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FEISMA: Ronca CUICA, ronca!

Feisma“Eu quero ver no ronca-ronca da cuíca, gente pobre, gente rica, deputado, senador…”. A visionária Elis Regina demonstrava a importância dos instrumentos de percussão nas diversas camadas da sociedade brasileira, que animavam a multidão, quando cantou a música "É com esse que eu vou". 

O público que se encontrava hoje na 23ª edição da Multifeira de Santa Maria, a Feisma, pôde sentir e ver, entre uma garfada e outra na Praça de Alimentação, os integrantes da Associação CUICA: Cultura, Inclusão, Cidadania e Artes. Os autores dessa façanha fizeram instrumentos e pessoas roncarem, com um gostinho de bis.

Através de tambores, pandeiros e chocalhos, o Hino Nacional foi tocado de um jeitinho bem brasileiro. Os jovens percussionistas tornaram-se gigantes pela própria natureza, e o palco foi pequeno para conter tamanho talento. O professor de música, Eduardo Pacheco, 40 anos, fala do obstáculo que assola a Associação na gestão do grupo: “A maior dificuldade que temos na Associação é que somos três pessoas que trabalham diretamente no projeto e na administração. É muita coisa para somente três pessoas”, lamenta Pacheco.

O grupo inovou quando tocou em conjunto com integrantes da Orquestra Sinfônica de Santa Maria, e misturou música popular à erudita. Quem estava presente na praça viu a pele arrepiar, e o resultado não poderia ser diferente: a CUICA foi ovacionada com unanimidade. Rafael Sarmento, da Orquestra, explicou o motivo da união ao grupo: “Quando nos formamos, queríamos tocar algo que gostássemos. Então nos juntamos à CUICA”, comenta o músico.

FeismaQuem passou pelo local não pôde deixar de perceber a agitação das crianças que assistiam. João Batista Prates, 8 anos, imitava com a latinha de refrigerante os primeiros batuques: “Achei legal, queria tocar o pandeiro”, conta João.

Para participar da CUICA é necessário estar matriculado em alguma escola pública e ter vontade de aprender. A Associação é mantida pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC), leis de incentivo federal, patrocínio de empresas da cidade e apoio de pessoas físicas. Ela se localiza na rua Nery Kurtz, nº 445, no bairro Camobi.

Obstáculos à parte, a CUICA roncou e embalou o público durante a tarde na Feira. Ela é a prova de que a música continua na busca da mudança social de jovens e na inclusão de “gente pobre, gente rica” em um mesmo espaço na multidão.

Mais informações: http://www.cuica.art.br

Fotos: Evandro Sturm

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Feisma“Eu quero ver no ronca-ronca da cuíca, gente pobre, gente rica, deputado, senador…”. A visionária Elis Regina demonstrava a importância dos instrumentos de percussão nas diversas camadas da sociedade brasileira, que animavam a multidão, quando cantou a música "É com esse que eu vou". 

O público que se encontrava hoje na 23ª edição da Multifeira de Santa Maria, a Feisma, pôde sentir e ver, entre uma garfada e outra na Praça de Alimentação, os integrantes da Associação CUICA: Cultura, Inclusão, Cidadania e Artes. Os autores dessa façanha fizeram instrumentos e pessoas roncarem, com um gostinho de bis.

Através de tambores, pandeiros e chocalhos, o Hino Nacional foi tocado de um jeitinho bem brasileiro. Os jovens percussionistas tornaram-se gigantes pela própria natureza, e o palco foi pequeno para conter tamanho talento. O professor de música, Eduardo Pacheco, 40 anos, fala do obstáculo que assola a Associação na gestão do grupo: “A maior dificuldade que temos na Associação é que somos três pessoas que trabalham diretamente no projeto e na administração. É muita coisa para somente três pessoas”, lamenta Pacheco.

O grupo inovou quando tocou em conjunto com integrantes da Orquestra Sinfônica de Santa Maria, e misturou música popular à erudita. Quem estava presente na praça viu a pele arrepiar, e o resultado não poderia ser diferente: a CUICA foi ovacionada com unanimidade. Rafael Sarmento, da Orquestra, explicou o motivo da união ao grupo: “Quando nos formamos, queríamos tocar algo que gostássemos. Então nos juntamos à CUICA”, comenta o músico.

FeismaQuem passou pelo local não pôde deixar de perceber a agitação das crianças que assistiam. João Batista Prates, 8 anos, imitava com a latinha de refrigerante os primeiros batuques: “Achei legal, queria tocar o pandeiro”, conta João.

Para participar da CUICA é necessário estar matriculado em alguma escola pública e ter vontade de aprender. A Associação é mantida pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC), leis de incentivo federal, patrocínio de empresas da cidade e apoio de pessoas físicas. Ela se localiza na rua Nery Kurtz, nº 445, no bairro Camobi.

Obstáculos à parte, a CUICA roncou e embalou o público durante a tarde na Feira. Ela é a prova de que a música continua na busca da mudança social de jovens e na inclusão de “gente pobre, gente rica” em um mesmo espaço na multidão.

Mais informações: http://www.cuica.art.br

Fotos: Evandro Sturm