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16 de abril – Dia Mundial da Voz

Nesta sexta-feira comemora-se o Dia Mundial da Voz. A voz não é importante só para os cantores e artistas. É também o instrumento de trabalho dos vendedores, recepcionistas, radialistas, professores, operadores de telemarketing, médicos, entre outras profissões.

Os profissionais especializados em cuidar da voz são os otorrinolaringologistas e os fonoaudiólogos. Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a pessoa que apresentar algum tipo de alteração, tais como: rouquidão persistente por mais de duas semanas, perda súbita da voz sem um quadro gripal associado e outros sintomas provenientes do fumo, deve procurar ajuda. A maioria das doenças da voz tem tratamento com medicamentos, fonoterapia ou cirurgia. Quando o problema é diagnosticado mais cedo, maiores são as chances de preservação da voz, principalmente em casos de câncer.

Em Santa Maria, de acordo com a fonoaudióloga Carla Viegas, os profissionais que buscam tratamento vocal são aqueles que usam a voz como instrumento de trabalho, como professores, advogados, cantores, empresários, enfim, aqueles que têm grande demanda vocal, mas não possuem técnica vocal. Também pessoas que ficaram com sequelas causadas pelo câncer de cabeça e pescoço ou sequelas neurológicas, como AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou Parkinson, por exemplo.

As doenças que podem ocorrer devido ao mau uso da voz ou muita exposição consistem em: laringite, nódulo, pólipo, cisto, leucoplasia e câncer de laringe. Esses dois últimos, ligados ao uso do cigarro.

"Podemos citar como inimigos da voz o mau uso e abuso vocal, o cigarro, mudanças bruscas de temperatura e alergias relacionadas ao sistema respiratório. Falar alto, gritar, falar demais prejudicam o aparelho vocal que é constituído de cartilagens, músculos e ligamentos que sofrem com o desgaste", explica Carla.

Falar mais baixo, falar o necessário, saber escutar, não fumar, não pigarrear, evitar gelados, agasalhar-se no frio, evitar falar no meio de ruídos, evitar mudanças bruscas de temperatura principalmente aos que possuem predisposição a alterações vocais, evitar chocolate, leite e derivados. Essas são as dicas antes do intenso uso da voz. Sugere-se também evitar bebidas gasosas, pois favorecem a flatulência e o refluxo gastroesofágico. "Alimentos e bebidas geladas são sempre nocivos, pois o choque térmico causa edema de laringe. Alimentos leves, como verduras e frutas bem mastigadas relaxam a musculatura da mandíbula, melhorando a dicção e dando a sensação de leveza ao corpo", aconselha a fonoaudióloga.

Atividades em Santa Maria

O Laboratório de Voz do curso de Fonoaudiologia da  Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), realiza até o final do mês de abril, atividades em função do Dia Mundial da Voz. As ações serão em locais como bancos, escolas, rádios e emissoras de televisão. Através palestras sobre saúde vocal e cuidados com a voz e questionários aplicados com o objetivo de fazer um diagnóstico do problema vocal. As pessoas que apresentarem problemas serão encaminhadas para triagem no Serviço de Atendimento Fonoaudiológico da UFSM. A professora responsável é Carla Aparecida Cielo.

 

Fotos: Rômulo DÁvila (Laboratório de Fotografia e Memória) 

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Nesta sexta-feira comemora-se o Dia Mundial da Voz. A voz não é importante só para os cantores e artistas. É também o instrumento de trabalho dos vendedores, recepcionistas, radialistas, professores, operadores de telemarketing, médicos, entre outras profissões.

Os profissionais especializados em cuidar da voz são os otorrinolaringologistas e os fonoaudiólogos. Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a pessoa que apresentar algum tipo de alteração, tais como: rouquidão persistente por mais de duas semanas, perda súbita da voz sem um quadro gripal associado e outros sintomas provenientes do fumo, deve procurar ajuda. A maioria das doenças da voz tem tratamento com medicamentos, fonoterapia ou cirurgia. Quando o problema é diagnosticado mais cedo, maiores são as chances de preservação da voz, principalmente em casos de câncer.

Em Santa Maria, de acordo com a fonoaudióloga Carla Viegas, os profissionais que buscam tratamento vocal são aqueles que usam a voz como instrumento de trabalho, como professores, advogados, cantores, empresários, enfim, aqueles que têm grande demanda vocal, mas não possuem técnica vocal. Também pessoas que ficaram com sequelas causadas pelo câncer de cabeça e pescoço ou sequelas neurológicas, como AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou Parkinson, por exemplo.

As doenças que podem ocorrer devido ao mau uso da voz ou muita exposição consistem em: laringite, nódulo, pólipo, cisto, leucoplasia e câncer de laringe. Esses dois últimos, ligados ao uso do cigarro.

"Podemos citar como inimigos da voz o mau uso e abuso vocal, o cigarro, mudanças bruscas de temperatura e alergias relacionadas ao sistema respiratório. Falar alto, gritar, falar demais prejudicam o aparelho vocal que é constituído de cartilagens, músculos e ligamentos que sofrem com o desgaste", explica Carla.

Falar mais baixo, falar o necessário, saber escutar, não fumar, não pigarrear, evitar gelados, agasalhar-se no frio, evitar falar no meio de ruídos, evitar mudanças bruscas de temperatura principalmente aos que possuem predisposição a alterações vocais, evitar chocolate, leite e derivados. Essas são as dicas antes do intenso uso da voz. Sugere-se também evitar bebidas gasosas, pois favorecem a flatulência e o refluxo gastroesofágico. "Alimentos e bebidas geladas são sempre nocivos, pois o choque térmico causa edema de laringe. Alimentos leves, como verduras e frutas bem mastigadas relaxam a musculatura da mandíbula, melhorando a dicção e dando a sensação de leveza ao corpo", aconselha a fonoaudióloga.

Atividades em Santa Maria

O Laboratório de Voz do curso de Fonoaudiologia da  Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), realiza até o final do mês de abril, atividades em função do Dia Mundial da Voz. As ações serão em locais como bancos, escolas, rádios e emissoras de televisão. Através palestras sobre saúde vocal e cuidados com a voz e questionários aplicados com o objetivo de fazer um diagnóstico do problema vocal. As pessoas que apresentarem problemas serão encaminhadas para triagem no Serviço de Atendimento Fonoaudiológico da UFSM. A professora responsável é Carla Aparecida Cielo.

 

Fotos: Rômulo DÁvila (Laboratório de Fotografia e Memória)