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Santa Maria, RS, Brazil

Sob a luz do Lâmpada Mágica

 Que a cultura e o fomento cultural são segmentos frágeis da nossa sociedade não é novidade alguma. Outra verdade é que a falta de incentivo e os altos custos da cultura são os grandes responsáveis pelas carências deste setor. Mesmo assim, ainda há quem acredite em uma recuperação e a produza. É movido por essa esperança que há mais de 10 anos o projeto Lâmpada Mágica leva espetáculos teatrais pelas cidades gaúchas. Afim de brindar essa longa trajetória, nasce o livro ‘Lâmpada Mágica – uma representação Cultural’.

 

A obra, que será lançada em âmbito nacional, teve sua estréia na cidade, na noite de terça-feira., 2 de dezembro. A Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA), foi o palco para essa comemoração.

 O lançamento do livro trouxe a realizadora do Lâmpada Mágica e organizadora do livro, Cida Herok, para Santa Maria. Acompanhada do fotógrafo Cláudio Etgs, além da editora Clô Barcellos, e dos jornalistas Clotilde Gama e Francisco Dalcol, Cida falou de circulação, difusão e sustentabilidade do teatro gaúcho. Ela relembrou sua trajetória e expectativas para o projeto Lâmpada Mágica. “Levei no mínimo 5 anos visitando, identificando os locais e as formas que levaríamos esse projeto. Devido à sua grandiosidade tínhamos que ter tudo muito bem calculado”, recorda.

A idéia para um livro comemorativo teve origem na Editora Libretos. Conforme Clô Barcellos, o Lâmpada Mágica merecia eternizar sua história para que um dia todos possam vir a conhecer. “A Libretos trabalha apenas com os livros que ela escolhe. Dessa forma, pensou-se no Lâmpada Mágica. Percebemos que diante de tanta representação, de tanta cultura, faltava algo em que pudéssemos ampliar o conhecimento de todo esse trabalho”, menciona.

O Lâmpada Mágica tem  financiamento da Lei de Incentivo à Cultura/RS. Dessa forma  não cobra ingresso para os seus espetáculos,  a única solicitação é a doação de materiais escolares para colaborar com projetos sociais. De acordo com  o fotógrafo Cláudio Etges, atitudes como essa, não só formam  o público para o consumo cultural, como formam cidadãos. “É lindo ver as pessoas se mobilizando para doar. É essa consciência que devemos ter para que as coisas melhorem. Para que se tenha cultura e igualdade social”, analisa o fotógrafo.

A iniciativa atinge 28 cidades gaúchas e tem o patrocínio da AES SUL Distribuidora Gaúcha de Energia, e a realização do grupo Cida Planejamento Cultural.

 

foto: Cristiano Magrini

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 Que a cultura e o fomento cultural são segmentos frágeis da nossa sociedade não é novidade alguma. Outra verdade é que a falta de incentivo e os altos custos da cultura são os grandes responsáveis pelas carências deste setor. Mesmo assim, ainda há quem acredite em uma recuperação e a produza. É movido por essa esperança que há mais de 10 anos o projeto Lâmpada Mágica leva espetáculos teatrais pelas cidades gaúchas. Afim de brindar essa longa trajetória, nasce o livro ‘Lâmpada Mágica – uma representação Cultural’.

 

A obra, que será lançada em âmbito nacional, teve sua estréia na cidade, na noite de terça-feira., 2 de dezembro. A Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA), foi o palco para essa comemoração.

 O lançamento do livro trouxe a realizadora do Lâmpada Mágica e organizadora do livro, Cida Herok, para Santa Maria. Acompanhada do fotógrafo Cláudio Etgs, além da editora Clô Barcellos, e dos jornalistas Clotilde Gama e Francisco Dalcol, Cida falou de circulação, difusão e sustentabilidade do teatro gaúcho. Ela relembrou sua trajetória e expectativas para o projeto Lâmpada Mágica. “Levei no mínimo 5 anos visitando, identificando os locais e as formas que levaríamos esse projeto. Devido à sua grandiosidade tínhamos que ter tudo muito bem calculado”, recorda.

A idéia para um livro comemorativo teve origem na Editora Libretos. Conforme Clô Barcellos, o Lâmpada Mágica merecia eternizar sua história para que um dia todos possam vir a conhecer. “A Libretos trabalha apenas com os livros que ela escolhe. Dessa forma, pensou-se no Lâmpada Mágica. Percebemos que diante de tanta representação, de tanta cultura, faltava algo em que pudéssemos ampliar o conhecimento de todo esse trabalho”, menciona.

O Lâmpada Mágica tem  financiamento da Lei de Incentivo à Cultura/RS. Dessa forma  não cobra ingresso para os seus espetáculos,  a única solicitação é a doação de materiais escolares para colaborar com projetos sociais. De acordo com  o fotógrafo Cláudio Etges, atitudes como essa, não só formam  o público para o consumo cultural, como formam cidadãos. “É lindo ver as pessoas se mobilizando para doar. É essa consciência que devemos ter para que as coisas melhorem. Para que se tenha cultura e igualdade social”, analisa o fotógrafo.

A iniciativa atinge 28 cidades gaúchas e tem o patrocínio da AES SUL Distribuidora Gaúcha de Energia, e a realização do grupo Cida Planejamento Cultural.

 

foto: Cristiano Magrini