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Santa Maria, RS, Brazil

Senhor fumante, pare agora


De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de
200.000 pessoas fumantes morrem no Brasil por ano. A nicotina é a
grande vilã de todas essas mortes. A substância produz uma sensação de
prazer que acaba  induzindo a dependência. Ela também causa alterações
cerebrais que transformam o comportamento dos dependentes.

Todos os anos são realizados inúmeros projetos anti-tabagismo. A campanha que o Centro Universitário Franciscano (Unifra) desenvolve já há algum tempo entre os acadêmicos serviu de estímulo para que a Pastoral divulgasse um programa de ajuda onde a comunidade que desejasse parar de fumar pudesse participar. As inscrições eram feitas através do site da instituição sem custos adicionais.

Vivian

Na sexta-feira, 25 de setembro, realizou-se a primeira palestra com o tema: Atuação da Fisioterapia no Anti-Tabagismo, com participação da irmã Cláudia Denise, uma das fundadoras deste projeto; da professora Vivian da Pieve Antunes (foto ao lado) e algumas acadêmicas. Neste primeiro encontro foram expostos os malefícios do cigarro e os benefícios de quando se larga o vício. Dicas para aprender respirar melhor, exercícios rotineiros e mudanças nos hábitos alimentares foram ressaltados.

"Esperávamos mais pessoas na primeira palestra, pois foram 60 vagas e apenas 38 inscritos. Entre esses, alguns acadêmicos estavam na lista mas nenhum compareceu. O fato de serem da instituição pode criar uma certa resistência à exposição. As pessoas ficam com medo de assumir em público que são fumantes’’, diz a irmã Denise, 26 anos, enfermeira.

Alguns participantes deram seus depoimentos, mas não quiseram identificar-se:

     – “Fumo há muito tempo, o cigarro agora me faz muito mal, ele está me trazendo problemas. Fiquei sabendo desse programa através do jornal Diário de Santa Maria, e estava contando os dias para começar. Este projeto, com certeza irá me ajudar, o ambiente é incrível. Amei, amei. São pessoas jovens e profissionais maravilhosos. Farei o possível para deixar de fumar’’.

     –“Já fui para o hospital com doenças cardiovasculares. Tenho todo apoio de minha família, estou com quase 60 anos, pratico muitas atividades físicas e mesmo assim sinto que não consigo respirar muito bem. Trabalhei na área da saúde, sei bem que o cigarro termina com nosso organismo. Conto com essa ajuda e espero que tudo ocorra bem. Vou fazer tudo para esquecer do cigarro, que Deus me abençoe’’.

Os fumantes adoecem muito mais do que os não-fumantes. Sua resistência física é inferior, seu  fôlego começa a piorar com o passar do tempo, a prática de esportes diminui, pois o cansaço aumenta. Eles acabam envelhecendo mais rápido e seu aspecto físico fica cada vez menos atraente, os dentes ficam amarelos, a pele enruga e o mau cheiro da fumaça fica impregnado nas roupas. É o que relatam as acadêmicas de Fisioterapia Alessandra Godoy, Alyssa Conte, Ana Paula Vey, Danielle Camargo e Luana Viero.

As palestras continuam até o fim de novembro, mantendo um intervalo de quinze dias entre cada uma delas. Os próximos encontros serão nos dias 9/10, 23/10, 30/10 e 20/11 com os seguintes temas: aspectos emocionais e o tabagismo, a nutrição e o tabagismo, a ginecologia e o tabagismo, sistema cardíaco e o tabagismo.

Denise

“Mandaremos novos e-mails para aquelas pessoas que não comparecem na primeira palestra e se inscreveram. Tentaremos também contato telefônico. Acredito que esses que vieram no primeiro dia permanecerão até o fim. Vamos fazer outras chamadas para aqueles que talvez tenham ficado com medo de aparecer em público”, relata a irmã Claúdia Denise (foto ao lado), da Pastoral da Unifra.

 

Fotos: Diego Fontanella Shervensquy (Laboratório de Fotografia e Memória) e arquivo/Agência CentralSul

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De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de
200.000 pessoas fumantes morrem no Brasil por ano. A nicotina é a
grande vilã de todas essas mortes. A substância produz uma sensação de
prazer que acaba  induzindo a dependência. Ela também causa alterações
cerebrais que transformam o comportamento dos dependentes.

Todos os anos são realizados inúmeros projetos anti-tabagismo. A campanha que o Centro Universitário Franciscano (Unifra) desenvolve já há algum tempo entre os acadêmicos serviu de estímulo para que a Pastoral divulgasse um programa de ajuda onde a comunidade que desejasse parar de fumar pudesse participar. As inscrições eram feitas através do site da instituição sem custos adicionais.

Vivian

Na sexta-feira, 25 de setembro, realizou-se a primeira palestra com o tema: Atuação da Fisioterapia no Anti-Tabagismo, com participação da irmã Cláudia Denise, uma das fundadoras deste projeto; da professora Vivian da Pieve Antunes (foto ao lado) e algumas acadêmicas. Neste primeiro encontro foram expostos os malefícios do cigarro e os benefícios de quando se larga o vício. Dicas para aprender respirar melhor, exercícios rotineiros e mudanças nos hábitos alimentares foram ressaltados.

"Esperávamos mais pessoas na primeira palestra, pois foram 60 vagas e apenas 38 inscritos. Entre esses, alguns acadêmicos estavam na lista mas nenhum compareceu. O fato de serem da instituição pode criar uma certa resistência à exposição. As pessoas ficam com medo de assumir em público que são fumantes’’, diz a irmã Denise, 26 anos, enfermeira.

Alguns participantes deram seus depoimentos, mas não quiseram identificar-se:

     – “Fumo há muito tempo, o cigarro agora me faz muito mal, ele está me trazendo problemas. Fiquei sabendo desse programa através do jornal Diário de Santa Maria, e estava contando os dias para começar. Este projeto, com certeza irá me ajudar, o ambiente é incrível. Amei, amei. São pessoas jovens e profissionais maravilhosos. Farei o possível para deixar de fumar’’.

     –“Já fui para o hospital com doenças cardiovasculares. Tenho todo apoio de minha família, estou com quase 60 anos, pratico muitas atividades físicas e mesmo assim sinto que não consigo respirar muito bem. Trabalhei na área da saúde, sei bem que o cigarro termina com nosso organismo. Conto com essa ajuda e espero que tudo ocorra bem. Vou fazer tudo para esquecer do cigarro, que Deus me abençoe’’.

Os fumantes adoecem muito mais do que os não-fumantes. Sua resistência física é inferior, seu  fôlego começa a piorar com o passar do tempo, a prática de esportes diminui, pois o cansaço aumenta. Eles acabam envelhecendo mais rápido e seu aspecto físico fica cada vez menos atraente, os dentes ficam amarelos, a pele enruga e o mau cheiro da fumaça fica impregnado nas roupas. É o que relatam as acadêmicas de Fisioterapia Alessandra Godoy, Alyssa Conte, Ana Paula Vey, Danielle Camargo e Luana Viero.

As palestras continuam até o fim de novembro, mantendo um intervalo de quinze dias entre cada uma delas. Os próximos encontros serão nos dias 9/10, 23/10, 30/10 e 20/11 com os seguintes temas: aspectos emocionais e o tabagismo, a nutrição e o tabagismo, a ginecologia e o tabagismo, sistema cardíaco e o tabagismo.

Denise

“Mandaremos novos e-mails para aquelas pessoas que não comparecem na primeira palestra e se inscreveram. Tentaremos também contato telefônico. Acredito que esses que vieram no primeiro dia permanecerão até o fim. Vamos fazer outras chamadas para aqueles que talvez tenham ficado com medo de aparecer em público”, relata a irmã Claúdia Denise (foto ao lado), da Pastoral da Unifra.

 

Fotos: Diego Fontanella Shervensquy (Laboratório de Fotografia e Memória) e arquivo/Agência CentralSul