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Santa Maria, RS, Brazil

Prevenção é a escolha certa

 Há menos de uma semana a notícia de que Santa Maria foi incluída, junto com mais nove municípios, na lista de áreas de risco de febre amarela no Estado, composta por 109 localidades, deixou a população em alerta. Desde então, milhares de santa-marienses formam filas nos postos de saúde para se vacinarem. Mesmo sendo uma medida de prevenção, pois a cidade não registra casos da doença, as filas nos locais de vacinação só aumentam, provocando modificações no serviço e no número desses pontos.

A enfermeira responsável pelo Setor de Imunização da Prefeitura de Santa Maria, Ana Lúcia Motta, orienta as pessoas a manterem a calma e não entrarem em pânico. A profissional lembra que a prioridade é para os moradores do interior, onde o risco de contrair a febre é maior, e que existe vacinas para todos.

 A novidade é que o aumento na procura de atendimento fez com que fossem organizados mais cincos centros de vacinação. Localizados no Hospital da Brigada Militar, nos postos de saúde dos bairros Camobi, Tancredo Neves, Lorenzi e da Vila Kennedy, estão à disposição de toda a comunidade de Santa Maria.

Filas para se prevenir

A última terça-feira, 13, foi tumultuada para os funcionários da unidade Erasmo Crossetti, situada na rua Floriano Peixoto. De acordo com Ana, foram aplicadas cinco mil doses nos turnos da manhã e da tarde. O lugar, que teve seu horário de funcionamento alterado no início da semana, atende de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 16h e deixou de distribuir senhas.

 Na tarde de hoje os enfermeiros e vigilantes organizavam a fila e orientavam aqueles que chegavam. Conforme o vigia Lenilson Matte Nogueira, o tempo de espera era de, no mínimo, 30 min. Ele conta que a primeira pessoa a se vacinar chegou às 4h.

O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), fixado em Camobi, também atende aqueles que quiserem se vacinar. Pelos corredores até a sala de vacinas estão fixadas informações sobre a febre amarela e esclarecimentos sobre a procura por vacinas, que é menor do que na região central do município.

A nota avisa que na segunda-feira, 12, mais de 500 pessoas procuraram esse setor do HUSM e explica que os vestibulandos que concorrem a uma vaga na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) não devem se vacinar, pois podem ter uma reação à vacina. A mesma orientação é dada para os funcionários da UFSM que trabalham durante o concurso.

Lembre-se:

  • A validade da vacina é de dez anos e não deve ser repetida dentro desse período.  
  • Os sintomas da doença são febres, náuseas, vômitos, dores de cabeça, no corpo e hemorragias.
  • Menores de nove meses não devem se vacinar, assim como pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida, hipersensíveis a proteína do ovo e derivados da galinha, com doenças febris agudas, submetidas a terapias imunodepressoras, como as quimioterapias, com imunodepressão, como aquelas com câncer generalizado, leucemias e linfomas, e aqueles que usem cortico-esteróides.

Fotos: Carolina Moro (Laboratório de Fotografia e Memória)

 

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 Há menos de uma semana a notícia de que Santa Maria foi incluída, junto com mais nove municípios, na lista de áreas de risco de febre amarela no Estado, composta por 109 localidades, deixou a população em alerta. Desde então, milhares de santa-marienses formam filas nos postos de saúde para se vacinarem. Mesmo sendo uma medida de prevenção, pois a cidade não registra casos da doença, as filas nos locais de vacinação só aumentam, provocando modificações no serviço e no número desses pontos.

A enfermeira responsável pelo Setor de Imunização da Prefeitura de Santa Maria, Ana Lúcia Motta, orienta as pessoas a manterem a calma e não entrarem em pânico. A profissional lembra que a prioridade é para os moradores do interior, onde o risco de contrair a febre é maior, e que existe vacinas para todos.

 A novidade é que o aumento na procura de atendimento fez com que fossem organizados mais cincos centros de vacinação. Localizados no Hospital da Brigada Militar, nos postos de saúde dos bairros Camobi, Tancredo Neves, Lorenzi e da Vila Kennedy, estão à disposição de toda a comunidade de Santa Maria.

Filas para se prevenir

A última terça-feira, 13, foi tumultuada para os funcionários da unidade Erasmo Crossetti, situada na rua Floriano Peixoto. De acordo com Ana, foram aplicadas cinco mil doses nos turnos da manhã e da tarde. O lugar, que teve seu horário de funcionamento alterado no início da semana, atende de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 16h e deixou de distribuir senhas.

 Na tarde de hoje os enfermeiros e vigilantes organizavam a fila e orientavam aqueles que chegavam. Conforme o vigia Lenilson Matte Nogueira, o tempo de espera era de, no mínimo, 30 min. Ele conta que a primeira pessoa a se vacinar chegou às 4h.

O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), fixado em Camobi, também atende aqueles que quiserem se vacinar. Pelos corredores até a sala de vacinas estão fixadas informações sobre a febre amarela e esclarecimentos sobre a procura por vacinas, que é menor do que na região central do município.

A nota avisa que na segunda-feira, 12, mais de 500 pessoas procuraram esse setor do HUSM e explica que os vestibulandos que concorrem a uma vaga na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) não devem se vacinar, pois podem ter uma reação à vacina. A mesma orientação é dada para os funcionários da UFSM que trabalham durante o concurso.

Lembre-se:

  • A validade da vacina é de dez anos e não deve ser repetida dentro desse período.  
  • Os sintomas da doença são febres, náuseas, vômitos, dores de cabeça, no corpo e hemorragias.
  • Menores de nove meses não devem se vacinar, assim como pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida, hipersensíveis a proteína do ovo e derivados da galinha, com doenças febris agudas, submetidas a terapias imunodepressoras, como as quimioterapias, com imunodepressão, como aquelas com câncer generalizado, leucemias e linfomas, e aqueles que usem cortico-esteróides.

Fotos: Carolina Moro (Laboratório de Fotografia e Memória)