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Santa Maria, RS, Brazil

Gráfica ecologicamente correta

 Responsabilidade social também implica na proteção do meio ambiente. Pensando nisso, desde 2006, a gráfica Graphoset, de Santa Cruz do Sul, trabalha com 90% do papel utilizado reciclado. O diretor comercial da empresa, Luís Desimons, esteve no VI Fórum de Comunicação da Unifra para falar sobre a Responsabilidade Socioambiental da Graphoset.

 Respeitar o meio ambiente, economizar água e energia e utilizar produtos que não agridam o meio, é o pensamento a ser seguido. Desimons conta que preservar é o grande papel da empresa, que utiliza plástico oxi-biodegradável e tinta a óleo vegetal.

Hoje, a crença de que a natureza não acabaria foi desmentida e a economia do cowboy foi extinta. Vivemos na economia do astronauta, o mundo é uma espaçonave e são utilizados recursos disponíveis sem ameaçar a sobrevivência dos tripulantes. “Precisamos reduzir a quantidade de recursos de energia utilizada, reutilizar os recursos dentro do possível e reciclar o que já não serve”, afirma o palestrante.

O plástico é o maior inimigo da natureza. O papel pode ser reutilizado, o plástico não, além de demorar mais de 400 anos para decompor. Para se ter uma idéia da quantidade de plástico produzido, se todos os copos plásticos descartáveis fabricados fossem alinhados, poderia dar uma volta ao mundo por dia.

Por questões econômicas, muitas empresas são contra a substituição das sacolas atuais, pelas biodegradáveis. “Hoje, já se consegue fabricar plástico com total degradação em três anos, os oxi-biodegradáveis. Falta consciência das empresas para contagiar também os consumidores”, afirma o diretor da Graphoset.

A composição do papel reciclado utilizado pela empresa é de 70% de aparas e 30% vem de catadores. As aparas são as sobras das folhas, os cantos ou laterais, descartados das folhas ao serem cortadas nas medidas, muito comum nas gráficas. Para fazer 1 kg de papel branco, são utilizados 100 litros de água. Já para o reciclado, na mesma quantidade, são necessários dois litros. Mesmo assim, existe preconceito. Por exemplo, o governo não aceita receber documento em papel reciclado.

“Implantar medidas ecologicamente corretas exige inteligência, tempo e atitude”, define Desimons. Na Graphoset, existem sacos para recolhimento de aparas, separados por cores e tamanhos e a remessa de resíduos é encaminhada para empresas certificadas. A gráfica fez parcerias com a Preditiva, que gerencia a energia elétrica; com a Projeconsult, responsável pela energia e consultoria; com a Korr Bussiness que gerencia as relações; com a Recigraf, que faz o tratamento dos resíduos químicos; com a Cettrel, que faz a coleta de aparas; e com a Resisul, que reutiliza as toalhas industriais.

Luis Desimons diz que a empresa possui controle de qualidade e selo de origem do produto, o “selo verde”. Ainda existem projetos futuros para melhorias, como a construção de uma cisterna, depósito de químicos, utilização de toalhas recicláveis e aproveitamento de aparas.

Cineclube

A programação da tarde de quinta-feira teve seqüência com uma sessão especial do Cineclube Unifra. No Salão Acústico, no sub-solo do prédio 14, às 16h, foi exibido o filme Quanto pesa ou é por quilo? , de Sérgio Bianchi. 

 

Foto: Giulianno Olivar (Laboratório de Fotografia e Memória)

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 Responsabilidade social também implica na proteção do meio ambiente. Pensando nisso, desde 2006, a gráfica Graphoset, de Santa Cruz do Sul, trabalha com 90% do papel utilizado reciclado. O diretor comercial da empresa, Luís Desimons, esteve no VI Fórum de Comunicação da Unifra para falar sobre a Responsabilidade Socioambiental da Graphoset.

 Respeitar o meio ambiente, economizar água e energia e utilizar produtos que não agridam o meio, é o pensamento a ser seguido. Desimons conta que preservar é o grande papel da empresa, que utiliza plástico oxi-biodegradável e tinta a óleo vegetal.

Hoje, a crença de que a natureza não acabaria foi desmentida e a economia do cowboy foi extinta. Vivemos na economia do astronauta, o mundo é uma espaçonave e são utilizados recursos disponíveis sem ameaçar a sobrevivência dos tripulantes. “Precisamos reduzir a quantidade de recursos de energia utilizada, reutilizar os recursos dentro do possível e reciclar o que já não serve”, afirma o palestrante.

O plástico é o maior inimigo da natureza. O papel pode ser reutilizado, o plástico não, além de demorar mais de 400 anos para decompor. Para se ter uma idéia da quantidade de plástico produzido, se todos os copos plásticos descartáveis fabricados fossem alinhados, poderia dar uma volta ao mundo por dia.

Por questões econômicas, muitas empresas são contra a substituição das sacolas atuais, pelas biodegradáveis. “Hoje, já se consegue fabricar plástico com total degradação em três anos, os oxi-biodegradáveis. Falta consciência das empresas para contagiar também os consumidores”, afirma o diretor da Graphoset.

A composição do papel reciclado utilizado pela empresa é de 70% de aparas e 30% vem de catadores. As aparas são as sobras das folhas, os cantos ou laterais, descartados das folhas ao serem cortadas nas medidas, muito comum nas gráficas. Para fazer 1 kg de papel branco, são utilizados 100 litros de água. Já para o reciclado, na mesma quantidade, são necessários dois litros. Mesmo assim, existe preconceito. Por exemplo, o governo não aceita receber documento em papel reciclado.

“Implantar medidas ecologicamente corretas exige inteligência, tempo e atitude”, define Desimons. Na Graphoset, existem sacos para recolhimento de aparas, separados por cores e tamanhos e a remessa de resíduos é encaminhada para empresas certificadas. A gráfica fez parcerias com a Preditiva, que gerencia a energia elétrica; com a Projeconsult, responsável pela energia e consultoria; com a Korr Bussiness que gerencia as relações; com a Recigraf, que faz o tratamento dos resíduos químicos; com a Cettrel, que faz a coleta de aparas; e com a Resisul, que reutiliza as toalhas industriais.

Luis Desimons diz que a empresa possui controle de qualidade e selo de origem do produto, o “selo verde”. Ainda existem projetos futuros para melhorias, como a construção de uma cisterna, depósito de químicos, utilização de toalhas recicláveis e aproveitamento de aparas.

Cineclube

A programação da tarde de quinta-feira teve seqüência com uma sessão especial do Cineclube Unifra. No Salão Acústico, no sub-solo do prédio 14, às 16h, foi exibido o filme Quanto pesa ou é por quilo? , de Sérgio Bianchi. 

 

Foto: Giulianno Olivar (Laboratório de Fotografia e Memória)