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Para ver as dores do mundo

 Nada de ficção, nem de pseudo-realismos. Trata-se de um olhar critico sobre as diferenças e problemas dos tempos atuais. Na manhã desta sexta-feira, integrantes do VI Fórum de Comunicação Social da Unifra assistiram à palestra Cinema e Responsabilidade Social, com a jornalista e diretora cinematográfica Liliana Sulzbach. A atividade, que teve inicio às 8h30min, apresentou cinema documental aos alunos que lotavam o Salão de Atos. À tarde, a jornalista ministrou o workshop Realização de Documentário.

 Após a exibição do curta Cárcere e a infância, com roteiro e direção da jornalista, Liliana Sulzbach mencionou a relevância da produção de trabalhos bem-feitos. “Em um primeiro momento, eu não me preocupei em fazer algo que seja visto com um agente de responsabilidade social, mas, sim, em falar sobre coisas pertinentes e fazer bem-feito”, ressaltou.  

Durante a oficina, os alunos puderam descobriram as maravilhas e as dificuldades da produção audiovisual brasileira. Entre explanações históricas e dicas de criação, Liliana falou das classificações quanto às produções audiovisuais documentais, além da difícil definição entre ficção e documentário. “Documentário e ficção se misturam e se aproximam, e nós não conseguimos identificar o que é verdade e o que é discurso”, menciona.

Liliana abordou, ainda, fatores marcantes na história do cinema e as modificações que podem ser percebidas dentro das produções soviéticas e americanas. Conforme a oficineira, fatores como esses são sempre atrelados as grandes mudanças da sociedade. “O cinema soviético que se faz hoje em dia é muito mais parecido com o que se faz nos Estados Unidos. Essas matrizes acabam sendo alteradas porque a sociedade sofreu alterações”, destaca.

 A oficina contou com a exibição e avaliação de trechos de documentários que Liliana aponta como referência documental. Dentre outras questões, as escolhas temáticas para documentários no Brasil foi o que mais permeou a conversa.

Liliana Sulzbach é jornalista e mestre em Ciências Políticas. Atua como produtora cinematográfica, na Zeppelin de Produções, em Porto Alegre, além de ser coordenadora de projetos culturais. Alguns de seus filmes são O Cárcere e a Rua, A invenção da Infância, O Branco e O Continente de Erico.

 

 

Fotos: Carolina Moro 

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 Nada de ficção, nem de pseudo-realismos. Trata-se de um olhar critico sobre as diferenças e problemas dos tempos atuais. Na manhã desta sexta-feira, integrantes do VI Fórum de Comunicação Social da Unifra assistiram à palestra Cinema e Responsabilidade Social, com a jornalista e diretora cinematográfica Liliana Sulzbach. A atividade, que teve inicio às 8h30min, apresentou cinema documental aos alunos que lotavam o Salão de Atos. À tarde, a jornalista ministrou o workshop Realização de Documentário.

 Após a exibição do curta Cárcere e a infância, com roteiro e direção da jornalista, Liliana Sulzbach mencionou a relevância da produção de trabalhos bem-feitos. “Em um primeiro momento, eu não me preocupei em fazer algo que seja visto com um agente de responsabilidade social, mas, sim, em falar sobre coisas pertinentes e fazer bem-feito”, ressaltou.  

Durante a oficina, os alunos puderam descobriram as maravilhas e as dificuldades da produção audiovisual brasileira. Entre explanações históricas e dicas de criação, Liliana falou das classificações quanto às produções audiovisuais documentais, além da difícil definição entre ficção e documentário. “Documentário e ficção se misturam e se aproximam, e nós não conseguimos identificar o que é verdade e o que é discurso”, menciona.

Liliana abordou, ainda, fatores marcantes na história do cinema e as modificações que podem ser percebidas dentro das produções soviéticas e americanas. Conforme a oficineira, fatores como esses são sempre atrelados as grandes mudanças da sociedade. “O cinema soviético que se faz hoje em dia é muito mais parecido com o que se faz nos Estados Unidos. Essas matrizes acabam sendo alteradas porque a sociedade sofreu alterações”, destaca.

 A oficina contou com a exibição e avaliação de trechos de documentários que Liliana aponta como referência documental. Dentre outras questões, as escolhas temáticas para documentários no Brasil foi o que mais permeou a conversa.

Liliana Sulzbach é jornalista e mestre em Ciências Políticas. Atua como produtora cinematográfica, na Zeppelin de Produções, em Porto Alegre, além de ser coordenadora de projetos culturais. Alguns de seus filmes são O Cárcere e a Rua, A invenção da Infância, O Branco e O Continente de Erico.

 

 

Fotos: Carolina Moro