Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Futuros motoristas lotam CFCs em buca da primeira habilitação

 Algumas pessoas podem pensar que janeiro é um mês dedicado às férias, mas para outros o momento é de estudar as regras de trânsito e conhecer a conduta de um bom condutor. Esta é a realidade de centenas de alunos que tentam obter a primeira carteira de motorista e que lotam as salas de aula dos Centros de Formação de Condutores (CFCs). A intensa procura é resultado das mudanças definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) na Resolução 285, em vigor desde o início de 2009.

 

 

 

  As normas provocaram um aumento no valor da permissão para dirigir, de R$ 744,14 para R$ 929,34, o que tornou o preço da primeira carteira nacional de habilitação (CNH) um dos principais motivos da demanda.

 

 

 A procura pelas autoescolas com o objetivo de conseguir a permissão não é recente. De acordo com o diretor geral de um CFC de Santa Maria, Edson Viana, a demanda vem crescendo desde novembro e o atual período registra um número quatro vezes maior. Viana acredita que a antecipação dos futuros condutores é resultado das transformações da legislação, que objetivam preparar os cidadãos para o trânsito e reduzir os índices de acidentes.

 

 A mesma situação ocorre no Centro dirigido por Rodimar Dall Agnol, onde as salas de aula, com capacidade para 30 alunos, também estão lotadas. Para atender aos clientes foram colocados à disposição cinco veículos e dez instrutores a mais. “Tentamos adequar o máximo da nossa estrutura à demanda”, explica. Rodimar comenta que existem pessoas que abriram o processo até no último dia do ano anterior, quando valiam as regras e o valor antigos, mas decidiram adiar o processo para os próximos meses, pois o tempo para passar entre os módulos até a execução dos exames é de um ano.    

 

Com o pé no acelerador

 A estudante Leila Baptagleguin, 24 anos, foi uma das pessoas que correu até os CFCs para aproveitar o antigo preço da CNH. Em dezembro do ano passado ela mudou seus planos e decidiu antecipar o desejo de adquirir uma licença para dirigir. A jovem teve que arrumar um tempo de seus dias para assistir as aulas teóricas, que tiveram sua carga horária aumentada de 30 para 45h, e fazer as práticas, alteradas de 15 para 20 aulas.

De malas prontas para ir morar em Salvador, Bahia, a artesã Marileda Piovesan, 47 anos, resolveu aproveitar que as normas não tinham sido alteradas e, no mês passado, procurou uma autoescola para obter sua primeira habilitação. Apesar de as salas de aula estarem sobrecarregadas, após comprovar que estava prestes a se mudar, ela conseguiu uma vaga, ainda em janeiro, para assistir as aulas teóricas, fazer as práticas e realizar o exame.

 O auxiliar de depósito, Airton Iensen, 42 anos, também aproveitou a legislação vigente em 2008 para adquirir a carteira na categoria AB, para veículos de duas a quatro rodas. Na tarde da última quarta-feira, dia 21, ele aguardava para fazer o exame de direção e garantir a permissão que é necessária para seu trabalho.
 

Fotos: Bibiane Moreira (Laboratório de Fotografia e Memória)

LEIA TAMBÉM

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

 Algumas pessoas podem pensar que janeiro é um mês dedicado às férias, mas para outros o momento é de estudar as regras de trânsito e conhecer a conduta de um bom condutor. Esta é a realidade de centenas de alunos que tentam obter a primeira carteira de motorista e que lotam as salas de aula dos Centros de Formação de Condutores (CFCs). A intensa procura é resultado das mudanças definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) na Resolução 285, em vigor desde o início de 2009.

 

 

 

  As normas provocaram um aumento no valor da permissão para dirigir, de R$ 744,14 para R$ 929,34, o que tornou o preço da primeira carteira nacional de habilitação (CNH) um dos principais motivos da demanda.

 

 

 A procura pelas autoescolas com o objetivo de conseguir a permissão não é recente. De acordo com o diretor geral de um CFC de Santa Maria, Edson Viana, a demanda vem crescendo desde novembro e o atual período registra um número quatro vezes maior. Viana acredita que a antecipação dos futuros condutores é resultado das transformações da legislação, que objetivam preparar os cidadãos para o trânsito e reduzir os índices de acidentes.

 

 A mesma situação ocorre no Centro dirigido por Rodimar Dall Agnol, onde as salas de aula, com capacidade para 30 alunos, também estão lotadas. Para atender aos clientes foram colocados à disposição cinco veículos e dez instrutores a mais. “Tentamos adequar o máximo da nossa estrutura à demanda”, explica. Rodimar comenta que existem pessoas que abriram o processo até no último dia do ano anterior, quando valiam as regras e o valor antigos, mas decidiram adiar o processo para os próximos meses, pois o tempo para passar entre os módulos até a execução dos exames é de um ano.    

 

Com o pé no acelerador

 A estudante Leila Baptagleguin, 24 anos, foi uma das pessoas que correu até os CFCs para aproveitar o antigo preço da CNH. Em dezembro do ano passado ela mudou seus planos e decidiu antecipar o desejo de adquirir uma licença para dirigir. A jovem teve que arrumar um tempo de seus dias para assistir as aulas teóricas, que tiveram sua carga horária aumentada de 30 para 45h, e fazer as práticas, alteradas de 15 para 20 aulas.

De malas prontas para ir morar em Salvador, Bahia, a artesã Marileda Piovesan, 47 anos, resolveu aproveitar que as normas não tinham sido alteradas e, no mês passado, procurou uma autoescola para obter sua primeira habilitação. Apesar de as salas de aula estarem sobrecarregadas, após comprovar que estava prestes a se mudar, ela conseguiu uma vaga, ainda em janeiro, para assistir as aulas teóricas, fazer as práticas e realizar o exame.

 O auxiliar de depósito, Airton Iensen, 42 anos, também aproveitou a legislação vigente em 2008 para adquirir a carteira na categoria AB, para veículos de duas a quatro rodas. Na tarde da última quarta-feira, dia 21, ele aguardava para fazer o exame de direção e garantir a permissão que é necessária para seu trabalho.
 

Fotos: Bibiane Moreira (Laboratório de Fotografia e Memória)