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Santa Maria, RS, Brazil

Sertão gaúcho

A falta de chuva tira a tranquilidade do sono dos gaúchos.

Imagine a paisagem do sertão nordestino, açudes vazios, gado magro, lavouras secas e a terra rachada e sem vida. Imagine agora o Rio grande do Sul, açudes cheios, gado gordo, lavouras prontas para colheita e as verduras e frutas lindas e saborosas. É, não é essa a paisagem dos dias de hoje no estado. Em algumas regiões o cenário do sertão está se tornando comum para os gaúchos. A falta de chuva está provocando uma perda significativa da produção agrícola. As plantações sendo perdidas, o gado está magro, as vacas leiteiras sem leite, as hortaliças machucadas e as frutas estão pequenas. Muitas propriedades estão irrigando sua lavoura com poços artesianos e com o pouco de água que resta nos açudes e rios próximos.

As regiões mais atingidas pela estiagem são a Fronteira oeste, a Centro Serra e o Centro. Segundo a EMATER cidades como Júlio de Castilhos e Tupanciretã estão em situação de emergência. Nessas áreas não chove há aproximadamente 40 dias, acarretando um sério problema na economia local. Na cidade de Tupanciretã as perdas equivalem a 50% na produção de milho e 30% na de soja. Na cidade de São Borja as perdas chegam a 60% na lavoura de soja e 75% da cultura de milho.

 Na região centro, segundo a Defesa Civil, os distritos de Santa Maria que mais necessitam de atendimento pela falta de água são Boca do Monte, Santa Flora e Palma. Nessas localidades o carro da Defesa Civil leva aproximadamente 3.500 litros de água para o consumo humano. No mês de abril não choveu 1/3 do esperado que seria entre 150mm a 180mm aproximadamente. De acordo com o agricultor do Distrito de Palma, Gilberto Millani, 52 anos, “a estiagem está violenta, o pasto está seco, o leite das vacas diminuiu e na horta só puxando água do rio”. A produção das hortaliças, legumes e frutas da agricultora Inês Lucca caiu bastante. Para Inês, manter suas verduras bonitas para vender na feira só puxando água do artesiano.

O engenheiro de segurança da Defesa Civil, Julio Uminski, diz que se não chover significativamente na região nos próximos dias, Santa Maria terá que decretar situação de emergência pela falta de chuvas em seus distritos. Na cidade, o único bairro que pediu auxílio para a Defesa Civil foi o bairro São José. Julio também alerta para a conscientização da população, “é em momentos como este que devemos rever conceitos e costumes, não desperdiçar, racionar, nos reeducar, educar nossos filhos para preservar o bem mais valioso que nós temos que é a água” desabafou.

Na região de Santa Maria a chuva vem para tentar amenizar as perdas dos agricultores e a falta de água em algumas regiões. De acordo com o Grupo de Modelagem Atmosférica de Santa Maria (GRUMA), projeto experimental da UFSM, a previsão é de pancadas de chuva na fronteira oeste e no centro do estado nesta terça-feira. E na quarta-feira um ciclone extra tropical provocará chuvas em todo o estado do Rio Grande do Sul.

Foto: Ariéli Ziegler (Laboratóro de Fotografia e Memória)

 

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A falta de chuva tira a tranquilidade do sono dos gaúchos.

Imagine a paisagem do sertão nordestino, açudes vazios, gado magro, lavouras secas e a terra rachada e sem vida. Imagine agora o Rio grande do Sul, açudes cheios, gado gordo, lavouras prontas para colheita e as verduras e frutas lindas e saborosas. É, não é essa a paisagem dos dias de hoje no estado. Em algumas regiões o cenário do sertão está se tornando comum para os gaúchos. A falta de chuva está provocando uma perda significativa da produção agrícola. As plantações sendo perdidas, o gado está magro, as vacas leiteiras sem leite, as hortaliças machucadas e as frutas estão pequenas. Muitas propriedades estão irrigando sua lavoura com poços artesianos e com o pouco de água que resta nos açudes e rios próximos.

As regiões mais atingidas pela estiagem são a Fronteira oeste, a Centro Serra e o Centro. Segundo a EMATER cidades como Júlio de Castilhos e Tupanciretã estão em situação de emergência. Nessas áreas não chove há aproximadamente 40 dias, acarretando um sério problema na economia local. Na cidade de Tupanciretã as perdas equivalem a 50% na produção de milho e 30% na de soja. Na cidade de São Borja as perdas chegam a 60% na lavoura de soja e 75% da cultura de milho.

 Na região centro, segundo a Defesa Civil, os distritos de Santa Maria que mais necessitam de atendimento pela falta de água são Boca do Monte, Santa Flora e Palma. Nessas localidades o carro da Defesa Civil leva aproximadamente 3.500 litros de água para o consumo humano. No mês de abril não choveu 1/3 do esperado que seria entre 150mm a 180mm aproximadamente. De acordo com o agricultor do Distrito de Palma, Gilberto Millani, 52 anos, “a estiagem está violenta, o pasto está seco, o leite das vacas diminuiu e na horta só puxando água do rio”. A produção das hortaliças, legumes e frutas da agricultora Inês Lucca caiu bastante. Para Inês, manter suas verduras bonitas para vender na feira só puxando água do artesiano.

O engenheiro de segurança da Defesa Civil, Julio Uminski, diz que se não chover significativamente na região nos próximos dias, Santa Maria terá que decretar situação de emergência pela falta de chuvas em seus distritos. Na cidade, o único bairro que pediu auxílio para a Defesa Civil foi o bairro São José. Julio também alerta para a conscientização da população, “é em momentos como este que devemos rever conceitos e costumes, não desperdiçar, racionar, nos reeducar, educar nossos filhos para preservar o bem mais valioso que nós temos que é a água” desabafou.

Na região de Santa Maria a chuva vem para tentar amenizar as perdas dos agricultores e a falta de água em algumas regiões. De acordo com o Grupo de Modelagem Atmosférica de Santa Maria (GRUMA), projeto experimental da UFSM, a previsão é de pancadas de chuva na fronteira oeste e no centro do estado nesta terça-feira. E na quarta-feira um ciclone extra tropical provocará chuvas em todo o estado do Rio Grande do Sul.

Foto: Ariéli Ziegler (Laboratóro de Fotografia e Memória)