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Santa Maria, RS, Brazil

Educação, inclusão e cultura

 

 

 

Aquecer as mãos era tudo o que os participantes do Fórum Mundial da Educação queriam no início da manhã de hoje, no Centro Desportivo Municipal. E foi o que puderam realizar ao assistir a apresentação de “Terra um sonho de planeta”, de um grupo de portadores de síndrome de Down. Depois, os conferencistas vindos da Colômbia, Uruguai, Brasil Portugal e Espanha abordaram temas ligados ao eixo: Educação, Inclusão e Cultura.

Ramon Moncada, da Colômbia, iniciou a conferência ao afirmar que temos compromisso em transformar a realidade. As políticas educacionais são bem público, a educação é direito de cada cidadão. O projeto de vida de cada um e coletivo deveria ser gratuito e de qualidade.

 Representante da Unesco, a uruguaia Maria Paz Espínola, trabalha com educação pelo Mercosul e luta por uma sociedade mais justa. Em sua fala, levantou três questões para o público: O que entendemos por educação inclusiva? O que entendemos por cultura emancipatória? E que relação tem a cultura emancipatória e educação inclusiva com uma sociedade mais justa?

Segundo a conferencista, devemos mudar nossos enfoques. A educação inclusiva é uma abordagem e uma resposta da diversidade dos cidadãos através da participação e aprendizagem. As semelhanças e as interdependências dos seres humanos formam a cultura emancipatória. Processos de trajetórias diversas, não só de carências, devem ser unidos. Ela defendeu ainda que os pedagogos e os projetos pedagógicos precisam ser flexíveis.

O escritor Paulo freire foi homenageado pelos 40 anos de seu livro “Pedagogia do Oprimido”, por Gaudêncio Frigotto, para quem a inclusão é a liberdade dos seres. Ele abordou o fato de todos os seres serem incompletos, inconclusos e inacabados: “Estamos em constante evolução”.

A conferencista Carmen Durán, da Espanha, explicou que não há paz se não houver cultura de paz. Por isso, a importância da participação ativa como base.

Apesar do frio, a professora Valéria Xavier, vinda de Palmas, Tocantins, avaliou como importante a vinda ao Fórum Mundial de Educação pelo aprendizado. A viagem cansativa, junto com outros 130 educadores divididos em três ônibus, não tirou a motivação. “O bom também foi conhecer o lugar, uma outra cultura. Além da boa organização demonstrada pelos organizadores gaúchos”, avaliou. O incentivo para participar foi da Secretaria de Educação local.

  

 

Fotos: Gabriela Perufo (Núcleo de Fotografia e Memória)

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Aquecer as mãos era tudo o que os participantes do Fórum Mundial da Educação queriam no início da manhã de hoje, no Centro Desportivo Municipal. E foi o que puderam realizar ao assistir a apresentação de “Terra um sonho de planeta”, de um grupo de portadores de síndrome de Down. Depois, os conferencistas vindos da Colômbia, Uruguai, Brasil Portugal e Espanha abordaram temas ligados ao eixo: Educação, Inclusão e Cultura.

Ramon Moncada, da Colômbia, iniciou a conferência ao afirmar que temos compromisso em transformar a realidade. As políticas educacionais são bem público, a educação é direito de cada cidadão. O projeto de vida de cada um e coletivo deveria ser gratuito e de qualidade.

 Representante da Unesco, a uruguaia Maria Paz Espínola, trabalha com educação pelo Mercosul e luta por uma sociedade mais justa. Em sua fala, levantou três questões para o público: O que entendemos por educação inclusiva? O que entendemos por cultura emancipatória? E que relação tem a cultura emancipatória e educação inclusiva com uma sociedade mais justa?

Segundo a conferencista, devemos mudar nossos enfoques. A educação inclusiva é uma abordagem e uma resposta da diversidade dos cidadãos através da participação e aprendizagem. As semelhanças e as interdependências dos seres humanos formam a cultura emancipatória. Processos de trajetórias diversas, não só de carências, devem ser unidos. Ela defendeu ainda que os pedagogos e os projetos pedagógicos precisam ser flexíveis.

O escritor Paulo freire foi homenageado pelos 40 anos de seu livro “Pedagogia do Oprimido”, por Gaudêncio Frigotto, para quem a inclusão é a liberdade dos seres. Ele abordou o fato de todos os seres serem incompletos, inconclusos e inacabados: “Estamos em constante evolução”.

A conferencista Carmen Durán, da Espanha, explicou que não há paz se não houver cultura de paz. Por isso, a importância da participação ativa como base.

Apesar do frio, a professora Valéria Xavier, vinda de Palmas, Tocantins, avaliou como importante a vinda ao Fórum Mundial de Educação pelo aprendizado. A viagem cansativa, junto com outros 130 educadores divididos em três ônibus, não tirou a motivação. “O bom também foi conhecer o lugar, uma outra cultura. Além da boa organização demonstrada pelos organizadores gaúchos”, avaliou. O incentivo para participar foi da Secretaria de Educação local.

  

 

Fotos: Gabriela Perufo (Núcleo de Fotografia e Memória)