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Santa Maria, RS, Brazil

Chocolate e macela: signos da fé?

 
A Sexta-Feira Santa e a Páscoa são datas importantes no calendário mundial.
Retratam a crucificação e a ressurreição de Cristo, respectivamente. Nesses
dias, muitas crenças populares são colocadas em prática. Na sexta, a colheita da macela
antes do sol nascer é rotina, principalmente no Rio Grande do Sul. Acredita-se que a coleta nesta data traga mais eficiência
ao chá das flores. E no domingo o chocolate faz parte do ritual de páscoa.

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Nessa época, os
cristãos celebram a ressurreição de Jesus Cristo, depois da sua morte por crucificação
na sexta-feira. Mas essas motivações acabam sendo esquecidas. Ovos enfeitados, chocolates de distintos
sabores encantam muitas pessoas por suas diversidades, e essa acaba sendo a
maior lembrança desse dia.

Quem lamenta a perda de identidade na Páscoa é o padre
Osvaldo, que há 34 anos trabalha na Catedral de Santa Maria. “O problema de
tudo isso é dos pais, que ensinam as crianças dessa maneira, tudo movido pelo
consumismo e economia”, diz o padre. Segundo ele, as crenças populares são coisas
do povo, como colher a macela na sexta-feira santa. “Isso é tradição, não tem
nada a ver com a igreja”.

 

Porém, nos últimos dias, a cidade presencia dezenas de
índios espalhados pelo calçadão. Todos com seus artesanatos, que simbolizam
cestas de páscoa e coelhos, e muitos maços de macela. Para eles, a planta significa
muito, principalmente na área medicinal, como para passar a dor na cabeça, estômago,
entre outros.

A índia da tribo caingangue, Márcia Deerã, 42
anos, diz que a erva é muito eficiente e procurada o ano todo. Mas a maior
procura é mesmo pelas cestinhas artesanais, criadas em Tenente Portela,
sua cidade natal. “As maiores vendas são feitas agora, principalmente por causa
da Páscoa”, relata Márcia.

 

 

Segundo o ambulante que vende ervas medicinais, Aldori da
Silva Militz, 42 anos, os resultados são muito positivos. Porém, afirma que no
momento de colher a macela na sexta-feira, a maioria já passou do ponto, e o
efeito acaba se perdendo. “Ela ajuda o fígado, rins, reduz o colesterol e afina
o sangue, muito bom remédio natural”, diz Militz.

 

Coelhos e ovos são símbolos de fertilidade, e por isso
relacionados a essa data. Com o tempo, o chocolate, em forma desses símbolos,
ganhou mais espaço e ficou mundialmente conhecido. Já a crença da macela é mantida
especificamente pelos gaúchos, que acreditam muito na colheita do dia e no seu
real potencial.

Fotos: Rômulo D’Avila (Laboratório
de Fotografia e Memória)

 

 

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A Sexta-Feira Santa e a Páscoa são datas importantes no calendário mundial.
Retratam a crucificação e a ressurreição de Cristo, respectivamente. Nesses
dias, muitas crenças populares são colocadas em prática. Na sexta, a colheita da macela
antes do sol nascer é rotina, principalmente no Rio Grande do Sul. Acredita-se que a coleta nesta data traga mais eficiência
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cristãos celebram a ressurreição de Jesus Cristo, depois da sua morte por crucificação
na sexta-feira. Mas essas motivações acabam sendo esquecidas. Ovos enfeitados, chocolates de distintos
sabores encantam muitas pessoas por suas diversidades, e essa acaba sendo a
maior lembrança desse dia.

Quem lamenta a perda de identidade na Páscoa é o padre
Osvaldo, que há 34 anos trabalha na Catedral de Santa Maria. “O problema de
tudo isso é dos pais, que ensinam as crianças dessa maneira, tudo movido pelo
consumismo e economia”, diz o padre. Segundo ele, as crenças populares são coisas
do povo, como colher a macela na sexta-feira santa. “Isso é tradição, não tem
nada a ver com a igreja”.

 

Porém, nos últimos dias, a cidade presencia dezenas de
índios espalhados pelo calçadão. Todos com seus artesanatos, que simbolizam
cestas de páscoa e coelhos, e muitos maços de macela. Para eles, a planta significa
muito, principalmente na área medicinal, como para passar a dor na cabeça, estômago,
entre outros.

A índia da tribo caingangue, Márcia Deerã, 42
anos, diz que a erva é muito eficiente e procurada o ano todo. Mas a maior
procura é mesmo pelas cestinhas artesanais, criadas em Tenente Portela,
sua cidade natal. “As maiores vendas são feitas agora, principalmente por causa
da Páscoa”, relata Márcia.

 

 

Segundo o ambulante que vende ervas medicinais, Aldori da
Silva Militz, 42 anos, os resultados são muito positivos. Porém, afirma que no
momento de colher a macela na sexta-feira, a maioria já passou do ponto, e o
efeito acaba se perdendo. “Ela ajuda o fígado, rins, reduz o colesterol e afina
o sangue, muito bom remédio natural”, diz Militz.

 

Coelhos e ovos são símbolos de fertilidade, e por isso
relacionados a essa data. Com o tempo, o chocolate, em forma desses símbolos,
ganhou mais espaço e ficou mundialmente conhecido. Já a crença da macela é mantida
especificamente pelos gaúchos, que acreditam muito na colheita do dia e no seu
real potencial.

Fotos: Rômulo D’Avila (Laboratório
de Fotografia e Memória)