir informações. Durante mais de uma hora de conversa, o professor situou seus espectadores na linha do tempo das mudanças tecnológicas.

 

De acordo com Simeone, o grande problema está nas definições de ‘comunidade’. “Antes, a comunidade era outra, tinha realmente interesses em comum, agora isso mudou”, comenta. Mudanças que ele atribui às modificações nas relações e à necessidade de consumo, em grande escala, de informações. “Hoje, realmente, os meios de comunicação pulverizam informações, e isso acaba dispersando”, salienta.

 

 Conforme o professor, essa dispersão se reflete em comunidades com relações mais superficiais e bastante individualistas. “As comunidades modernas são muito mais plásticas e permeáveis, elas constituem inúmeras redes de relações e isso muda tudo”, esclarece. Dessa forma, o mesmo espaço físico que antigamente unia indivíduos, agora, os leva para caminhos opostos, divergindo interesses. “Falar de comunidade hoje é falar de um campo de grande tensões”, analisa.

Entretanto, definir, ou melhor, descobrir uma comunidade é resgatar o que há em cada individuo que possa se tornar comum no coletivo. “O problema está em gerarmos algo que desperte identidade e reconhecimento nas pessoas. O que despertar em um e puder ser despertado também no outro, para aí encontraremos um meio de mobilizar uma comunidade”, percebe.

Após as explanações do palestrante, os participantes puderam direcionar suas dúvidas ao professor. Com o auditório lotado, a palestra de Márcio Simeone Henriques encerrou as atividades da terceira noite no Fórum da Comunicação Social.  

 

O evento, que iniciou na terça-feira, encerra nesta sexta com a palestra do jornalista da Rede Globo, Caco Barcelos

 

Fotos:  Laura Torres e Carolina Moro (Laboratório de Fotografia e Memória)