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Educação e Economia Solidária na busca de um mundo melhor

O que é preciso para construir um novo mundo? Quais os métodos necessários para a transformação do meio social? Professores e estudantes lotaram o Centro Desportivo Municipal (CDM) na manhã de quinta-feira, dia 29, para encontrar respostas a essas questões. O encontro deu início às conferências sobre o eixo: Educação e Economia Solidária do Fórum Mundial de Educação (FME) em Santa Maria.  Sob a coordenação do representante do Comitê Internacional do Fórum, Moacir Gadotti, os palestrantes Guillermo Williamson, Helena Singer e Sérgio Kapron debateram sobre o tema.

 

Gadotti apontou a necessidade de construir novos rumos sociais a partir da educação e da economia solidária. O professor acredita que a relação entre esses dois caminhos geram princípios de cooperação e solidariedade, essenciais para uma transformação social. Ele também discursou sobre a necessidade de transformar a economia solidária em uma opção de vida para a construção de um mundo melhor: “Vivemos um momento em que podemos destruir toda a vida no planeta. Há uma necessidade de transformar ao modo de viver e sobreviver na sociedade”.


O professor da Universidad de La Frontera, do Chile, Guillermo Williamson salientou que o educador, sendo um difusor de cultura e gerador de consciência na população, precisa conhecer o meio onde está inserido para ensinar e se aproximar do educando. Diante da diversidade econômica e cultural deve-se encontrar um modelo de ensino propício ao grupo. Para o chileno, a economia solidária é baseada na cooperação, isto é, uma forma de vida mútua, em que todos aprendem uns com os outros.


Já o mestre em Economia do Desenvolvimento, Sérgio Kapron, falou que a cooperação é a principal norteadora das mudanças sociais. Através dela, é possível construir condutas que rompam com a estrutura de submissão hierárquica: “A cooperação é um ato revolucionário, pois chama para si a necessidade de gerar novos valores”. Segundo Kapron, os professores devem ter um olhar multidisciplinar para enxergar novas possibilidades.


A socióloga Helena Singer encerrou o debate ao apresentar as experiências de economia solidária e educação democrática de escolas. Nesse projeto o educador constrói valores através de exemplos e acolhem e compreendem os limites e desejos de cada pessoa. Os ritmos são respeitados e a cultura de cada estudante é incorporada, pois é trata-se de um novo conhecimento. Os interresses organizam o grupo escolar, que compartilha a responsabilidade do trabalho com os alunos. As responsabilidades e tarefas são compartilhadas, não há hierarquia: “As pessoas ficam juntas por interresses em comum”.


Fotos: Juliana Bolzan (Núcleo de Fotografia e Memória)
 

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O que é preciso para construir um novo mundo? Quais os métodos necessários para a transformação do meio social? Professores e estudantes lotaram o Centro Desportivo Municipal (CDM) na manhã de quinta-feira, dia 29, para encontrar respostas a essas questões. O encontro deu início às conferências sobre o eixo: Educação e Economia Solidária do Fórum Mundial de Educação (FME) em Santa Maria.  Sob a coordenação do representante do Comitê Internacional do Fórum, Moacir Gadotti, os palestrantes Guillermo Williamson, Helena Singer e Sérgio Kapron debateram sobre o tema.

 

Gadotti apontou a necessidade de construir novos rumos sociais a partir da educação e da economia solidária. O professor acredita que a relação entre esses dois caminhos geram princípios de cooperação e solidariedade, essenciais para uma transformação social. Ele também discursou sobre a necessidade de transformar a economia solidária em uma opção de vida para a construção de um mundo melhor: “Vivemos um momento em que podemos destruir toda a vida no planeta. Há uma necessidade de transformar ao modo de viver e sobreviver na sociedade”.


O professor da Universidad de La Frontera, do Chile, Guillermo Williamson salientou que o educador, sendo um difusor de cultura e gerador de consciência na população, precisa conhecer o meio onde está inserido para ensinar e se aproximar do educando. Diante da diversidade econômica e cultural deve-se encontrar um modelo de ensino propício ao grupo. Para o chileno, a economia solidária é baseada na cooperação, isto é, uma forma de vida mútua, em que todos aprendem uns com os outros.


Já o mestre em Economia do Desenvolvimento, Sérgio Kapron, falou que a cooperação é a principal norteadora das mudanças sociais. Através dela, é possível construir condutas que rompam com a estrutura de submissão hierárquica: “A cooperação é um ato revolucionário, pois chama para si a necessidade de gerar novos valores”. Segundo Kapron, os professores devem ter um olhar multidisciplinar para enxergar novas possibilidades.


A socióloga Helena Singer encerrou o debate ao apresentar as experiências de economia solidária e educação democrática de escolas. Nesse projeto o educador constrói valores através de exemplos e acolhem e compreendem os limites e desejos de cada pessoa. Os ritmos são respeitados e a cultura de cada estudante é incorporada, pois é trata-se de um novo conhecimento. Os interresses organizam o grupo escolar, que compartilha a responsabilidade do trabalho com os alunos. As responsabilidades e tarefas são compartilhadas, não há hierarquia: “As pessoas ficam juntas por interresses em comum”.


Fotos: Juliana Bolzan (Núcleo de Fotografia e Memória)