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Santa Maria, RS, Brazil

FEISMA: Sobre 4 rodas

 A conturbada situação econômica pela qual passam os Estados Unidos entrou no carro, pegou o lugar na janela e desceu no Brasil sem chances de parar na sinaleira. A Feisma abriu o sinal verde para que as concessionárias de automóveis pudessem expor seus produtos no Pavilhão Morotin, e ultrapassar a crise que assola o sistema financeiro mundial.

Para conter o agravamento da crise, o Governo Federal esquentou os motores dos bancos das montadoras ao disponibilizar 4 bilhões de reais, através do Banco do Brasil, no auxilio à economia das mesmas. Com a injeção desse valor no mercado, os consumidores poderão voltar a comprar carros financiados com prazos maiores, pois, desde o estouro da crise, as taxas de juros oscilavam constantemente e o crédito no financiamento foi diminuído.

 Com essa medida, a vitrine automobilística na Feira deste ano está otimista nas vendas das máquinas. Segundo os consultores de vendas que trabalham nos estandes das concessionárias, a crise não estacionará o varejo dos carros e motos, pelo contrário, vai acelerar a venda dos mesmos.

 O montante será liberado entre este mês e dezembro deste ano, a fim de garantir a produção e venda dos veículos até o inicio de 2009. Segundo o consultor de vendas da Itaimbé Nissan, Roger Bassotto, 42 anos, a liberação dos R$ 4 bilhões trará efeitos positivos já na próxima semana: “Cremos que, a partir de semana que vem, talvez no mais tardar do mês, as taxas de juros estarão adequadas ao mercado e vão começar a ter uma redução, principalmente em carro financiado, pois à vista continuam normais as vendas”, conta Bassotto.

Na compra dos bens duráveis, a Feisma também serve de estímulo no varejo. O consultor de vendas da concessionária Dafra, Mateus Suszek, 22 anos, comenta que, apesar da empresa estar há 10 meses no mercado brasileiro, a busca por moto de qualidade aliada a um bom preço vem consolidando a marca frente à concorrência nesses tempos de colapso financeiro. “É mais propenso o pessoal procurar a moto do que o carro. Acredito que nosso fluxo de loja tenha aumentado uns 25 a 30%, só por estar aqui demonstrando. É uma vitrine bem boa para a gente mostrar nosso produto”, confirma o consultor.

Ao que tudo indica a grande paixão dos brasileiros por automóveis não ficará somente na garagem das montadoras. O estímulo financeiro promovido pelo Governo tende a equilibrar as relações de compra e venda entre empresas e consumidores. Resta saber agora se outras áreas da sociedade como a Cultura e a Educação serão contempladas com medidas preventivas como esta, ou serão barradas no próximo sinal vermelho.

Fotos: Douglas Menezes (Laboratório de Fotografia e Memória)

 

 

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 A conturbada situação econômica pela qual passam os Estados Unidos entrou no carro, pegou o lugar na janela e desceu no Brasil sem chances de parar na sinaleira. A Feisma abriu o sinal verde para que as concessionárias de automóveis pudessem expor seus produtos no Pavilhão Morotin, e ultrapassar a crise que assola o sistema financeiro mundial.

Para conter o agravamento da crise, o Governo Federal esquentou os motores dos bancos das montadoras ao disponibilizar 4 bilhões de reais, através do Banco do Brasil, no auxilio à economia das mesmas. Com a injeção desse valor no mercado, os consumidores poderão voltar a comprar carros financiados com prazos maiores, pois, desde o estouro da crise, as taxas de juros oscilavam constantemente e o crédito no financiamento foi diminuído.

 Com essa medida, a vitrine automobilística na Feira deste ano está otimista nas vendas das máquinas. Segundo os consultores de vendas que trabalham nos estandes das concessionárias, a crise não estacionará o varejo dos carros e motos, pelo contrário, vai acelerar a venda dos mesmos.

 O montante será liberado entre este mês e dezembro deste ano, a fim de garantir a produção e venda dos veículos até o inicio de 2009. Segundo o consultor de vendas da Itaimbé Nissan, Roger Bassotto, 42 anos, a liberação dos R$ 4 bilhões trará efeitos positivos já na próxima semana: “Cremos que, a partir de semana que vem, talvez no mais tardar do mês, as taxas de juros estarão adequadas ao mercado e vão começar a ter uma redução, principalmente em carro financiado, pois à vista continuam normais as vendas”, conta Bassotto.

Na compra dos bens duráveis, a Feisma também serve de estímulo no varejo. O consultor de vendas da concessionária Dafra, Mateus Suszek, 22 anos, comenta que, apesar da empresa estar há 10 meses no mercado brasileiro, a busca por moto de qualidade aliada a um bom preço vem consolidando a marca frente à concorrência nesses tempos de colapso financeiro. “É mais propenso o pessoal procurar a moto do que o carro. Acredito que nosso fluxo de loja tenha aumentado uns 25 a 30%, só por estar aqui demonstrando. É uma vitrine bem boa para a gente mostrar nosso produto”, confirma o consultor.

Ao que tudo indica a grande paixão dos brasileiros por automóveis não ficará somente na garagem das montadoras. O estímulo financeiro promovido pelo Governo tende a equilibrar as relações de compra e venda entre empresas e consumidores. Resta saber agora se outras áreas da sociedade como a Cultura e a Educação serão contempladas com medidas preventivas como esta, ou serão barradas no próximo sinal vermelho.

Fotos: Douglas Menezes (Laboratório de Fotografia e Memória)